Obras literárias não chegam aos alunos, diz pesquisadora

Por MiriamL

Da Carta Capital

Barrados na escola

Tory Oliveira

O Brasil é um dos países que mais investem na compra e na distribuição de livros para as escolas. Só em 2013, o governo federal entregou 6,7 milhões de obras literárias, um investimento de 66 milhões de reais. No entanto, a política de distribuição de livros, protagonizada principalmente pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), não se traduziu na apropriação do livro, tampouco na formação de leitores. Na maioria das vezes, as obras literárias não saem das caixas.

Foi o que constatou a pesquisadora Aparecida Paiva, organizadora e uma das autoras do livro Literatura Fora da Caixa – O PNBE na escola, publicado pela Editora Unesp. Segundo a professora de pós-graduação da Universidade Federal de Minas Gerais, a formação incipiente de mediadores de leitura e a falta de entendimento do livro como um bem cultural ajudam a explicar por que as obras literárias não chegam aos estudantes. Leia mais »

Desafios da aprendizagem na era digital

Por Ruy de Queiroz

Do Investimento e Notícias

Aprendizagem na era digital: à busca de novo paradigma

Diversos fenômenos têm tomado conta dos espaços escolares no mundo inteiro e provocado uma inquietação uníssona. Os jovens estão tendo mais dificuldades para aprender? Seu desinteresse pelos conteúdos escolares aumentou?

O que os sistemas de avaliação mostram é que no Brasil o desempenho dos alunos não tem evoluído a contento, mesmo com o volume crescente de investimentos sendo destinados para o campo da educação. No último resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos – PISA (PROGRAMME FOR INTERNATIONAL STUDENT ASSESSMENT), o Brasil assumiu a posição 53 em relação às 65 nações participantes. Entre outras coisas, o exame avaliou como os estudantes utilizam suas competências para resolver problemas relacionados à leitura, ciências e matemática. Em relação à prova de leitura, 40% dos brasileiros atingiu a nota 2, de uma escala cujo máximo é 5. Leia mais »

Políticas de livro e leitura voltam para o MinC

Da Folha

Marta Suplicy tira políticas de livro e leitura da Biblioteca Nacional

RAQUEL COZER

As políticas de livro e leitura do país deixarão de ser atribuição da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e voltarão à estrutura do Ministério da Cultura, em Brasília.

A decisão da ministra Marta Suplicy foi consolidada na última segunda-feira, quando José Castilho Marques Neto, presidente da Editora Unesp, aceitou o convite para voltar ao cargo de secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), com mais responsabilidades do que tinha de 2006 a 2011.

A transferência de todas as políticas de livro e leitura do MinC para a FBN, oficializada em junho de 2012, na gestão de Ana de Hollanda, levou às principais críticas a Galeno Amorim como presidente da biblioteca, de 2011 até o mês passado. Leia mais »

A lei que redefine a carreira do magistério federal

Por Helio J. Rocha-Pinto

MANIFESTAÇÃO DO CONSELHO SUPERIOR DA CAPES SOBRE A LEI 12772/2012, QUE REDEFINE A CARREIRA DO MAGISTÉRIO FEDERAL 

O Conselho Superior da CAPES, coerente com sua missão de zelar pela qualidade da pós-graduação no país e sintonizado com a prioridade nacional de aumentar consideravelmente a atividade de inovação, vem apontar sérias deficiências na recém-implementada Lei 12772/2012, que redefine a carreira docente nas Universidades Públicas 
Federais. Es
sa lei representa de fato um retrocesso para essas instituições, vai em direção contrária ao Plano Nacional de Pós-Graduação e mina os esforços de inovação em nosso país. Em particular, destacamos aspectos da lei que precisam ser modificados com urgência: 

