Os despejados da Avenida Ipiranga

Por Demarchi

Do Brasil de Fato

Despejada, mãe trabalha 20 horas diárias para conseguir moradia

Iolanda é cozinheira das 7h às 19h e faxineira das 22h às 6h; despejada do prédio da Av. Ipiranga com mais 94 famílias, vive hoje com sua filha numa barraca de lona no centro de São Paulo pois a Prefeitura alega não ter alojamento “por falta de verba”

José Francisco Neto, de São Paulo - 10/09/2012

Iolanda Nascimento Ferreira chega todos os dias exausta do serviço. Exerce a profissão de cozinheira, na Vila Matilde (SP), das 7h às 19h, e faz “bico” no hospital Oswaldo Cruz, na região da Paulista, das 22h às 6h da manhã. Trabalha 20 horas por dia e descansa apenas duas. “Eu já trabalho de cozinheira há nove meses, mas arrumei um bico no hospital depois que vim parar na rua. Quero juntar um dinheiro para ver se consigo alugar pelo menos um quarto”, conta. Leia mais »

O incêndio na favela de Paraisópolis

Por Sanzio

Não sei se alguém ainda está se dando ao trabalho de contar quantas favelas já foram queimadas em SP. Vamos aguardar o Kassab declarar que foram os próprios moradores que atearam o fogo.

Do UOL

Incêndio atinge favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo; fogo é controlado 

Um incêndio atingiu cinco barracos nesta segunda-feira (10) na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo. O Corpo de Bombeiros chegou a enviar cinco viaturas para o local por volta das 9h, mas só fez o rescaldo, já que, segundo os bombeiros, os próprios moradores haviam acionado a Defesa Civil e extinguido o fogo.

Ainda de acordo com a corporação, as causas do incêndio são desconhecidas. Não há feridos.

Paraisópolis tem 43 mil habitantes e é a maior favela de São Paulo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Leia mais »

Incêndios em favelas e valorização imobiliária

Do PET RI PUC-SP

Não acredite em combustão espontânea

JOÃO F. FINAZZI 

Segundo a física, propelente ou propulsante é um material que pode ser usado para mover um objeto aplicando uma força, podendo ou não envolver uma reação química, como a combustão.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, até o dia 3 de setembro de 2012, houve 32 incêndios em favelas do estado – cinco somente nas últimas semanas. O último, no dia 3, na Favela do Piolho (ou Sônia Ribeiro) resultou na destruição das casas de 285 famílias, somando um total de 1.140 pessoas desabrigadas por conta dos incêndios em favelas.

O evento não é novo: em quatro anos foram registradas 540 ocorrências. Entretanto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada em abril deste ano para investigar os incêndios segue parada, desrespeitando todos os trabalhadores brasileiros que tiveram suas moradias engolidas pelo fogo. Leia mais »

Especulação e revitalização do centro de São Paulo

Por Antonio C.

Comentário ao post "As origens da especulação imobiliária paulistana"

Existe uma panacéia em torno do Centro que é inversamente proporcional à questão da periferia. Ao colocar todas as cartas na revitalização da região, a intenção já denuncia os interessados.

Desde a época do Maluf se fala da "revalorização do Centro". A Associação "Viva o Centro" remonta à época. A "vocação turística"  da região - ideologia mesma que levou à especulação imobiliária em regiões do mundo, como a cidade de Barcelona, que possui regiões organizadíssimas de ocupação, que questionam a política habitacional -, somada com a sua característica para negócios - 1/3 da riqueza produzida na cidade vem dali - fez do lobby de empresas e imobiliárias o seu ponto forte. Já em 1999, apontava-se para uma população em queda. Logo, o potencial imobiliário tem sua força.

Há anos que ando pelas ruas do Centro - inclusive passando por locais em que uma pessoa "em sã consciência"  não estaria. O seu público mudou sensivelmente. Claro, a pobreza e a desigualdade continuam; porém, os membros da "elite branca" compram a ideia. É o sanduíche de mortadela, é o "passeio com monitor" (a fina flor da chapa-branquice em termos de história), são as calçadas sem bancas de livros (em Paris, abundam e não emporcalham a cidade), a compra da "marginalidade fashion" da Augusta, com a molecada com seus cabelos milimetricamente desgrenhados. Leia mais »

Globo ignora zoneamento do Jardim Botânico

Por Stanley Burburinho

Comentário ao post "O povo do Horto Florestal"

Todo o bairro do Jardim Botânico, onde está a sede da Globo e mais dois prédios enormes ao longo da rua Jardim Botânico, é considerado Zona Residencial 1 que proibe o funcionamento de empresas do tipo e porte das instalações da Globo.

