Beltrame diferencia bairros cariocas e é criticado pela OAB

Sugerido por Walter Serralheiro

Do Extra

Beltrame: 'Um tiro em Copacabana é uma coisa. Na Favela da Coréia é outra'. OAB critica diferenciamento

RIO - O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou, nesta terça-feira, que os traficantes locais estão adotando a estratégia de migrar armas e pessoas para favelas da Zona Sul da cidade para tentar inibir a atuação da polícia. Segundo o secretário, que participou do Seminário de Gestão Pública de Segurança, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ações policiais na Zona Sul, onde moram família de classes média e alta, são mais complicadas do que em comunidades carentes das zonas norte e oeste.

Um tiro em Copacabana é uma coisa. Um tiro na Coréia (periferia) é outra. À medida que se discute essa questão do enfrentamento, isso beneficia a ação do tráfico de drogas - disse Beltrame no seminário.

Beltrame afirmou ainda que a política da secretaria de Segurança é de inteligência, mas são necessárias operações, como a da semana passada na Favela da Coréia.

- Nossa política é de inteligência, não é de enfrentamento. Mas não posso pegar um braço mecânico e ir à Favela da Coréia para tirar os marginais de lá - acrescentou ele, referindo-se à ação na semana passada nas favelas da Coréia e Taquaral, em Senador Camará, onde 13 pessoas morreram, entre elas uma criança. - O trabalho de inteligência tem planejamento para qualquer tipo de ação, a diferença está na execução. Ele será executado conforme a reação do bandido à presença da polícia. A Polícia Federal prende sem dar um tiro porque prende a elite. O cliente da PF é outro. Leia mais »

Religiosos criticam lei de atendimento a vítimas de estupro

Sugerido por Humberto Cavalcanti

Do site Outras Palavras

Religiões: quando o cristianismo é pura intolerância

Extremistas católicos e evangélicos querem agora vetar lei que regulamenta atendimento do SUS às vítimas de estupro. Decisão está com Dilma

Por Gabriela Leite

Certas leis podem, no máximo, reduzir danos. É o caso de um texto aprovado no último dia 11, no Congresso Nacional. Proposto no século passado (em 1999) pela deputada Iara Bernardi (PT-SP), ele estabelece as normas para atendimento, no Sistema Único de Saúde, das mulheres que foram vítimas de estupro. É um problema sabidamente grave, mas crescente. O número de casos deste crime no Brasil aumentou muito nos últimos anos. Só no primeiro semestre de 2013, a média na cidade de São Paulo foi de nove denúncias por dia. No Rio de Janeiro, os casos aumentaram 56% nos últimos quatro anos. Nestas situações, como os médicos da rede pública devem proceder?

O projeto da deputada Iara, aprovado por unanimidade após quase quinze anos de protelação, estabelece alguns procedimentos. Exige que todos os hospitais da rede do SUS atendam imediatamente as vítimas. Garante amparo social e psicológico, informações sobre direitos legais e acesso a exames de HIV e medidas necessárias para evitar doenças e gravidez. Não resolve o problema, mas assegura o direito à saúde das mulheres que sofrem com o crime. Leia mais »

Amarildo, o pedreiro desaparecido em operação na Rocinha

Por Almeida

Onde está Amarildo?

Em 2011, o cabralzinho falava da pacificação da Rocinha, veja o vídeo abaixo, quando lá instalava sua unidade "pacificadora". Passado quase dois anos, o governador elogia uma operação realizada por seus policiais nessa favela carioca. A paz parece não ter sido alcançada pela unidade "pacificadora". Para ele, houve uma "excelente operação, com a prisão de vários marginais que ainda atuavam na comunidade"

Acontece que a mesma operação elogiada pelo governador resultou, na prisão de Amarildo, um chefe de família pai de seis filhos e humilde pedreiro, que foi assistida por sua família e reconhecida pela PM, conforme a matéria: "Segundo a PM, o pedreiro foi levado a uma UPP para averiguação, por ser parecido com um procurado na operação Paz Armada". Amarildo seria um dos "vários marginais" mencionados pelo governador. A tal "Paz Armada" deve ser a paz dos cemitérios, como veremos adiante, e clandestinos, diga-se de passagem. Leia mais »

