Os efeitos do Bolsa Família na educação

Por Ozzy

Bolsa Família melhora índices da escola pública

Autor(es): Linda Goular Correio Braziliense - 19/01/2011

Coordenadora do Plano de Mobilização Social pela Educação do MEC

Mais do que o controle para fins de concessão do benefício, o acompanhamento pelo MEC da frequência escolar de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade (Programa Bolsa-Família) tem gerado informações valiosas para o acompanhamento da trajetória educacional dos beneficiários. Ao cruzarmos tais informações com dados da Pnad e do censo escolar, vemos, por exemplo, que a frequência à escola está contribuindo não apenas para melhorar a vida dos beneficiários, mas, também, a de vários indicadores educacionais.

Uma das condicionalidades para a família não perder a bolsa é que os filhos entre seis e 17 anos frequentem, no mínimo, 85% das aulas todos os meses. Certamente, essa é forte motivação para os altos índices de frequência registrados, mas, uma vez na escola, esses meninos têm conseguido terminar o ensino fundamental e prosseguem no ensino médio. São cerca de 16 milhões de crianças, adolescentes e jovens, o que corresponde a perto de 40% do total dos alunos do ensino fundamental. No Nordeste, esse índice chega a alcançar quase metade das matrículas.

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Programas sociais deixam as pessoas preguiçosas?

Autor: 

Nestes últimos dias, pós-eleição da presidente Dilma, tem acontecido uma série de ataques ao povo nordestino. O povo nordestino foi “responsabilizado” pela eleição da nova presidente e o presidente Lula foi acusado de comprar votos dos nordestinos com o programa Bolsa família. Outra acusação que estes mesmos fazem aos nordestinos é a de se tornarem preguiçosos por causa da bolsa família, ou seja, segundo essas pessoas, os programas sociais do governo deixam as pessoas indolentes. Acredito que na raiz de todo preconceito está a ignorância, por isso, resolvi apresentar algumas considerações sobre o assunto. Leia mais »

Os controles no Bolsa Família

Da Folha.com

Governo bloqueia benefícios de quase 400 mil famílias inscritas no Bolsa Família

FLÁVIA FOREQUE
LARISSA GUIMARÃES
DE BRASÍLIA 

O governo federal bloqueou no final de novembro o benefício de 387.738 famílias inscritas no Bolsa Família.

Desde o início do ano, 1,1 milhão de famílias foi selecionado pelo MDS (Ministério o Desenvolvimento Social) para atualizar os dados cadastrais, mas 33% desse grupo ainda não atendeu ao chamado.

As famílias que não atualizarem seus dados correm o risco de perder o benefício.

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A extrema pobreza no Bolsa Família

Do Estadão

Mais de 40% dos beneficiários do Bolsa-Família continuam miseráveis

Número de pobres apesar de benefício aparece em estudo do ministério a pedido do 'Estado' 

05 de dezembro de 2010 | 22h 41

Érica de Souza Pixuna, beneficiária do Bolsa Família, no Pará

BRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff, não terá dificuldade para encontrar a pobreza absoluta que ela prometeu erradicar até o fim do mandato, como um dos principais compromissos da campanha. Quase 5,3 milhões de famílias - a grande maioria dos brasileiros que permanecem na condição de miseráveis - já são beneficiárias do programa Bolsa-Família, de transferência de renda. 

O valor pago mensalmente pelo Bolsa-Família, que varia de R$ 68 a R$ 200 para as famílias que vivem em pobreza mais aguda, não é suficiente para pouco mais de 40% dos atendidos pelo programa superarem a miséria. A condição de pobreza extrema é definida pela renda de até R$ 70 mensais por pessoa da família, segundo as regras do programa; miseráveis são pessoas que vivem com renda de até R$ 2,30 por dia.

