A Bolsa Família e as metas do milênio

Por Luis Fraga
Nassif, do site da BBC Brasil

ONU cita Bolsa Família entre ações que contribuem para Metas do Milênio

Relatório diz que número absoluto de habitantes em favelas vem aumentando

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) destaca o programa Bolsa Família como sendo um programa que tem contribuído para que sejam alcançadas as chamadas Metas do Milênio.

As Metas são oito objetivos determinados internacionalmente para reduzir pobreza, fome, mortes de mães e crianças, doenças, moradia inadequada, desigualdade entre os sexos e degradação ambiental até 2015.

O documento da ONU, apresentado em Nova York na quinta-feira pelo Programa de Desenvolvimento da organização, traz uma agenda de ações concretas para se atingir as Metas do Milênio e apresenta exemplos de várias iniciativas que estão ajudando 50 países a se aproximar dos objetivos estipulados pela ONU.

Ele foi preparado por um painel composto por representantes do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e dos seguintes governos: Bangladesh, Brasil, Canadá, Chile, República Dominicana, Egito, Etiópia, Noruega, República da Coreia, Ruanda, Espanha, Tunísia, Grã-Bretanha e Vietnã.

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Debatendo a política econômica

Do Valor

Que apareçam os liberais

Maria Cristina Fernandes
18/06/2010

"Há poucos dias o secretário do Tesouro Arno Augustin declarou que a evolução do salário mínimo no mesmo patamar do PIB, além de perfeitamente sustentável, é a base do crescimento do consumo e tem que ser mantida. Isso colide de frente com o que Bernard Appy acabou de dizer aqui". Com a provocação, feita num seminário na Fundação Getúlio Vargas, o economista do Ipea, Mansueto de Almeida, lançou mais provocações ao debate eleitoral do que o festival de evasivas que tem pautado os pronunciamentos dos candidatos sobre o futuro da política econômica.

Appy, que foi secretário de política econômica na gestão Antônio Palocci no Ministério da Fazenda e hoje ocupa uma diretoria da Bovespa, acabara de fazer uma preleção sobre os riscos de o crescimento econômico diminuir a pressão sobre a escalada de gastos correntes do governo, como a Previdência. E lançou mão de uma sucessão de gráficos para defender a tese de que a taxa de crescimento do consumo num patamar superior ao do PIB, como vem acontecendo desde 2005, não é sustentável.

Ao confrontar Appy e Augustin, dois ex-colegas de governo petista, Mansueto indagava-se sobre as escolhas do próximo presidente para fazer os investimentos sem os quais o país um dia vai parar de crescer. Se o investimento público permanecerá no patamar de 1% do PIB - menos da metade dos anos 1970 - enquanto a carga tributária, depois de mais de duas décadas na faixa de 25% (1968-92), ultrapassará os atuais 36% da riqueza nacional.

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A ausência de discussões nas eleições

Do Valor

A sucessão e o banho de lua

Luiz Werneck Vianna
07/06/2010  

Tal como no belíssimo romance "O Albatroz Azul", de João Ubaldo Ribeiro, em que o nascimento de uma criança é bafejado pelo sortilégio dela ter vindo ao mundo de bunda para a lua, feliz augúrio, conforme antiga crença, de que ela seria dotada de melhor sorte do que a sua sofrida família, já dá para suspeitar que algo com o mesmo condão propício se faz presente no governo Lula. Só mesmo a proteção do destino seria capaz de reverter o que parecia ser uma aposta grávida de perigos, como a cartada iraniana da diplomacia presidencial, em um trunfo promissor para o sucesso dessa intervenção em paragens tão distantes como as do Oriente Médio.

Pois foi o que aconteceu a partir dessa malfadada e iníqua agressão praticada por forças militares de Israel contra uma flotilha de voluntários que tentavam levar solidariedade à população palestina da Faixa de Gaza, e que pôs a nu os equívocos cometidos pelos dirigentes daquele Estado quanto à sua política para a sua região, suscitando um clamor de protestos da comunidade e da opinião pública internacionais. A mesma boa sina socorreu o presidente quando do episódio do mensalão em 2005, do qual saiu indene de uma avalanche de denúncias de corrupção contra o seu governo para uma consagradora reeleição no ano seguinte.

