A ocupação das favelas do Rio na imprensa internacional

Por implacavel

Do O Globo

Ocupação de favelas no Rio é destaque nos principais jornais do mundo

Operação - que conta com mais de dois mil homens, entre policiais e fuzileiros navais - ganha espaço em sites da Espanha, França e Portugal
 El País / Reprodução

Espanhol “El País” deu destaque às imagens de militares sobre tanques de guerraEL PAÍS / REPRODUÇÃO Leia mais »

A necessidade de inserção dos moradores de rua

Por alfeu

Da Agência USP de Notícias

Planejamento urbano deve levar em conta o morador da rua

Por João Ortega

A partir da análise urbanística da cidade de São Paulo em relação a população de rua que nela habita, a urbanista Paula Rochlitz Quintão constatou que nem todo morador de rua quer ou consegue sair desta condição e ter uma casa como seu lar. Na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, Paula realizou um estudo em que propõe a inclusão de pessoas que estão nas ruas transitoriamente e as que habitam as vias permanentemente em projetos urbanos.

“Para as que desejam sair das ruas, é necessário oferecer meios para a inserção delas em uma vida ativa na sociedade. Para as que permanecerão, é necessário sua aceitação e inclusão no espaço urbano”, recomenda a pesquisadora, ressaltando que “o caminho de quem não quer sair da rua nunca é pensado”. Segundo Paula, as políticas públicas, em geral, voltam-se mais à remoção das pessoas do espaço público. Ela lembra que, entre 2000 e 2009, a população de rua em São Paulo cresceu 57%, atingindo aproximadamente 14 mil pessoas. No Brasil, o contingente está em por volta de 50 mil. Leia mais »

Despejados da avenida Ipiranga moram há 35 dias na rua

Por Marco Antonio L.

Da Rede Brasil Atual

Despejadas de ocupação, famílias vivem há 35 dias ao relento no centro de São Paulo

Grupo acampado em condições precárias na praça do Correio vive junto há quatro anos, desde reintegração violenta promovida pela Polícia Militar, e continua à espera de solução definitiva

São Paulo – O tempo seco tem incomodado a maioria dos paulistanos que esperam a chuva com grande expectativa. Mas para as 97 famílias acampadas na praça do Correio, no centro da cidade e a menos de meio quilômetro da sede da prefeitura, é melhor que não caia nenhuma gota. Desde que foram despejadas de um prédio na avenida Ipiranga, em 28 de agosto, as famílias vivem em moradias improvisadas, feitas de lona e madeira. Elas, com mais precisão do que qualquer instituto de pesquisas meteorológicas, sabem que desde que estão morando lá, há 35 dias, choveu apenas duas vezes, o que foi suficiente para destruir alguns barracos e inutilizar colchões e cobertores. Leia mais »

100 mil pessoas podem ser afetadas por remoções em São Paulo

Por Marco Antonio L.

Da Carta Maior

Remoções podem afetar mais de 100 mil pessoas em São Paulo

Famílias teriam de deixar sua moradia por causa de recentes intervenções urbanas na capital paulista. Isso em apenas sete casos de obras públicas. O levantamento é do Observatório de Remoções. Em geral, os atingidos sofrem com a falta de assistência social e financeira adequada e a quase completa ausência de informações confiáveis sobre seu destino.

São Paulo - Uma população equivalente à de um município de porte médio pode ser obrigada a deixar sua moradia por causa de recentes intervenções urbanas na cidade de São Paulo. Dessas mais de 100 mil pessoas afetadas, cerca de 30 mil já foram removidas. E isso em apenas sete casos de obras públicas: revitalização da região central; Parque Várzeas do Tietê (Zona Leste); trecho Norte do Rodoanel e Parque Linear Canivete (Zona Norte); Operação Urbana Consorciada Água Espraiada, Paraisópolis e Cantinho do Céu (Zona Sul). Ou seja, o número atingidos pode ser bem maior. Leia mais »

Pinheirinho não era único bem da Selecta

Do Jornal O VALE

Patrimônio da Selecta põe em xeque ação contra sem-teto

Advogados apresentam à Justiça lista de bens suficiente para pagar todos os credores da massa falida, contrariando a tese de que o leilão da área do Pinheirinho era a única forma de honrar compromissos

Beatriz Rosa
São José dos Campos

A decisão judicial que suspendeu o leilão do terreno do Pinheirinho abre caminho para que o megaespeculador Naji Nahas reassuma o controle da área, localizada na zona sul de São José.

