A Folha e o factóide com o BNDES

Para entender o jornalismo da Folha.

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) tem duas formas de atuação: diretamente ou através de bancos intermediários. Trata diretamente dos grandes projetos de financiamento, especialmente grandes obras de infra-estrutura que não interessam aos bancos – devido ao porte, ao risco de carteira.

Depois, através do sistema bancário, faz repassses especialmente para pequenas e médias empresas.

No domingo, a Folha traz uma matéria sensacionalista contra o banco. A manchete dizia que 57% dos recursos do banco eram repassados para apenas doze empresas.

No box, o repórter Ricardo Balthazar explicava como chegou aos números. O título da matéria era "Lista de operações divulgada pelo banco é de difícil consulta".

Todas as operações diretas estão disponíveis no site do banco. O repórter juntou, somou... mas deixou de fora as operações indiretas, feitas com recursos do BNDES.

A manchete virou o editorial "Hora da verdade", veja só. E, depois, repercussão pela Mirian Leitão e plo Rolf Kuntz. Leia mais »

A Folha e a especulação com a Petrobras

Prossegue o jogo da Folha de criar marolas para prejudicar o IPO da Petrobras. Não é possível a manutenção dessa imprudência.

Pega-se a manifestação da Procuradoria do Distrito Federal, uma mera averiguação, e forma-se uma imensa marola em cima do aporte de capital da União na Petrobras. Dá-se manchete principal do jornal à mera manifestação de um procurador, com o objetivo de estimular a judicialização da questão.

Não se pensa em discutir os desdobramentos do pré-sal para o país, a política industrial embutida, os impactos sobre as diversas áreas da economia, da inovação às políticas sociais. É apenas o trabalho sistemático de criar incertezas para beneficiar especuladores no lançamento do IPO da companhia.

A lógica é simples:

1. Espalham-se incertezas sobre a capitalização.

2. Quanto mais incertezas, menores os valores das ações, no IPO da companhia.

E na hora em que aparecerem os ganhadores desse jogo? Qual o risco de imagem para o jornal? A Folha perdeu toda a prudência que mantinha nos tempos do seu Frias.

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Aécio, candidato de Lula?

Por Nilson Fernandes

Da Folha.com

Hélio Costa diz que Aécio poderia ter sido o candidato de Lula e que faltou coragem ao tucano

DE SÃO PAULO

O candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa, afirmou nesta quarta-feira que o tucano Aécio Neves poderia ter sido o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto se tivesse deixado o PSDB e se filiado ao PMDB ou a outro partido.

Costa disse que chegou a dizer isso ao tucano. Segundo o peemedebista, no entanto, faltou a Aécio coragem e desprendimento político.

"Nós todos em Minas achávamos que ele seria candidato a presidente da República. Eu cheguei a dizer, lá atrás, que se ele tomasse uma decisão ele seria o candidato do presidente Lula. Faltou um pouco de desprendimento político, para não dizer coragem", disse em sabatina realizada pela Folha e pelo UOL. Leia mais »

A gráfica da Folha e o Enem

Por Claudio Toledo

Será que a Folha de S.Paulo, via gráfica Plural, está tentando melar o Enem?

No site da Folha.com, pode-se ler a defesa que a gráfica Plural, cuja dona é a Folha. Ela apresentou o preço mínimo, mas foi impugnada pelo governo por razões mais que óbvias. Foi a empresa que deixou vazar, no ano passado, o Enem e criou todo o salseiro. Agora, segundo o jornal dos Frias, ela diz que quer saber porque não poderá imprimir as milhões de provas. Se o Inep, órgão do MEC que organiza o exame, deixasse, logo seria acusada de prevaricação, leniência ou até conivência com o mal feito. Faz parte de toda licitação recursos e mais recursos dos perdedores. Ela foi ganhadora, mas se tivesse um pingo de juízo nem teria entrado no certame. Aliás, ela já havia sido alertada de que era uma empresa desqualificada, porque não apresenta quesitos mínimos de segurança.