Na rua J. Carlo, número 101, funcionava a 6ª Vara Cível. Antes do tribunal, no mesmo endereço funcionava a GloboGraph que depois virou GloboMultimídia. Globo fez pressão para a saída do tribunal que se mudou para ao lado da PUC. Globo alegou ser Zona Residencial 1, mas se esqueceu de que a sede da TV fica, no mesmo bairro, acima de onde funcionava o tribunal.

Na Pacheco Leão, bem próximo do local que a Globo quer a remoção dos moradores, funciona uma imensa garagem para carros da Globo, o que tb é proibido.

Essas casas que a Globo pede remoção, estão lá há mais de 100 anos e foram autorizadas pelo presidente do Jardim Botânico na época. Leia mais »

Os problemas das leis de política habitacional

Por Francisco Ernesto Guerra

Comentário ao post "Cortiços: o mercado habitacional de exploração da pobreza"

Estes estudos que volta e meia aparecem pecam por não sugerir soluções.

Não que não retratem a realidade, mas se dedicam a apontar os efeitos, sem entrar nas causas e, que quando entram, o fazem de maneira superficial. Observem que o autor do estudo refere a outro de tempos atrás e constata que nada mudou.

Isto me remete aos tempos da faculdade de direito. Professores diziam, jocosamente, que o Brasil está muito bem provido de leis, faltando apenas uma "leizinha" muito simples e com apenas um artigo: Que se cumpram todas demais leis.

Este  dispositivo legal, da piada dos professores, se aplica perfeitamente ao caso das habitações do tipo cortiço (e inclua aí também as favelas). Há o resguardo justo do direito da população na constituição nas leis ordinárias (federais), nas leis estaduais, inclusive naqueles decorrentes da criação de "regiões metropolitanas" e nas municipais. Apenas não são cumpridas. Simples assim. Leia mais »

As formas de corrupção nos municípios brasileiros

Por Adir Tavares

MORTE POR MIL MORDIDAS, CORRUPÇÃO MUNICIPAL NO BRASIL

Do site A Pública

Telegrama fala sobre formas de corrupção que acontecem nos municípios brasileiros. Segundo o texto, são como "picadas de formigas de fogo”.

No começo de 2004, a imprensa começou a repercutir denúncias feitas pela Controladoria Geral da União (CGU) a respeito de casos graves de corrupção nas prefeituras, que estariam desviando cerca de 20 bilhões de reais por ano dos cofres públicos.

A mensagem da embaixadora americana Donna Hrinak começa dizendo que as investigações da CGU identificaram “uma grave corrupção em mais de dois terços dos municípios inspecionados, enquanto a maioria dos restantes contabilizam inúmeras irregularidades” e chama as denúncias de “histórias de horror”.

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Cortiços: o mercado habitacional de exploração da pobreza

Por Demarchi

Cortiços: o mercado habitacional de exploração da pobreza

Por Luiz Kohara, na Carta Maior

Parece inacreditável a constatação de que os problemas que existiam nos cortiços no início do século 20, conforme estudos e jornais da época, sejam os mesmos dos dias de hoje, como a grande concentração de pessoas em pequenos espaços; um único cômodo como moradia; ambientes com falta de ventilação e iluminação; uso de banheiros coletivos; instalações de esgotos danificados; falta de privacidade; e o fato de comporem um mercado de locação habitacional de alta lucratividade. O artigo é de Luiz Kohara.

A habitação constitui um dos mais graves problemas sociais da cidade de São Paulo. Dentre os inúmeros fatores explicativos estão os baixos salários dos trabalhadores, o alto custo da terra urbanizada e a insuficiência de políticas públicas destinadas às favelas, aos loteamentos precários e, particularmente, aos cortiços. Consequentemente, as condições precárias de moradia têm reflexos perversos na vida das pessoas, pois a habitação é uma das bases fundamentais da estruturação da vida.