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Food Stamps: 42 milhões de americanos no Bolsa Família dos E.U.A

Nos E.U.A, 14% da população dependem do Food Stamps ( Bolsa Família Americano)

Por Sara Murray - Wall Street Journal Leia mais »

Em sete anos, Bolsa Família investe R$ 60 bilhões e reduz pobreza

Autor: 

Aos sete anos, o Programa Bolsa Família apresenta impactos capazes de direcionar o Brasil a um país com mais justiça e menos desigualdade social: o consumo de carne pelos beneficiários aumentou em 65%, alunos atendidos pelo programa frequentam mais a escola e registram progressão escolar, a pobreza foi reduzida e a desigualdade registrou queda. Esses resultados foram colhidos entre 2003 e 2010, período em que a transferência de renda, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), à população pobre alcançou a cifra de R$ 60,2 bilhões. O benefício médio de R$ 96,00 significa um acréscimo de 47% na renda das cerca de 50 milhões de pessoas atendidas em todos os municípios brasileiros.

Praticamente metade desse montante foi direcionada aos moradores do Nordeste, elevando o índice de crescimento de uma das regiões mais pobres a taxas chinesas e movimentando a economia de pequenas cidades. No Norte e Nordeste, o incremento no orçamento familiar chega a 60%.  Leia mais »

O Voto do Nordeste

Por Ricardo Carneiro

O VOTO DO NORDESTE: para além do preconceito

Tânia Bacelar de Araujo*

A ampla vantagem da candidata Dilma Rousseff no primeiro turno no Nordeste reacende o
preconceito de parte de nossas elites e da grande mídia face às camadas mais pobres da
sociedade brasileira e em especial face ao voto dos nordestinos. Como se a população mais
pobre não fosse capaz de compreender a vida política e nela atuar em favor de seus
interesses e em defesa de seus direitos. Não "soubesse" votar. Leia mais »

O Voto do Nordeste

O VOTO DO NORDESTE: para além do preconceito
Tânia Bacelar de Araujo*
A ampla vantagem da candidata Dilma Rousseff no primeiro turno no Nordeste reacende o
preconceito de parte de nossas elites e da grande mídia face às camadas mais pobres da
sociedade brasileira e em especial face ao voto dos nordestinos. Como se a população mais
pobre não fosse capaz de compreender a vida política e nela atuar em favor de seus
interesses e em defesa de seus direitos. Não "soubesse" votar.
Desta vez, a correlação com os programas de proteção social, em especial o "Bolsa
Família" serviu de lastro para essas análises parciais e eivadas de preconceito. E como a
maior parte da população pobre do país está no Nordeste, no Norte e nas periferias das
grandes cidades (vale lembrar que o Sudeste abriga 25% das famílias atendidas pelo "Bolsa
Família"), os "grotões"- como nos tratam tais analistas ? teriam avermelhado. Mas os
beneficiários destes Programas no Nordeste não são suficientemente numerosos para
responder pelos percentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno : mais de 2/3 dos Leia mais »

Marcelo Neri e os desafios do novo presidente

Do Estadão

'Demos os pobres ao mercado. É hora de dar o mercado aos pobres'

Marcelo Neri defende mudanças no Bolsa-Família, o fim dos aumentos reais [br]do salário mínimo, microcrédito e microsseguro para os que deixam a pobreza

27 de setembro de 2010 | 0h 00

Fernando Dantas/RIO - O Estado de S.Paulo

ENTREVISTA

Um dos principais arautos dos fortes avanços sociais brasileiros em termos de renda e queda da desigualdade nesta década, o economista Marcelo Neri vê grandes oportunidades e grandes riscos para o próximo governo.

Diretor do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, Neri detalhou, em dezenas de trabalhos ao longo dos últimos anos, a grande redução da pobreza e a emergência da classe C, a nova classe média popular.

O economista vê o progresso recente como a resultante de uma década e meia de boas políticas econômicas e sociais, iniciadas com o Plano Real, que afetaram principalmente a renda do trabalho - mais importante para a queda da desigualdade e da pobreza do que as transferências sociais. Ele defende mudanças no Bolsa-Família, e, de forma polêmica, o fim dos reajustes reais do salário mínimo.

