A adaptação de programas federais de habitação em São Paulo

Da Agência Brasil

Haddad vai adaptar programas de habitação para incluir áreas do centro de São Paulo

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Representantes de movimentos que atuam na luta por moradias se reuniram na noite de hoje (8) com o prefeito de São Paulo, Fenando Haddad. O encontro durou mais de duas horas e ao final o prefeito disse que está estudando a adaptação de programas federais para disponibilizar moradias no centro da cidade.

“Nós estamos em negociação com o governo federal, inclusive, pensando na adaptação do programa que não foi pensado para os centros das grandes regiões metropolitanas. Porque o pressuposto do programa é a terra, que o município não tem. Portanto, nós temos que conformar o programa para a realidade de São Paulo”, disse. Leia mais »

Copa: 800 casas do Morro da Providência serão demolidas

Por JC

Uma favela com a marca fatal do Mundial da Fifa

Há 832 casas marcadas e 140 já demolidas, assegura o Fórum Comunitário do Porto, que reúne na área portuária os afetados pelas obras vinculadas à realização da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016

Por Fabiana Frayssinet, da IPS/Envolverde

Os moradores do Morro da Providência, a favela mais antiga do Brasil, estão divididos diante das obras para o Mundial de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Uns se alegram pelas melhorias que implicarão, mas outros alertam que serão derrubadas centenas de casas. As letras SMH, pintadas nas paredes de algumas casas desta comunidade superlotada do Rio de Janeiro, no começo foram um total enigma para os habitantes.

Agora já sabem muito bem o destino que aguarda todas as casas marcadas “como gado”. “SMH significa Secretaria Municipal de Habitação, o órgão que vai nos desalojar”, resumiu à IPS a moradora Jailce Felix dos Santos. “É deprimente. Muitos ficaram doentes. Chegar em sua casa e ver isso e saber que é uma marca de remoção”, contou Jailce, dona de uma das casas marcadas neste lugar considerado patrimônio histórico da cidade.

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Após farra Imobiliária, empresários de Salvador em pânico

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Na cidade das incertezas, o empresariado de Salvador vive um momento tenso. Ao que se sabe, várias empresas do setor imobiliário que geram emprego estão com projetos parados desde o ano passado em virtude da derrubada pela Justiça da aprovação da Louos e PDDU, além da nova ameaça do prefeito eleito ACM Neto de derrubar alguns pontos.

O mercado imobiliário baiano não vive um bom momento. Estima-se que há 19 mil unidades de apartamentos em estoque. Grandes empresas do setor já estão batendo em retirada da cidade, a exemplo da Gafisa e Cyrela.

Esta última amargou um prejuízo de mais de R$ 100 milhões no Le Parc. Sem falar no Aeroclube, que está entregue à marginalidade, parado por uma ação judicial impetrada por advogados que, segundo inquérito policial, estavam a extorquir o mercado imobiliário. Outro ponto que deixou muitos em pavorosa foi a suspensão dos pagamentos pela prefeitura.
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O documentário sobre o Bolsa Família

Por Cíntia Alves

Beneficiários - Histórias de vida do Bolsa Família

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Paraisópolis sofre dois incêndios em uma semana

Por Marco Antonio L.

Do Vice

Fogo em Paraisópolis

Entrevistas e imagens por Edward Davies e Michael Szmulewicz

Nesta quarta-feira, dia 5 de dezembro, a comunidade de Paraisópolis enfrentou seu segundo incêndio em uma semana. Nossa equipe de vídeo debelou a ressaca e se mandou pra lá. A última vez que fizemos isso foi em julho, na Humaitá, e tinham acontecido 24 incêndios em favelas na cidade de São Paulo. Esse foi o 39º do ano, que destruiu oito barracos e não deixou nenhum ferido. Este mapa pode te ajudar a visualizar espacialmente o que anda acontecendo nos últimos oito anos, e esta outra matéria talvez te dê uma luz sobre por que isso acontece com tanta frequência. Conversamos com algumas pessoas que estavam lá, e aqui estão dois depoimentos.

