Francisco propõe erradicação da pobreza, mas mídia omite

Por carlos do maranhão

Em discurso que pouco repercutiu junto à mídia, talvez abafado pela  entrevista coletiva ao "Fantástico", o Papa Francisco disse que " futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir".

A referência foi feita durante o encontro com a sociedade civil no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na manhã de sábado. No pronunciamento Francisco disse que "Todos aqueles que possuem um papel de responsabilidade, em uma Nação, são chamados a enfrentar o futuro "com os olhos calmos de quem sabe ver a verdade", como dizia o pensador brasileiro Alceu Amoroso Lima ["Nosso tempo", in: A vida sobrenatural e o mundo moderno (Rio de Janeiro 1956), 106].

As questões relativas  humanização da economia e da erradicação da pobreza foram abordados no segundo dos três aspectos desse "olhar calmo, sereno e sábio": " Queria considerar três aspectos deste olhar calmo, sereno e sábio: primeiro, a originalidade de uma tradição cultural; segundo, a responsabilidade solidária para construir o futuro; e terceiro, o diálogo construtivo para encarar o presente". Leia mais »

Jornal Nacional e o sorriso do gato de Alice

Dando prosseguimento à nossa perigosa aventura de localização e desmontagem de bombas semióticas, nos defrontamos com um novo e mais letal tipo porque detentor de um efeito tóxico e de longo prazo: a comunicação não verbal do Jornal Nacional da TV Globo. A melhor analogia para entender essa bomba é o sorriso do gato de “Alice no País das Maravilhas” – o seu sorriso permanecia no ar, mesmo quando o gato desaparecia lentamente. O principal telejornal da emissora possui um complexo sistema semiológico para simular espontaneidade de gestos, sobrancelhas levantadas, mãos agitadas, locuções carregadas de vogais e pausas etc. Uma estratégia linguística para, assim como o sorriso do gato de Alice, os signos verbais permanecerem na memória mesmo depois que a notícia for esquecida ou, talvez, nem assimilada. O propósito? Disseminar signos não verbais que sinalizem uma difusa atmosfera de caos, anomia e instabilidade.

No capítulo 6 do livro Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll, Alice encontra o gato de Chershire e pergunta para ele se há algum lugar onde não exista gente louca e como chegar lá. O sorridente gato responde que todos são loucos, inclusive ele e Alice e desaparece lentamente deixando apenas o seu sorriso. O gato é o único personagem na fábula que Alice se refere como “amigo”: o seu sorriso se destaca e se autonomiza da cabeça felina. Muitos significados e simbolismos foram atribuídos a esse personagem (sorriso lunar, autoconsciência de Alice de que tudo se tratava de um sonho etc.), mas uma coisa fica evidente: o poder da comunicação não verbal do gato – pouco importa o que ele dizia, seu sorriso enigmático que permanecia no ar era o mais importante. Leia mais »

Barbosa: Brasil não está preparado para um presidente negro

Sugerido por joao

Joaquim Barbosa: Brasil não está preparado para um presidente negro

Por Globo, no CBN - Foz do Iguaçu

O senhor é candidato à presidente da República?

Não. Sou muito realista. Nunca pensei em me envolver em política. Não tenho laços com qualquer partido político. São manifestações espontâneas da população onde quer que eu vá. Pessoas que pedem para que eu me candidate e isso tem se traduzido em percentual de alguma relevância em pesquisas.

As pessoas ficaram com a impressão de que o senhor não cumprimentou a presidente.

Eu não só cumprimentei como conversei longamente com a presidente. Eu estava o tempo todo com ela.

O Brasil está preparado para um presidente da República negro?

Não. Porque acho que ainda há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados no Brasil. No momento em que um candidato negro se apresente, esses bolsões se insurgirão de maneira violenta contra esse candidato. Já há sinais disso na mídia. As investidas da “Folha de S.Paulo” contra mim já são um sinal. A “Folha de S.Paulo” expôs meu filho, numa entrevista de emprego. No domingo passado, houve uma violação brutal da minha privacidade. O jornal se achou no direito de expor a compra de um imóvel modesto nos Estados Unidos. Tirei dinheiro da minha conta bancária, enviei o dinheiro por meios legais, previstos na legislação, declarei a compra no Imposto de Renda. Não vejo a mesma exposição da vida privada de pessoas altamente suspeitas da prática de crime. Leia mais »

Folha invoca nacionalismo contra redes sociais

Folha de S. Paulo

Editorial

Mitos das redes sociais

Essas plataformas têm valor comunicativo e profissional que não as isenta de debate crítico acerca de seus aspectos mais controversos

Ninguém duvida da imensa utilidade das redes sociais como ferramenta profissional e recreativa. Organizam um gigantesco contingente de usuários conforme suas afinidades e facilitam toda forma de comunicação interpessoal. Tornam a vida mais prática.

