O ensino de filosofia para os adolescentes

Sugerido por Assis Ribeiro

Da Carta Capital

Os adolescentes e a filosofia

Em vez de manuais com a história de alguns autores, seria melhor submeter aos estudantes textos de Platão, Kant, Descartes, Rousseau...

por Vladimir Safatle

Há poucos anos, o ensino de filosofia tornou-se matéria obrigatória para os alunos de ensino médio. Uma decisão acertada que leva em conta a necessidade de estudantes adolescentes desenvolverem habilidades críticas, além de compreenderem a complexidade da gênese de conceitos fundamentais para nossas formas de vida.

De fato, a filosofia, tal como a conhecemos hoje, é o discurso que permite à chamada “experiência do pensamento ocidental” criticar seus próprios valores morais, estéticos, normas sociais e evidências cognitivas. A cláusula restritiva relativa ao “ocidente” justifica-se pelo fato de conhecermos muito pouco a respeito dos sistemas não ocidentais de pensamento. Temos, em larga medida, uma visão estereotipada de que eles ainda seriam fortemente vinculados ao pensamento mítico e, por isso, não teriam algo parecido à nossa razão desencantada, que baseia seus princípios na confrontação das argumentações a partir da procura do melhor argumento.  É provável que em alguns anos tenhamos de rever tal análise. Leia mais »

O baixo perfil acadêmico dos economistas brasileiros

Do blog do Bruno de Pierro

O baixo perfil acadêmico dos economistas brasileiros

O prestígio internacional de economistas junto à comunidade leiga é significativamente superior ao dos cientistas e acadêmicos de outras áreas do conhecimento. No caso dos economistas brasileiros, isso não é diferente. Os economistas de maior prestígio internacional são aqueles que aparecem frequentemente na mídia leiga e que, surpreendentemente, também gozam de grande fama no ambiente acadêmico. Essas são algumas das conclusões da pesquisa The low academic profile of Brazilian economists, de autoria de Rogério Meneghini, coordenador da Scientific Electronic Library Online (SciELO), e publicada em março nos Anais da Academia Brasileira de Ciências.

Meneghini mediu o prestígio dos economistas brasileiros junto aos leigos por meio da presença na mídia e por consultas à opinião pública. Já o prestígio acadêmico foi avaliado através de bases de dados de indicadores de publicações e citações de artigos acadêmicos, entre eles o índice-h, que mede simultaneamente publicações e citações. Para saber mais sobre o índice-h, recomendo a leitura da reportagem "Os limites do índice-h", publicada em maio na revista Pesquisa FAPESP. Leia mais »

MEC desiste de aumentar curso de medicina em 2 anos

Sugerido por Gunter Zibell - SP

Do UOL

MEC desiste de aumentar em 2 anos curso de medicina; residência será obrigatória

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou na manhã desta quarta-feira (31) que o governo desistiu de aumentar em dois anos o curso de medicina. No lugar disso, o ciclo de dois anos deve se tornar um período obrigatório de residência médica no SUS (Sistema Único de Saúde). 

A decisão foi tomada após reunião com uma comissão de especialistas que reúne o ex-ministro da Saúde Adib Jatene, a Associação Brasileira de Ensino Médico e um grupo de reitores de universidades federais. 

A proposta inicial era de que o curso de medicina fosse ampliado para oito anos de graduação, dois deles cumpridos em atendimento na rede do SUS.

A nova proposta prevê que os médicos, já formados, passem dois anos em residência médica obrigatória na rede pública a partir de 2018 -- a nova regra já vale para quem se formar a partir de 2017. Hoje, a residência não é obrigatória.  Leia mais »

Mais de 49 mil escolas aderem ao programa de ensino integral

Sugerido por Maria do Carmo

Da Rede Brasil Atual

Quase 50 mil escolas aderem ao ensino integral em todo o país, revela Dilma

Segundo a presidenta, quem adere à iniciativa tem acompanhamento pedagógico obrigatório, com aulas de reforço escolar em matemática, português, ciências e uma língua

A presidenta Dilma Rousseff informou hoje (29) que “mais de 49.300” escolas públicas aderiram ao programa de ensino integral em todo o país. Segundo Dilma, só em 2013 o governo já teria investido R$ 1,8 bilhão na iniciativa.