VICE: Você estava aqui na hora que pegou fogo?
Wagner Lima Santos: Estava no meu outro barraco, tô fazendo um. Vi pessoas gritando que tinha fogo. Vim ajudar e, quando cheguei, era um barraco do meu primo. Não tinha mais como a gente fazer nada, então pelo menos água a gente tentou jogar várias vezes. Mas os caras da própria obra da prefeitura cortaram a água, pra não chegar água aqui. Pra poder pegar fogo mesmo no restante que tinha. De pouquinho em pouquinho, de balde em balde, a gente tentou. Conseguimos apagar pelo menos metade. E os bombeiros chegaram e deu tempo de jogar água e apagar os outros pra não acontecer coisas piores. Até uma pessoa poderia morrido por aí, ó, num barraco desses, crianças. A gente não tem segurança nenhuma aqui. E eles não veem isso. Leia mais »

Hierarquia de necessidades de Maslow

Por Roberto

Comentário do post "O TCC sobre o Bolsa Família: uma aula de jornalismo"

Grande Sr Nassif!

Penso que uma pessoa como o Sr devia partilhar o conhecimento acumulado, eu que já fui técnico em alguma coisa, duas vezes por semana dou de presente aos mais novos minhas experiências, e ainda ganho uma "merreca" por isso.

A hierarquia de necessidades de Maslow, também conhecida como pirâmide de Maslow, é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização.

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O modelo da política habitacional de Medellín

Por IgorEliezer

Sucesso habitacional em Medellín é evidenciado pelo arquiteto Juan Botero

Do IMPRENSA XXIV CPA

De acordo com o arquiteto o Modelo Medellín para habitação conquistou o aumento da qualidade de vida em 23%. Este modelo engloba uma política transparente com redução de contas, o social através da garantia de oportunidades de educação e cultura, o territorial e o urbanístico com estética e inclusão social. “Tudo isso gera a confiança do público e uma maior convivência entre as pessoas, que levam a um respeito pela vida”, enfatizou.

O arquiteto da Empresa Dessarolo Urbano (Edu) - empresa do governo municipal de Medellín, Colômbia, que trata sobre o desenvolvimento urbano - Juan Botero, mostrou os programas, planos, estratégias e características que transformaram a cidade de Medellín em 10 anos. 

O respeito pela vida é o que motiva todas as situações para que o desenvolvimento seja feito da forma correta. A estratégia de ação explicada por Juan trata de um planejamento das cidades de forma integrada com outras questões, não apenas a moradia, mas também com os equipamentos necessários, como escolas, parques bibliotecas, jardins infantis, alternativas de transporte, entre outros.

“Os projetos desenvolvidos são escolhidos através de concurso público e com recursos públicos, de impostos e de retorno de empresas públicas. As pessoas começam a pagar os seus impostos em dia quando sabem o que acontece com o seu dinheiro e quando verificam as mudanças nos seus bairros”, explicou.

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A remoção das famílias nas favelas da Chucri Zaidan

Por Marco Antonio L.

Do Balaio do Kotscho

Quer comprar uma rua? Fale com Kassab

Ricardo Kotscho

Faltando pouco mais de um mês para passar o cargo ao prefeito eleito Fernando Haddad, Gilberto Kassab anda fazendo algumas coisas estranhas que estão revoltando os moradores atingidos e chamando a atenção do Ministério Público de São Paulo.

Ao apagar das luzes da atual administração, o prefeito em final de mandato colocou à venda uma rua no Itaim-Bibi e está remanejando os moradores de áreas próximas a 14 empreendimentos imobiliários em fase de lançamento no polo comercial da avenida Chucri Zaidan, no Campo Belo.

A remoção dos favelados está sendo investigada pela Promotoria de Habitação e Urbanismo de São Paulo, segundo Janaina Garcia, do UOL, para saber se as famílias estão tendo assistência e sendo levadas para habitações sociais próximas de onde moravam. Leia mais »

Retirada de famílias de favela será desafio a Haddad

Por Marco Antonio L.