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Integração humana e desvarios imobiliários

Por will
 

A área que pegou fogo, está cada dia mais valorizada. um apartamento naquela região não sai por menos de 1 milhão de reais. Na época da desapropriação para a construção da Av. Água Espraiada, os moradores das favelas recebiam ofertas para compra de barracos. Ou iriam para outra região nos cingapuras, ou cohabs, ou recebiam um dinheiro. o Vigia da minha rua morava lá, e preferiu o dinheiro. mas ao que parece, os moradores são de fato, proprietários daquele terreno, pelo uso capião. Só pra ter uma idéia, há mais de 40 anos, aquilo era um córrego grande, que saia lá de trás do aeroporto de congonhas até a Berrini /Marginal. E toda essa extenção era uma favela só. Dos dois lados das margens. Então com a Avenida feita, a rede globo, a Berrini e seus shoppings e arranha-céus começou a valorizar surrealmente toda região. Um dos últimos locais de favela é o popularmente e tradicionalmente conhecida como Morro do Piolho (nome até mencionado em uma música dos Racionais Mcs) ou favela da União, pois havia um campo de futebol conhecido com o mesmo nome. Isso na década de 70/80. A favela sempre teve uma interação com o bairro, pois há escolas públicas de todos os graus no bairro do Campo Belo. E não foi surpresa ver muitos moradores antigos e novos ajudando o pessoal desabrigado. Um morador de lá, trabalha como carroceiro, e invariavelmente presta alguns serviços pra gente, pois na reforma que fizemos em casa, havia muito entulho e ele carregava para nós. Tdos eses dias, tenho perguntado a minha mãe à respeito dele, já que o maluco tem 11 filhos ( espalhados) e um é bebe de colo. Ela disse surpresa que estão todos bem, apesar de tudo. Parece que o lugar ainda está garantido, e as perdas materiais parecem não ter tanta importância. Acostumados a viver na "lona" e a viver na adversidade, não perdem a energia para a guerra diária da sobrevivência.

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Pedido de apuração de responsabilidade em incêndio de favela

Por Antonio C.

Do Última Instância

MP pede informações ao Poder Público sobre incêndio em favela de São Paulo

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) pediu esclarecimentos ao Poder Público sobre os incêndios que ocorreram na última segunda-feira (3/9) na comunidade do Jardim Sônia Ribeiro, conhecida como Favela do Piolho, na Zona Sul de São Paulo. Entre as informações solicitadas, a promotoria quer saber quais as providências tomadas pela Prefeitura e a origem do terreno ocupado pela comunidade, se público ou privado.

O autor dos pedidos é o promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo, José Carlos de Freitas, responsável pelo inquérito civil do MP-SP que apura as causas do incêndio.

Em ofício encaminhado à Prefeitura, o promotor solicita informações sobre quais as providências que foram e que serão tomadas pelo município em relação às 285 famílias que residiam no local — tanto sob o enfoque habitacional (alojamento e pagamentos) quanto assistencial (saúde e educação).

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A democracia, a liberdade de expressão e as vozes tacanhas

Por JR

Do Blog do Sakamoto

Veja alguns comentários reacionários sobre moradia em São Paulo

Publiquei, nesta terça, um texto sobre os incêndios em favelas de São Paulo e a especulação imobiliária que corre desvairada na pauliceia. Como sempre, ao tratar do tema da moradia, este espaço foi invadido por carinhosos comentários reacionários. Cortei fora os que ofendiam progenitoras ou mandavam recadinhos estranhos sobre a integridade física e fiz uma breve seleção, que posto abaixo. Mas, antes, algumas ponderações sobre aquilo que deveria ser direito, mas é visto como privilégio.

Até uma ramster em estado catatônico sabe que boa parte da classe média paulistana tende a ser bastante retrógrada – já tratei deste assunto aqui uma miríade de vezes nos últimos anos. Boa parte dos trabalhadores que entraram na linha do consumo, há poucos anos, adota com facilidade o discurso conservador. Conquistaram algo com muito suor e têm medo de perder o pouco que têm, o que é justo e compreensível. Mas isso tem consequências. Em posts sobre déficits qualitativos e quantitativos de moradia, por exemplo, quem tem pouco adota por vezes um discurso violento, que seria esperado dos grandes proprietários e não de trabalhadores. Afirmam que, se eles trabalharam duro e chegaram onde chegaram sozinhos, é injusto sem-teto, sem-terra ou indígenas consigam algo de “mão-beijada” por parte do Estado. Ignoram que o que é defendido por esses excluídos é apenas a efetivação de seus direitos fundamentais: ou a terra que historicamente lhes pertenceu ou a garantia de que a qualidade de vida seja mais importante do que a especulação imobiliária rural ou urbana.