1. A Lei prevê que o ingresso na carreira docente só ocorrerá no primeiro nível da classe de Auxiliar, mediante concurso para o qual se exige apenas diploma de graduação. Quem já tem título de doutorado será Auxiliar por 3 anos, podendo ser promovido para Adjunto somente após o estágio probatório. Essa exigência, por um lado, desvaloriza o doutorado, ignora o número crescente de doutores formados e já disponíveis no Brasil, e ameaça a qualidade das instituições federais de ensino superior. Por outro lado, desestimula a atração de jovens qualificados,  atualmente realizando estágios de pós-doutorado no Brasil e em outros países, para as instituições federais. O sistema anterior permitia a entrada no nível de Adjunto e não vedava a solicitação, por algumas Unidades, de vagas nas classes de Assistente ou de Auxiliar. Tem sido prerrogativa da instituição a definição da classe de ingresso. Essa flexibilidade deve ser mantida, com o entendimento de que as vagas para Auxiliar e Assistente devem ser solicitadas 
em caráter excepcional, com justificativa sólida e compromisso de que os docentes contratados para as mesmas serão incentivados a se qualificarem para a obtenção de título de doutor.  Leia mais »

Ausência de professores custa R$ 67 mi a rede estadual

Por Demarchi

Último Segundo - iG

Falta de professor na rede estadual custa R$ 67 milhões por mês

Valor corresponde ao pagamento feito pelo Estado a professores eventuais ou temporários

Agência Estado | 05/04/2013

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo gasta aproximadamente R$ 67 milhões por mês para suprir as ausências dos professores da rede pública. O valor corresponde ao pagamento realizado na substituição do docente titular que se ausenta por professores eventuais ou temporários. O valor do gasto varia a cada mês. 
Leia mais »

Lei torna obrigatória a educação básica a partir dos 4 anos

Por Gunter Zibell - SP

Terra

Nova lei obriga matrícula de crianças a partir dos 4 anos na escola

A lei altera as diretrizes e bases do ensino no Brasil, tornando obrigatória a educação básica entre os 4 e os 17 anos de idade

A presidente Dilma Rousseff sancionou lei que determina mudanças nas diretrizes e bases do ensino (LDB), de 1996, ao determinar que a educação básica é obrigatória dos 4 aos 17 anos. Com isso, os pais precisarão matricular mais cedo seus filhos na escola. Antes, a idade mínima de ingresso era de 6 anos.

De acordo com a lei publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União, a educação básica fica organizada em três etapas: pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. Antes, apenas o fundamental e o médio eram etapas obrigatórias. Segundo a lei, a educação infantil gratuita será disponibilizada para crianças entre 4 e 5 anos. 
Leia mais »

Crianças ociosas se tornam mais criativas, diz pesquisadora

Por Demarchi

Da BBC Brasil

Pesquisadora sustenta que crianças ociosas se tornam mais criativas

Hannah Richardson - Correspondente de Educação da BBC

Existe uma expectativa cultural de atividade que pode minar a criatividade, diz Belton

Crianças devem ser motivadas a ficarem ociosas e entediadas para desenvolverem sua capacidade criativa, afirma uma especialista em educação.

Para Teresa Belton, pesquisadora da Universidade East Anglia, na Grã-Bretanha, a expectativa cultural de que as crianças estejam sempre ativas pode minar o desenvolvimento de sua imaginação.

Além de escritora e jornalista, Syal é uma famosa comediante na Grã-Bretanha. Perry é hoje um reconhecido artista que faz trabalhos em cerâmica, e suas criações já foram expostas até mesmo no Museu Britânico, em Londres.Em seu estudo, Belton ouviu a escritora Meera Syal e o artista plástico Grayson Perry sobre como o tédio os ajudou a desenvolver sua criatividade na infância. Leia mais »

Os dados de 2012 da educação em São Paulo

Por FelipeB

Do iG

Um índice para ninguém ver e entender

Cinthia Rodrigues

Não foi destaque na imprensa em geral, mas saiu na semana passada o resultado individual do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp), o indicador de qualidade que mobiliza todas as 5 mil escolas públicas do Estado anualmente. Na quinta-feira a ferramenta de consulta por unidade foi atualizada sem alarde no site da Secretaria da Educação com os dados de 2012. É possível saber o desempenho de cada instituição nas provas de língua portuguesa e matemática e no fluxo escolar e também compará-lo a ela própria no ano anterior, ao seu município e a toda a rede. Há motivos para tão extenso e rico banco de dados não ter se transformado em notícia.