A calmaria em que transcorre a sucessão presidencial, desconhecendo, ao menos até aqui, duros antagonismos entre os três principais candidatos envolvidos, assemelhados em tantos aspectos cruciais, podem sugerir de que estamos a assistir a uma disputa entre alas de um mesmo partido. Como que postos de acordo quanto ao principal, os candidatos divergem em questões tópicas, a exemplo, entre outras, do quantum de autonomia que deveria gozar o Banco Central, de como encaminhar uma reforma tributária - exigiria ela uma emenda constitucional? -, todos alinhados a uma perspectiva pós-Lula, que não deixa de ser, querendo ou não, também pós-FHC, com os temas da estabilidade financeira e da responsabilidade fiscal.

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Os desafios dos próximos anos

Coluna Econômica

Um dos grandes desafios pós-eleições será juntar os cacos da radicalização que será inevitável no período.

O mundo e o Brasil, em particular, atravessam uma das maiores fases de mudanças da história, um processo de inclusão social e política que mudará a face da economia e da sociedade.

O Brasil dos excluídos era o principal empecilho para o desenvolvimento político, social e econômico brasileiro. Reduzia o potencial de consumo e, consequentemente, o de produção e emprego; provocava uma estratificação política similar à Velha República; mantinha a mancha da miséria e da desigualdade afetando a imagem do país no mundo e, principalmente, sendo o retrato do fracasso brasileiro, como nação. Longe de ser tratado como potencial a ser cuidado, durante anos a população miserável era vista como um peso, um encargo. Provavelmente, foram apenas os militares que tiveram a visão estratégica de entender a necessidade de uma grande população para um grande território – embora o regime militar tivesse cometido o descuido imperdoável de não incluir esses segmentos sociais.

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O Brasil na BBC

Por Nilson Fernandes

Nassif, economia do Brasil deve passar a do Reino Unido, diz BBC. No Estadão.

Do Radar Econômico

Economia do Brasil deve passar a do Reino Unido, diz BBC

A rede de televisão britânica BBC fez uma série especial sobre o Brasil na qual afirma que a economia do País vai desbancar a do Reino Unido.

“O Brasil está se tornando uma fonte de influência econômica”, afirma o jornalista Matt Frei em uma das reportagens, antes de jogar alguns dados: “Crescimento de 5% ao ano, terceira maior indústria de aviões do mundo [a Embraer], maior exportador de carne e uma economia que deve superar a britânica na próxima década, além da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos por vir”.

Em outra reportagem, de áudio, o jornalista diz que “em algum momento do futuro, este lugar vai desbancar o Reino Unido e a França como a quinta maior economia do mundo”. Leia mais »

O panorama dos cartões de crédito

Coluna Econômica - 26/05/2010

O Programa Bolsa Família e o aumento do salário mínimo estão mudando também a face dos cartões de crédito.

A cadeia produtiva dos cartões de crédito é composta pelos emissores (os bancos que emitem os cartões), as bandeiras (Visa, Mastercard, etc.) e os credenciadores (Redecard, Cielo etc).

Um dos dois maiores credenciadores de cartões de crédito, a Redecard acertou com a Caixa Econômica Federal o credenciamento de estabelecimentos por todo o país que vendam exclusivamente alimentos, para servir a uma clientela de 2 milhões de famílias com cartão.

Presidente da Redecard, Roberto Medeiros considera “maravilhosos” os novos segmentos de classe C e D, que tem um ticket (valor médio das compras) baixo mas volume fenomenal.

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Porta da saída do Bolsa Família

Por RODRIGO K T

E agora José?

