Estudo: Transparência estimula participação social

Por Marco Antonio L.

Transparência estimula participação social no combate à corrupção, diz documento

Da Agência Brasil

Brasília - Os líderes e as autoridades reunidas na 15ª Conferência Internacional Anticorrupção finalizaram o encontro com a aprovação da Declaração de Brasília, cujo teor se fundamenta no combate à impunidade e em práticas cotidianas transparentes de instâncias públicas e governamentais.

De acordo com o texto da declaração, o impacto da transparência deve ser percebido em diversos níveis da sociedade, estimulando a população a unir forças no combate à corrupção, principal ponto de discussão da conferência que começou na quarta-feira (7) e terminou hoje (10). A conferência, que foi aberta pela presidenta Dilma Rousseff, teve cerca de 1,9 mil participantes, de mais de 140 países, segundo a organização.

A impunidade foi citada como um risco para a sociedade. Para combater esse fator, foi proposta a promoção do engajamento da população em iniciativas contra a corrupção. "Se a impunidade não for combatida, corre-se o risco de que o tecido social, a supremacia da lei, a fé na política e a nossa esperança por justiça social sejam dissolvidas", diz o texto.

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A história do jornal "A Tarde"

Por Assis Ribeiro

Entre modernidade e conservadorismo

Por Ana Spannenberg, no Observatório de Imprensa

15 de outubro de 1912. Nesta data começava a circular o jornal A Tarde, de Ernesto Simões Filho, periódico que se tornou marco do “jornalismo moderno” na Bahia. Descendente de grandes senhores de terra, Simões Filho nasceu na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, em 1886, e mudou-se para Salvador aos 14 anos, onde produziu seu primeiro jornal, O Carrasco. Em 1907, formou-se em Direito e, no ano seguinte, aderiu ao grupo político liderado por José Joaquim Seabra, cujas posições defendeu a partir do jornal Gazeta do Povo, no qual trabalhou como redator. Mas o jornalista concretizou de modo definitivo sua paixão com A Tarde, ao qual se dedicou de modo intenso até sua morte, em 1957.

O periódico inspirou-se no carioca A Noite, de Irineu Marinho, fundado em 1911. Ao contrário dos seus contemporâneos baianos, A Tarde não teve seu capital aberto, mas foi montado exclusivamente por Simões Filho com as ações que herdara do avô, como relata seu biógrafo Pedro Calmon. As inovações já foram percebidas na edição de lançamento, que trazia, na primeira das quatro páginas, títulos com letras grossas e subtítulos explicativos. A quarta página era toda preenchida por anúncios, que também apareciam entre as notícias na segunda e terceira, porém cercados por grossas linhas pretas, diferenciando-os dos textos editoriais. Essas mudanças gráficas eram inovadoras, especialmente na diferenciação entre textos jornalísticos e publicitários, pois a mistura de ambos marcava os jornais do período. Outra inovação localizava-se na seção “Sport”, cujo texto de abertura trazia a assinatura de Hellenus, pseudônimo de Helena Simões, esposa de Ernesto, uma exceção na Bahia da época, onde os jornais dedicados às mulheres eram geralmente escritos por homens, com histórias morais, receitas e folhetins.

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André Singer: lulismo alinhou a periferia ao PT

Por Marco Antonio L.

"O lulismo alinhou a periferia ao PT", afirma cientista político

Do Zero Hora

André Singer, que foi porta-voz do governo Lula e secretário de Redação do jornal Folha de S.Paulo, diz que a vitória de Fernando Haddad (PT) em São Paulo reafirma sua tese

André Singer escreveu um livro sobre Lula capaz de fazer um petista sorrir e um tucano estudá-lo como um guia eleitoral. Paradoxal? Não para quem percorre as 280 páginas de Os Sentidos do Lulismo.

Acompanhando os passos do PT desde 1989, o cientista político e professor da USP sustenta que o governo Lula, pela primeira vez na história, promoveu o casamento da esquerda com as classes pobres, algo com que o partido sonhou por anos, mas nunca conseguiu.