Após acordo, retirada de famílias de favela fica para gestão Haddad resolver

Da Rede Brasil Atual

São Paulo – A reintegração de posse de um dos núcleos da favela da Vila Prudente, marcada para esta semana, foi prorrogada ontem (8) por 90 dias, após acordo entre o Ministério Público, os moradores e a subprefeitura da região. A prorrogação foi pedida pela 28 famílias afetadas. A desapropriação ocorreria na área entre a estação de trem Ipiranga e o Mooca Plaza Shopping, que pegou fogo em agosto.

A decisão vai ao encontro da expectativa das famílias, que pediam para permanecer no local até o início a gestão de Fernando Haddad (PT) por acreditarem que ele possa facilitar o andamento de políticas habitacionais. “Conseguimos um prazo maior e queremos negociar com a nova prefeitura para reivindicar uma coisa nossa, porque é isso que nós queremos: uma habitação regularizada”, conta a moradora Elza Miranda.

Em reunião realizada entre os moradores e a Subprefeitura da Vila Prudente, em 31 de outubro, o chefe de gabinete Marcio Bueno afirmou que o Ministério Público estava pressionando o órgão para concluir a ação. Isso porque os afetados já haviam recebido a indenização, de R$ 2.100, referente aos sete meses adiantados de bolsa aluguel. Na reunião, os moradores reclamaram que não havia sido explicado que aceitar o benefício os impediria de permanecerem em suas casas.

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Não existe respeito em São Paulo

Por Adir Tavares

De DoLaDoDeLá

Não existe amor em SP

 


do SINTUSP(*)

Na madrugada do dia 31 de outubro, centenas de policiais militares com cavalaria, cachorros e viaturas da Rota invadiram a comunidade São Remo - vizinha à USP, que existe há mais de 40 anos e, onde moram mais de 13 mil pessoas - arrombando casas de trabalhadores muitos dos quais funcionários efetivos e terceirizados da USP.

Uma companheira, funcionária da USP, que teve sua porta arrombada, pelos coturnos dos soldados, pediu o mandado judicial e recebeu dois tapas, no rosto, de um policial que gritava: - está aqui!. Em várias outras casas, os policiais quebraram móveis, eletrodomésticos e, quando os moradores protestaram dizendo que eram trabalhadores, ouviram dos policiais que quem mora na favela e não paga IPTU é bandido.
 
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A favela de Paraisópolis, da propagada eleitoral à realidade

Por Marco Antonio L.

Da Rede Brasil Atual

Passado o segundo turno, Paraisópolis vai de bairro-modelo de Serra a favela-pesadelo de Alckmin

Poucas horas haviam se passado desde a derrota do tucano quando o governo estadual anunciou que da comunidade da zona sul paulistana haviam partido as ordens para os ataques contra policiais

ão Paulo – “Conjuntos habitacionais caprichados, com toda a infraestrutura, lazer. Trabalho do Serra, que deu um duro danado para botar ordem na bagunça deixada na habitação pelo PT.” Esta era a favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, até a meia-noite de segunda-feira (29), quando a cidade debatia propostas para o futuro e a comunidade era um modelo que o candidato do PSDB à prefeitura, José Serra, prometia estender para todas as áreas do município. Leia mais »

O processo de remoção de comunidades pobres em São Paulo

Por Marco Antonio L.

Da Rede Brasil Atual

Governo de SP usa ameaças e coação para expulsar 400 famílias de suas casas

Conjunto habitacional oferecido como alternativa a moradores de duas comunidades pobres da zona sul da capital não possui sequer o projeto. Metrô alega que comunidades estão no caminho do traçado da linha 17-Ouro

Por: Rodrigo Gomes, da Rede Brasil Atual

São Paulo – Os moradores das comunidades Buraco Quente e Comando, no cruzamento das avenidas Jornalista Roberto Marinho e Washington Luís, região do Campo Belo, na zona sul paulistana, estão revoltados com o processo de remoção de suas casas, no contexto da construção da Linha 17-Ouro do Metrô, que vai ligar o Morumbi ao Jabaquara e ao aeroporto de Congonhas.

