USP cria bônus para negros e indígenas de escola pública

Da Agência Brasil

USP aprova bônus para negros, pardos e indígenas de escola pública

02/07/2013 - 17h47

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) aprovou hoje (2) a criação de um bônus que pode elevar a nota em até 5% – a depender do resultado obtido na prova – dos vestibulandos que se declararem pretos, pardos ou indígenas e tenham cursado integralmente o ensino básico em escolas públicas. Até agora, o grupo não tinha bônus para ingresso na universidade.

A decisão já vale para o próximo vestibular.

O conselho também aumentou de 8% para 12% a bonificação na nota dos alunos que tenham cursado o ensino médio em escola pública; elevou de 8% para 15% a bonificação dos candidatos que fizeram o ensino fundamental e integralmente o ensino médio na rede pública. Além disso, aumentou de 15% para 20% o bônus para o aluno que cursou integralmente o ensino fundamental na rede pública e o segundo e terceiro anos do ensino médio em escolas públicas.

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Em SP, escolas terão psicopedagogo para prevenir bullying

Por Nilva de Souza

Do G1

Escolas municipais de SP terão psicopedagogo para prevenir bullying

Prefeito Fernando Haddad terá 60 dias para regulamentar a função. Profissional faz diagnóstico e prevenção de problemas de aprendizagem.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sancionou uma lei que vai implementar a figura do psicopedagogo nas escolas da rede municipal. Esta assistência psicopedagógica terá como objetivo diagnosticar, intervir e prevenir problemas de aprendizagem tendo como enfoque o aluno, a pré-escola e a escola, e também atuar como mediador de conflitos para procurar evitar ações de bullying. A lei, de autoria do vereador Antônio Goulart (PSD), foi publicada na edição desta quinta-feira (25) no "Diário Oficial da Cidade de São Paulo." 

O Poder Executivo tem 60 dias para divulgar a regulamentação da função, definindo as normas, procedimentos, planejamento e controle, e definir de onde virão os recursos para contratar estes profissionais. Leia mais »

Artigo sobre a política de inclusão digital pela escola

Por macedo

Este artigo fez uma avaliação do Pro-UCA: programa Um Computador por Aluno. 

http://www.anpocs.org/portal/index.php?option=com_docman&task=doc_downlo...

Do site anpocs.org

36º Encontro Anual da Anpocs Leia mais »

A Economia da Família

Autor: 

A Economia da Família
(Texto atualizado em 26 de maio de 2013)

Ladislau Dowbor
http://dowbor.org/2013/05/economia-da-familia.html/

Nós nos reproduzimos através de gerações sucessivas. E a unidade básica de organização desta reprodução é a família. Ou pelo menos foi: hoje, o processo está se tornando incomparavelmente mais complexo e diversificado.

A família como unidade econômica
Vista pelo ângulo da economia, a reprodução de gerações numa família se constrói através de laços de solidariedade. Os pais cuidam das crianças, e dos seus próprios pais já idosos, e serão por sua vez cuidados pelos filhos. A solidariedade é marcada pela panela, pelo fato de um grupo sobreviver em torno do mesmo fogão de cozinha. Não é à toa que “lar” tem a mesma raiz que “lareira”, como é o caso também, por exemplo, de “foyer” e “feu” em francês, bem como hogar em espanhol. Como a criança não tem autonomia para sobreviver, e o idoso pouca, a sobrevivência das sucessivas gerações dependia vitalmente no passado, e ainda depende em grande parte nas sociedades modernas, da solidariedade familiar. Leia mais »

A favor da Copa, da Saúde e da Educação, por Mário Almeida

Por Mário Almeida, especial para o blog

A favor da Copa, da Saúde e da Educação

Nunca fui muito simpático à decisão de organizar a Copa do Mundo no Brasil. No entanto, diante das críticas de parte dos manifestantes, relacionando a (má) qualidade da educação e saúde pública públicos aos gastos com estádios, decidi escrever este texto para defender algo óbvio: Copa do Mundo e serviços públicos de qualidade não estão em contradição!

Os gastos, ou investimentos (palavra mágica para alguns), com a Copa devem alcançar a cifra de R$28 bilhões, que estão sendo executados em, aproximadamente, 03 anos. Modernização de portos e aeroportos, renovação da infraestrutura hoteleira, obras de mobilidade urbana e fortalecimento da rede de telecomunicações deverão receber aproximadamente R$ 22 bilhões. Com estádios, alvo preferido dos manifestantes, serão R$ 7,6 bilhões.