Mais controvertidas são suas dimensões política e midiática.

À primeira vista um enorme fórum de livre debate, as redes são formadas por células que mais reiteram as próprias certezas e hábitos do que os submetem a discussão. Esta, quando ocorre, adquire tons de estéril guerrilha verbal.
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"A Internet é uma ameaça à civilização humana", diz Assange

Sugerido por Fred.KG

O futuro da liberdade e as armas da codificação

Um apelo às armas da codificação

No RistirInfo

Julian Assange apresenta seu livro: Este livro não é um manifesto. Não há tempo para isso. Este livro é uma advertência. 

O mundo não está a deslizar, mas sim a galopar para uma nova distopia transnacional. Esta evolução não foi adequadamente reconhecida fora de círculos da segurança nacional. Ela tem sido escondida pelo segredo, complexidade e escala. A Internet, nossa maior ferramenta de emancipação, foi transformada no mais perigoso facilitador de totalitarismo que alguma vez já vimos. A Internet é uma ameaça à civilização humana. 

Estas transformações ocorreram silenciosamente, porque aqueles que sabem o que está em curso na indústria da vigilância global não têm incentivos para falar abertamente. Abandonada na sua própria trajectória, dentro poucos anos a civilização global será uma distopia de vigilância pós-moderna, da qual, excepto para indivíduos mais hábeis, será impossível escapar. De facto, já podemos aí estar.  Leia mais »

Diários Associados de Minas e Google fecham parceria

Sugerido por Sorano

Google e EM juntos em novo projeto

Do Portal EM.com.br

Parceria com foco em anunciantes é a 1ª em Minas e em modelo que une a gigante da internet com um grupo de mídia brasileiro

Carolina Mansur

"Com essa parceria, esperamos democratizar o acesso à internet, aumentar o número de empresas com participação na web e torná-las visíveis", diz Todd Rowe, diretor global de Canais de Venda do GoogleEstar na internet é cada vez mais importante para o crescimento de pequenas e médias empresas (PMEs). Para ajudá-las a mergulhar nesse universo, os Diários Associados e o Google anunciaram ontem uma novo projeto digital, que será detalhado em evento marcado para o fim de agosto. A parceria – primeira realizada com um grupo de mídia brasileiro e a primeira em Minas Gerais – promete auxiliar as empresas que não têm tempo, recursos ou conhecimentos na administração de suas campanhas de publicidade.  Leia mais »

Operadoras descumprem metas de qualidade para internet móvel

O Estado de S.Paulo

Empresas de telefonia descumprem meta de qualidade para internet móvel

Segundo a Anatel, o usuário de internet no celular deveria conseguir entrar na rede em 98% das vezes em que tenta se conectar a ela; principal problema detectado pelo órgão regulador está nas conexões 2G, em que somente a Claro superou a meta

Anne Warth / Brasília - O Estado de S.Paulo

A maioria das operadoras de telefonia ainda não cumpre as metas de qualidade estabelecidas para internet móvel pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo o órgão regulador, o usuário deveria conseguir entrar na rede em 98% das vezes em que tenta se conectar, mas a taxa, em abril, foi de 96,71%, menos que os 97,33% apurados em agosto de 2012.

Somente a Claro atingiu os objetivos traçados para a taxa de acesso à rede, com 98,94%. A Vivo chegou a 96,10%; a TIM, 95,98%; e a Oi, 95,45%. O principal problema está nas conexões 2G, em que somente a Claro superou a meta de 98%, com 98,96%. Já a TIM chegou a 95,81%; Vivo, 95,71%; e Oi, 95,41%. No 3G, os indicadores mínimos foram cumpridos.

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Globo em mais um caso de assassinato de reputação

Por Igor Pouchain Matela

Olá Nassif,

Eu, Igor Pouchain Matela, e minha companheira, Carla Hirt, fomos vítimas de mais um caso de assassinato de reputação cometido pelo jornal O Globo.

Estamos num momento muito delicado no Rio de Janeiro, onde garantias constitucionais estão sendo deixadas do lado em nome do suposto “combate ao vandalismo”. Podemos dizer que estamos nos limites de um Estado de Exceção e a velha mídia, ao invés de denunciar tal situação, se presta ao papel de criminalizar as vítimas.