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A morte de Neil Smith, professor de Antropologia e Geografia

Do blog da Raquel Rolnik

Morre Neil Smith. Grande perda para os estudos urbanos…

por Raquel Rolnik

Neste fim de semana tive a triste notícia do falecimento de Neil Smith, professor de Antropologia e Geografia da City University of New York. Ele foi o responsável por cunhar a expressão “gentrification” para designar os processos de valorização imobiliária e expulsão dos moradores originais nas experiências de renovação de áreas centrais.

Este fenômeno começou a ocorrer no final dos anos 1970, em várias cidades do mundo, no âmbito dos processos de globalização e de transformação da gestão das cidades na era neoliberal, e os estudos do professor Neil Smith foram essenciais para compreendê-lo. Leia mais »

As famílias removidas nas operações urbanas paulistanas

Por Marco Antonio L.

Do Correio do Brasil

SP: Famílias removidas por operações urbanas ficam desamparadas

Atingidos pelo progresso. Assim podem ser classificados os moradores de áreas que estão recebendo ou irão receber nos próximos anos vultosos investimentos em infraestrutura urbana. A maior parte do país, apesar da lógica da exclusão que estrutura as cidades brasileiras, pode apenas supor que se trate de um problema comum. Mas, em São Paulo, graças ao trabalho ainda preliminar do Observatório de Remoções lançado na última quinta, é possível afirmar que os investimentos públicos e privados em infraestrutura têm provocado a eliminação de habitações populares sem que se deem condições para que seus moradores se beneficiem das supostas melhorias empreendidas naquele território.

Nos últimos anos, pelo menos 7.666 famílias tiveram suas casas removidas. Outras milhares que vivem em 486 favelas localizadas em áreas que são alvos de intervenção urbanística correm o mesmo risco, demonstra mapa elaborado pelo Observatório. Leia mais »

Prefeitura e União disputam terreno da Favela do Moinho

Prefeitura e União disputam terreno da Favela do Moinho

Por Lilian Milena, do Brasilianas.org

Em 15 anos de existência, a favela do Moinho, localizada na região do Viaduto Orlando Murgel, no centro de São Paulo, passou por dois incêndios de grandes proporções. O primeiro, no dia 22 de dezembro de 2011, destruiu 380 barracos; o segundo, no dia 17 deste mês, cerca de 80 foram totalmente queimados, deixando 300 pessoas desabrigadas.

O que poucos sabem é que o espaço de 30.107 metros quadrados, entre duas linhas de trens da CPTM, e onde vivem, segundo a prefeitura de São Paulo, mais de 800 famílias, é disputado tanto pela prefeitura quanto pela União.

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A relação entre os incêndios nas favelas e a valorização

Da Folha

Incêndio nas favelas e valorização imobiliária

ANDRÉ DELFINO DA SILVA E RAIMUNDO BONFIM

Incêndios ocorrem ao lado de operações urbanas, em áreas cobiçadas. E quando não há fogo, há a violência policial nas reintegrações de posse

O incêndio na favela Moinho, na região central da capital paulista, no último dia 17, foi mais um de uma série de tragédias na cidade.

Estão se tornando rotina os incêndios nas favelas da cidade de São Paulo. É muito triste assistir chamas destruírem lares, ainda mais estes, tão simples, muitas vezes de madeira, construídos com muito suor e sacrifício por famílias que não tiveram apoio do poder público no acesso à moradia digna.

Os incêndios causam efeitos nefastos. Além de deixar a família sem um teto para se proteger do sol e da chuva, eles causam a perda de vaga nas creches e escolas dos filhos e, na maioria dos casos, a perda total dos bens materiais, conquistados após muitos anos de trabalho. Leia mais »

Terreno ao lado da Favela do Moinho vira estacionamento

Por Flávio Furtado de Farias

Da Rede Brasil Atual

Após incêndio, área ao lado de favela em São Paulo é cedida para estacionamento privado

Trabalho de empresa de terraplenagem em terreno de 10 mil metros quadrados da Ceagesp começou dois dias após fogo destruir favela do Moinho, fechando o acesso ao que era chamado de 'bosquinho'

Por: Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual

São Paulo – Uma semana após o incêndio na favela do Moinho, no centro de São Paulo, uma porção de cimento começa a ganhar feição rapidamente no local que antes abrigava uma área verde, chamada pelos moradores de "bosquinho". O trabalho de uma empresa de terraplenagem começou apenas dois dias após o fogo destruir parte dos barracos em um terreno da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) que, cedido ao setor privado, será transformado em um estacionamento de caminhões.  Leia mais »

Sobre os incêndios em favelas

Incêndios em favelas e a especulação inflamável

Casos tão gritantes provocaram a criação de uma CPI dos incêndios em favelas na câmara municipal de São Paulo. Pra inglês ver. Em cinco meses de “funcionamento”, a CPI se reuniu apenas 3 vezes.

