Os grupos de mídia livre dentro das manifestações

Sugerido por Vânia

Do Jornal do Brasil

Que Ninja é esse?

Rosto à mostra e uma câmera na mão. Verdadeiramente, não há como definir um cidadão neste perfil, durante a filmagem de um protesto, como um provocador oportunista e perigoso à ordem. A ação da mídia independente brasileira desafia o olhar tradicional da grande Mídia e o faz de forma criativa, moderna e o mais importante: livre.

Os protestos fluminenses trazem suas pautas sociais, como mais saúde e educação, passando pelo campo dos direitos humanos, como o sumiço do pedreiro Amarildo na comunidade da Rocinha, na Zona Oeste do Rio, a violência sexual contra as mulheres e a homofobia. Mas será que os temas que ecoam nas ruas chegam a todos nós? E se chegam, será que nos alcançam em sua versão real e não editada?

Os grupos de mídia livre aparecem exatamente aí. É quando surge a sigla mais ativa neste processo, desmembrada em “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”, ou, simplesmente, NINJA. Sua ação se inicia por coletivos de mídia independente do País que ampliam o debate sobre a exposição das notícias, a forma de retratação sem tendência, onde a câmera do celular de última geração é um gigante na luta pela democratização da informação. São aparatos simples, porém com tecnologia avançada, fruto de uma modernidade cada vez mais acessível ao cidadão brasileiro. Os Ninjas são arteiros, inteligentes e ávidos pela realidade. Fazem isso sem segredo. Leia mais »

A percepção dos jornais sobre os episódios violentos no RJ

Sugerido por Helio J. Rocha-Pinto

Do Observatório da Imprensa

O fantasma do Riocentro ainda assombra

por Luciano Martins Costa

Interessante observar como os jornais começam a questionar o papel da polícia, na análise das manifestações que acontecem no Rio de Janeiro, durante a visita do papa Francisco e ainda no rastro dos protestos contra o alto custo dos transportes públicos.

A estrutura verticalizada das redações dificulta o estabelecimento de uma empatia entre a mídia e movimentos que alteram a ordem social, pelo simples fato de que a imprensa parte sempre de um pressuposto de manutenção da ordem estabelecida, até se tornar claro que uma ordem perversa precisa ser alterada. E algo parece ter mudado na percepção dos jornais sobre alguns episódios violentos ocorridos na segunda-feira (22) no Rio de Janeiro.

Não há um mal em si na posição conservadora da mídia tradicional, porque algumas instituições simplesmente não podem deixar de ser conservadoras. Esse talvez seja o principal ponto de convergência entre a imprensa e a igreja católica, e o motivo pelo qual a visita do papa ganha destaque correspondente ao de uma Copa do Mundo Leia mais »

O leitor que processou o blogueiro por ofensas recebidas

Boa tarde ao blogueiro e comentaristas.

Não é de hoje que o comportamento do jornalista Augusto Nunes atinge a pessoas e comentaristas, mas a justiça está ai para proteger que se sente lesado.

Em 16 /09 de 2009, no blog de Augusto Nunes, fiz o seguinte comentário em um post chamado “O Brasil conseguiu ficar mais jeca”.

Segue o meu comentário e a ácida resposta do jornalista:

Alberto Porém Jr. 16/09/2009 às 15:05

“Sem parentesco com o que o governo inventou, o país real não mudou. Só conseguiu tornar-se ainda mais metido a esperto, mais grosseiro, mais caipira, mais jeca. Toda nação acaba ficando parecida com quem a governa.” Leia mais »

Globo tem contas e bens bloqueados

Do Viomundo

Amaury Ribeiro Jr. e Rodrigo Lopes: Globo tem bens bloqueados

Viomundo antecipa, com exclusividade, coluna que será publicada nas próximas horas pelo jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte:

Amaury Ribeiro JR e Rodrigo Lopes

A Globopar, empresa ligada à TV Globo, está com parte de suas contas bancárias e bens bloqueados, devido a um dívida ativa de R$ 178 milhões com o Tesouro Nacional. De acordo com documentos conseguidos pelo Hoje em Dia na Justiça Federal do Rio de Janeiro, a dívida inscrita no cadastro de inadimplentes federais foi originada por várias sonegações de impostos federais.

