O Projeto Campus 2000 da UFMG

Por Ronaldo Tadeu Pena

(respondendo a um comentário)

Primeiro , quero dizer que não sou mais o Reitor da UFMG.

Quanto às suas perguntas:

1) Como foi o processo de escolha do escritório de arquitetura que responderia pelos projetos dos prédios do Projeto Campus 2000?

A UFMG não contrata escritórios de arquitetura para fazer os projetos de seus prédios. Ao contrário, usa a competência do seu, hoje pequeno, quadro de arquitetos e também conta com professores e alunos da Escola de Arquitetura. Este pessoal é complementado, quando necessário, com arquitetos contratados por tempo determinado.

2) Por que o escritório da professora Malard foi escolhido? Quanto o escritório recebeu por isso?

A Professora Maria Lúcia Malard é professora titular de projetos da Escola de Arquitetura, em dedicação exclusiva. Ela não tem escritório. Por sua competência indiscutível, foi convidada pelo Reitor César Sá Barreto, em 1998, para coordenar os projetos arquitetônicos do Projeto Campus 2000. Trabalho que executou sem deixar suas atividades de professora e pesquisadora. Sua posição de coordenadora dos projetos continuou nos reitorados seguintes. Hoje, ela coordena os projetos do Programa Campus2010. Se você deseja saber quem é Maria Lucia Malard veja a carta aberta à comunidade da UFMG, publicada em 14/02/2009, escrita pelos que com ela convivem. Esta carta está em :

http://www.ufmg.br/online/arquivos/011103.shtml

3) Por que a Fundep ficou um longo período sem credenciamento no MEC? Porque recebeu recursos da universidade quando não estava sequer regularizada? Leia mais »

UFRB responde a Veja

Por Charles Carmo

Nassif,

olha essa:

http://www.oreconcavo.com.br/2010/04/05/reitor-da-ufrb-afirma-materia-da-veja-e-preconceituosa-distorcida-e-manipulada/

Um abraço

Charles Carmo

Da UFRB

Revista Veja publica matéria distorcida sobre a UFRB

Seg, 05 de Abril de 2010 08:53 | Imprimir |

A UFRB esclarece alguns equívocos cometidos na reportagem “Pecados Pouco Originais”, publicada na edição 2.159 da Revista Veja (primeira semana de abril de 2010):

1) É insólito e inédito o princípio defendido pela Revista Veja de que a demanda de uma universidade é aquela estabelecida pelo município de sua sede. A Bahia tem a segunda pior proporção nacional de matrículas em universidades federais para cada mil habitantes e, por isso, precisa ter o número de universidades públicas ampliado em seu território, inclusive por respeito ao princípio federativo;

2) a UFRB é multicampi e possui centros de ensino em 4 cidades do Recôncavo, (Amargosa, Cachoeira, Cruz das Almas e Santo Antonio de Jesus, além do anexo do CAHL em São Félix), não se restringindo ao município de Cruz das Almas, como afirma a matéria; Leia mais »

Resposta da UFBA à TV Globo

Por Evergton Sales

Prezado Nassif,

Gostaria que vocâ avaliasse a pertinência de publicar em seu respeitado blog a nota divulgada pela reitoria da UFBa acerca da matéria sensacionalista e de má fé veiculada por certa rede de televisão. Segue, abaixo, a nota.

Cordialmente,

Evergton Sales

NOTA À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA

SOBRE CAMPANHA DE MÍDIA CONTRA A UFBA E CONTRA O REUNI

Em 18 de março de 2010, o telejornal matutino da maior rede de comunicação nacional divulgou reportagem de 3’4’’ em que apresenta a UFBA como exemplo do fracasso da política de expansão da universidade pública brasileira. A matéria, repetida várias vezes naquela data em canal fechado de notícias pertencente ao mesmo conglomerado empresarial e ainda acessível na página web da emissora sob o título “Ensino superior é deixado de lado no Brasil”, refere-se à educação superior como “um dos maiores problemas do Brasil, ponto em que o país falha, faz má figura” e focaliza especificamente as universidades públicas onde, segundo o texto lido pelo casal de apresentadores, “a qualidade dos professores e a negligência do ensino põem o Brasil numa posição subalterna no cenário internacional [e,] por isso, passar no vestibular muitas vezes é uma alegria que dura pouco.” Leia mais »

De bolsista do ProUni a mestrado nos EUA

Por Obsol

Nassif, leitores do Nassif,

vcs viram isso? Formado pelo Prouni, estudante ganha bolsa para mestrado nos EUA.

