Análise do sistema educacional herdado da ditadura militar

Sugerido por Bobo

Exclusão e sucateamento: o legado do projeto educacional da ditadura militar brasileira à atualidade

Revista Espaço Acadêmico

Por PATRÍCIA SPOSITO MECHI - Professora de História Contemporânea da Universidade Federal do Tocantins (UFT)

A atual situação do sistema educacional brasileiro tem sido objeto de um esforço de compreensão por uma série de estudiosos, provocando discussões nas mais variadas entidades da sociedade civil, além de ser notícia constante em todos os meios de comunicação. A reforma educacional que passou a ser implementada a partir da década de 90 nos países latino-americanos tem sido objeto de muitas reflexões, que vêm enfatizando suas características neoliberais, refletindo a lógica assumida pelos Estados neste novo dimensionamento do capital na região. Neste sentido, o estado vai se eximindo das responsabilidades de investimentos diretos na área social e abre à iniciativa privada as possibilidades de investimentos subvencionados direta ou indiretamente.

Se, há alguns anos, era senso comum que tínhamos uma educação pública de péssima qualidade, escolas sucateadas, professores despreparados e mal pagos, enfim, todo um sistema educacional falido, hoje a avaliação da má qualidade do ensino público se mantém, apesar dos recursos garantidos a partir da constituição de 88 e das leis editadas nos anos 90.

Os órgãos oficiais, acompanhando as avaliações dos organismos internacionais, responsabilizam os professores pela permanência dessa situação. Assim, sem considerar a historicidade subjacente à realidade atual, continuam a implementar, de forma autoritária, políticas que traduzem os grandes acordos que se manifestam em políticas públicas na medida em que são assumidas pelas organizações governamentais locais.[1] Reproduzem, dessa forma, o autoritarismo que tem caracterizado a implantação das políticas públicas no Brasil. Leia mais »

O foco educacional necessita de mudanças.

Autor: 

 

No fundo precisamos mudar a visão sobre: educação, saúde, cidades, mobilidade urbana, trabalho, economia e etc. Só aí então conseguiremos progredir na direção da justiça social.

Enquanto o foco for capitalista o ser humano não será tratado como humano, óbvio. O homo sapiens sapiens bom será sempre aquele que produz. O que gera riqueza. O herói será o que acumula mais capital. A humanidade é vista como uma mercadoria.  Viramos máquinas, e como máquinas somos tratadas.

A formação escolar brasileira um dia já foi humanista.  Agora é técnica. Ou era para ser. Assim o Tio Sam determinou. A USAID disse: o Brasil precisa é de técnicos e não de humanistas. Dessa forma foi feita pelos militares. As consequências bem sabemos: nem técnicos, nem humanistas.  O ensino fundamental se deteriorou.  E olhe que a palavra é pomposa: fundamental. A que dá fundamentos. Quais os fundamentos? Leia mais »

Senado: líder do governo nega corte de repasses de royalties

Da Agência Brasil

Líder do governo no Senado nega redução de repasses de royalties para educação e saúde

05/07/2013 - 14h56

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em meio às negociações que ainda dividem deputados e senadores sobre a destinação dos recursos dos royalties do petróleo para a educação e saúde, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), tentou esclarecer hoje (5) pontos que considerou "premissas equivocadas", que acabaram levando técnicos a diferentes cálculos sobre o volume de recursos. Mais de três estimativas sobre quanto significariam as reservas foram divulgadas desde a aprovação do substitutivo ao projeto de lei que destina 75% dos recursos dos royalties e dos rendimentos do Fundo Social à educação e 25% à saúde.

Apenas em uma nota divulgada pela Câmara dos Deputados, técnicos estimam que o substitutivo do senador resultaria na redução de R$ 170,9 bilhões no repasse para as áreas de educação e saúde, dos quase R$ 280 bilhões previstos pelo projeto aprovado na Câmara dos Deputados.

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Webconferências discutirão benefícios de programa do MinC

Por Andre-Luiz

SE VOCE ACHA QUE NAO HA FORMAS DE DEMOCRACIA DIRETA NO BRASIL, ENTÃO VEJA ESSE E-MAIL E PARTICIPE:

De: Comunicação SP [mailto:[email protected]
Enviada em: quarta-feira, 26 de junho de 2013 11:25
Assunto: CONVITE - Participem das webconferências sobre o Programa Mais Cultura nas Escolas

CONVITE

Participem das webconferências sobre o Programa Mais Cultura nas Escolas

A Diretoria de Educação e Comunicação para a Cultura e a Coordenação-Geral de Cultura e Educação da SPC/MinC convida a todos a participarem nos meses de junho e julho, da programação das webconferências sobre o Programa Mais Cultura nas Escolas, que terá como foco discutir os benefícios e esclarecer dúvidas sobre os eixos voltados para os seguimentos.

