Confronto entre EUA e Síria só terá consequências políticas

Do Jornal GGN

Confronto entre Estados Unidos e Síria só terá consequências políticas

Juliana Damasceno

Jornal GGN - A ameaça de um confronto entre os Estados Unidos e a Síria chamou a atenção e mudou o rumo dos mercados ao longo da semana. Após declaração do presidente Barack Obama sobre uma possível retaliação à autoridade do país pelo possível uso de armas químicas - que mataram centenas de pessoas durante manifestações contra o governo, os abalos na economia mundial foram sentidos ao redor do globo.

O preço do barril de petróleo explodiu – e os estoques sírios do produto também. Aliado à expectativa do corte de estímulos do Federal Reserve na economia norte-americana, o dólar subiu por mais uma semana de forma assustadora. A Inglaterra anunciou medidas para manter o crescimento da economia local, mesmo com a ameaça de intervenção civil. E até o chanceler chinês veio a público para pedir calma e cautela à população – e principalmente aos investidores. Os quatro cantos do mundo parecem já se preparar para o pior.

Mas ao contrário do que parece, a administração Obama ainda não dá como certa a ação militar prometida. Houve um recuo por parte das autoridades do país após encontrar certa resistência política interna da população e uma rejeição declarada do Reino Unido aos possíveis ataques – os ingleses chegaram a sair pelas ruas de Londres nesta semana para se manifestarem contra o governo norte-americano. O que pode significar muito inclusive para a economia, já que a relação comercial entre os dois países, que é pungente, também pode ser abalada.

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Crescimento entra na linha de frente, para o G20

Da REUTERS Brasil

G20 coloca crescimento na frente de austeridade

MOSCOU, 20 Jul (Reuters) - O G20 colocou o crescimento na frente da austeridade fiscal, buscando reequilibrar a economia global e comprometendo-se a mudar a política monetária de maneira cuidadosa para que a recuperação não seja arruinada pela volatilidade dos mercados financeiros.

Os ministros das finanças e presidentes de bancos centrais reunidos em Moscou neste sábado deram os ajustes finais em um comunicado conjunto, que representantes disseram ter mudado pouco depois que eles se reuniram para jantar na sexta-feira.

Indícios de que o Fed, o banco central dos EUA, ia reduzir seu estímulo monetário dominaram o debate, com as economias emergentes mais preocupadas com as consequências de uma onda de vendas de ações e títulos e uma corrida para o dólar.

Os anfitriões russos disseram que os legisladores do G20 tinham sido moderados nas suas metas para a redução das dívidas dos governos, priorizando um foco no crescimento e em uma saída para retirar estímulos monetários com um mínimo de turbulência.

"Os colegas (do G20) não tomaram a decisão de assumir a responsabilidade de reduzir o déficit e as dividas até 2016," disse o ministro das finanças russo Anton Siluanov à Reuters. "Algumas pessoas pensam que é preciso garantir o crescimento econômico primeiro."

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Indústria sofre com a desaceleração da economia global

Por Assis Ribeiro

Do Valor

Indústria recua pelo mundo e eleva o pessimismo

Por Claire Jones e Michael Steen

Sinais de fraqueza tornaram nubladas as perspectivas econômicas depois que uma importante pesquisa sobre negócios indicou ontem que a contração da atividade industrial aumentou na zona do euro este mês, enquanto também houve uma redução da expansão industrial nos EUA e na China.

Com as autoridades da zona do euro temerosas de que o bloco possa ter alcançado os limites políticos da austeridade, diante do avanço da oposição nos países abalados pela recessão, os dados desanimadores contribuem para as pressões por um corte nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) na semana que vem.

O índice Markit de gerentes de compra da indústria na zona do euro, observado atentamente, caiu para o menor patamar em quatro meses em abril, para 46,5 pontos, bem abaixo do nível dos 50 pontos, que separa o crescimento da contração. O índice composto para a Alemanha, a maior economia do bloco, caiu para 48,8 pontos, o menor nível em seis meses. Leia mais »

Dilma rechaça conselheiros do fracasso

Dilma e Mantega, desenvolvimentistas que incomodam entreguistas e "conselheiros do fracasso" , nacionais e internacionais. Leia mais »

A Grécia, o desenrolar da crise e os erros na origem da UE

Por Marco Antonio L.

