A atração de investimentos externos

Da BBC Brasil

Brasil ultrapassará países ricos em atração de investimento, prevê pesquisa 

Uma pesquisa que ouviu mais de 800 executivos de grandes empresas internacionais aponta o Brasil como o quarto destino mais atraente para investimentos externos nos próximos três anos, atrás somente de China, Índia e Leste Europeu.

Segundo o levantamento, realizado pela consultoria internacional Ernst & Young, o Brasil deve superar Rússia, América do Norte e Europa Ocidental, hoje vistos pelos entrevistados como mais atraentes para investimentos.

Cada entrevistado foi questionado sobre os destinos preferenciais de seus investimentos atualmente e nos próximos três anos.

Com três possíveis respostas para cada questionário, o Brasil foi apontado como um dos destinos preferenciais atualmente por 12% dos entrevistados, mas por 53% quando considerados os próximos três anos. Leia mais »

O modelo de gestão do PAC

Coluna Econômica - 18/05/2010

Ontem entrevistei a candidata Dilma Rousseff para meu blog (www.luisnassif.com.br). Não foi uma entrevista sobre questões pontuais, pesquisas eleitorais, alianças, eleições, mas sobre o modelo de gestão implantado no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Não se pode considerar o PAC apenas uma relação de obras ou uma maneira de coordenar os gastos orçamentários, diz Dilma. É um método de gestão que visa, muito mais que o setor público, a articulação do setor privado, a criação de um clima adequado para os investimentos.

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A capitalização das empresas de saneamento

Do Portal de Luís Nassif

Do Blog de Saneamento Básico, o Site

FGTS negocia a compra de ações de três empresas de saneamento

Três empresas estaduais de saneamento já estão negociando a venda de ações ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), informou ontem Paulo Furtado, membro do Conselho Curador do FGTS. Segundo ele, as companhias ainda não podem ser identificadas, mas as conversas estão em andamento e é possível que algum acordo seja fechado ainda este ano.

Temos conversado com os Estados e há uma grande procura. Ainda este ano o programa pode deslanchar em pelo menos três companhias , disse Furtado, durante seminário promovido pela Abdib, entidade que representa as empresas de infraestrutura.

O Fundo de Investimento em Cotas (FIC-FGTS) tem por objetivo melhorar a gestão das empresas para que elas tenham capacidade de buscar financiamentos. Foi anunciado em novembro de 2008 e levou um ano para ser aprovado pelo Conselho Curador. Até agora, porém, nenhum contrato foi fechado e empresas de saneamento temem que o ano não seja propício para avançar por conta do calendário eleitoral.

No balanço do FGTS, o setor de água e esgoto amarga o último lugar em investimento no grupo de infraestrutura. Dos R$ 16 bilhões aplicados em infraestrutura em 2010, apenas R$ 800 milhões são para saneamento. É um grande desafio alavancar esses investimentos , disse Furtado. Leia mais »

Painel internacional

EUA querem que os bancos criem empregos

Dennis Nason

O presidente dos EUA Barack Obama apresentou uma ''taxa de responsabilidade pela crise financeira'' sobre os 50 maiores bancos. A taxa, avaliada com base no patrimônio do banco, poderia chegar a US$ 90 bilhões nos próximos 10 anos. Não seria melhor designar os bancos a serviços comunitários para reembolsar a sociedade? Ao invés de multa aos bancos, fazê-los criar empregos. Exigir dos bancos que paguem o equivalente a essa “taxa” em novos salários resultaria em um aumento imediato no mercado de trabalho. Não seria irônico se os bancos, que muitos culpam pela crise econômica, liderassem a recuperação? Intrinsecamente, gastar entre US$ 80 bilhões a US$ 90 bilhões em salários seria um pacote de estímulo que geraria entre 2,5 milhões a 3 milhões de bons empregos imediatamente. Propõe-se que todos os bancos, de acordo com seu tamanho, sejam obrigados nos próximos seis meses a contratar pelo menos uma pessoa atualmente desempregada. As pessoas seriam designadas para funções específicas que os bancos teriam que manter por no mínimo dois anos. Os grandes bancos teriam de contratar mais pessoas. Estes trabalhos seriam designados para prestar assistência específica às áreas menos favorecidas da nossa sociedade. Incentivos adicionais podem ser concedidos pelos bancos para a segmentação dos postos de trabalho especial em áreas empobrecidas.