Guilherme Simões*, No Brasilianas.org

Nos últimos 20 dias, cinco grandes incêndios atingiram favelas em São Paulo. Esse tipo de incidente cresce a cada ano em proporções assustadoras. Entre 2008 e 2011 foram mais de 500 incêndios em favelas. Em 2012, segundo o corpo de bombeiros, já são 32. A destruição é enorme, quando não é fatal: móveis, eletrodomésticos, barracos inteiros. Pessoas feridas e até mortas. Por que isso ocorre com tamanha frequência? Quais são os reais motivos para tantos “acidentes” e tragédias? Que setores da sociedade se envolvem com essa situação? Qual é a condição das famílias que perdem tudo a cada incêndio?

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O confronto entre moradores e GCM na Favela do Moinho

Do Estadão

Confronto na Favela do Moinho deixa pelo menos uma pessoa baleada

Moradores do Moinho relataram que guardas-civis, que estão na comunidade para impedir a reconstrução de barracos na área atingida pelo fogo, começaram a agredir mulheres e crianças

Denize Guedes e William Castanho

SÃO PAULO - Moradores da Favela do Moinho, na região central de São Paulo, e guardas-civis metropolitanos voltaram a entrar em confronto, na noite desta quinta-feira, 20. Um homem foi baleado na confusão e socorrido na Santa Casa de Misericórdia, também na região central. Na segunda-feira, um incêndio destruiu 80 barracos da comunidade.

De acordo com relatos de moradores do Moinho, a confusão começou por volta das 19 horas, quando as mães voltavam à favela com seus filhos após uma jornada de aula. Eles relatam que guardas-civis, que estão na comunidade para impedir a reconstrução de barracos na área atingida pelo fogo, começaram a trocar hostilidades e a agredir mulheres e crianças. Leia mais »

Favela do Moinho sofre novo incêndio

Por anarquista sério

Não sei a quem interessa.

Nem eu acredito mais que seja acidental.

Do Uol

Favela do Moinho volta a pegar fogo no centro de São Paulo; uma pessoa morreu

Fábio Luís de Paula

Os bombeiros confirmaram a morte de uma pessoa no incêndio atingiu a favela do Moinho na manhã desta segunda-feira (17), num ponto embaixo do viaduto Engenheiro Orlando Murgel, no bairro de Campos Elíseos, região central de São Paulo. A informação foi confirmada pelo major Marcelo César Carnevale, segundo o qual o corpo foi encontrado, mas ainda não foi identificado.

“O corpo está calcinado e irreconhecível, não sabemos precisar se era homem ou mulher. Encontramos no meio do incêndio, bem embaixo do viaduto”, declarou. Além deste corpo, cinco cachorros morreram no episódio. Leia mais »

As ocupações de áreas de mananciais em São Paulo

Por Demarchi

Da Rede Brasil Atual

Afastadas do centro, áreas de mananciais retratam falta de planejamento em SP

Por: Vanessa Nicolav e Joseh Silva, especial para Rede Brasil Atual

São Paulo – Localizadas às margens das represas Billings e Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, as áreas de mananciais sofrem com ocupações irregulares e crescimento desordenado. Como consequência, seus moradores convivem com o descaso do poder público.

vídeo abaixo lança olhares sobre a região conhecida como 'fundão' do Jardim Ângela, onde vivem 295 mil pessoas. “Quando chegamos aqui, há mais de vinte anos, não sabíamos que era área de manancial. Nem entendíamos o que isso queria dizer”, diz Francisco Sandro Salas, que quitou seu terreno na região em 70 parcelas no valor de um salário mínimo. Leia mais »

Vídeos: 
Veja o vídeo

A cobertura jornalística dos incêndios nas favelas

Por Marco Antonio L.

Do Observatório de Imprensa

O jornalismo dos pobres

Por Luciano Martins Costa 

Na Folha de S. Paulo saiu apenas uma fotografia, com uma legenda de duas linhas, e no Estado de S. Paulo uma notícia curta num rodapé de página, nas edições de terça-feira (11/9). O fato é o 33º incêndio ocorrido em favelas da cidade de São Paulo apenas neste ano. Desta vez, a ocorrência foi em Paraisópolis, na Zona Sul, e novamente a imprensa faz apenas um registro burocrático do incidente.

Aliás, “incidente” é a palavra escolhida pelos jornalistas quando se referem a um acontecimento negativo de uma maneira distanciada. Leia mais »