“A maior parte dos recursos é repassada diretamente para a escola contratar monitores e professores, comprar material e preparar os espaços para receber as crianças nas atividades do chamado contraturno, que é o segundo turno”, disse ela no programa de rádio Café com a Presidenta. Leia mais »

Governo quer capacitar 1,3 milhão de técnicos empreendedores

Sugerido por Marcia

Da Agência EFE

Governo prevê capacitar 1,3 milhão de técnicos empreendedores em 2014

Rio de Janeiro, 30 jul (EFE).- A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira uma grande ampliação do programa Pronatec Empreendedor, que deve capacitar 1,3 milhão de estudantes em 2014, em comparação aos mais de 181 mil deste ano.

Em sua coluna semanal "Conversa com a Presidenta" Dilma informou que o Pronatec Empreendedor prevê a inclusão de conteúdos sobre empreendedorismo nos cursos que já são ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Esses conteúdos, sobre como identificar os diversos tipos de empreendedorismo, desenvolver atitudes empreendedoras e elaborar um plano de vida e de carreira, serão incorporados inicialmente a 15 cursos do Pronatec, e terão carga horária de 24 a 52 horas, explicou a presidente. Leia mais »

Atrasos educacionais ainda persistem no país

Sugerido por Marcia

Da BBC Brasil

Apesar de avanços, educação ainda trava desenvolvimento no Brasil

Educação teve maior avanço, mas partiu de patamar mais baixo

Os municípios do Brasil alcançaram, em média, um índice de desenvolvimento humano alto, graças a avanços em educação, renda e expectativa de vida nos últimos 20 anos.

Mas o país ainda registra consideráveis atrasos educacionais, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela ONU e pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 aponta que o IDHM (índice de desenvovimento humano municipal) médio do país subiu de 0,493 em 1991 para 0,727 em 2010 - quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento.

Com isso, o Brasil passou de um patamar "muito baixo" para um patamar "alto" de desenvolvimento social. Leia mais »

O depoimento de quem viveu o outro lado

Por Eduardo Guimarães

Respostas ao post "O massacre dos coxinhas na Cantina Brasil"

O Rovai me mata de rir. Eu digo a esse menino quem é alguém que critica os coxinhas.  

Meu avô era diretor comercial da Mercedez Benz. Minha família tinha grana. Quando atingi a maturidade, por volta dos vinte anos, morreu a família toda e eu não tinha quase mais herança - torrei tudo porque coloquei a mão nela muito jovem. 

Casei-me falido aos 22. Tive que ir trabalhar como estoquista numa distribuidora de autopeças. Morava eu e a mulher num cortição. Como a situação estava muito ruim, passamos fome - eu ganhava pouco e a esposa tinha que cuidar da nenê. 

Eu caminhava todo dia 7 quilômetros para ir, 7 para voltar do trabalho. Cheguei a ficar 2 dias sem comer. Não tinha nem como levar marmita. Só comia à noite. Por fazer trabalho pesado, desmaiei várias vezes no trabalho. Leia mais »

Análise do sistema educacional herdado da ditadura militar

Sugerido por Bobo

Exclusão e sucateamento: o legado do projeto educacional da ditadura militar brasileira à atualidade

Revista Espaço Acadêmico

Por PATRÍCIA SPOSITO MECHI - Professora de História Contemporânea da Universidade Federal do Tocantins (UFT)

A atual situação do sistema educacional brasileiro tem sido objeto de um esforço de compreensão por uma série de estudiosos, provocando discussões nas mais variadas entidades da sociedade civil, além de ser notícia constante em todos os meios de comunicação. A reforma educacional que passou a ser implementada a partir da década de 90 nos países latino-americanos tem sido objeto de muitas reflexões, que vêm enfatizando suas características neoliberais, refletindo a lógica assumida pelos Estados neste novo dimensionamento do capital na região. Neste sentido, o estado vai se eximindo das responsabilidades de investimentos diretos na área social e abre à iniciativa privada as possibilidades de investimentos subvencionados direta ou indiretamente.

Se, há alguns anos, era senso comum que tínhamos uma educação pública de péssima qualidade, escolas sucateadas, professores despreparados e mal pagos, enfim, todo um sistema educacional falido, hoje a avaliação da má qualidade do ensino público se mantém, apesar dos recursos garantidos a partir da constituição de 88 e das leis editadas nos anos 90.