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Habitações em SP: a diferença entre o nada e o quase nada

Do Estadão

Secretaria municipal questiona programa de vereadores do PT

Sem usar imagem de Haddad, inserção bate na saída de Serra da Prefeitura, sem citar nomes

ISADORA PERON , RICARDO CHAPOLA 

Um dia depois de o candidato à Prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB) garantir na TV que vai cumprir todo o mandato se for eleito, a campanha do petista Fernando Haddad veiculou ontem uma propaganda criticando a saída do tucano da administração municipal em 2006, quando resolveu concorrer ao governo do Estado.

"Sabe aquele candidato que abandonou a Prefeitura no meio do mandato? Que deixou um vice para tomar conta da cidade? E que tem costume de pular de galho em galho? Tá aí mais uma vez, querendo se passar pelo novo", diz o comercial de 30 segundos.

A inserção traz imagens de uma vitrola antiga, cuja agulha começa a arranhar o som. É a deixa para o narrador dar seu recado: "Está na hora de mudar de música". Surge então um tablet na tela que começa a tocar o jingle de Haddad. O nome de Serra não chega a ser citado. O petista também não aparece na peça. Leia mais »

Gestão Serra desativou prevenção de incêndios em favelas

Da Rede Brasil Atual

Serra desativou programa de prevenção de incêndios em favelas em São Paulo

Gilberto Kassab teve a chance de reativar o projeto, de baixo custo e testado na gestão de Marta Suplicy, mas preferiu editar um decreto para um programa que não recebeu recursos até hoje

Por Sarah Fernandes

São Paulo – Um projeto implantado durante a gestão da Marta Suplicy (PT) na cidade de São Paulo conseguiu, nos seus dois anos de atividade, controlar todos os focos de fogo em favelas antes que se tornassem grandes incêndios. A ideia se mostrou tão eficiente como simples: equipar algumas casas com extintores e treinar moradores para acabar com as chamas antes que se propagassem para moradias vizinhas. Apesar do custo reduzido e do sucesso nas ações, ele foi extinto por José Serra (PSDB) em 2005, quando assumiu a prefeitura. Sucessor do tucano, Gilberto Kassab (PSD) teve a chance de reativar o trabalho depois que um projeto de lei foi aprovado pela Câmara Municipal em 2009, mas não tocou a ideia adiante. Leia mais »

Mais de mil desabrigados no incêndio da favela no Campo Belo

Por Demarchi

Do iG

Incêndio destrói 285 barracos e deixa 1.140 desabrigados em São Paulo

Trinta viaturas dos bombeiros foram ao local combater o incêndio em favela no Campo Belo, na zona sul da capital. Pelo menos quatro pessoas foram atendidas pelas equipes de socorro 

Um incêndio de grandes proporções destruiu pelo menos 285 barracos de uma favela conhecida como "Morro do Piolho", no cruzamento das ruas Cristóvão Pereira e Xavier Gouveia, próximo a avenida Jornalista Roberto Marinho, na região do Campo Belo, na zona sul de São Paulo. Pelo menos quatro vítimas, duas com intoxicação, uma com fratura na perna e uma com queimaduras de 1º grau, foram atendidas e encaminhadas a hospitais da região. Leia mais »

Mais um incêndio em uma favela paulistana

Por Donizeti - SP

Comentário ao post "Gestão Serra desativou prevenção de incêndios em favelas"

A gestão higienista e anti-social do Serra/Kassab acabou com o programa simples de combate a incêndio nas favelas do governo da Prefeita Marta e agora são incêndios em sequencia.

A pergunta que não quer calar: por que tantos incêndios em favelas paulistanas ?

Alguém pode fazer um levantamento de quantos incêndios ocorreram nas favelas da cidade na gestão Serra/Kassaab desde Janeiro de 2005, posse do tucano ?

Outra favela na Zona Sul da cidade de São Paulo acaba de pegar fogo (!!!), é de grandes proporções segundo o site G1.

É o 5º incêndio em favelas na capital em apenas 20 dias, tem que se fazer alguma coisa em relação a esta preocupante situação, essas pessoas humildes que moram na favela por não ter outra alternativa perdem todos os seus bens nessas tragédias.

Do Msn/Estadão

Bombeiros controlam incêndio em favela na zona sul de SP

Texto atualizado às 19h05.

SÃO PAULO - O Corpo de Bombeiros conseguiu controlar um incêndio na favela Morro do Piolho, entre as ruas Cristóvão Pereira e Xavier Gouveia, na zona sul de São Paulo, na tarde desta segunda-feira, 3. Cerca de 30 viaturas trabalharam no combate ao incêndio. As chamas tiveram início por volta das 14h30 e um helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado para auxiliar na operação. Às 18h30, a corporação ainda realizava o rescaldo.

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