Do IG

Empresa abre porta de saída do Bolsa Família

Parceria entre a construtora Odebrecht e o governo federal já treinou 8,3 mil beneficiários do programa de transferência de renda

Gustavo Poloni, enviado especial a Porto Velho

Em outubro do ano passado, Laudinéia Queiroz matriculou-se no Acreditar, programa de capacitação profissional da construtora Odebrecht. Depois de quatro meses desempregada, queria trabalhar como zeladora na construção da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho. Aos 30 anos, a ex-doméstica se formou e disputou a vaga com 40 candidatos. Para ganhar o emprego, valeu-se de um diferencial inusitado: uma carteirinha do Bolsa Família. A vantagem de Laudinéia no processo seletivo surgiu de um acordo assinado no início do ano passado entre a Odebrecht e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).De acordo com ele, os beneficiários do programa de transferência de renda têm prioridade para fazer matrícula em cursos profissionalizantes e na contratação de novos funcionários. Pouco mais de um ano depois de entrar em vigor, a parceria foi levada para nove obras da Odebrecht e já formou mais de 8,3 mil beneficiários do Bolsa Família, sendo que mil deles foram contratados pela construtora. Agora, o governo federal quer usar o projeto como modelo a ser replicado em outras empresas, como a Vale e a CSN. “A iniciativa é boa”, disse Marcelo Neri, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Alguns chamam de porta de saída do Bolsa Família, mas prefiro falar em porta de entrada para o mercado de trabalho”.

Laudinéia não é a única funcionária da construção da usina de Santo Antônio a usar o Bolsa Família para entrar no mercado de trabalho. Das 28 mil pessoas que passaram pelo Acreditar em Porto Velho, cerca de 10% recebem algum tipo de complemento de renda do governo federal. Destes, 545 foram contratados. Apesar de representar apenas 5% do total dos funcionários da obra, a contratação acarreta numa mudança radical na vida dessas pessoas. Laudinéia é uma delas. Há cinco anos, recorreu ao Bolsa Família para complementar os R$ 700 que o marido ganhava como instalador de outdoor nas ruas de Porto Velho. O dinheiro do bico não era suficiente para colocar comida na mesa, comprar roupas para a família e pagar a educação dos três filhos. O benefício de R$ 130 ajudou a melhorar as coisas, mas não era suficiente. “Foi um período difícil”, afirmou. Desde que foi contratada para trabalhar na obra, em janeiro, a zeladora não depende mais do benefício. Além do salário de R$ 888, Laudinéia tem plano de saúde e ganha uma cesta básica da empresa. Com o dinheiro extra, quer reformar a casa de apenas um quarto e garantir uma educação melhor para os filhos. “Meu benefício já pode ser usado por outra pessoa mais necessitada”, disse. Leia mais »

A crítica correta à política monetária

Por H

Mas o PAC existe?

De O Globo

Serra volta a criticar política monetária e defende PAC para a saúde

Pré-candidato disse ainda que vai reforçar o Bolsa Família.

Serra também acusou governo de ‘lotear máquina pública’.

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, defendeu nesta quarta-feira (19), após sabatina realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a criação de uma espécie de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as áreas da saúde e segurança publica. Segundo o pré-candidato, a saúde “desacelerou” durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Precisamos ter uma espécie de Programa de Aceleração da Saúde, o PAS, como também temos que ter Programa de Aceleração da Segurança. Se quiser juntar os dois, seria o PASS. Programa de Aceleração da Saúde e da Segurança”.

Para Serra é preciso agilizar o tempo de espera para consultas médicas no Sistema Público de Saúde e retomar a realização de mutirões de combate e prevenção de doenças. O tucano também voltou a criticar a política monetária do atual governo. Segundo ele, o Brasil tem a maior carga de juros do mundo, o que onera o consumidor.

“Quero lembrar também que se você pegar as despesas de juros que o Brasil faz hoje, porque entra governo sai governo, nós temos as maiores taxas de juros do mundo, o consumidor brasileiro é o que mais paga juros no mundo”, disse. Segundo ele, os juros praticados hoje pelo Banco Central geram muito mais despesa do que o programa Bolsa Família, que prevê recursos mensais para famílias de baixa renda. Leia mais »

São Paulo e o Bolsa Família

Por Alexandre Leite

Sem o Fora de pauta, posto aqui:

Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento: SP tem o pior acompanhamento sobre a saúde no Bolsa Família

Não são os demotucanos que dizem que o Bolsa-Família não acompanha contrapartidas sociais? Que o Bolsa-Família descaracterizou o que ‘tinha de bom no Bolsa-Escola’?

Será que falam em causa própria?