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Painel internacional

Zapatero diz que Espanha pode emprestar dinheiro à Atenas

ELPAIS.COM

"Zapatero está onde deveria estar", repetiam ontem os porta-vozes de Moncloa (sede do governo espanhol). Com um destacado presidente permanente do Conselho Europeu, o belga Herman Van Rompuy, e dois pesos-pesados da União Europeia (UE), o francês Nicolas Sarkozy e a alemã Angela Merkel, sem renunciarem ao protagonismo, a margem de manobra de José Luis Rodríguez Zapatero como presidente em exercício da UE é escassa. Atribuir o papel de arquiteto do acordo alcançado ontem seria manifestamente excessivo, mas, ao contrário de outras ocasiões, o chefe do Governo espanhol aprovou ontem um papel ativo e não evitou se comprometer, mesmo que isso significasse algum risco. Zapatero disse que a solução para a crise grega deve ser "fundamentalmente europeia", mas considerou "aceitável" o envolvimento do FMI, que no acordo final seria "substancial". Para que seu discurso fosse crível, Zapatero se comprometeu a participar dos empréstimos bilaterais que a maioria dos países do Eurogrupo, não todos, farão à Grécia. Fontes de Moncloa dizem que o montante poderá ser em torno de 2 bilhões de euros, com o percentual podendo chegar a 12,2% do PIB, embora o texto aprovado refira-se ao capital determinado pelo BCE que, no caso espanhol, é um pouco superior a 8%. Para aqueles que duvidam que a Espanha, com um déficit de 11,4% do PIB, possa assumir este encargo, como fez ontem o próprio líder da oposição, Mariano Rajoy, Zapatero recordou que "não se trata de dar dinheiro à Grécia, mas conceder empréstimos que serão devolvidos com juros", e alegou que a dívida espanhola, que chegará a 66% do PIB este ano, ainda está 20 pontos abaixo da média da UE.

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Painel internacional

Portugal não está sob pressão para emitir títulos

Da Bloomberg

Portugal está sob "pressão nenhuma" para acelerar as vendas de títulos públicos, pois cerca de 20% das necessidades de financiamento do país para este ano já foram cumpridas, de acordo com Alberto Soares, presidente da agência de dívida pública. A nação pode levantar 22,5 bilhões de euros (US$ 31 bilhões) este ano, disse Soares, sendo que tanto 20 bilhões de euros será em títulos. O país já emitiu 5 bilhões de euros em dívida, incluindo 3 bilhões de euros em títulos de 10 anos no início deste mês. O emissor de referência da região, a Alemanha, até agora cumpriu 17% de sua meta para 2010. Os títulos portugueses foram detonados pelos efeitos da crise que suplantou as tentativas do governo grego de reduzir o maior déficit da União Europeia. O primeiro-ministro, José Sócrates, se comprometeu a diminuir a diferença de orçamento de Portugal de 9,3% do produto interno bruto para mais da metade em três anos (a meta da UE é 3% do PIB). "Nós obviamente tentamos emitir títulos nos momentos em que o mercado apresentava uma certa estabilidade", disse ontem Soares, 58, durante entrevista em Lisboa. "Não estamos particularmente pressionados". Os títulos portugueses têm os piores desempenhos este ano na região depois da Grécia, entregando aos investidores uma perda de 0,5%, em comparação com um declínio de 4,3% da dívida grega, de acordo com o índice Bloomberg/ EFFAS. O prêmio de rendimento que os investidores exigem para manter um título de 10 anos da dívida portuguesa, ao invés do título de referência, o alemão, subiu um ponto-base, para 118 pontos-base. Um ponto base é 0,01 ponto percentual.