Para Neri, depois de "dar os pobres aos mercados", como consumidores, é hora "de dar os mercados aos pobres", o que significa "tratá-los como protagonistas de sua história, e menos como sujeitos passivos, receptores de transferências de dinheiro público". Para ele, é preciso "dar asas" ao potencial produtor dos pobres, com programas como microcrédito e microsseguro. Neri também alerta contra a ideia de que o Estado pode tudo. Uma lição errada, na sua opinião, a ser tirada da crise global. A seguir, a entrevista.

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O promessinha e o 13o do Bolsa Família

Por Mario Siqueira

Voces acham que já viram tudo ? Serra agora promete o "13º Bolsa Familia" !! Deu na Folha Online, agora há pouco: 

Serra promete o '13º Bolsa Família' e nova secretaria para semiárido

BRENO COSTA

ENVIADO ESPECIAL AO RECIFE

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, prometeu criar uma espécie de 13º salário no Bolsa Família, principal programa social do governo Lula.

"Eu vou criar o 13º Bolsa Família. Se todo mundo tem, se assalariado tem, se aposentado tem, por que quem recebe Bolsa Família não pode ter?", disse o candidato, durante debate promovido pelo SBT Nordeste, em Recife (PE).

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Os programas de transferência de renda na ONU

Da Agência Brasil

Programas brasileiros de transferência de renda serão levados à Assembleia Geral da ONU

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O fato de o Brasil ter retirado 27,3 milhões de cidadãos da faixa da pobreza extrema, no período de 1990 a 2008, vai ser exemplo na 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa nesta semana em Nova York. O destaque da experiência brasileira está nas parcerias entre os órgãos públicos e privados. A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, vai detalhar os programas de transferência de renda executados no país.

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes, afirmou à Agência Brasil que o objetivo é mostrar que isoladamente os programas de transferência de renda não são eficientes. Segundo ele, é necessário trabalhar um conjunto de elementos que influenciam na redução da pobreza e, consequentemente, da fome.

"A redução de 81% dos brasileiros que deixaram os níves de pobreza extrema, de 1990 a 2008, foi possível por vários fatores aliados aos programas de transferência de renda, como o crescimento de trabalhadores no emprego formal, o aumento do salário mínimo e a redução das desigualdades regionais", disse Paes.

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Os efeitos do Bolsa Família

Por Guilherme Silva Araújo

Como este é um tema ao qual dedico meus esforços, gostaria de comentar algumas passagens da reportagem:

1. Em outras ocasiões, afirmei neste espaço que grande parte da redução dos índices de pobreza (os quais devemos tomar cuidado porque tratam a pobreza como sendo unicamente um problema de renda insuficiente) se devia aos ganhos do poder de compra do salário mínimo. Nas zonas urbanas, este fenômeno é muito mais importante do que na zona rural, pois há uma maior proporção de trabalhadores formais nas cidades e que, portanto, são diretamente afetados pela elevação do salário mínimo;

2. O Programa Bolsa-Família tem maior cobertura nas zonas rurais do que nas cidades. As chances de encontrar crianças e adolescentes beneficiados pelo PBF é cerca de duas vezes superior às de encontrar uma criança ou adolescente não beneficiado. Leia mais »

O Bolsa Família e a pobreza urbana

Da BBC Brasil

Bolsa Família não é resposta à pobreza urbana no Brasil, diz 'Economist'

A revista britânica The Economist traz em sua edição desta semana um longo artigo sobre o Bolsa Família onde afirma que, apesar da grande contribuição do programa para a redução dos índices de pobreza do Brasil, ele parece não funcionar tão bem no combate à pobreza nas grandes cidades.