Da Carta Capital

A Grécia e a crise: Pratos quebrados - artigo de Delfim Netto

 

Foto: Images_of_Money/Flickr

Aparentemente é consenso que já não há mais pratos para quebrar, cessou a música e a definição da questão grega (ficar ou abandonar a Zona do Euro) está muito próxima. Vai depender do voto popular previsto para o mês de junho. Pesquisas, antes do fracasso do acordo político na segunda semana de maio, indicavam uma tênue possibilidade de o povo preferir o “fico”, mas o fato é que a evidência da falta de controle político conspira para favorecer o lance mais radical: pular fora do sistema, não importa o que os “outros” pensem.

Nos últimos dois meses, a instabilidade na economia mundial piorou, com a Europa entrando em um processo recessivo (apesar do crescimento alemão). A recuperação americana mostra um ritmo mais lento do que o esperado, com redução do crescimento asiático, mais visível na Índia, mas confirmando-se a desaceleração chinesa após o quinto mês consecutivo de queda nos ingressos de investimentos externos.

Nesse clima geral de desaceleração do crescimento, o Brasil continua numa situação relativamente melhor porque, durante a crise nos Estados Unidos e depois na Eurolândia, não perdeu o rumo do desenvolvimento, embora tendo de reduzir o ritmo de crescimento do PIB. Era previsível, desde o início da revelação das patifarias financeiras, que o Brasil não ficaria imune às suas consequências, pois somos parte de um mundo onde o nível da volatilidade aumentou sem poupar nenhum mercado.

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Crise européia, mecanismos econômicos e crise política

Por Waldyr Kopezky

Re: G8 e a saída para a crise na Europa

Sobre crise mundial, default de nações e a Grécia ameaçando cair fora da UE

Gente, essa história de fracasso da União Européia é absurdo...poucos foram responsáveis (agentes privados), muitos os prejudicados (cidadãos) e cobra-se hoje austeridade/contrição aos que estenderam a mão, buscaram ajudar/emprestar e carregam o peso da gestão pública no atendimento às demandas das sociedades, os Estados nacionais - que ainda foram responsáveis por absorver o "rombo" financeiro da crise gerada só por alguns. E estes ainda lucram nas duas pontas do processo de gestão da crise financeira. Vamos rememorar, porque o noticiário é tão distorcido que só é possível entender recapitulando:

1. A crise de 2008 nasceu no sistema financeiro privado. Ponto.

2. Para evitar que instituições bancárias entrassem em default (coisa que elas mesmas passaram a gritar aos quatro ventos, à época), os Bancos Centrais das nações em todo o mundo reagiram de forma quase idêntica - cobriram o rombo com dinheiro público (desfalcando o orçamento governamental) e "estatizaram" a dívida sem exigir contrapartidas de redistribuição desses valores disponibilizados (que tinham a evidente intenção de ser a liquidez que garantisse o crédito dos bancos privados à população, que assim poderiam refinanciar as dívidas dos seus clientes e garantir  a normalidade da economia nacional). Tais empréstimos estataís foram, aliás, financiados "generosamente" para os bancos a juros de 1% ou menos ao ano. "Era ajuda, então vamos ajudar", devem ter pensado os governantes, inocentemente.

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Lições para que Europa se espelhe e enfrente a crise

Por Assis Ribeiro

Do Resistir.info

Lições do Sul para uma Europa em crise?

Rémy Herrera

A extrema gravidade da crise que atinge actualmente a Europa, em particular a zona euro por via das dívidas ditas "soberanas", da Grécia à Itália entre outras, leva a colocar a questão: os povos europeus não terão lições a retirar das experiências pelas quais certos países do Sul estão a passar e das estratégias anti-crise que aí foram adoptadas? Porque o que é facto é que, até ao momento, têm sido as receitas do Norte, que se supõe serem universalmente válidas, as que foram na generalidade administradas às economias do Sul – ainda que estas receitas não lhes tenham sido muito convenientes, salvo raras excepções. Mas os tempos mudaram… 

A Europa em crise 

As soluções neoliberais de austeridade generalizada e de destruição dos serviços públicos hoje propostas (ou melhor dizendo, impostas) para tentar salvar o capitalismo em crise e relançar o crescimento são absurdas; elas constituem a forma mais segura de agravar ainda mais esta crise e de precipitar mais rapidamente o sistema no abismo. E isto ao mesmo tempo que favorecem, por todo o lado, a subida em força das extremas-direitas, racistas, demagógicas e sempre cúmplices da ordem estabelecida. 

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Standard&Poor's corta rating francês

Por Gilberto Spcap (@Gil17)

Do Site Dinheiro Vivo (Portugal)

Standard&Poor's. É o fim do 'AAA' em França e Áustria

S&P
S&P corta ratings
D.R.