Parece muito, mas não é. Essas obras, que já foram finalizadas ou estão em andamento, têm impacto positivo sobre a economia brasileira, gerando empregos, aumentando o consumo e atraindo outros investimentos. Ademais, deixarão um legado importante de aumento da produtividade, modernização do setor de turismo, melhora da infraestrutura urbana e- por que não?- estádios novos, modernos e seguros. Quem não se lembra das tragédias em São Januário (2000, 150 feridos) ou na Fonte Nova (2007, 7 mortos)? Nos últimos dias, quase ninguém... Leia mais »

Investimento brasileiro em educação alcança média da OCDE

Por carlos do maranhão

Da BBC Brasil

Investimento do Brasil em educação sobe e alcança média da OCDE

Márcia Bizzotto

Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta terça-feira indica que o investimento do Brasil em educação aumentou de 3,5% para 5,6% do produto interno bruto (PIB) entre os anos 2000 e 2010, alcançando assim a média de investimento dos países da organização, que é de 5,4%.

Pertencem à OCDE 34 países, a maioria deles desenvolvidos, como França, Alemanha, Estados Unidos e Grã-Bretanha, e também nações emergentes, como México e Chile.

Divulgado nesta terça-feira em Bruxelas, o relatórioEducation at a Glance ("Educação em Revista", em tradução livre) afirma, no entanto, que o governo brasileiro investiu em média US$ 2.964 (aproximadamente R$ 6,6 mil) por estudante em 2010, contra US$ 8.382 (cerca de R$ 18,8 mil) nos países da OCDE.

O nível de investimento público do Brasil na educação em 2010 foi igual ao da Áustria, superior ao dos EUA (5,1% do PIB) e comparável com o da França (5,8%) e o da Grã-Bretanha (5,9%), mas ficou longe dos primeiros países da lista da OCDE. A Dinamarca dedicou 7,6% de seu PIB ao setor, a Noruega, 7,5% e a Islândia, 7%. Leia mais »

Investimento do Brasil em educação alcança média da OCDE

 Investimento do Brasil em educação sobe de 3,5% em 2000 para 5,6% do PIB em 2010  alcança média de 5,4 da OCDE

O nível de investimento público do Brasil na educação em 2010 foi igual ao da Áustria, superior ao dos EUA (5,1% do PIB) e comparável com o da França (5,8%) e o da Grã-Bretanha (5,9%), mas ficou longe dos primeiros países da lista da OCDE. A Dinamarca dedicou 7,6% de seu PIB ao setor, a Noruega, 7,5% e a Islândia, 7%.

Do site da BBC Leia mais »

Imagens: 
Escolas padrão FIFA

Unicamp entre as melhores universidades 'novatas' do mundo

Do Estadão

Unicamp é a única universidade brasileira entre as 100 melhores 'novatas' do mundo

Levantamento analisa instituições de ensino com menos de 50 anos de criação

Davi Lira

O ranking das 100 melhores universidades do mundo com menos de 50 anos de fundação, divulgado pela prestigiosa publicação inglesaTimes Higher Education (THE), coloca a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) como a única representante brasileira no top 100. Nesta segunda edição anual do ranking, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) não aparece no levantamento - em 2012, a instituição estava na 99ª posição.

O levantamento atual de jovens universidades em ascensão divulgado pelo THE coloca a Unicamp na 28ª posição. Ano passado, a instituição ocupava o posto de número 44. Ela é não apenas a única representante do Brasil, como a única instituição da América Latina e também entre os países do BRIC - que inclui Rússia, Índia e China - a aparecer no top 100. Leia mais »

Marilena Chauí: é preciso quebrar o oligopólio do transporte

Marilena Chauí, filósofa, professora aposentada da USP e membro do Conselho da Cidade de São Paulo, concede entrevista a Rede Brasil Atual. Escute aqui a entrevista que ocorreu após a reunião entre o Conselho da Cidade, o Prefeito e o Movimento Passe Livre.

Abaixo uma transcrição:

Brasil Atual: Professora como a senhora vê as manifestações e também as posturas dos governos municipal e estadual diante das reivindicações? Leia mais »

Royalties para educação na pauta de votações da Câmara

Por EMILIAMMM

Do Tijolaço

Petróleo vai para a educação. Alguém ouviu falar?

Por: Fernando Brito

Está na pauta de votações desta semana, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei do Executivo que  destina os royalties do petróleo para a educação, enviado ao Congresso este ano, em regime de urgência, pela Presidenta Dilma Rousseff.

O projeto, ainda, vincula à Educação metade dos recursos do Fundo do Pré-Sal, que será formado por uma parcela do valor do bônus de assinatura dos contratos de partilha de produção, pela parcela dos royalties que cabe à União e pela receita obtida com a venda de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos nos contratos de partilha.