De acordo com a revista – que cita dados da Fundação Getúlio Vargas – cerca de um sexto da redução da pobreza no país nos últimos anos pode ser atribuído ao Bolsa Família, "mas algumas evidências sugerem que o programa não está funcionando tão bem nas cidades como nas áreas rurais".

"O sucesso do Brasil em reduzir a pobreza parece ser maior nas áreas rurais que nas urbanas", diz o artigo, que cita dados das Nações Unidas que indicam que houve uma redução de 15 pontos percentuais no número de pobres na população rural entre 2003 e 2008, enquanto nas cidades essa diminuição foi muito menor.

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A necessária reforma tributária para as políticas sociais

Do Valor

Sem reforma tributária, política social fica comprometida, dizem especialistas

João Villaverde, de São Paulo
01/07/2010 

O salário mínimo saltou 112% em termos nominais nos últimos oito anos e o Bolsa Família ampliou sua cobertura a 12,6 milhões de famílias. Mas se a estrutura tributária brasileira não mudar, a redução da pobreza e aumento do consumo por meio de transferências do governo podem chegar no limite. Da mesma forma, a lei que instituiu a renda básica no Brasil, aprovada em janeiro de 2004, não será implementada. Para os especialistas em política social reunidos ontem na inauguração do 13º Congresso Internacional de Renda Básica (Bien 2010), realizado na USP, em São Paulo, é preciso mudar a fonte de tributos que financia os programas sociais e aumentar a cobrança sobre a renda.

Um cálculo apresentado pela primeira vez pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que de cada R$ 1 transferido pelo governo por meio de gasto social - que contabiliza benefícios previdenciários e programas como Bolsa Família - , há um aumento na renda das famílias de R$ 1,86, devido aos efeitos multiplicadores que exerce. No entanto, dos mesmos R$ 1 dados pelo governo, o equivalente a R$ 0,56 retornam ao Estado por meio de impostos e arrecadações. "Nós distribuímos bem, mas redistribuímos muito mal. Os gastos sociais podem aumentar muito, porque mais da metade do que sai retorna como arrecadação. Mas isso tem um limite, é claro. Algo precisa ser feito com os impostos" diz Jorge Abrahão, gerente da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.

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Os sistemas de controle do Bolsa Família

Por Lampiao
Aumento de renda faz 2,2 milhões de famílias saírem do Programa Bolsa Família

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – Dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informam que até janeiro deste ano mais de 4,1 milhões de famílias tiveram o benefício do Programa Bolsa Família cancelado. O principal motivo do corte é a renda per capita familiar superior a renda mínima estabelecida pelo programa. Mais de 2,2 milhões de famílias (54% dos casos) abriram mão do benefício ou tiveram o auxílio suspenso pela elevação da renda. 

Toda família com renda mensal por integrante de até R$ 140 tem direito ao benefício. O valor varia conforme o tamanho da família, o número de crianças e adolescentes na escola. O auxílio vai de R$ 22 a R$ 200 por mês. 

O motorista Eduardo Rodrigues, que mora em Osasco, na região metropolitana de São Paulo e é pai de uma menina, abriu mão de R$ 40 mensais porque passou em um concurso público. “Não era justo continuarmos recebendo”. Também suspendeu o benefício Sônia de Morais Mendes, moradora de Belo Horizonte. Mãe de três filhos, recebia R$ 112 por mês. Ela aumentou a renda familiar porque voltou com o ex-marido e conseguiu trabalho. “Eu hoje não preciso mais desse dinheiro, por isso fui na prefeitura e dei baixa”, contou.

O vendedor da Feira Livre de Marília (SP) Osvaldo Dutra de Oliveira Primo, pai de dois filhos, precisou do benefício do programa por cerca de três anos. “Foi uma época que estava desempregado, com problema de saúde. Eu praticamente alimentava minha família com esse dinheiro”, lembra. Depois de voltar a trabalhar não sacou mais o auxílio. “Eu usei na extrema necessidade. Assim que tive condições, procurei dar baixa para que outras famílias pudessem ter o benefício”.

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