Os órgãos oficiais, acompanhando as avaliações dos organismos internacionais, responsabilizam os professores pela permanência dessa situação. Assim, sem considerar a historicidade subjacente à realidade atual, continuam a implementar, de forma autoritária, políticas que traduzem os grandes acordos que se manifestam em políticas públicas na medida em que são assumidas pelas organizações governamentais locais.[1] Reproduzem, dessa forma, o autoritarismo que tem caracterizado a implantação das políticas públicas no Brasil. Leia mais »

Universitários ainda não entenderam o empreendedorismo

 

 

Da Folha

Poucos alunos inscrevem projetos em incubadoras

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Diretor do Cietec, uma das principais incubadoras de negócios do país, localizada dentro do campus da USP desde 1997, Sergio Risola, 64, diz que na verdade ele é o CEO da instituição.

No caso, "Chief Equilibrist Officer" -algo como "diretor equilibrista"-, por causa da quantidade de empresas que tem para acompanhar. São 130 empresas iniciantes de setores como biotecnologia, saúde, nanotecnologia, tecnologia da informação, engenharia, entre outros.

Em entrevista à Folha, Risola, que também preside a Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), diz que o empreendedorismo tem se desenvolvido em todo o país, porém ainda falta mais atenção dos universitários para o tema.

Zé Carlos Barretta/Folhapress
 Sergio Risola, diretor do Cietec, em laboratório na USP
Sergio Risola, diretor do Cietec, em laboratório na USP

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Ação tenta fechar centro de estudos sobre comunismo da UFOP

Sugerido por Sorano

Do Estado de Minas

Ação quer fechar centro de estudos sobre o comunismo na UFOP

Leonardo Augusto

Ação popular impetrada na Justiça Federal do Maranhão pede o fechamento de um centro de estudos mantido pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) sobre o comunismo. O processo requer em liminar que a escola suspenda em até 60 dias a contratação de professores, não disponibilize dependências nem divulgue o programa ou o material didático do centro, sob pena de pagamento de multa de R$ 50 mil por dia. O autor da ação é um advogado, Pedro Leonel Pinto, de São Luís (MA). A estrutura acadêmica que é alvo no processo é um programa de extensão do curso de serviço social da Ufop batizado de Centro de Difusão do Comunismo (CDC), que funciona no câmpus da escola em Mariana e tem 20 alunos bolsistas que recebem R$ 250 por mês.

Na segunda-feira, a Justiça Federal do Maranhão pediu à universidade que se posicionasse sobre o pedido de liminar em 72 horas. Segundo o pró-reitor de extensão da Ufop, Rogério Santos de Oliveira, a escola é o espaço para difusão do conhecimento em todas as áreas. O CDC foi criado no ano passado. “O programa do centro foi aprovado por um comitê de extensão formado por um representante de cada unidade da UFOP”, pontua Rogério. Na procuradoria da universidade, a informação é que “o assunto está sendo resolvido judicialmente”. Leia mais »

As diferenças entre o ensino norte-americano e finlandês

Por Carlos de Morais

Em um interessante artigo, Marina Moreira Costa [1] analisa as diferenças existentes nos sistemas de ensino norte-americano e finlandês.  Os Estados Unidos sempre utilizaram um sistema de ensino bastante orientado pelos e para testes, aplicados periodicamente aos estudantes, cujo desempenho é considerado fundamental, para premiar ou punir os professores. Escolas podem ser entregues à eficiência da administração privada com o objetivo de melhorar o desempenho dos estudantes.  Na Finlândia se os professores fossem avaliados a partir de testes aplicados a seus alunos, eles simplesmente abandonariam a profissão “e não retornariam até que as autoridades abandonassem essa ideia maluca”. As escolas são administradas apenas pelo setor público e professores e professoras são estáveis e têm liberdade do que e de como ensinar, desde que os currículos nacionais sejam respeitados.  É interessante notar que vários estados norte-americanos parece que acordaram, diante da publicidade dos resultados do PISA – 2009,[2] que mostram um desempenho significativamente melhor dos estudantes finlandeses.