Resultado de parceria entre os Ministérios da Educação e da Cultura, o programa tem como objetivo fomentar ações que promovam o diálogo entre as escolas públicas e experiências culturais e artísticas desenvolvidas em comunidades locais. Leia mais »

Unicef condena violência policial contra estudantes no Chile

Por Cariry

A pequeno burguesia se manifesta no Chile (desde Bachelet com suas conciliações): 

Unicef rechaza violencia policial contra manifestaciones estudiantiles en Chile 

TelesurTV

 

Unicef condenó el uso de la violencia desproporcionada en contra de adolescentes chilenos que protestan por una educación gratuita. (Foto: Archivo)

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São Paulo recusa verba federal para alfabetização de adultos

Por sarah_fernandes

Da Rede Brasil Atual

Estado de São Paulo recusa verbas federais para alfabetização de adultos

Secretaria paulista é o única, entre as unidades da Federação, a não aderir a programa do MEC; programa local na mesma linha terceiriza recursos para ONGs
 
por Sarah Fernandes, da RBA publicado 05/06/2013 11:27, última modificação 05/06/2013 12:46

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São Paulo – Depois de dez anos de estudo para realizar o sonho de aprender a ler e a escrever, Terezinha Brandolim, de 82 anos, se viu sem alternativa no começo deste ano: a escola em que estudava, no município paulista de Ribeirão Preto, fechou as duas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na qual estudavam pessoas de todos os níveis de escolaridade.

Com a impossibilidade de a mãe continuar os estudos, sua filha, Maria Zulmira de Souza, convidou-a para ficar em São Paulo, onde mora. “Mas todas as escolas aqui perto estavam fechando seus cursos de alfabetização”, conta. Ela, então, contratou uma professora particular, que dá aulas para "dona Tetê" três vezes por semana. “Resolvi fazer esse esforço porque deixei muito tempo na mão do governo, que dizia dar conta, mas não funcionava.”

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A educação não é um sistema mecânico, é um sistema humano

Por Assis Ribeiro

Do Brasil 247

Os três pilares da educação: Como escapar do "vale da morte" educacional

O educador Ken Robinson sublinha três princípios cruciais para que a mente humana floresça – diversidade, curiosidade, criatividade - e como a atual cultura da educação trabalha contra isso. Em uma conversa engraçada e incitante, ele nos conta como sair do "vale da morte educacional" que enfrentamos agora, e como nutrir nossas gerações mais jovens com um clima de possibilidades mais amplas

Tradução para o português: Andrea Rojas. Revisão: Wanderley de Jesus

Especialista em educação e criatividade, Sir Ken Robinson desafia a forma como estamos educando nossas crianças. Ele propõe um repensar radical nos nossos sistemas escolares, de modo a cultivar a criatividade e possibilitar o pleno desenvolvimento de múltiplos tipos de inteligência.

A primeira pergunta que ele faz é: Por que não obtemos o máximo daquilo que as pessoas podem produzir? A resposta, para ele, reside no fato de que estamos educando nossos filhos sobretudo para que se tornem bons trabalhadores, e não para que desabrochem como bons pensadores criativos. Estudantes dotados de corpos e mentes que não param, estando sempre em atividade, com frequência são ignorados e até mesmo estigmatizados, em vez de serem cultivados por sua energia e curiosidade. "Estamos educando as pessoas para que não manifestem sua criatividade", diz Ken Robinson. Sua mensagem acarreta muitas ressonâncias, discutidas nesta sua conferência e em outras também proferidas para as plateias do TED.

Tradução integral da palestra de Ken Robinson:

"Eu me mudei para a América há 12 anos com minha esposa Terry e nossos dois filhos. Na verdade, nós de fato nos mudamos para Los Angeles pensando que estávamos nos mudando para a América, mas de qualquer forma, é uma viagem curta de Los Angeles para a América.