Por solicitação da Procuradoria da Fazenda Nacional do Rio de Janeiro, as contas bancárias da Infoglobo e a da empresa Globo LTDA também chegaram a ser bloqueadas. Mas os irmãos Marinho – Roberto Irineu, José Roberto e João Roberto – conseguiram autorização da Justiça para liberar o bens dessas duas últimas empresas no mês passado, na 26ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

Inadimplente

A dívida da Globopar, no entanto, já está inscrita no cadastro de inadimplentes do Tesouro Nacional, em fase de execução. Na semana passada, a Globo conseguiu adiar a entrega de seu patrimônio ao tesouro até que o processo transite em julgado. Leia mais »

A questão dos portais de internet como empresa jornalística

Do Telesíntese

Governo veta conceito de empresa jornalística que incluía portal de conteúdo da internet

O conceito de empresas jornalísticas, proposto pelo governo na Medida Provisória 612/2013 e que acabou incluída na MP 610/2013, foi vetado pela presidente Dilma Rousseff, na sanção da lei 12.844/2013, na última sexta-feira. A norma, entre outras coisas, desonera dessas empresas, que passarão a recolher 1% sobre o faturamento bruto em substituição às contribuições sociais do INSS, no percentual de 20% sobre a folha salarial.

Na justificativa ao veto, o governo afirma que o conceito afronta os artigos 220, 221 e 222 da constituição, “uma vez que estes preveem a necessidade de lei específica para o enquadramento dos meios eletrônicos de comunicação ao que se considera o subsistema constitucional de comunicação social”. Dessa forma, o enquadramento dos portais de conteúdo na internet como empresas jornalísticas, não é possível por intermédio de legislação tributária. Leia mais »

As novas maneiras de distribuição de conteúdo audiovisual

Sugerido por Leo PP

Interessante a análise da jornalista Ana Maria Bahiana sobre o "novo" sistema de distribuição de conteúdo audiovisual através dos meios digitais de transmissão.

A “TV” como ela é usada no Brasil é uma criatura em vias de extinção nos Estados Unidos, esperando apenas o impacto de um meteoro cultural /tecnológico para ir fazer companhia aos dinossauros. O segmento de público que “assiste TV”, ou seja, liga seu aparelho em determinados horários, para ver programas, notícias ou filmes segundo a grade de programação, está diminuindo a passos largos. Uma estimativa (que eu acho conservadora) diz que em 2020 77% do público de conteúdo audiovisual doméstico não “verá TV” nesse sentido. Em 2012, cinco milhões de lares nos Estados Unidos não tinham nenhum tipo de transmissão “normal” de TV, embora tivessem telas de TV _ estão recebendo conteúdo audiovisual através de streaming em aparelhos como BluRay players, computadores, tablets, consoles de games ou AppleTV.  E mesmo os que tem TV por assinatura não seguem mais a grade – programam seus aparelhos (que podem ser Blu Ray players, consoles, computadores ou hardware específico, como o TiVo) para gravar o que querem, e vêem quando querem.  Uma das grandes sacadas da Netflix foi perceber de imediato o potencial dessa mudança do mercado e começar a oferecer variedade de conteúdo para uma platéia que não tinha mais paciência para deixar que programadores lhe dissessem o que assistir, e quando.

  1. O modo como esse conteúdo é distribuído não altera sua forma ou  estética , a não ser em dois pontos: maior liberdade para exibir cenas realistas de sexo, conflito e violência, e a possibilidade do público controlar o modo como vê, segundo seus horários e disponibilidades. Fora isso, a oferta segue os formatos estabelecidos na TV tradicional: seriados dramáticos com 13 episodios de 50 minutos cada, seriados de comédia de 13 episódios de 22 minutos cada.

Twitter do G1 é invadido

Do Meio Bit

G1 tem seu Twitter invadido

Por J. Noronha

Twitter G1

Por volta de 13h 30min, o Twitter do G1, site de notícias da Globo.com, foi invadido e começou a twittar mensagens depreciativas ao jornalismo brasileiro e contra a Rede Globo. O ataque é assinado pela conta @AnonManifest. Leia mais »

A morte de @senshosp

Do Klaxon SBC

Ao @senshosp

Ontem a tarde perdi um amigo. Eu vi essa pessoa apenas uma vez num encontro coletivo de fraternos do twitter, porém nossas conversas síntese em 140 caracteres foram várias. Seus comentários irônicos, sua sagacidade e um certo desapego por “ganhar debates” deixava sua inteligência mais livre para tuitar.