O que se viu a partir daí? Que a empresa quer atrasar a impressão do Enem, apostando contra, manchando a imagem do exame perante a opinião pública. Ela pode ficar nessa chicana jurídica até o ponto de inviabilizar o futuro de milhões de jovens que contam com as provas para poder ingressar no ensino superior, nas federais ou nas particulares, via Prouni. Os sites e jornais se apressam em passar a impressão de que não vai dar certo. Não deu daquela vez, não dará desta também. E a Folha ainda faz a defesa de sua empresa.

Vamos torcer para que as empresas envolvidas, Folha e Plural, tenham consciência de que não se pode brincar com o futuro desse país. Se estiverem fazendo isso apenas por uma questão de negócio, que tenham celeridade e resolvam logo essa discussão, não inviabilizando a confecção das provas. Mas se estiverem fazendo isso pensando em prejudicar a imagem do governo federal só para respingar na campanha eleitoral (Dilma é Lula, Lula é Enem), então a coisa é pior do que se imaginava. 

Da Folha.com

Inep diz que cronograma do Enem está "sendo cumprido" após suspensão de licitação

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O jogo especulativo da Folha

A CVM não pode deixar passar em branco. É evidente o jogo especulativo que a Folha está fazendo com as ações da Petrobras. A intenção suspeita é desvalorizar os papéis da empresa, à véspera de um IPO (lançamento de ações no mercado).

A lógica é simples:

1. O valor das ações dependerá da maneira como a empresa for capitalizada. A União capitalizará a Petrobras passando-lhe reservas de petróleo. Quanto maior o valor do petróleo incorporado, maior será a diluição do capital privado - e, portanto, menor o valor das ações da empresa.

2. A Folha entrevista um personagem - Haroldo Lima, diretor geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo) - sem nenhuma ingerência no processo. A ANP não tem atribuição de precificar o valor do petróleo, para efeito de capitalização; não tem nenhuma participação no sistema de decisão nem da empresa nem do governo; e a posição expressada é claramente ideológica. Pode até ser que o preço do barril, para efeito de capitalização, seja maior. Mas Lima não terá a menor ingerência nem é fonte para esse tipo de informação.

4. No entanto, mereceu mais uma vez manchete principal do jornal. Leia mais »

Da série "manchetes da Folha"

por daniel diniz

Gente... a manchete da Folha sobre a pesquisa está divertidíssima:

Da Folha.com

Serra mantém vantagem sobre Dilma no eleitorado da região Sul, diz CNT/Sensus

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA 

O detalhamento da pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quinta-feira mostra que o tucano José Serra mantém vantagem sobre a petista Dilma Rousseff na disputa presidencial apenas no eleitorado da região Sul, na faixa da população com renda per capita de mais de 20 salários mínimos ao mês e com ensino superior.

A pesquisa, no entanto, mostra Dilma 10 pontos percentuais à frente de Serra na disputa. A petista aparece com larga vantagem no Nordeste e na frente entre o eleitorado feminino.

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Imagens: 
Da série "manchetes da Folha"

A barriga do liberou geral na alfândega

Por Daniel Vilaça

A Folha cada vez pior.

O Ricardo Freire, pioneiro nos Blogs de Viagem, comentarista da Bandnews FM, escritor e consultor em viagens, em seu blog, chama reportagem da Folha de "barriga"!!!!! As vezes me pergunto se o problema da folha é o da "linha editorial" ou de mau jornalismo mesmo. E o pior é que o Jornal Nacional "compra" a idéia!!!!  Isso é que é responsabilidade com o leitor?telespectador!!!!

http://www.viajenaviagem.com/2010/08/a-receita-e-a-muamba-pessoal-devaga...