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Cultura musical tem que ser obrigação da escola

Por urbano t mertz

Comentário ao post "Plateia infantil hostiliza músico André Mehmari"

Aquela coisa: 40 anos atrás os mais velhos diziam que éramos deformados pelo rock'n roll, e não tinhamos idéia do que era música boa.

Jogar música erudita para uma turma de crianças, tanto faz de onde venham, e achar que ele vão aplaudir, é ilusão. Não há educação musical nas escolas; as professoras nem sabem quem é André Mehmari, talvez tenham ouvido falar em Villa-Lobos, ou em Mozart, mas não sabem nada deles.

Hã alguns anos a TV Senado produzia o Programa Quem tem Medo de Musica Clássica, com o falecido Arthur da Távola. Era retransmitida em diversas TVs Culturas e Educativas. Era bem orientado para crianças. Infelizmente, ninguem quiz continuar este projeto.

Cultura musical, se não vem de casa, tem que ser obrigação da escola, além do aprendizado mercantil. Para isso, são necessários bons professores, bem pagos e estrutura nas escolas. Leia mais »

Estudantes brasileiros conquistam prêmios no exterior

Por Assis Ribeiro

Do Estado de Minas

Jovens cientistas brilham nos EUA

Secundaristas brasileiros conquistam nove prêmios em uma das principais feiras de ciências do mundo

Phoenix, Arizona (EUA) — Nove prêmios, incluindo uma bolsa de estudos em uma universidade dos Estados Unidos no valor de US$ 48 mil (cerca de R$ 100 mil) e reconhecimento de dois projetos que podem ser patenteados. Esse foi o saldo brasileiro ao fim de cinco dias na Feira Internacional de Ciência e Engenharia Intel 2013, encerrada ontem em Phoenix (Arizona, EUA). A feira é a maior do mundo no segmento pré-universitário e elege, há 63 anos, os melhores projetos científicos desenvolvidos por estudantes de nível médio.

Esta edição teve a participação de 1,7 mil estudantes de mais de 70 países, que disputaram bolsas de estudo e prêmios que somavam US$ 4 milhões, oferecidos por instituições de ensino, associações internacionais e grandes empresas como a Google e a West Virginia University. O grande vencedor deste ano foi o romeno Ionut Bundisteanu, que criou um projeto viável para um carro autônomo controlado por inteligência artificial. O veículo adaptado pode reconhecer faixas de pedestre e sinais de trânsito, desviar de obstáculos, fazer curvas acentuadas e estacionar sem auxílio do motorista.

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Energia do jovem deve ser canalizada de forma criativa

Por claudio mesquita

Comentário ao post "Alunos são os principais autores da violência em escolas"

Se a gente anda pelas periferias dá para reparar o pouco caso com que são tratados o bairros, principalmente os mais pobres. Não se vê uma quadra de esportes, uma praça, nenhum centro comunitário. É tão barato construir uma quadra de esportes.

Jovem tem muita energia, necessidade de afirmação perante o mundo. Se essa energia não é canalizada de forma criativa pode se transformar em violência. Você passa às vezes por uma escola na hora do recreio e vê mais de uma centena de meninos e meninas em pé num pátio minúsculo sem ter o que fazer, às vezes tem que sentar no chão. Isso é um caldeirão onde brigas e desavenças acontecem num piscar.

Acho muito difícil uma criança conseguir se concentrar numa sala de aula, com aquelas matérias chatas que não fazem o menor sentido, com tanta energia fervilhando por dentro, ou no popular, com o fogo no rabo. Sem contar que muitos vem de famílias desestruturadas pela pobreza e ignorância. Leia mais »

Diretor do MIT fala sobre os desafios da inovação no Brasil

Por Edsonmarcon

Da Folha

Brasil deve adotar posição liberal em direitos autorais, diz diretor de laboratório do MIT

MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DO RIO

Para se tornar um dos líderes globais em inovação, o Brasil precisa de menos burocracia e de mais investimento em um modelo de educação não formal, voltada para a criatividade e para o empreendedorismo --o tipo que gera start-ups como o Facebook, o Google e o Twitter.

Essa é a visão do japonês Joichiro "Joi" Ito, 46, diretor do influente laboratório digital do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na sigla em inglês), que dá palestra hoje no Rio de Janeiro (na Fundação Getúlio Vargas) e amanhã em São Paulo, durante o evento "Challenge of Innovation".

