Painel internacional

Americanos querem os ricos custeando novos empregos

Os norte-americanos querem o seu governo criando empregos por meio de gastos em obras públicas, investimentos em energias alternativas ou ensinando competências para os desempregados. Eles também querem que o déficit caia. E a maioria está pronta para entregar a conta para os ricos. A Sondagem Nacional Bloomberg conduzida de 3 a 7 de dezembro mostra que dois terços dos norte-americanos são favoráveis à tributação dos ricos para a redução do déficit. Embora quase 9 de cada 10 entrevistados também digam acreditar que a classe média terá que fazer sacrifícios financeiros para alcançar esse objetivo, apenas pouco mais de um quarto (dos pesquisados) apóia o aumento de impostos sobre a classe média. Menos ainda cortes em programas sociais, tais como a Seguridade Social e o Medicare, ou um novo imposto sobre o consumo nacional. Essas contradições de longa data nas atitudes dos eleitores em relação aos impostos, despesas e déficit são intensificados à medida que os EUA enfrentam a mais grave crise econômica em décadas, diz J. Ann Selzer, presidente da Selzer & Co., empresa sediada em Des Moines, Iowa, que conduziu o levantamento em nível nacional. Os ricos se tornaram um alvo especialmente convidativo com a combinação de ajuda aos bancos e o ressentimento sobre os grandes bônus, diz Stoke.

Clique aqui

E mais:

Poderio econômico chinês ofusca vizinhos

Aumento de importações deve elevar déficit comercial nos EUA

Negociador dos EUA rejeita reparações pelo clima

Brown e Sarkozy discutem sistema bancário europeu


Leia mais »

Painel internacional

Presidente dos Emirados Árabes diz que economia é “saudável”

ELPAIS.COM

As dificuldades financeiras do maior conglomerado de Dubai estão derrubando os mercados de ações do Golfo que, em seu retorno às atividades após a Festa do Sacrifício, estão dando de cara com a crise registrando declínios acentuados. Hoje é a vez da bolsa de Doha, que sofreu uma grande queda de 8,3%, depois de perder o patamar psicológico dos 7.000 pontos em seu retorno às operações. Além disso, a incerteza gerada pelo anúncio da Dubai Holding World de que não pode cumprir os prazos para pagar US$ 59 bilhões (40 bilhões de euros) e a relutância do Estado para garantir a dívida, levaram o presidente dos EAU (Emirados Árabes Unidos), Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyane, a abordar a questão com uma afirmação enfática de que a economia da região "é saudável".

Clique aqui

E mais:

Dubai World negocia parte da dívida de US$ 59 bilhões

Desemprego alemão recua, com recuperação em andamento

Produção na China se expande

China defende a negociação para a questão nuclear iraniana


Leia mais »

Painel internacional

A luta contra a valorização das moedas de emergentes

Reportagem da Bloomberg aborda como Brasil, Chile, Rússia e Coréia do Sul estão lutando uma batalha perdida para conter a valorização de suas moedas. O dólar em queda e a recuperação econômica estão criando mais demanda por esses ativos do que os bancos centrais podem controlar. Na Coréia do Sul, o país vai deixar que o mercado regule a cotação da moeda, e no Chile, os parlamentares aprovaram um aumento na emissão de dívida local para financiar as despesas. O peso chileno se valorizou 26% este ano contra o dólar, o segundo maior ganho entre as moedas latino-americanas após a ascensão de 33% do real. No Brasil, Rodrigo Azevedo, diretor de política monetária do banco central do Brasil de 2004 a 2007, diz que "o Brasil pode fazer muito pouco (para conter a apreciação)". O real do Brasil se valorizou 1,6% neste mês, mesmo após a criação de um imposto em outubro sobre investimentos estrangeiros e aumentar as reservas cambiais em US$ 9,5 bilhões, no esforço para conter o fortalecimento da moeda.

Clique aqui

E mais:

O desemprego nos EUA e na Alemanha – Paul Krugman

Eurozona emerge da recessão

China acena com valorização do yuan

Brasil celebra queda recorde do desmatamento


Leia mais »

O tsunami de dezembro

Por Roberto São Paulo/SP

Do Último Segundo

País perdeu 654.946 empregos em dezembro, informa Ministério do Trabalho

19/01 - 14:45 - Carol Pires

Durante o mês de dezembro de 2008, o País registrou o corte de 654.946 empregos formais, o dobro do que foi cortado em dezembro de 2007. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado nesta segunda-feira pelo ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi.

Novembro foi o primeiro mês deste ano com saldo negativo, com perda de 40.821 empregos.

Apesar dos maus resultados dos últimos dois meses do ano, o saldo ainda ficou positivo em 1.452.204 vagas. Ao longo de 2008, foram criados 16.659.332 postos de trabalhores com carteira assinada e desligados 15.207.128. Leia mais »

A luta contra o desemprego

Coluna Econômica - 15/01/2008

Um dos grandes desafios dos próximos meses será administrar a questão do desemprego. O cenário atual é confuso. Há certo consenso de que o primeiro trimestre será o período mais duro da crise. Muito do que ocorrer depois será reflexo do que acontecer agora.

A manutenção do emprego é fundamental por vários motivos. Primeiro, porque emprego deve ser prioridade. Segundo, porque do nível de emprego dependerá o ritmo do consumo nos próximos meses.

As empresas entram 2009 com uma dúvida ampla. Para uma crise maior, desemprego maior; para uma crise menor, desemprego menor. Na dúvida, as empresas tendem a ser conservadoras, isto é, a apostar na pior hipótese. Com isso aumentam a leva de desempregados, impactam negativamente o estado de espírito do país como um todo e dos desempregados em particular, desperdiçam treinamento, afetam o moral da tropa e incorrem em um custo elevado.

Se a economia se recuperar, toca a recontratar, a treinar novamente, a recompor o espírito interno da empresa. O desafio, portanto, é como minimizar esse período.

*** Leia mais »