O Azenha fez uma bela matéria sobre o caso:

Viomundo

Carla Hirt: Baleada, agredida e acusada de formar quadrilha, militante diz que foi difamada pela mídia e teme represálias

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Sobre os investimentos da Abril no mercado de educação

Por Lilian VV

Reinaldo Azevedo escreveu um artigo em 2008 para a Veja denominado 'Por uma Escola sem partido', reportando-se a uma matéria da revista que ironizava um professor por questionar em sala de aula a lógica do capitalismo. Agora em 2013 a Veja foi obrigada a indenizar em 80 mil este mesmo professor por ter veiculado reportagem com fatos "descontextualizados e distorcidos".

E sabe o que preocupa? Que a editora Abril, dona da Veja, esteja investindo pesado no mercado educacional, comprando redes de escolas umas atrás das outras. Será que eles querem mesmo escolas sem partidos, ou seria melhor dizer 'escolas fascistas'?

Existe até um site muito bem estruturado e ativo a respeito da iniciativa: http://www.escolasempartido.org/

A dúvida é se esses jovens que infernizam os pais ou gastam todo o salário pra comprar roupa ou uma bolsa de marca, que querem que beneficiários do Bolsa-Família não votem (como se lia em vários cartazes dos manifestantes mês passado) já não estão sendo suficientemente doutrinados - pela revista e tantos outros meios de comunicação - com seus valores capitalistas...  Leia mais »

O Imposto Sobre Serviços e o império midiático

Sugerido por FMG

Por Richard Faulhaber Trent - comentário no

Ao jornalista Miguel do Rosário (de www.ocafezinho.com),

A partir de leitura do Conversa Afiada, vim a conhecer recentemente o seu Blog. E tenho achado interessante ler o que você tem escrito, as informações que você tem recebido e que tem tentado compartilhar com todos nós brasileiros.

Trabalho há 25 anos como Fiscal de Rendas (concursado) do Município do Rio de Janeiro, todos estes anos exercendo meu trabalho na fiscalização do Imposto Sobre Serviços (o ISS).

O ISS, nos grandes municípios brasileiros, responde por aproximadamente 40 a 50 % de toda a arrecadação municipal. Leia mais »

O proselitismo religioso na mídia brasileira

Sugerido por Edsonmarcon

Da Carta Capital

Mídia e religião: muito além da cobertura da visita do Papa

Proselitismo religioso na TV é algo marcante não apenas esta semana, mas uma tendência histórica da mídia brasileira, que desrespeita a diversidade de credos e afronta a laicidade do Estado. 

Intervozes

Desde o desembarque do maior líder da Igreja Católica em solo brasileiro, na última segunda-feira (22), as principais emissoras de televisão aberta do país têm dedicado grande parte das suas programações a conteúdos sobre cada passo do Papa Francisco. Pela tela das TVs, o Brasil parece ter parado, e nada que não tenha relação com o cotidiano do argentino Jorge Mario Bergoglio merece destaque nos grandes meios. Os telejornais praticamente se transformaram em extensões da assessoria de imprensa do Vaticano; os programas de variedade e entretenimento resumem-se ao papel de retratar hábitos e curiosidades da passagem do primeiro papa latino-americano pelo Brasil. Enfim, uma série de informações desprovidas de senso crítico que abandonam o jornalismo e o interesse público e escancaram uma relação íntima entre mídia e religião no Brasil.

A cobertura da presença do Papa Francisco no Brasil pelas principais emissoras, em si, já é algo preocupante, pois, ao privilegiar e conceder tamanho espaço a um determinado segmento religioso, vai na contramão da laicidade do Estado. Porém, a intimidade entre mídia e religião em nosso país guarda outros aspectos, muitas vezes pouco percebidos e discutidos, que vão muito além das notícias sobre o Papa. Leia mais »

A interpretação da fala do papa sobre desigualdade

Por Ronaldo Frazao, no Portal LN

A PROVA DA MANIPULAÇÃO DA GRANDE IMPRENSA!

O que disse o Papa na comunidade da Varginha:

"Quero encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para integrar todas as partes do seu corpo, incluindo as mais sofridas e necessitadas, através do combate à fome e à miséria. Nenhum esforço de pacificação será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma. Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma. Lembremo-nos sempre: somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade; tudo aquilo que se compartilha se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!"

O que publicou O Estadão: Leia mais »