O índice que norteia boa parte das políticas públicas para a área, como a escolha das “escolas prioritárias” e a medição de quais professores e funcionários merecem bônus, é escondido. A ferramenta no site só permite a consulta individual e não a visualização de toda a rede. Leia mais »

Sem uso, 2.500 tablets educacionais são roubados em Cuiabá

Autor: 

Há algum tempo, o Ministério da Educação trabalha para levar tablets a professores de escolas públicas. As primeiras unidades foram distribuídas em novembro, e o projeto está sendo expandido ao longo de 2013. No entanto, a chegada dos tablets parece não acompanhar o treinamento que precisa ser dado aos professores.

Enquanto os docentes de Cuiabá (MT) não recebiam treinamento, os tablets ficavam sem uso no depósito da secretaria de Educação. Nesta quarta-feira, uma quadrilha de oito homens armados invadiu esse depósito e roubou 2.500 tablets. O prejuízo é de R$ 1,15 milhão.

Segundo o G1, os criminosos conseguiram invadir o depósito durante o dia, rendendo um vigia não-armado (apenas o período noturno dispõe de segurança armada). O local não possui circuito interno de segurança.

A Polícia Militar diz que a quadrilha sabia que havia apenas um segurança; sabia o nome de pelo menos outros dois funcionários; e também o local onde estavam os tablets. Oito servidores da secretaria de Educação devem ser investigados por supostamente facilitar o roubo dos tablets.
Leia mais »

Os 50 anos do Método Paulo Freire de alfabetização

Por Juninho

Falando em educação, sai hoje no G1, uma reportagem sobre a 1ª turma alfabetizada por Paulo Freire em Angicos no Rio Grande do Norte, que está fazendo 50 anos. Nesta turma cerca de 300 adultos foram alfabetizados em 40 horas utilizando o método proposto por Paulo Freire, devido a isto a experiência ficou conhecida como as 40 Horas de Angicos.

Do G1

1ª turma do método Paulo Freire se emociona ao lembrar das aulas

Método Paulo Freire de alfabetização completa 50 anos neste mês. Primeira turma teve 380 alunos de Angicos, dos quais 300 se formaram.

Fernanda Zauli

Paulo Alves de Souza, 70 anos, Maria Eneide de Araujo Melo, 56, e Idália Marrocos da Silva, 83. Três personagens de uma história que teve como cenário a pequena cidade de Angicos, localizada na região central do Rio Grande do Norte, a 170 km de Natal, e que completa 50 anos neste mês de abril. Os três fizeram parte da experiência de alfabetização de adultos, conhecida como as 40 Horas de Angicos, na qual foram alfabetizados cerca de 300 angicanos, em 1963, sob a supervisão do educador Paulo Freire. Leia mais »

O sistema educacional da Finlândia

Por Antonio Nelson


Do Blog do Tarso

Finlândia: a melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal

28 MAR

A Finlândia tem a melhor educação do mundo. Lá todas as crianças tem direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do garçom. Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, profissionalizadas. Todos os professores são servidores públicos, ganham bem e são estimulados e reconhecidos. Nas escolas há serviços de saúde e alimentação, tudo gratuito.

Na Finlândia a internet é um direito de todos.

A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.

Sim, na Finlândia se paga bastante impostos: 50% do PIB.

Leia mais »
Vídeos: 
Veja o vídeo
Veja o vídeo

Azenha: Blogueiros criam fundo para batalhas judiciais

 Denúncias

 Blogueiros criam fundo para batalhas judiciais e sugerem Lúcio Flávio Pinto como primeiro beneficiário

publicado em 2 de abril de 2013 às 23:55

  Leia mais »

Ciência sem Fronteiras: maioria dos alunos prefere Portugal

Por MiriamL

Do Terra

Ciência sem Fronteiras expõe 'lado feio' do ensino de idiomas no Brasil

Dados do governo federal apontam que a maioria dos estudantes prefere ir para a Portugal. Falta de domínio no inglês é principal motivo


Angela Chagas
 

Dados obtidos nesta semana pelo Terra apontam que de um total de 22.885 bolsistas que estudam no exterior por meio do programa Ciência sem Fronteiras, 2.935 estão em Portugal, o que corresponde a praticamente 13% do total. Representantes de universidades brasileiras e o próprio governo consideram o número extremamente alto, principalmente se levado em conta que o Brasil tem convênio de intercâmbio com 20 nações. Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia do Ministério da Educação, o problema está na falta de domínio de outros idiomas por parte dos estudantes brasileiros.