Conhecer alguém apenas por textos em redes sociais pode não ser o bastante, mas as características percebidas revelam uma essência e faz diferença.

Ele usava uma alcunha @senshosp, e quando o conheci, se não me engano, seu avatar era uma foto clássica do Mao Tsé Tung. Falava da China, da Coréia do Norte, mas isso não tinha nada a ver com suas posições de esquerda, era muito sutil para ser tão evidente.

Narrava jogos de futebol em estilo nonsense, era um acontecimento em meio aos comentários extremos dos apaixonados pela bola, um contraponto. Cozinhava em casa e tuitava dizendo que faria os pratos para sua constante convidada imaginária, Dilma Vana, de tão leve tudo parecia real. Leia mais »

A Folha e o médico que teria desistido do Mais Médicos

Sugerido por Adamastor

No Facebook do Página Dois

Médico desmente Folha e diz que não se inscreveu no “Mais Médico”

A incrível história do médico do Sírio Libanês que ~teria~ se inscrito no programa “Mais Médicos” fica melhor a cada lance.

Como definiu Paulo Nogueira no Diário do Centro do Mundo, “Cesar Camara cobra 450 reais por consulta, é assistente de um dos urologistas mais caros do Brasil e apareceu na Folha como um candidato desencantado de um programa cujo alvo são médicos no início da carreira”.

Camara foi retratado numa matéria da repórter Claudia Colucci como um dos médicos que teriam desistido de entrar no programa “Mais Médicos” por não concordar com os termos do contrato. "Não há direito algum. Fica complicado aceitar um trabalho nessas condições".

É o personagem perfeito. O sonho de um repórter. O cara que, além de confirmar a pauta ainda dá uma aspa que não precisa de edição.

O problema é que tudo não passou de uma alegoria inventada por Colucci. Leia mais »

O Brasil que existe nos jornais

Autor: 

Existe um jornalismo fast-food que se limita a seguir todo movimento de manada, a apresentar visões extraordinariamente simplistas da realidade ou a exercitar a opinião (leiga) sobre assuntos da maior profundiade.

Em todos esses casos, valem-se do expediente da "autoridade" - no caso, a possibilidade de sua opinião, por mais primária que seja, saia publicada em jornais de alta circulação ou em jornais de TV.

Esse movimento teve início no pós-redemocratização e está estreitamente ligado ao florescimento dos âncoras de rádio de TV e seus bordões de fácil alcance - tipo "isto é uma vergonha".

Sempre valeu para rádio e TV, mas não tinha espaço entre formadores de opinião - categoria na qual se enquadravam os jornais, antes da deblacle dos últimos anos.

Um dos mais fáceis recursos de marketing consiste em juntar um conjunto de temas negativos para concluir que tudo está negativo - ou o inverso.

Por exemplo, junto a tortura a quatro réus acusados de um crime aqui, com um ato de vandalismo ali, algumas tragédias sanitárias acolá e passo ao leitor a percepção de que aqueles fragmentos de realidade se constituem no todo. Leia mais »

As fraudes da funcionária da Receita do inquérito da Globo

Sugerido por Adamastor

Do Viomundo

Das empresas que funcionária da Receita envolveu em suas fraudes, só Globopar escapou de testemunhar na Justiça 

por TC*

Dos quinze processos a que Cristina Maris Meinick Ribeiro responde ou respondeu na Justiça Federal do Rio de Janeiro, os donos, sócios ou funcionários de empresas que ela teria beneficiado — ou que foram citadas nos processos — acabaram incluídos como réus ou testemunhas em todos, com uma única exceção: a Globopar, empresa controladora das Organizações Globo, nem foi chamada para testemunhar na ação em que foi citada pelo significativo valor de R$ 600 milhões.

Agora, sete anos depois da autuação da Receita, com o vazamento da existência do processo a Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) abriu apuração criminal preliminar para investigar suspeitas de sonegação.

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Boris Casoy é absolvido de danos morais coletivos a garis

Sugerido por Henrique, o outro

Do Conjur

TJ-SP absolve Boris Casoy de danos a lixeiros

Por Pedro Canário

A indenização aos garis que se sentiram ofendidos por comentários de Boris Casoy já foi punição suficiente para o jornalista. Sendo assim, não é necessário, a título de reparação por danos morais, condenar o jornalista ou a TV Bandeirantes ao pagamento de R$ 3,5 milhões ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Foi o que decidiu nesta quinta-feira (18/7) a 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo ao negar recurso interposto pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Ambiental de Ribeirão Preto contra sentença que isentava Casoy e a emissora de pagarem indenização à categoria dos lixeiros, que seriam revertidos ao FAT. A decisão foi unânime, seguindo o voto do relator, desembargador Carlos Teixeira Leite Filho.