Reconhecido como um dos principais pensadores sobre inovação, políticas digitais e o papel da internet na transformação da sociedade, Ito é um autodidata que nunca completou uma graduação. Leia mais »

Problemas dos professores são uma questão política e social

Por eliani santos

Comentário ao post "O descaso com a degradação do ensino no Brasil"

Querem comparar a importância que a educação tem neste país? É só contar quantos comentários este post recebeu desde a publicação. 

Diferente dos posts de política, onde cada um defende seus pontos de vista, os posts de educação aqui são tratados com indiferença, poucos se manifestam sobre o que acontece nas escolas brasileiras. Tudo o que o comentarista falou é verdade, a vida de professor está difícil, mas não podemos resumir a uma questão de salário. É, também, uma questão política e, principalmente, social.

Desde que os professores começaram a fazer greves no início dos anos 80, os governos, espertamente, faziam e fazem a população ficar contra os professores, porque os maiores prejudicados sempre foram os alunos, e a mídia não deixa um único dia de jogar para a população esta informação: os professores não se importam, os alunos estão perdendo, nunca vão recuperar os que não foi aprendido nas greves, etc. Ou seja, os vilões sempre são os professores. Este é o aspecto político da situação, governo paga mal, professores paralizam e são os malvados. Na verdade, são massa de manobra de sindicatos politiqueiros, ou ningém nunca se deu conta de que a categoria dos professores é das maiores que temos? E que em toda a eleição algum presidente de sindicato dos professores se candidata? Leia mais »

O descaso com a degradação do ensino no Brasil

Por Andre Araujo

Comentário ao post "Por que ninguém mais quer ser professor na escola pública?"

Se existe culpa e dos governos numa longa sequencia, quando optou-se pela quantidade em desfavor da qualidade. Começou no Ministerio Passarinho, no regime militar quando a pretexto de nao ter "excedentes" que nao conseguiam ingressar nas faculdades por falta de vagas foi autorizada a abertura indiscriminada de faculdades pelo Pais afora. Do nivel superior a filosofia baixou para os niveis medios e primario, o importante era produzir estatisticas e nao educaçao. O outrora excelente sistema de ensino fundamental e médio do Estado de Sao Paulo foi por água abaixo na gestao Mario Covas governador quando estabeleceu a aprovaçao automatica e extinguiu a guarda escolar a cargo do Baneser. A aprovação automatica DESMONTOU todo o modelo que vinha da Republica Velha e que funcionava razoavelmente bem, os alunos de escolas publicas eram mais bem preparados do que das escolas particulares, havia centros de excelencia como os ginasios Rodrigues Alves, Alberto Conte, do Estado, de onde saiam alunos que entravam nas faculdades sem cursinho, tal a excelencia do nivel de ensino. Leia mais »

Por que ninguém mais quer ser professor na escola pública?

O desinteresse dos alunos pelos estudos, aumento dos casos de indisciplina, violência e atos infracionais nas escolas preocupam os educadores. Além dos baixos salários e as más condições de trabalho, são as principais causas geradoras de angústia, insatisfação, medo, desestimulando-os ao exercício da profissão. Frase como, por exemplo: “os jovens de hoje não tem limites”, “não querem saber de nada”, “não estudam”, “são apáticos”, “sem educação”, tornaram-se comum. As escolas públicas são muito mais vulneráveis a esses problemas pelas suas características: plural, universalizada, composta por uma clientela heterogênea quanto à condição econômica, social e cultural. Leia mais »

Por que ninguém mais quer ser professor na escola pública?

O desinteresse dos alunos pelos estudos, aumento dos casos de indisciplina, violência e atos infracionais nas escolas preocupam os educadores. Além dos baixos salários e das más condições de trabalho. Estas e aquelas são as principais causas geradoras de angústia, insatisfação, medo, desestimulando-os ao exercício da profissão. Frases como: “os jovens de hoje não têm limites”, “não querem saber de nada”, “não estudam”, “são apáticos”, “sem educação”, tornaram-se comuns. As escolas públicas são muito mais vulneráveis a esses problemas pelas suas características: plural, universalizada, composta por uma clientela heterogênea quanto à condição econômica, social e cultural.

A educação básica na escola pública vai mal. As universidades reclamam, dizem que os alunos que chegam às universidades têm informação, mas são incapazes de compreendê-las. De quem será a culpa? Da escola? Dos educadores? Do Estado? Dos Jovens? Leia mais »