Filho de catador de garrafas ganha bolsa de mestrado nos EUA e luta para seguir estudos

Simone Harnik

Em São Paulo

Depois de se formar em administração em Belo Horizonte, Bruno Lucio Santos Vieira, 22, ingressou no mestrado em relações internacionais na Ohio University, nos Estados Unidos. Hoje, no curso, o estudante dedica seu tempo a disciplinas como história econômica norte-americana e mercados financeiros.

A biografia resumida acima pode parecer com a de algum brasileiro bem-nascido e cheio de oportunidades. No caso de Bruno, no entanto, cada passo tem sido uma batalha: filho do aposentado Henrique Barbosa Vieira, 68, e da dona de casa Neide Lúcia Santos Vieira, 56, o rapaz concluiu a educação básica toda em escola pública, fez a graduação pelo Prouni (Programa Universidade para Todos) no Centro Universitário Una e ganhou, pelo bom desempenho, desconto para a pós-graduação. Leia mais »

Os caminhos da inovação

Do Último Segundo

Coluna Econômica 24/03/2010

Um dos grandes desafios brasileiros, para as próximas décadas, será o de levar os conceitos de inovação para as pequenas e médias empresas.

Por inovação entenda-se não apenas produtos inovadores, mas toda modificação no processo de produção ou de gestão que permita ganhos para a empresa e para os consumidores.

Por exemplo, mudar o sistema de vendas; ou descobrir um processo novo de administrar estoques, tudo se enquadra no conceito de inovação.

*** Leia mais »

O retorno dos pesquisadores ao Brasil

Por Leo

Caro Nassif,

Pelo menos no que tange aos pesquisadores brasileiros que vão ao exterior financiados por agências federais, mais precisamente a CAPES e o CNPq, o problema de evasão de cérebros é mínimo. Eu diria que o problema é inverso. Temos poucos pesquisadores fora, dizem alguns cientistas, e deveríamos ter mais deles formando uma rede de apoio ao país.

O senso comum de evasão de cérebros nos esconde uma outra realidade, muito pouco estudada: o pesquisador brasileiro de ponta (aquele que sai com bolsa pública) retorna ao país numa razão muito diferente daquela observada em outros países emergentes. Isto é uma vantagem comparativa! Leia mais »

Como atrair cientistas para o Brasil

Do Último Segundo

Coluna Econômica 23/03/2010

Toda país, quando começa a ter posição  relevante, precisa montar políticas para atração de cérebros.

Nos próximos anos, o Brasil terá dois desafios. O primeiro, de trazer de volta os milhares de cientistas brasileiros que, à falta de ambiente interno favorável, espalharam-se pelos laboratórios do mundo.

O segundo, o de atrair outros cérebros, que queiram apostar em um país que começa a se fazer.

Abri uma discussão sobre esse tema no Brasilianas.org no portal www.luisnassif.com (http://blogln.ning.com/group/aatraodecrebros)

*** Leia mais »

Ex-alunos financiando a Universidade

Por nsdel

Da Folha

O custo da educação

Responsável por captar recursos em Harvard, Howard Stevenson diz que as universidades brasileiras devem utilizar prestígio e ex-alunos para captar recursos

TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL

Acadêmico responsável pela “capitalização” da Universidade Harvard, Howard Stevenson afirma que as universidades brasileiras estão “perdendo” um “dinheiro precioso” para financiar projetos de educação e de pesquisa científica por falta de habilidade de captar recursos junto à iniciativa privada e aos milionários brasileiros. Para Stevenson, as universidades brasileiras não utilizam seu prestígio, rede de relacionamentos e força de ex-alunos influentes para viabilizar o avanço científico. Ele integra o conselho do Insper (antigo Ibmec-SP) e esteve no Brasil para ensinar “técnicas de captação”.