O segredo de Lula foi adotar uma política econômica conservadora e, ao mesmo tempo, combater a pobreza com programas de distribuição de renda. A fórmula cativou as classes emergentes, que, no Brasil, têm tamanho para definir uma eleição. Em pesquisas, Singer descobriu que o eleitor pobre quer mudanças, mas dentro da ordem. Ou seja, um tipo de conservadorismo do qual se alimentou a direita brasileira por décadas. Lula venceu a parada até agora porque foi mais eficiente nas políticas sociais, fez o Estado chegar aonde nunca havia chegado.

Por outro lado, a classe média se afastou do PT após o mensalão. Singer afirma que esse realinhamento eleitoral tem consequências profundas e duradouras, como uma inversão da polarização política nacional. Sob o lulismo, a disputa não se dá entre esquerda e direita, mas entre ricos e pobres — com vantagem para quem souber conversar com esses últimos.

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Eduardo Galeano e as angústias do trabalhador

Por Josias Pires

Eduardo Galeano: "Ao trabalhador, restam a angústia e o desemprego"

Da Carta Maior

Celebrado escritor uruguaio realizou a conferência de encerramento do congresso do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), realizado na capital mexicana, em que tratou do tema “Os direitos dos trabalhadores: um tema para arqueólogos?”. Em sua fala, Galeano demonstrou como esses direitos são resultado de uma árdua luta com 200 anos de história, mas têm sido cada vez mais violados por governos e grandes corporações.

Cidade do México – O escritor uruguaio Eduardo Galeano encerrou na noite de sexta-feira (9) o congresso do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), realizado na capital mexicana, com uma concorrida conferência pautada em um tema caro para os cientistas sociais: a decadência do mundo do trabalho.

Intitulada “Os direitos dos trabalhadores: um tema para arqueólogos?”, a intervenção de Galeano, assistida por ao menos mil pessoas, que lotaram auditório e salas anexas do hotel onde acontecia o congresso, foi construída como um “mosaico” de histórias essenciais sobre os “200 anos de lutas dos trabalhadores do mundo”. 

A maior parte delas está disponível no último livro do escritor, “Os filhos dos dias", lançado neste ano no Brasil. Galeano tratou, por exemplo, da greve operária de Chicago em primeiro de maio de 1886, violentamente reprimida pelas forças de segurança. A data tornou-se o Dia do Trabalho em muitos países, mas não nos Estados Unidos.

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Muniz Sodré fala de racismo e manipulação da mídia

Por alfeu

Em entrevista, Muniz Sodré fala de racismo e manipulação da mídia

Do Sindicato dos Jornalistas do Rio, no Vermelho.org

Muniz Sodré é negro, baiano, fala russo, alemão, iorubá e francês, é faixa-preta em caratê e jiu-jítsu. Mas não foi por isso que um dia, quando trabalhava na revista Manchete, agrediu fisicamente Adolpho Bloch – coisa que muito jornalista já teve vontade de fazer. Sodré completou 70 anos em 2012, no dia 12 de janeiro, e entre os vários eventos que lhe prestam homenagem, um leva o nome de um grande amigo.



O Prêmio de Jornalismo Abdias Nascimento – organizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), ligada ao Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio – vai homenagear este professor emérito da Escola de Comunicação da UFRJ. Na noite de segunda-feira (12/11), em meio à entrega dos prêmios aos jornalistas vencedores, Sodré será chamado ao palco. Ele vai ouvir algumas palavras, por sua militância contra a discriminação racial e contribuição à diversidade cultural, e falar algumas outras.

Antes disso, o site do Sindicato dos Jornalistas foi até sua casa, no bairro carioca do Cosme Velho, para uma entrevista sobre imprensa, jornalismo de hoje, de ontem, racismo e preconceito. Confira a seguir.

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As profissões com mais psicopatas

Por zanuja castelo branco

CEOs, advogados e jornalistas lideram lista de profissões com mais psicopatas

Do Opera Mundi

Para novo livro de psicólogo britânico, psicopatia é mais comum em profissões menos humanas e mais objetivas

Circula pelos Estados Unidos um novo livro que lista as profissões que apresentam maior incidência desse distúrbio de personalidade para elucidar o comportamento de indivíduos psicopatas em ambientes de trabalho.