Vídeos: 
Veja o vídeo

Os números do aborto legalizado no Uruguai

Sugerido por Vânia

Do Sul 21

Em seis meses de legalização, Uruguai não registra mortes de mulheres que abortaram

O subsecretário do Ministério da Saúde Pública do Uruguai, Leonel Briozzo, apresentou nesta semana os dados oficiais sobre interrupções voluntárias de gravidez dos primeiros seis meses desde a sua legalização no país. Entre dezembro de 2012 e maio de 2013, não foi registrada a morte de nenhuma mulher que abortou de forma regulamentada no Uruguai.

Foram realizados 2.550 abortos legais, aproximadamente 426 por mês. O Uruguai é um dos países com taxas de aborto mais baixas do mundo. Briozzo explicou que desde o novo marco legal para o aborto, o país os pratica de forma segura, com a consolidação de serviços de saúde para este fim. Leia mais »

O serviço de acolhimento de moradores de rua em SP

Do Doar Faz Bem

Operação Baixas Temperaturas

Durante o período da operação, o serviço de acolhimento da população de rua caracteriza Estado de Emergência sempre que a temperatura for igual ou menor que 13 graus centígrados. As vagas são ampliadas nos Centros de Acolhida. Sob essas condições a estrutura da secretaria é reforçada com a ação de outros setores da administração da prefeitura, como Defesa Civil e Secretaria Municipal de Saúde, entre outros.

Para solicitar o acolhimento de um morador de rua ou para obter maiores informações, ligue para: 156 ou (11) 3258-9449 Leia mais »

As revistas vexatórias nas visitas em presídios de SP

Da Agência Pública

Eles assistem tudo, depois é a vez deles

Nos presídios de SP, crianças são obrigadas a assistir às revistas vexatórias das mães e a se despir diante das agentes para poder visitar os pais 

Por Andrea Dip e Fernando Gazzaneo

“Meu filho não é bandido. Ele tem apenas 5 anos e o Estado quer castigá-lo como castiga o pai, que já está preso e pagando pelo que fez”. A frase, carregada de indignação, é pronunciada com punhos cerrados sobre a mesa, pela paulistana A., mãe de dois filhos, profissional de vendas e estudante de direito. O marido foi preso há 3 anos e, desde então, a cada dois ou três meses, ela leva o filho R. para ver o pai.

Todas as vezes, na revista da entrada, ela e o filho passam pelo mesmo ritual:

“Nós entramos em um box, eu tiro toda a roupa, tenho que agachar três vezes, abrir minhas partes íntimas para a agente penitenciária, sentar em um banquinho metálico detector de metais, dar uma volta com os braços para cima e às vezes me mandam tossir, fazer força, depende de quem está revistando. Meu filho assiste tudo. Quando preciso abrir minhas partes íntimas, peço para ele virar de costas”, diz. Leia mais »

O trabalho dos médicos estrangeiros nas cidades fronteiriças

Por Sergio Medeiros Rodrigues, no Portal LN

Mais Médicos - texto essencial - Ação Civil Pública nº 5001429-38.2010.404.7106 (RS), se verifica que, desde 2006, médicos uruguaios trabalham no Brasil, vejam os motivos que fundamentaram tal decisão

Prezados Senhores, o que vem a seguir é essencial, não ao debate, mas a nós como seres humanos

A situação acima considerada, referente ao atendimento de médicos estrangeiros em nosso país, já é realidade em cidades fronteiriças, no caso, no Rio Grande do Sul (Trata-se da Ação Civil Pública nº 50014729-38.2010.404.7106)

E, neste microcosmo, todas as pressões que são vistas a nível nacional, se apresentaram da mesma forma aqui, num pequeno espaço da federação.  Quando lemos a narrativa, a sensação é de estupefação, e de indisfarçável desprezo pelas pessoas que praticaram tais atos... que isso não se repita nunca mais... é o que desejamos... mas não basta querer... é preciso agir...