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Os investimentos previstos em infraestrutura

Da Folha

Infraestrutura vai investir R$ 274 bilhões até 2013, diz BNDES

SAMANTHA LIMA
da Folha de S.Paulo, no Rio

Os investimentos em infraestrutura previstos para o país entre 2010 e 2013 superarão os realizados nos quatro anos anteriores à crise (2005-2008), prevê o BNDES. Os projetos para energia elétrica, portos, telefonia, estradas e ferrovias chegarão a R$ 274 bilhões - 37,3% a mais que os R$ 199 bilhões investidos entre 2005 e 2008. Esse valor equivale a 14,7% do Orçamento federal estimado para este ano, de R$ 1,86 trilhão.

Entre as locomotivas do pacote, estão as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, cujas obras já foram iniciadas, e a de Belo Monte, que vai a leilão para concessão neste ano.

Também entraram na conta obras de saneamento, portos, ferrovias (como o trem-bala, que ligará Rio e São Paulo, com custo estimado em R$ 34,6 bilhões em dez anos) e investimentos para ampliação da estrutura de telecomunicações, englobando acesso a banda larga e TV digital. Leia mais »

Concessão de aeroportos

Do Valor

Jobim quer apresentar modelo de concessão de aeroportos em abril

Cristiano Romero e Raymundo Costa, de Brasília

Nelson Jobim, ministro da Justiça: novas regras vão permitir à estatal levantar recursos no mercado para investir

As regras para a concessão dos aeroportos estarão prontas em abril, segundo anunciou ontem o ministro da Defesa, Nelson Jobim, em entrevista ao Valor. Esse novo marco regulatório permitirá que empresas privadas administrem alguns aeroportos do país e a Infraero, ao se tornar também uma concessionária, disponha de ativos que são pré-condição para a abertura do seu capital. Com isso, a empresa poderá captar recursos no mercado para investir.

Atualmente, a Infraero administra 67 aeroportos federais, 80 unidades de apoio à navegação aérea e 32 terminais de logística de carga. Toda essa infraestrutura pertence à União - com exceção de alguns casos, como o do aeroporto de Congonhas, o segundo mais movimentado do país, de propriedade do Estado de São Paulo. Como não possui ativos, a estatal não consegue tomar empréstimos para bancar os investimentos necessários à modernização dos aeroportos, que se tornou ainda mais urgente com as definições do Brasil como sede da Copa do Mundo de futebol de 2014 e da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro. Leia mais »

As fontes de financiamento

Tema relevante trazido pela Cristiane Lucchei, no Valor: quais as fontes para financiar novos projetos? No período pre-crise, o mercado era exageradamente criativo. Há que se discipliná-lo. Mas a criatividade fundamentada é essencial para criar ferramentas que ajudem na próxima etapa de investimentos.

Do Valor

Novas fontes para financiar projetos

Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo
23/03/2009

O mercado busca fontes alternativas para financiar um total de mais de R$ 57 bilhões em projetos de concessões já licitadas no país em meio à maior crise de crédito da história. São R$ 10 bilhões para projetos de linhas de transmissão, R$ 20 bilhões para as duas grandes hidrelétricas do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio) e outros R$ 8,8 bilhões para estradas e o Rodoanel em São Paulo. Há mais de US$ 8 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões) necessários para a construção de 12 navios-sonda de perfuração de petróleo e plataformas semissubmersíveis que serão alugadas pela Petrobras.

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O Fundo Garantidor de Infra-Estrutura

Do Valor Econômico

Crise, infra-estrutura e alternativas para sustentação

Guilherme Narciso de Lacerda

19/12/2008

(...) O sistema financeiro nacional sofisticou-se, mas sem priorizar linhas de crédito privado em prazos mais elásticos; estruturou-se e modernizou-se financiando o passivo nacional a generosas taxas de juros. Por sua vez, o segmento de seguros de crédito é deficiente para oferecer alternativas que atendam aos requisitos de proteção de risco exigidos pelos financiadores, especialmente na magnitude dos projetos estruturantes.

Já o setor público - considerando os seus três níveis federativos - foi desenhado para ter barreiras fortes à liberação de recursos, especialmente quando se trata de despesas não correntes. Para acumular substanciais superávits primários anuais, colocou-se em prática um manancial de controles e restrições, cuja desativação não tem demonstrado ser uma tarefa fácil. Leia mais »