A agência de ratings Standard & Poor's baixou o rating soberano de França.

"A França perdeu o seu triplo A", afirma fonte do governo francês à France Press.

Depois de várias de ameaças França perde a notação máxima, tal como Áustria, passando ambas para AA.

Ainda não foi, contudo, emitido qualquer comunicado por parte da agência de ratings americana.

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Passar o Reino Unido não é tudo, entende diretor da BRAiN

Do Valor


Por Tainara Machado | Valor

SÃO PAULO – Passar a economia do Reino Unido e tornar-se o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta tem efeito benéfico para a imagem do Brasil. “É muito mais positivo para imagem, o efeito prático é menor”, afirmou André Sacconato, diretor de pesquisa da Brasil Investimentos & Negócios (BRAiN), entidade criada em 2010 com o objetivo de tornar o ambiente de negócios no país mais favorável.

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Empregabilidade e crise, uma análise

Por raquel_

Da Carta Capital

por Paulo Daniel

Crise Econômica: Empregar é a solução

Desde 2008, EUA enfrentam sérios problemas de desemprego e queda de renda, em cenário que se aproxima ao da Grande Depressão. Foto: Andrew Burton/AFP

Desde que eclodiu a crise econômica mundial em setembro de 2008, todos sabiam que sua violência social possuiria proporções monstruosas. Por exemplo, nos Estados Unidos houve redução de 6,6 milhões de empregos em comparação aos quatro anos anteriores.

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A crise na Eurozona, por Galbraith

Por ANTONIO ATEU

Do Salon.com

Crise:A Fragilidade da Eurozona

A crise na eurozona - O continente está a destruir os fracos para proteger os fortes. Mas será suficiente?

por James K. Galbraith [*]

James K. Galbraith.A crise na eurozona é uma crise bancária pretendendo ser uma série de crises de dívida nacional e complicada por ideias económicas reaccionárias, uma arquitectura financeira defeituosa e um ambiente político tóxico, especialmente na Alemanha, na França, na Itália e na Grécia.

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Espanha com taxa risco superior a 450

Madri, 15 nov (EFE).- A taxa de risco da Espanha, que é medida pelo diferencial entre o bônus do país a dez anos e o alemão do mesmo prazo, ultrapassava às 6h35 (horário de Brasília) o nível dos 450 pontos básicos, a taxa mais alta de sua história.

A alta da taxa de risco acontece em um dia no qual o Tesouro espanhol espera captar entre 2,5 e 3,5 bilhões de euros em letras a um ano e um ano e meio.

A rentabilidade do bônus espanhol a dez anos subia para 6,271%, apenas dois centésimos abaixo do recorde histórico diário alcançado em 18 de julho deste ano, 6,293%.

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Quem Com Capitalismo Fere, Com Capitalismo Será Ferido

Autor: 

Os que organizam as “Marchas dos Indignados” deveriam rever um pouco o passado para tentar entender o presente e tentar pensar a construção do futuro. Temo que seus protestos não levem a lugar nenhum porque buscam evitar o inevitável, mesmo que consigam diminuir o poder dos financistas.

 

Com o perdão do exagero, a última vez que a Europa produziu excedente econômico fruto exclusivamente de seu trabalho foi ao final do feudalismo. Naquele momento, as melhorias das técnicas agrícolas levaram a uma produção maior que o consumo e a um renascimento urbano e comercial.

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Caixa do FMI pode ser insuficiente para crise

Por raquel_

Do Globo.com

Lagarde: FMI pode não ter recursos suficientes

Fernando Eichenberg, correspondente

WASHINGTON - As reservas para empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI), de US$ 384 bilhões, podem não ser suficientes se a crise econômica global se agravar, alertou no fim de semana a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde. Em documento distribuído no sábado, ela afirma que a atual capacidade do FMI "parece confortável hoje mas reduzida frente à necessidade potencial de financiamento de países vulneráveis". Leia mais »

A contagem regressiva da crise mundial

Coluna Econômica

Para entender um pouco mais a impotência do Banco Central para enfrentar a apreciação cambial, é importante uma pequena retrospectiva sobre o que foi a crise de 1929. Há inúmeros paralelos entre ciclos de crise – mesmo que em períodos muito distintos.

Primeiro, grandes mudanças tecnológicas exigindo recolocação do capital para as novas atividades. Depois, uma enorme movimentação no sistema financeiro, tornando-se cada vez mais globalizado e com ferramentas cada vez mais sofisticadas para aproveitar o momento.

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