 

Segundo o psicólogo Kevin Dutton, autor de “A sabedoria dos psicopatas: o que santos, espiões e serial killers tem a ensinar sobre sucesso”, a carreira mais psicopata é a de CEO, seguida pela advocacia e pela comunicação social (apresentadores de rádio e TV). Cirurgiões aparecem em quinto lugar, logo à frente de jornalistas e agentes policiais.

 

A profissões com maior incidência de psicopatas:

 

  1. CEO
  2. Advogado
  3. Comunicação Social (profissionais de Rádio e TV)
  4. Comerciante
  5. Cirurgião
  6. Jornalista
  7. Policial
  8. Sacerdote religioso
  9. Chef de Cozinha
  10. Burocratas

 

As profissões com menor incidência de psicopatas:

 

  1. Agente de saúde
  2. Enfermeiro
  3. Terapeuta
  4. Artesão
  5. Esteticista e Cabeleireiro
  6. Assistente social
  7. Professor
  8. Artista
  9. Clínico
  10. Contador

Livro discute história pessoal e sentido da vida

Por alfeu

A construção da história pessoal

Por José Tadeu Arantes, da Agência FAPESP

“Quem sou eu? Qual o sentido da existência? Que papel eu desempenho nela?” Premidas pelas urgências da vida prática, ou fascinadas pelas distrações que o mundo oferece, as pessoas costumam colocar essas perguntas de lado em seu atarefado dia a dia. Simplesmente as descartam ou adiam, à espera de um “depois” que, muitas vezes, nunca chega.

Foram, no entanto, perguntas desse tipo que impulsionaram a filosofia desde antes dos gregos. E, diante de uma grande crise ou de uma imprevista guinada na trajetória existencial, são elas que irrompem na tela da consciência, cobrando a atenção que merecem.

Tais perguntas são também o ponto de partida do livro História pessoal e sentido da vida, de Dulce Critelli, professora titular do Departamento de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Publicado com apoio da FAPESP , o livro, de poucas páginas e leitura fluente, mas conteúdo denso e longamente elaborado, apresenta o fundamento filosófico do método terapêutico-educativo desenvolvido pela autora, com o nome de “historiobiografia”.

Critelli emprega esse método tanto em sessões individuais de aconselhamento como em reuniões de grupo nas quais os participantes são direcionados e instrumentalizados para refletir sobre suas autobiografias e compreendê-las.

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A democracia e a armadilha conceitual

Por José Ricardo Romero

Comentário ao post "O ódio contra Lula, por Ricardo Kotscho"

O governo e o PT precisam entender que existe uma coisa chamada ARMADILHA CONCEITUAL. Em nome de um conceito como democracia, comportamento republicano e liberdade de imprensa, eles urdem denúncias sem provas, golpes, ditam a agenda do judiciário, repaginam as normas e procedimentos do STF (depois das defesas dos acusados sem chances de reposicionamento), insistem na síndrome da conversão dos convertidos tentando elevar o nível de ódio e ampliar o leque de apoios e tudo isso sob a cortina de fumaça daqueles princípios. Se houver uma acusação, um desmascaramento, eles clamam pelos princípios consagrados por aqueles conceitos se fazendo de vítimas.

Assim, democracia se converte em democracite, liberdade de imprensa é a dos patrões e comportamento republicano é uma doença infantil, boba. Pode ser também que governo e PT entendem muito bem o que se passa e permanecem mudos e distraidos acreditando enquanto der na força dos votos que já começam a escassear (que ninguém se iluda: veja o número de candidatos do PT que não foram eleitos). Neste caso, inclino-me a acreditar que muitas destas denúncias têm fundamentos e esse comportamento covarde e irresponsável do governo e do PT tem uma "boa" razão de ser.

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Os vencedores e a oposição na política, por Mino Carta

Por Marco Antonio L.

Os vencedores, ainda

Por Mino Carta, na Carta Capital

Manda a tradição que o eleitor brasileiro vote em pessoas em lugar do ideário deste ou daquele partido. De resto, os partidos nas nossas latitudes sempre funcionaram como clubes recreativos de uma ou outra turma graúda. Se alternativa digna houve, foi o PT, mas durou pouco. No poder, portou-se como os demais.