Do Estadão.com.br

SP tem pior monitoramento no Bolsa Família, diz governo

AE - Agência Estado

Um levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social a pedido do jornal O Estado de S. Paulo mostra que em 18 cidades com mais de 500 mil habitantes o acompanhamento sobre as contrapartidas de saúde do Bolsa Família é feito em menos de 50% das famílias beneficiadas. A situação pior ocorre em São Paulo, a cidade mais rica do País: apenas 21,2% dos beneficiários responde pelas contrapartidas. Leia mais »

A análise do Bolsa Família

Por Guilherme Silva Araújo

Caro Nassif,

Tenho lido muitos artigos e metodologias sobre os efeitos do programa bolsa-família. Vejo alguns problemas na metodologia utilizada por Kassouf:

1. Ao utilizar os dados do censo de 1998 a 2006, a pesquisa põe dois programas diferentes no mesmo balaio. Apesar de semelhantes, o programa bolsa-família têm condicionalidades diferentes do programa bolsa-escola. Leia mais »

O desafio de construir um discurso novo

Coluna Econômica 14/04/2010

Ainda não está claro qual será a proposta do candidato José Serra para ser o pós-Lula. Há dois desafios pela frente. O primeiro, apresentar propostas que se diferenciem do modelo Lula de governar. O segundo, explicar as críticas anteriores ao modelo.

O problema maior é que, nos últimos anos, o PSDB deixou de lado propostas e programas e enveredou por um caminho de criticar todos os aspectos da política econômica de Lula.

Nesse período, parte da grande imprensa tornou-se o porta-voz de fato do partido. E o discurso colocado em prática era de defesa do neoliberalismo exacerbado.

Como desdizer, agora, o que já foi dito?

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A substituta de Patrus e o padrão Folha

Por Alessandro Guimarães Pereira

Ela não é assistente social, professora da UEL ou candidata a deputada pelo PT. Leia mais »

César Maia: proposta de Tasso é equivocada

Por João Carlos

Ex-Blog de Cesar Maia

SENADOR TASSO JEREISSATI: ISSO NÃO É FUNÇÃO DA BOLSA FAMÍLIA! E É UM EQUÍVOCO CONCEITUAL!

1. O Bolsa Família é um programa de renda mínima com vinculações a obrigações sociais em relação ao filho estar na escola, ser vacinado, etc. Dirige-se a famílias abaixo da linha de pobreza e em especial a nível de indigência. São famílias, em geral, dirigidas pela mulher, com vários filhos. Leia mais »

Bolsa família: uma obra para a história

Do Último Segundo

Coluna Econômica - 21/01/2010

Prestes a deixar o cargo – para ser candidato a candidato ao governo de Minas Gerais pelo PT – o Ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias deixa em seu currículo a montagem do mais bem sucedido programa social do país – depois do SUS (Sistema Único de Saúde) -, o Bolsa Família, considerado o mais bem sucedido programa de massificação de políticas sociais já tentado no mundo.

Levará algum tempo para se produzir a obra definitiva sobre o programa, os desafios iniciais, a consolidação do corpo técnico, a montagem das redes com movimentos sociais, prefeituras, demais ministérios, para o feito de levar políticas compensatórias a 50 milhões de pessoas, 12 milhões de famílias, um quarto da população brasileira.

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O Bolsa Família 2.0

''Estamos no Bolsa-Família 2.0''

Do Estadão

Economista defende efeito do benefício contra desigualdade e diz que seu aumento pode compensar contração do crédito

Wilson Tosta

O economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que a expansão do Bolsa-Família anunciada esta semana pelo governo federal poderá ajudar no combate à crise econômica entre os mais pobres. Para ele, ao expandir a distribuição de dinheiro em setores em que é mais alta a propensão para gastá-lo, a iniciativa, além de combater a pobreza, estimulará a economia, compensando em parte a redução do crédito. "Essa é uma medida adequada", diz ele, por e-mail, de Washington. Néri destaca o efeito "direto e potente" do programa sobre a redução da desigualdade no País, mas reconhece que, nas pesquisas sobre o Bolsa-Família, a hipótese de que gere acomodação nos beneficiários não foi afastada. Leia mais »