A Receita e a muamba pessoal: devagar com o andor

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A manipulação autorizada de matéria da Folha

Por Sanzio

Na edição de hoje da Folha, a ombudsman criticou a manipulação dos dados de mortalidade infantil e neonatal tal como foi apontado aqui por vários comentaristas, transformando a boa em má notícia. A frase final é um primor: "A Folha parece ter um dom oposto ao do rei Midas: os números em que toca viram más notícias".

E ainda desnudou o esquema comercial da matéria sobre o Colégio Objetivo sob o criativo título "Um texto, dois objetivos". Parabéns à moça, espero que continue assim. Leia mais »

Folha: como contar mentira dizendo só a verdade

Por Roberto Takata

Sabe o mote dos anos 1980 da Folha: É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade? Pois, então, a Folha acaba de cometer uma mentira dessas.

Diz a manchete: Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais

Pensará o leitor: nossa! estão morrendo mais bebês recém-nascidos!

Não. Aí está o engodo. A mortalidade infantil neonatal *caiu* em termos absolutos. Eram cerca de 20 mortes por mil nascidos em 1996 e passou pra cerca de 15 mortes por mil nascidos vivos em 2004. (Queda de 25% em 8 anos.)

Qual é o truque? O truque é que a mortalidade infantil pós-neonatal caiu de modo mais acentuado. Foi de 14 mortes por mil em 1996 para 7,7 mortes por mil em 2004. (Queda de 45% em 8 anos.)

Assim, claro que proporcionalmente a mortalidade neonatal aumentou em relação à mortalidade infantil geral.

Certamente são ainda números altos, mas esse alarmismo não tem nenhum fundamento técnico. Seria mais sensato dizer que apesar da queda ainda estamos longe do nível civilizatório - na casa de 5 mortes por mil. Leia mais »

A Folha e a inútil reconstrução da virgindade

Da Folha

Folha reafirma princípios editoriais

Projeto Editorial determina jornalismo crítico, plural, apartidário e moderno, compromisso firmado desde 1984

A Folha não apoia nenhuma candidatura; parâmetros ajudam a fazer cobertura isenta, sem deixar de ser crítica

DE SÃO PAULO Leia mais »

O Blog do Planalto e a Folha

Por Erly Ricci

Nassif,

A subprocuradora-geral Sandra Cureau, sob a regência da Folha, quer achar um furo em Lula e Dilma pra enfiar os dedos e rasgar. Agora ela (leia-se FSP) está atacando o Blog do Planalto:

Da Folha

Blog oficial divulga obras em campanha

Site do Planalto cita obras e realizações de Lula no período em que a legislação restringe a publicidade institucional

Presidência afirma que Blog do Planalto publica informações jornalísticas e nunca recebeu contestação

FÁBIO ZAMBELI
FÁBIO AMATO
DE BRASÍLIA

Mantido pela Secretaria de Comunicação da Presidência, o Blog do Planalto divulga obras e realizações do governo Lula no período em que a legislação restringe publicidade institucional.
Temas como a expansão de benefícios sociais para as mulheres e a massificação de acesso ao financiamento habitacional se misturam à defesa dos discursos do presidente no diário virtual, hospedado no portal da administração e abastecido por funcionários públicos.

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O esforço da Folha para derrubar as ações da Petrobras

Preço de ações dependem de fundamentos da companhia e também de expectativas de mercado. Posso comprar uma ação julgando que a companhia me dará o retorno adequado; ou achando que alguém irá recomprar por um preço superior.

Por isso mesmo, campanhas continuadas contra uma companhia tendem a derrubar o preço de suas ações, independentemente de seus fundamentos, pelo simples efeito-manada. Há uma jogada recorrente no mercado, que é investir contra determinados aspectos de uma companhia, montar uma campanha que potencialize eventuais movimentos de alta ou de baixa, para poder comprar na baixa ou vender na alta.

A Petrobras vai fazer o maior lançamento de ações da história. Será peça central para cacifar investimentos essenciais para o desenvolvimento do país nas próximas décadas. É importante que o mercado analise os impactos sobre os acionistas e alerte para riscos e oportunidades do investimento.