Unidos. A maior personalidade da história política brasileira e quem lhe segue os passos. Foto: José Cruz/ABr

Deste ponto de vista, as eleições municipais recém-encerradas com o segundo turno mantiveram-se no leito antigo. Mudou, porém, o peso das lideranças capazes de influência decisiva. Lideranças autênticas, diferentes daquelas forjadas pelo populismo mais desbragado, tão frequentes no passado, mesmo recente. Refiro-me, em primeiro lugar, ao ex-metalúrgico e ex-presidente Lula, que evoluiu do palanque da Vila Euclydes para a plateia mundial.

Neste pleito, Lula confirmou o que já é do conhecimento até do mundo mineral, tirante a mídia nativa. Trata-se da personalidade mais forte da história política do País, sua popularidade, avassaladora, supera inclusive aquela de Getúlio Vargas. Dilma Rousseff segue-lhe os passos. A afirmação peremptória dos candidatos da chamada base aliada resulta antes de mais nada da boa atuação do seu governo.

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O longo prazo nas gestões municipais

Por Assis Ribeiro

Para especialistas, cidades precisam adotar estratégias de longo prazo

Por O Globo

Pesquisadores avaliam que falta de integração entre esferas de poder agrava crise de segurança

RIO - O modelo adotado no Rio para o combate ao crime organizado com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) é constantemente lembrado como exemplo desde que o número de assassinatos aumentou em São Paulo. Não há garantia, porém, de que a solução encontrada pelos cariocas funcionaria para os paulistas, avaliam especialistas. Para eles, São Paulo precisa começar a definir uma estratégia adequada às características locais.

Para Diógenes Lucca, comentarista de Segurança Pública da Rede Globo em São Paulo e ex-comandante do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) de SP, as UPPs estão funcionando no Rio porque o estado precisava reconquistar espaços sobre os quais havia perdido o controle. Já em São Paulo, não existiriam territórios aos quais a polícia não tem acesso.

— Aqui não tem nenhuma favela na qual a polícia não consiga entrar — explicou Lucca, ao dizer que o governo paulista precisa primeiro definir uma estratégia, que inclua integração: — Não acho que é o momento de discutir uma medida (específica). Temos um problema sério que é a falta de integração das esferas de poder. Simplesmente instalar uma unidade de polícia em Paraisópolis não vai resolver.

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O que poderia ter sido de Serra e não foi

As vidas possíveis de José Serra

Por Cynara Menezes, na Carta Capital

1. Após oito anos como prefeito de São Paulo, José Serra deixou o cargo com a popularidade em alta em 2012. Avaliado como “bom” e “ótimo” pela ampla maioria dos paulistanos, Serra melhorou o trânsito da cidade, o transporte e a educação pública e minimizou o problema das enchentes. Fez projetos na periferia e atendeu reivindicações dos mais carentes. Conseguiu inclusive eleger com folga sua sucessora, Soninha Francine, pelo PPS, partido-irmão do PSDB, também conhecido como “puxadinho”. Após terminar o mandato, Serra disse que pretende viajar para se preparar para a eleição de 2014 à presidência. “Acho importante conhecer o Brasil inteiro, coisa que nunca fiz”, declarou.

2. Após oito anos como governador de São Paulo, José Serra deixou o cargo com a popularidade em alta em 2014. Fez uma administração considerada revolucionária nas áreas de saúde e educação, além de investir na ampliação do metrô. Tudo com a maior transparência possível, sem superfaturamentos ou qualquer suspeita pairando sobre as obras de grande porte. Embora tenha que disputar a convenção do PSDB com outros quatro candidatos, como Aécio Neves, Serra é considerado a maior pedra no caminho da presidenta Dilma Rousseff à reeleição. Antes de entrar na disputa, ele declarou que não pretende explorar o assunto religião ou aborto em sua campanha presidencial. “Defendo um Estado laico”, garantiu.

O Brasilianas.org sobre o segundo turno das eleições

Na última segunda-feira (29), o Brasilianas.org exibiu pela TV Brasil um programa especial para discutir os resultados do segundo turno das eleições municipais. O programa contou com a participação do cientista político e presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Wanderley Guilherme dos Santos, do diretor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Aldo Fornazieri, e do pesquisador do CEBRAP, Marcos Nobre. Confira.