Há quatro meses uma cena se repete, reveladora do desrespeito, do autoritarismo e da falta de transparência com que o governo do estado de São Paulo trata as famílias: um funcionário do Metrô chega e coloca uma marcação com um número na parede da casa. Na placa, os logos Metrô e da CDHU. Os funcionários informam que a moradia será removida devido às obras. E só. Duas semanas depois, outra equipe entrega uma relação de documentos que devem ser apresentados em data determinada, no endereço informado por eles. Lá o morador descobre que está participando de um processo de "adesão" a um programa habitacional da CDHU, com auxílio-aluguel de R$ 400 por mês, até a hipotética obra ficar pronta, ou a uma avaliação da moradia para possível indenização, que chega no máximo a R$ 119 mil.

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Pinheirinho: arquivado processo contra integrantes da AJD

Do Estadão

TJ arquiva processo contra integrantes da AJD em caso Pinheirinho

Membros da associação de juízes subscreveram manifesto pela submissão do caso da desocupação do terreno à Corte Interamericana de Direitos Humanos

Fausto Macedo

SÃO PAULO - Em julgamento finalizado nesta quarta-feira, 24, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, formado por 25 desembargadores, manteve o arquivamento de expediente administrativo que visava à aplicação de penalidade a ex-presidentes e integrantes da AJD em razão da assinatura de manifesto contra a ação do Estado de São Paulo no cumprimento da reintegração de posse do terreno Pinheirinho, em São José dos Campos. Leia mais »

Associação condiciona entrega de casa a voto em Serra

Por Marco Antonio L.

Da Rede Brasil Atual

Entidade comunitária de aliado de Serra condiciona entrega de casa a voto no tucano

Associação, que funciona no escritório do vereador Gilson Barreto, informa a eleitor que entrega de habitação fica mais difícil em caso de vitória de Haddad e sugere voto no candidato do PSDB

Por: Eduardo Maretti e Gisele Brito, da Rede Brasil Atual

São Paulo – Quem telefona para o Instituto São Paulo de Ação Voluntária (Ispav) para se inscrever na fila por habitação popular recebe a seguinte resposta: “Só depois da eleição, se José Serra vencer". Do outro lado da linha, a atendente sugere o número 45, do candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, como aquele que deve ser escolhido no próximo domingo (28).

Na verdade, o instituto não está habilitado a prestar serviços na área de moradia, mas o faz em nome de uma parceria, a Associação Comunitária Beneficente do Jardim Santa Adélia. A organização é uma das que estão credenciadas para inscrições nos programas de moradia popular da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). Em princípio, não há impedimento para que entidades assistenciais participem deste tipo de projeto. Pelo contrário, entre as modalidades de atendimento do órgão do governo do estado de São Paulo está a desenvolvida por meio de parcerias com associações e cooperativas habitacionais – caso da Associação Jardim Santa Adélia.  Leia mais »

CPI dos Incêndios investiga 'interesse' de moradores

Por Marco Antonio L.

Da Rede Brasil Atual

CPI descarta especulação e investigará ‘interesse’ de moradores em incêndios

Nova linha de investigação da comissão tem como base depoimentos de coronéis que comandam subprefeituras de Jabaquara, Vila Prudente e São Miguel Paulista

Por: Gisele Brito, da Rede Brasil Atual

São Paulo –  A vereadora Edir Sales (PSD), vice-presidenta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara Municipal para investigar os incêndios em favelas da capital paulista, afirmou que concorda com a adoção de uma linha de investigação que apure a hipótese de que moradores interessados em receber benefícios da prefeitura sejam responsáveis pelas chamas. “A CPI está investigando todas as possibilidades. Tem o viés das construtoras e esse (interesse no bolsa-aluguel) é outro. Nenhum será descartado”, disse, por meio de sua assessoria. Leia mais »