FOLHA – As universidades e institutos de pesquisa brasileiros negligenciam a capacidade de se financiar?

HOWARD STEVENSON – Sim. Eles estão perdendo um dinheiro precioso que faz muita falta. O Brasil precisa criar instituições e mecanismos para ajudar a financiar sua produção acadêmica e científica. Leia mais »

O asfalto poroso contra as enchentes

Por Fernando Augusto – RJ

Da Agência USP

Asfalto poroso absorve água e reduz riscos de enchentes

Por Ana Carolina Athanásio - [email protected]

Pavimentos porosos desenvolvidos pela Escola Politécnica (Poli) da USP são capazes de absorver com facilidade e rapidez a água da chuva e podem ajudar a reduzir os impactos das enchentes. Segundo o professor e coordenador da pesquisa José Rodolfo Scarati Martins, “os pavimentos funcionam como se fossem areia da praia e permitem que as águas cheguem aos rios e córregos com a metade da velocidade”.

Um experimento da pesquisa contendo os dois tipos de pavimento – um feito com placas de concreto e outro com asfalto comum misturado a aditivos – foi desenvolvido em um dos estacionamentos da Poli e conseguiu reter praticamente 100% das águas das chuvas dos meses de janeiro e fevereiro deste ano. O diferencial dos pavimentos porosos desenvolvidos pela Poli em relação aos já existentes deve-se ao fato de possuir uma base de pedras de 35 centímetros, a qual é responsável por reter a água por algumas horas e diminuir a probabilidade de enchentes no local. Leia mais »

O Portal como biblioteca

Por Gilberto Cruvinel

Nassif,

Um assunto que me fascina: bibliotecas.

No caderno Mais da Folha deste domingo, o historiador inglês Peter Burke conta que, a exemplo da Brasiliana, biblioteca que José Mindlin doou à USP, várias bibliotecas famosas pelo mundo começaram como coleções particulares que depois foram doadas à instituições públicas, por que os donos originais, como Mindlin, fizeram parte de uma generosa estirpe de pessoas que preservam e partilham o saber.

Depois de ler essa definição, fiquei pensando, o que não é o Portal Luis Nassif, senão uma biblioteca que lentam Leia mais »

O bacharelado nas federais

Do Valor

Novidade, bacharelado já chegou a oito federais

Luciano Máximo, de São Paulo e Santo André
15/03/2010

Mais de 12 mil estudantes de universidades federais brasileiras cursam atualmente bacharelados interdisciplinares. Apesar de o número ainda responder por apenas 2% do total de matrículas no segmento, a nova modalidade de graduação foi a mais procurada na primeira edição do vestibular via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e é uma das principais ferramentas do Ministério da Educação (MEC) para modernizar o sistema curricular das instituições de ensino superior de sua alçada.

Hoje, oito universidades federais oferecem bacharelados interdisciplinares em formato regular, que abrangem quatro grandes áreas do conhecimento - humanidades, artes, saúde e ciência e tecnologia - e funcionam como cursos de ingresso do jovem na vida acadêmica, desobringando-o a escolher a profissão no calor do vestibular. A graduação oferece diploma de ensino superior que pode ser usado na procura de trabalho em áreas que não exigem formação específica e concursos públicos que demandam formação universitária. Após o bacharelado, há a possibilidade de dar sequência aos estudos em cursos tradicionais, como engenharia, economia, medicina, com duração reduzida conforme o desempenho. Leia mais »