Mas a campanha sistemática da Folha contra o lançamento – em um período em que a Petrobras é obrigada a manter o silêncio, por imposição da CVM – começa a chamar a atenção. Leia mais »

A Receita e os dados de Eduardo Jorge

Por Alberto Porem Junior

"Saída à Francesa"

O começo do fim do Factóide do EJ

No final da reportagem a Folha tenta a chamada "saída à francesa".

Acesso a dados de Eduardo Jorge foi autorizado, diz Receita

DE SÃO PAULO

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Receita Federal afirma que não houve violação externa de informações das declarações do Imposto de Renda do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

Reportagem publicada pela Folha em 19 de junho mostrou que dados fiscais de Eduardo Jorge, levantados pelo "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, saíram diretamente dos sistemas da Receita.

"Não houve violação ou invasão por parte de terceiros aos sistemas informatizados da instituição. Foram identificados todos os acessos às declarações do contribuinte Eduardo Jorge Caldas Pereira dos exercícios de 2008 e 2009. Os acessos ocorreram por pessoas autorizadas, mediante uso de senha pessoal e certificação digital", diz nota da Receita. Leia mais »

Confecom: como adaptar matéria ao título

Usando a tecla SAP na matéria:

1. Conferências Nacionais não são de governos: foram definidas pela Constituição, visando colocar sociedade civil e setor público em contato para trocas de idéias.

2. Conferências não são deliberativas, visam apenas colher sugestões. E nem todas as sugestões são levadas adiante, aliás como a própria matéria informa. Daí o ato natural, previsto para qualquer Conferência, de constituição de um grupo interministerial para estudar as propostas e definir quais as que serão levadas adiante.

3. Como em toda conferência, há propostas de todos os níveis, já que o documento final sai de uma negociação. Podem-se selecionar três propostas intervencionistas e sustentar que a Conferência é bolivariana; podem-se selecionar propostas liberais e sustentar que a conferência é de empresários. Tais documentos podem servir para profundas análises sobre o perfil de opinião dos vários grupos envolvidos ou para trechos selecionados visando assegurar manchetes previamente definidas. Leia mais »

Os negócios brasileiros na África

Da Folha

Brasil é tímido em negócios na África

Lula inicia 11ª visita ao continente, onde abriu 16 embaixadas, mas parcela na exportação passou de 4,7% a 5,6% em 7 anos

Comércio é concentrado em 6 países; europeus e especialmente chineses exploram mercado com financiamento elevado

CLAUDIA ANTUNES
DO RIO

O presidente Lula inicia amanhã sua 11ª viagem à África, arrematando ofensiva diplomática que incluiu a abertura de 16 embaixadas e chegará a 26 países visitados.

Mas, embora tenha aumentado nos últimos anos, a presença econômica do Brasil no continente de 53 países continua muito concentrada em seis parceiros, incluindo grandes produtores de petróleo e minérios, como África do Sul, Nigéria e Angola.

A economia africana crescia a 6% anuais até 2008, antes da crise, graças à demanda por matérias-primas. Neste ano, voltará a crescer mais do que as de Europa e EUA.

Em 2008, o comércio da região com países em desenvolvimento, China à frente, superou pela primeira vez as trocas com a Europa.

O Brasil integra esse movimento, importando commodities -o petróleo nigeriano provoca o deficit com a África- e exportando manufaturados (70% das vendas).

Entre 2002 e 2008, as trocas do país com o continente subiram 409%, mais do que o comércio total (245%).

No entanto, seis países -Angola, África do Sul, Argélia, Nigéria, Marrocos e Egito- recebem quase 70% das exportações brasileiras. Os primeiros cinco são também os que têm o Brasil entre os dez maiores parceiros, ante 26 que incluem a China nessa lista, e 22, a Índia.

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