..... foi amplamente divulgado na mídia regional o fato de mais de 40 filhos de brasileiros terem nascido em hospitais de Rivera, no Uruguai, precisamente pela negativa de atendimento dos médicos brasileiros pelo SUS na Santa Casa de Misericórdia de Santana do Livramento...

....  manifestação dos médicos de Santana do Livramento, formulada em 05/12/2006 através do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul - SIMERS, registrou que os serviços médicos necessários somente seriam prestados mediante pagamento, além da tabela do SUS, de valor que, distribuído nas diversas especialidades, alcançasse montante mensal então especificado pelos médicos prestadores dos serviços... Leia mais »

Jairnilson Silva Paim e as origens do SUS

Sugerido por Emilia Faust

A parte final da entrevista(ultima página) é extremamente interessante!!
Fala sobre “trabalho no interior e ensino médico”!

Do RI UFBA

O SUS é uma conquista

O entrevistado desta edição é o Doutor em Saúde Pública pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Jairnilson Silva Paim, que teve participação ativa nas lutas pela reforma sanitária, de onde se originou o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta entrevista, Jairnilson relembra um pouco das origens do SUS e faz uma avaliação das dificuldades, carências e ataques que o Sistema enfrenta. Também faz críticas aos excessos da ingerência política na gestão pública e ao subfinanciamento da saúde no País. O embate com os interesses privados de mercantilização e a pressão dos planos de saúde também foram abordados. Além disso, Paim fala sobre carreira médica no setor público, terceirização e a importância da participação da sociedade na defesa do SUS e na definição de seus destinos.

LM: Qual a origem do Sistema Único de Saúde?
Paim: O SUS é resultante de todo um processo de luta da sociedade brasileira, na época, contra a ditadura, e que defendia um projeto de reforma sanitária. Um dos elementos dessa reforma era constituir um sistema de saúde universal, para todos, de caráter público, que pudesse fazer uma integração entre as ações individuais e coletivas, as ações preventivas, promocionais e que pudesse contar com uma participação social, tanto na sua construção – como de fato ocorreu no Brasil -, como para sua implementação. Pra isso, se criou um conjunto de instâncias de deliberação como conferências e conselhos de saúde, para garantir essa gestão participativa.Várias forças sociais se organizaram em defesa da reforma sanitária para que ela chegasse à Constituição. No caso dos médicos, em especial, se desenvolveu no País um movimento chamado de Renovação Médica (Reme), na qual os sindicatos, conselhos regionais, ABM, todos se envolveram. Então, o SUS não foi uma iniciativa de governo, de partido político, nem do Estado. Foi uma conquista da sociedade brasileira, do povo organizado. Leia mais »

Salvador se torna a 3ª capital mais violenta do país

Sugerido por marcelosoaressouza

Do Metro1

Salvador é a terceira capital mais violenta do Brasil

O jornal Estado de São Paulo traz na edição desta terça-feira (23) uma matéria com números sobre o crescimento da violência no país, destacando o cenário da Bahia e de Salvador. Um dado que chama a atenção é que a Bahia teve três municípios que superaram 100 homicídios por 100 mil habitantes em 2011: Simões Filho, Mata de São João e Porto Seguro. Ficando atrás apenas de Alagoas, que teve seis cidades superando esse índice.

Em Salvador, os números ilustram claramente a troca da vida pacata de antigamente pela rotina de violência, assim destaca a matéria. Em 1999, a capital baiana era a área metropolitana mais tranquila do Brasil, com 7,9 homicídios por 100 mil habitantes. Em 12 anos, foi para o terceiro lugar entre as mais violentas de todas, com taxa de 69 assassinatos para cada 100 mil soteropolitanos. 