José Carlos de Assis: "A vida não apareceu por acaso"

Por José Carlos de Assis - autor do livro A Razão de Deus

Comentário ao post "A Razão de Deus: economista discute deus e ciência em livro"

Dentre os comentários feitos seria importante avaliar um que se revela mais polêmico, a saber, a questão do aparecimento da vida na terra de forma casual. Meu argumento é que isso só seria matematicamente válido se o espaço-tempo fosse infinito. Ou seja, se o universo fosse infinito, temporal e espacialmente, haveria tempo, qualquer tempo, suficiente para experimentos aleatórios de que resultassem vida na terra. Entretanto, desde Einstein que não se pode falar em espaço infinito sem a dimensão do tempo; por outro lado, desde Hubble se sabe que o universo está em expansão, o que pressupõe um início de espaço de alta densidade e um início do tempo.

Diante disso, e da suposta idade do universo e uma mais conhecida idade da terra, não parece ter havido tempo para o aparecimento espontâneo da vida segundo a teoria de probabilidades. Tomo isso como evidência matemática de que a vida não apareceu por acaso, mesmo porque, dada sua imensa complexidade (DNA, proteína etc), seria difícil aceitar que um específico lado de um dado complexo pudesse resultar do primeiro  experimento. Com efeito, se tomarmos como início da vida a construção de uma proteína construída por acaso que por algum caminho (raios cósmicos, relâmpagos etc) tenha adquirido propriedades replicatórias, evoluindo para um DNA elementar, a probabilidade para isso acontecer por acaso seria de 1 sobre 10 elevado a 130!

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O Brasilianas.org sobre Educação Básica

O Brasilianas.org exibiu, no dia 22/10, na TV Brasil, um programa sobre os desafios da Educação Básica no Brasil. Participaram o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Cesar Callegari, e a diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz. Confira.

Metade dos medicamentos na França são inúteis, diz pesquisa

Indústria Farmacêutica contra a Parede - Pesquisa examina 4 mil medicamentos na França e mostra que metade deles são inúteis

Por Bruno de Pierro, do Brasilianas.org / com agências internacionais

Levantamento realizado por pesquisadores franceses mostra que metade de todos os medicamentos prescritos por médicos na França são inúteis, 20% apresentam riscos aos  pacientes e 5% são perigosos. Os autores do Guia dos Medicamentos, os médicos Philippe Even e Bernard Debré, dedicam 900 páginas para mostrar os resultados de uma avaliação que examinou 4 mil medicamentos e os categorizaram em três diferentes grupos: úteis, inúteis e perigosos. Segundo Even e Debré, o governo francês economizaria mais de 10 bilhões de euros ao ano caso retirasse da lista do sistema de saúde os medicamentos considerados tecnicamente supérfluos ou que apresentam riscos. Isso ainda poderia prevenir mais de 20 mil mortes causadas pelo uso de medicamentos e reduzir até 100 mil internações em hospitais.

Em entrevista à revista Le Nouvel Observateur, que dedicou um dossiê de dez páginas sobre o guia em setembro, Even, que também é diretor do Instituto de Pesquisa Necker, disse que a publicação se baseia em informação científica, e que é resultado da análise de milhares de outras publicações. Uma das substâncias questionadas no guia é a estatina, usada no tratamento contra o colesterol alto (o LDL, considerado maléfico em níveis altos no organismo) e aterosclerose. De acordo com os autores, as estatinas são “engolidas” por 3 a 5 milhões de franceses e custam cerca de 2 bilhões de euros por ano ao Estado. Para Even e Debré, esta droga é “completamente desnecessária”. A “lista negra” ainda inclui anti-inflamatórios e medicamentos usados para problemas cardiovasculares, diabetes, osteoporose, contracepção, dores musculares e aqueles que são vendidos para acabar com o vício à nicotina.

Philippe Even and Bernard Debré (AFP Photo/Daniel Janin/Bertrand Guay)

Philippe Even and Bernard Debré (AFP Photo/Daniel Janin/Bertrand Guay)

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