Vale para tudo o que for contratado a partir de 3 de dezembro de 2012, independente de ser partilha (pré-sal) ou concessão (demais áreas). Leia mais »

A Carta do Colégio de Procuradores sobre a PEC 37

Carta de Brasília - Por que somos contra a PEC/37:

O Colégio de Procuradores da República, órgão do Ministério Público Federal, autoconvocado, reuniu-se em 18 de junho de 2013, no exercício de seu dever constitucional de zelar pelo estado democrático de direito e pelo respeito aos direitos constitucionais, para garantir a manutenção da capacidade de investigação para fins penais do Ministério Público e outras instituições atualmente investidas de poder de polícia, e impedir retrocesso em favor da impunidade e contra a segurança cidadã. Para isso, é necessário dizer não à PEC 37.

A PEC 37 pretende estabelecer o monopólio da investigação pela Polícia. O Estado abriga vários órgãos com poder de polícia, como a maioria dos países do mundo. A limitação a um só canal reduz em muito a capacidade de investigação dos órgãos do Estado.

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Os 10 anos de cotas na UnB

Por Marco Antonio L.

Do Correio Braziliense

Cotistas da UnB provam mérito e põem abaixo mitos de críticos

"A função das cotas raciais é deixar de existir assim que a discriminação reduzir ou acabar. O papel da sociedade é trabalhar para que isso aconteça o mais rápido possível", afirma Natália Machado, antropóloga, aluna cotista.

Por Ana Pompeu*, no Correio Braziliense 

Não fossem as cotas raciais, a Universidade de Brasília (UnB) teria 71,5% menos negros no quadro de estudantes na última década. Quem esteve no seminário “10 Anos de Cotas na UnB: memória e reflexão” considera o número representativo. Para eles, é a prova de que a política afirmativa da instituição deu certo e vem incluindo uma parcela discriminada e excluída do ensino superior.

Além disso, os bons resultados apresentados pelos cotistas põem abaixo alguns mitos levantados pelos críticos da ação. Entre eles, havia questionamentos sobre a queda do nível da universidade com o ingresso de estudantes por meio de cotas. O tempo provou, no entanto, que o desempenho deles, comparado ao do sistema universal, não teve diferença significativa. Em 2009, chegou a ser superior. A média do índice de rendimento acadêmico (IRA) ficou em 3,1 para os cotistas, enquanto os demais estudantes alcançaram 2,9. Leia mais »

Enem tem mais de 7 milhões de candidatos confirmados

Por Roberto São Paulo-SP 2013

Do portal do MEC

Com mais de 7 milhões de candidatos, exame cresce em todos os estados

A edição 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem 7.173.574 inscritos confirmados, superando o total de 5.791.290 confirmados em 2012. Desse total, 784.830 farão a prova para receber a certificação do ensino médio. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira, 7, pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa.

“É uma grande vitória do Brasil mais de 7 milhões de pessoas quererem fazer o Enem. O povo brasileiro quer estudar mais”, salientou Mercadante. “Quando construímos políticas públicas e damos oportunidade para as pessoas, a resposta é essa. O Enem abriu oportunidades, porque é o critério para ter bolsa do ProUni [Programa Universidade para Todos], pegar financiamento do Fies [Financiamento Estudantil], ou estudar nas melhores universidades do mundo com o Ciência sem Fronteiras”, completou. Leia mais »

Os problemas da carreira docente nas universidades federais

Por Helio J. Rocha-Pinto

Do site da Academia Brasileira de Ciências

Os descaminhos da carreira docente nas universidades federais brasileiras

4/06/2013

As professoras da UFRJ Maria Tereza Leopardi Mello, do Instituto de Economia, e Débora Foguel, do Instituto de Bioquímica Médica, membro titular da ABC e atual Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, enviaram para Notícias da ABC o seguinte artigo:
 
Com a lei 12.772 recém-aprovada (em dezembro de 2012), o governo já editou uma Medida Provisória (MP) para alterar algumas de suas regras - que foram propostas pelo próprio governo. Sintoma de que há algo errado não só na Lei, mas no próprio processo decisório do MEC, que ignorou solenemente a opinião de segmentos importantes da academia. A discussão da nova MP arrisca seguir pelo mesmo caminho, 'resolvendo' apenas uma pequena parte de um problema que, diga-se de passagem, não existia antes da Lei 12.772. No fundamental, contudo, os malefícios da Lei já se fizeram sentir nas universidades e - pela recusa em dialogar demonstrada pelo MEC - tenderão a continuar e a eclodir com força em 2015.
 
A carreira docente nas universidades federais é, atualmente, regida pela Lei 12.772, aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2012 a partir de um Projeto de Lei proposto pela Presidente da República(1). Apesar de recém-aprovada, o governo já editou uma MP alterando algumas de suas regras. Leia mais »