O recurso decorre da fala de Boris Casoy a respeito de reportagem que mostrava dois lixeiros desejando feliz Ano Novo aos telespectadores.  "Que merda. Dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho", disse. Porém, segundo o apresentador, sua fala "vazou" e não deveria ter ido ao ar. Sua declaração foi feita após o fim da reportagem, enquanto passavam os créditos do jornal. O som de seu microfone, portanto, já deveria estar desligado. Mas alguma falha técnica permitiu que o som fosse transmitido aos telespectadores. Leia mais »

A importância da democratização da mídia para a soberania

Sugerido por Webster Franklin

Carta Maior

Samuel Pinheiro Guimarães: “democratização da mídia é prioritária para a defesa da soberania”

O embaixador e ex-ministro alerta para riscos decorrentes do atual controle dos meios de comunicação pelas classes hegemônicas mundiais e aponta como saídas a reavaliação de critérios e a desconcentração de recursos. 

Leonardo Wexell Severo

“O controle dos meios de comunicação é essencial para o domínio da classe hegemônica mundial. Como esses meios são formuladores ideológicos, servem para a elaboração de conceitos, para levar sua posição e visão de mundo. Daí a razão da democratização da mídia ser uma questão prioritária”, afirmou o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães no debate 'O Brasil frente aos grandes desafios mundiais', realizado nesta terça-feira na Universidade Federal do ABC.

Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (2009-2010) e secretário geral do Itamaraty (2003-2009) no governo do presidente Lula, o embaixador defendeu a campanha do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) por um novo marco regulatório para o setor. Segundo ele, uma relevante contribuição à democracia e à própria soberania nacional, diante da intensa disputa política e ideológica numa “economia profundamente penetrada pelo capital internacional”. Leia mais »

Os dados das pesquisas de opinião escondidos pela imprensa

Sugerido por IV Avatar da Bacia do Parnaíba

Do Observatório da Imprensa

Como ludibriar o leitor

Por Luciano Martins Costa 

Uma das vantagens que os jornais supostamente oferecem em relação aos outros meios de informação é o sistema de organização das notícias: elas são distribuídas por seções temáticas, quase sempre agrupadas em cadernos específicos, facilitando a busca do leitor por seus assuntos preferidos.

O fato de esse pacote de informações se renovar diariamente reforça a percepção de uma ordem e uma correlação entre os acontecimentos, o que também funciona para passar ao leitor a confiança de que a cada dia ele está recebendo o que há de mais atual, e que com isso estaria adquirindo um conhecimento objetivo sobre a realidade que lhe interessa.

Por isso, quando a imprensa quebra esse elo, a consequência pode ser desastrosa.

Por exemplo, no domingo passado, o Globo publicou como sendo recente o resultado de uma pesquisa sobre credibilidade da imprensa que havia sido divulgada pela agência de Relações Públicas Edelman quatro meses antes. O estudo, feito anualmente há uma década, dizia que a mídia é a entidade mais confiável para os brasileiros, com 66% de aprovação, contra 64% das empresas, 59% das ONGs e 33% do governo. Leia mais »

Por que a Globo faz o que faz, por Paulo Nogueira

Sugerido por Janah

Do Diário do Centro do Mundo

Por que a Globo faz o que faz

Paulo Nogueira 

A influência de Roberto Marinho na cultura do vale tudo.

Existe uma passagem no livro Dossiê Geisel – uma compilação de papeis do arquivo pessoal de Geisel – que conta muito sobre o espírito da Globo.

O governo militar – que criara a Rede Globo para receber apoio maciço na televisão – começara a ficar preocupado com o monopólio da emissora. Os militares não queriam que a emissora crescesse mais.

A Globo, por isso, não receberia novas concessões.

Roberto Marinho se insurgiu.

Numa conversa com um ministro de Geisel, registrada e depois guardada pelo ex-presidente, Roberto Marinho explicou a filosofia da Globo. Ele queria que tirassem os freios à expansão de seu negócio.

Uma empresa que não cresce declina, afirmou Marinho.

Na visão dele, a Globo teria sempre que crescer para não entrar em declínio. Leia mais »