Era tradição, nos Estados Unidos, a avalição de desempenho, realizado por testes. Porém, como sua prática redundou em sérios problemas, decidiu-se escolher um novo sistema que leva em conta observações em sala de aula.

[1] IG São Paulo – 13/05/2010 – 16,45.

[2] Avaliação feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Leia mais »

UMA POLÍTICA EDUCACIONAL

Autor: 

 Em um interessante artigo, Marina Moreira Costa [1] analisa as diferenças existentes nos sistemas de ensino norte-americano e finlandês. Leia mais »

Revalida será aplicado a estudantes brasileiros

Por antonio francisco

Do G1

Revalida, exame para médicos de fora, será aplicado a alunos do Brasil

Teste é única porta de entrada para formados no exterior trabalharem aqui. Hoje, Revalida reprova 91%. Inep quer saber como brasileiros se sairiam.

Por Ana Carolina Moreno e Vanessa Fajardo

O Ministério da Educação decidiu aplicar o Revalida, exame obrigatório para quem cursou medicina fora do Brasil poder atuar como médico no país, também para estudantes da carreira matriculados em instituições brasileiras, de acordo com pessoas ligadas à área médica ouvidas pelo G1 .

Procurado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou nesta quinta-feira (11) que uma edição do exame será aplicado para uma amostra de estudantes do sexto (e último) ano de cursos de medicina no Brasil como um "pré-teste", mas não detalhou quantos alunos farão a avaliação, de quais universidades, a data, nem se será um exame pontual ou permanente. O G1 apurou que a prova deve ser aplicada ainda neste semestre. Leia mais »

Rodas propões eleições diretas na USP

Por Gilberto .

Do G1

Reitor da USP propõe eleições diretas  para diretorias e a Reitoria 

João Grandino Rodas anunciou proposta que pode ser votada em outubro. Reitoria criou site para debater publicamente a democracia na universidade.

O reitor da Universidade de São Paulo (USP), professor João Grandino Rodas, anunciou nesta semana que vai propor a instituição de eleições diretas para diversos cargos na instituição, incluindo o de reitor. Em comunicado veiculado para todas as unidades da USP, e publicado nesta quarta-feira (10) no site oficial da universidade, Rodas afirma que "é indispensável agregar mais e mais pessoas no aprimoramento e na condução dos destinos da Universidade".

Para iniciar a discussão pública sobre democracia na USP, a Reitoria criou um site para reunir documentos de reuniões internas dos departamentos e conselhos da universidade: http://democracia.usp.br/.

De acordo com o informe, as unidades e órgãos da USP terão até o dia 20 de setembro para encaminhar suas posições e comentários a respeito da proposta à Secretaria Geral da Universidade receberá. A sessão do Conselho Universitário, órgão máximo de decisão colegiada da universidade, que debaterá o tema está marcada para 1º de outubro. Leia mais »

As críticas à classe médica brasileira

Por jura

Da Carta Capital

A classe médica brasileira tem medo de quê?

Em artigo, médico colombiano escreve sobre as dificuldades para atuar no Brasil e critica a postura reativa da categoria à vinda de profissionais cubanos

por Ricardo Palacios

A exploração por parte do capital é uma novidade para o grêmio médico no Brasil. Recentemente um dos setores mais conservadores da sociedade viu sua condição de profissão liberal ser extinta pelos operadores dos planos de saúde que exploram a mais-valia obtida através da prestação dos serviços. Assim, aqueles que foram selecionados através de provas excludentes nas escolas de medicina e que sonham algum dia virar burgueses estão hoje na rua para lutar por reivindicações trabalhistas. Sim, os médicos agora fazem parte da classe trabalhadora, mesmo que não tenham consciência dessa nova relação com os meios sociais da produção.

No site dos Conselhos Regionais e do Conselho Federal de Medicina aparecem destacados apelos mais apropriados para sindicatos que para órgãos fiscalizadores de uma profissão, hipertrofiando sua função secundária de zelar “pela valorização do profissional médico”.

Mobilizações para exigir aumento dos honorários pagos pelos planos de saúde e campanhas para promover carreira de Estado são pautas frequentes nesses órgãos durante os últimos meses. Isso demonstra que os temas trabalhistas ganharam uma notoriedade insuspeita dentre os médicos. Leia mais »