Os dados alarmantes fazem parte de um levantamento que vem sendo feito desde 1980, pelo sociólogo Julio Jacobo, que acaba de lançar a publicação intitulada Mapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil. Leia mais »

O caso do quilombo de Cambury

Por Jana Tineo

Olá caro Luis Nassif!
Estou entrando em contato porque sou graduanda em história e pesquisadora de um remanescente de quilombo localizado no litoral norte de São Paulo - Ubatuba. É o quilombo do Cambury.

Hoje a comunidade citada acima passou por uma tentativa de reintegração de posse, com a ida de policiais com mandato para expulsar as famílias e derrubar as casas. Mas graças a barreira humana que a comunidade fez e por conta de um baixo efetivo a ação não foi realizada.

Por favor, peço que se possível ajude com a divulgação da situação a qual a comunidade enfrenta atualmente, pois essa reintegração é indevida, por se tratar de interesses escusos advindos da viúva de um dos maiores grileiros da região.

A comunidade já tem o reconhecimento do território como um remanescente de quilombo e agora corre um processo de titulação de posse das terras pelo INCRA, além de ter uma ação em instância federal para evitar a reintegração inapropriada, na comarca de Caraguatatuba. Leia mais »

Um relato sobre o trabalho dos médicos no setor público

Por marcos

Comentário ao post "A versão do médico César Câmara"

Fico impressionado com as palavras lidas aqui. Sou médico, dos mais bem formados do país em miha área. Não tenho nenuhm medo de qualquer política do governo. Sou respeitado, bem sucedido e adoro o SUS. Adoro porque tem os casos mais complexos, os pacientes mais queridos e geralmente os mais gratos. Há alguns pontos que gostaria de ressaltar:

1. Duvido e duvido mesmo alguém aqui neste blog que tenha trabalhado mais pelo SUS, e de graça, do que a maioria dos médicos formados em faculdades públicas neste país. Desde o internato até a residência e na carreira vejo diariamente profissionais médicos trabalhando muito no setor público. Acho sinceramente, que a dívida social está muito mais paga do que a maioria dos outros cursos universitários neste país. Trabalhei pelos menos 10 anos no SUS, muitas vezes de graça mesmo e muitas vezes com promess de receber, coisa que nunca aconteceu. Chamar um médico formado em faculdade pública, que fez residência em hospital público(grande maioria) de playboy, burguês e egoísta é de uma falta de sensibilidade e de ignorância em saber a realidade que essas pessoas vivem assustadora. Esses plyboys têm armas apontadas pr sua cabeça, dormem muito pouco, são humilhados por todos os staffs de todas as áreas do hospital, vivem com a pobreza e sofrimento diariamente. Leia mais »

Cantores de funk querem permissão para colete antibalas

Sugerido por Tamára Baranov

Do Yahoo

Cantores de funk querem colete antibalas após assassinato de MC Daleste

São Paulo, 21 jul (EFE) - Vários cantores de funk querem permissão do Exército para comprar coletes antibalas depois do assassinato de MC Daleste durante um show em 6 de julho, informou neste domingo a imprensa.

O movimento é liderado por MC Bio G3 e Mc Bó, considerados os precursores do estilo "ostentação", muito popular entre os jovens e que costuma ter letras com forte conteúdo sexual e de violência.

"Estamos perante um inimigo invisível. Não sabemos quem está atentando contra nós e estamos com medo", justificou em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo" MC Bio G3, cujas canções falam dos sonhos de consumo das comunidades pobres.

O grupo pediu uma audiência com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, para que as autoridades concedam a permissão de compra dos coletes, cujo mercado é controlado pelo Exército. Leia mais »

A Folha e o médico que teria desistido do Mais Médicos

Sugerido por Adamastor

No Facebook do Página Dois

Médico desmente Folha e diz que não se inscreveu no “Mais Médico”

A incrível história do médico do Sírio Libanês que ~teria~ se inscrito no programa “Mais Médicos” fica melhor a cada lance.

Como definiu Paulo Nogueira no Diário do Centro do Mundo, “Cesar Camara cobra 450 reais por consulta, é assistente de um dos urologistas mais caros do Brasil e apareceu na Folha como um candidato desencantado de um programa cujo alvo são médicos no início da carreira”.