Para o professor José Carlos Almeida Filho, pesquisador do Departamento de Línguas Estrangeiras da Universidade de Brasília (UnB), o Ciência sem Fronteiras – lançado em dezembro de 2011 com o objetivo de oferecer mais de 100 mil bolsas de estudo em quatro anos – expõe o "lado feio" da educação no Brasil. "Essa ida para o exterior é muito saudável, mas mostrou o lado feio, as pessoas não estavam percebendo o quanto é fraco o ensino de idiomas nas escolas do Brasil". Segundo ele, falta uma política de longo prazo para garantir o aprendizado, principalmente de inglês e espanhol. Investimento na formação de professores, aumento da carga horária de aulas e diversificação do material didático são alguns pontos apontados pelo pesquisador.

Leia mais »

A história do método de alfabetização “40 Horas de Angicos”

Por Alexandre Costa

Da Tribuna do Norte

Angicos: as 40 horas que mudaram vidas

Cledivânia Pereira - Secretária de Redação

Das 380 palavras usadas pelos moradores do município de Angicos – localizado a 194 km de Natal – em 1963, FELICIDADE não foi identificada pelo grupo de educadores que implantaram na época o método de alfabetização “40 Horas de Angicos”, pensado e implementado pelo educador Paulo Freire. Nas palavras usadas no dia a dia das 300 pessoas que se matricularam na primeira turma da experiência, DEUS, PROMESSA, ESMOLA, CHUVA, BRANCO, PRETO, TRISTE, ALVOROÇO, MEDO, CORAGEM, CONFORMAÇÃO e INVERNO eram algumas das que se destacavam. Esse universo restrito de formação ortográfica (assim como a falta de outras, como FELICIDADE) podem construir, ainda hoje – com uma distância de exatos 50 anos – o cenário social, cultural e religioso do grupo que conseguiu decodificar, após as 40 horas de estudo, muitas das palavras que verbalizava no cotidiano.

Ousadia: Alfabetizar muitos em pouco  tempo

Pensado e estruturado pelo educador pernambucano Paulo Freire, o método  de alfabetização testado em Angicos tinha um objetivo ousado: alfabetizar adultos de forma rápida e barata. E o primeiro passo era o de catalogar as palavras usadas pelo grupo de alunos, pois essas embasariam as aulas. Na próxima terça-feira, dia 2 de abril, a entrega dos diplomas de alfabetização dessa primeira turma completa meio século. Leia mais »

José Garcez Ghirardi e o método de ensino participativo

Por Assis Ribeiro

Da Revista Visão Jurídica

Ensina-te a ti mesmo

José Garcez Ghirardi, coordenador da Direito GV de São Paulo, defende método de ensino participativo em que o aluno é sujeito do próprio aprendizado.

Marcela Rossetto

Coordenador de ensino da faculdade de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo, pós-doutor em linguística aplicada, doutor em língua inglesa, bacharel em Direito e autor de vários livros sobre metodologia e ensino do Direito, José Garcez Ghirardi tem uma posição inovadora sobre a área em que atua e os temas que escreveu.

Para ele, a metodologia mais adequada para a formação de um bacharel em ciências jurídicas e sociais é aquela em que o estudante é sujeito do próprio aprendizado. Isso significa que o aluno deve participar ativamente das aulas, contribuindo para o debate sobre o tema em estudo, ao contrário do modelo tradicional, de aulas expositivas. Na Direito GV, faculdade em que o curso de Direito é oferecido em período integral, há muitas aulas, segundo Ghirardi, em que "o tempo de fala do professor é menor que o tempo de fala do aluno". O aluno não faz "download" do conteúdo exposto pelo professor e "não dá para ficar dormindo no fundo da sala". Leia mais »