Cotas raciais: a entrevista de Demóstenes

Do Valor

'É a ditadura do politicamente correto', diz Torres

Maria Inês Nassif, de São Paulo
05/03/2010

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que ficou sob a mira do movimento negro ao defender o fim das rotas raciais para ingresso nas universidades públicas, disse ontem que o país vive a "ditadura do politicamente correto", defendeu as cotas sociais - que privilegiariam pobres de todas as raças - e afirmou que o ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Igualdade Racial, usa de "desonestidade intelectual" quando afirma que o fim da cota racial irá inviabilizar as demais políticas sociais afirmativas. Em entrevista ao Valor, Torres afirmou que o movimento negro criou index - odeia Gilberto Freire, Darcy Ribeiro e Jorge Amado e "excomunga" a princesa Isabel - e reiterou que não considera a miscigenação brasileira como resultado do estupro e da violência, mas de uma relação consensual entre o branco livre e a negra escrava, "ainda que sob dominação". O senador não teme prejuízo eleitoral para seu partido decorrente de seu engajamento na tese. Abaixo, a entrevista: Leia mais »

DEM corresponsabiliza negros pela escravidão

Vou dar a nota, pela repercussão. Mas está me cheirando fabricação de factoide. Do ponto de vista histórico, é conhecido o fato de haver traficantes negros também. Admitir não significa, em princípio, responsabilizar os negros pela escravidão; nem o fato de haver negros comerciantes absolve o país da mancha da escravidão. O passivo - com negros e com excluídos em geral - é do país.

Precisaríamos ter a íntegra do pronunciamento para saber o que o senador efetivamente quis dizer. Ou o jornal quis dar tratamento escandaloso a fatos históricos; ou o pronunciamento foi escandaloso mesmo. Para saber, só tendo a íntegra.

Por nsdel

Da Folha

DEM corresponsabiliza negros pela escravidão

Escravo foi principal item de exportação na África, diz senador na 1ª audiência no STF sobre cotas

Democrata considera inconstitucional sistema de cotas raciais; audiência, que vai até 6ª, decidirá se sistema continuará em vigor no país

LAURA CAPRIGLIONE

ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA

LUCAS FERRAZ

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Para uma discussão que sempre convoca emoções e discursos inflamados, como é a das cotas raciais ou reserva de vagas nas universidades públicas para negros, a audiência pública que se iniciou ontem no Supremo Tribunal Federal transcorreu em calma na maior parte do tempo. Até que um óóóóóóó atravessou a sala. Quem falava, então, era o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que se esforçava para demonstrar a corresponsabilidade de negros no sistema escravista vigente no Brasil durante quatro séculos. Leia mais »

As fundações universitárias

Por Ronaldo

Prezado,

A redefinição do papel das fundações terá conseqüências importantes na atuação das universidades federais. Essa é uma questão que atinge desde um professor que faz um pequeno projeto de consultoria, ou dá um aula em um curso de especialização, até poderosas instituições como a COPPE.

Vale a pena acompanhar o assunto.

Abaixo segue uma nota tirada do portal do TCU.

"12/02/2009 13:14) Governo cria grupo de trabalho para melhorar ensino superior

O governo federal criou grupo de trabalho interministerial para propor soluções para o aprimoramento do ensino superior. A medida atende a determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que realizou auditoria em 16 universidades federais, em todo o território nacional, para verificar o relacionamento com suas fundações de apoio. Leia mais »

A autonomia universitária

Da Folha

TENDÊNCIAS/DEBATES

Universidade: perversões da autonomia

NAOMAR DE ALMEIDA FILHO

A RIGOR , o termo autonomia significa capacidade de definir as próprias normas. Em uso corrente, inclui o sentido de autarquia ou capacidade de autogoverno.

Para avaliar objetivamente a questão da autonomia universitária, consideremos dois planos articulados: administrativo e acadêmico.

No plano administrativo, as universidades federais encontram-se travadas por aparato normativo que compromete tanto a missão acadêmica de formar com qualidade quanto o dever de buscar eficiência e economicidade como instituição pública.

Rápidos exemplos triviais. Para atividades de ensino e pesquisa, precisamos de bens de melhor qualidade e serviços mais criativos, pertinentes e competentes, quase nunca baratos.

Porém, segundo a lei de licitações, somos obrigados a contratar pelo menor preço.

Na UFBA (Universidade Federal da Bahia), seis meses de conta de água bastariam para substituir todo o obsoleto sistema hidráulico dos campi, reduzindo o consumo em até 40%.

Não obstante, é proibido mudar rubricas de custeio porque o Orçamento da União é prefixado. Leia mais »