Camara foi retratado numa matéria da repórter Claudia Colucci como um dos médicos que teriam desistido de entrar no programa “Mais Médicos” por não concordar com os termos do contrato. "Não há direito algum. Fica complicado aceitar um trabalho nessas condições".

É o personagem perfeito. O sonho de um repórter. O cara que, além de confirmar a pauta ainda dá uma aspa que não precisa de edição.

O problema é que tudo não passou de uma alegoria inventada por Colucci. Leia mais »

Bolsa Família e os programas sociais na Inglaterra

Sugerido por Marcos Doniseti

Do Valor

O Bolsa Família e outras bolsas

Por Alberto Carlos Almeida

O recente episódio dos boatos de extinção do Bolsa Família e o impacto coletivo que isso causou, quando milhares de pessoas em vários Estados correram para as agências da Caixa a fim de sacar o benefício, motivou falas de políticos e formadores de opinião, uns defendendo e outros criticando essa política social. A presidente Dilma veio a público em defesa do benefício e disse que não se tratava de pura e simples distribuição de recursos, como se fosse uma "bolsa esmola", mas, sim, de uma política social muito bem pensada. Aécio Neves, futuro candidato do PSDB a presidente, disse que o Bolsa Família foi criado pelo seu partido. As palavras de Aécio foram muito claras: "Se tivéssemos um jeito de tirar o Bolsa Família, pegar no berço e fazer o exame de DNA, veríamos que o pai dele é o PSDB".

Nas duas últimas campanhas eleitorais presidenciais, em 2006 e 2010, o Bolsa Família foi um tema importante do PT e do PSDB. Não há no Brasil, hoje, uma força política relevante que proponha acabar com o benefício. O máximo que se propõe é a criação de uma suposta "porta de saída", isto é, algum tipo de política social paralela ao Bolsa Família, como medidas para gerar empregos para os beneficiários do programa, de tal maneira que as famílias, com o passar dos anos, deixem de precisar do benefício. A busca de uma porta de saída tem a ver com a crítica de que o Bolsa Família não passa de um programa assistencialista. Leia mais »

A resistência ao programa Mais Médicos, por Eliane Brum

Da Época

Ser doutor é mais fácil do que se tornar médico

A resistência ao projeto que obrigará os estudantes de medicina a trabalhar dois anos no SUS expõe a fratura social do Brasil

ELIANE BRUM

O programa “Mais Médicos”, lançado pela presidente Dilma Rousseff, não vai resolver o problema do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas pode, sim, ser parte da solução. Ou alguém realmente acredita que colocar mais médicos nos lugares carentes do Brasil pode fazer mal para a população? Sério que, de boa fé, alguém acredita nisso? A veemência dos protestos contra o projeto de ampliar o curso de medicina de seis para oito anos e tornar esses dois últimos anos um trabalho remunerado para o SUS revela muito. Especialmente o quanto é abissal a fratura social no Brasil. E o quanto a parte mais rica é cega para a possibilidade de fazer a sua parte para diminuir uma desigualdade que deveria nos envergonhar todos os dias – e que, no caso da saúde, mata os mais frágeis e os mais pobres.

Para resolver o problema do SUS é preciso assumir, de fato, o compromisso com a saúde pública gratuita e universal. O que significa investir muito mais recursos. Em 2011, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil gastou US$ 477 per capita em saúde. Menos do que vizinhos como Uruguai (US$ 817,8) e Argentina (US$ 869,4), por exemplo. E quase seis vezes menos do que o Reino Unido (US$ 2.747), cujo sistema de saúde tem sido apresentado como referência do projeto do governo. Hoje, falta dinheiro e falta gestão eficiente. Sem dinheiro e sem eficiência, duas obviedades, não se constrói um sistema decente. Mas, para investir mais dinheiro no SUS, é preciso tocar também em questões sensíveis, como o financiamento da saúde privada. Falta dinheiro no SUS também – mas não só – porque o Estado tem subsidiado a saúde dos mais ricos via renúncia fiscal.  Leia mais »