Oposição não consegue decolar, afirma The Economist

Da Agência Estado

The Economist diz que oposição no Brasil não decola

A revista britânica The Economist publica na edição desta semana uma reportagem sobre a queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff e, ao mesmo tempo, a falta de reação nas pesquisas de intenção de voto dos nomes da oposição, como Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Para a publicação, fatos como a denúncia de um esquema ilegal relacionado ao setor de transportes no governo paulista e disputas internas tiram força dos principais nomes da oposição à presidência.

A The Economist observa que a popularidade de Dilma Rousseff caiu drasticamente nas últimas semanas após os protestos que lotaram as ruas do País. "Apesar disso, a maioria dos adversários não conseguiu fazer muito progresso", destaca a publicação.

Após os protestos, diz a reportagem, o tucano Aécio Neves teve apenas uma pequena reação nas pesquisas de intenção de voto para 2014. "Neves teve dois mandatos de sucesso como governador de Minas Gerais, o segundo Estado mais populoso do Brasil. Mas desde que se mudou para o Senado, em 2011, ele tem tido pouco impacto no cenário nacional", diz o texto. Leia mais »

A falta de uma oposição consistente

Por Jorge Nogueira Rebolla

Do Vermelhos Não

Procuro uma oposição consistente

No Brasil não existe lugar para o liberalismo econômico na política. Qualquer partido ou movimento oposicionista que o defenda está fadado ao fracasso. A questão não é privatizar os serviços públicos, mas  estatizar as funções do Estado, assim consideradas pela grande maioria dos brasileiros: transporte coletivo, educação, saúde, etc.

Nós, os brasileiros médios, jamais abraçamos a chamada ética protestante do trabalho, mesmo entre os evangélicos. A nossa linha de pensamento é divergente. Ao mesmo tempo que queremos liberdade política desejamos a presença estatal atendendo as demandas sociais. Jamais a maioria do eleitorado irá apoiar um candidato que transmita a ideia do cada um por si conforme as suas potencialidades, mesmo que por suposição. Corremos sim o risco do aprofundamento do controle do aparelho estatal pelos que prometem atender a todas as necessidades.

Conservadorismo moral e liberalismo econômico podem andar de mãos dadas em outros países, porém aqui, sob pena de exclusão da política partidária, devem ser separados. Existe lugar para a criação de um partido conservador forte e competitivo eleitoralmente, desde que no campo social abrace a fraternidade. Ridicularizar e combater programas como o bolsa família ou o Prouni apenas transfere votos para o petismo, em sentido amplo, embora a maioria desses eleitores não apoie os demais pontos da agenda igualitarista. Leia mais »

Dilma saiu das cordas

Autor: 

Na semana mais crítica das manifestações, um colega de trabalho me contou que o filho dele, um jovem, pediu-lhe para participar do protesto que haveria no dia seguinte. A mãe, preocupada questionou-o perguntado por que queria participar das manifestações. A resposta: “Ah, mãe... Leia mais »

OPOSIÇÃO SIM, GOLPE NÃO!

    Em 2005, quando o Governo Lula ainda contava com certa complacência da mídia, quando o PSOL estava apenas se formando com dissidentes do PT e quando muitas correntes que hoje estão no PSOL ainda engrossavam as fileiras petistas, escrevi um artigo para uma revista católica (publicado no início de 2006) dizendo: “é difícil ver alguma diferença substancial entre o atual governo e os governos anteriores que justifique a esperança nele depositada (...). Leia mais »

Partidos de oposição criticam proposta de plebiscito

Do PSDB - Imprensa

Nota das oposições

Os partidos de oposição ao governo federal – Democratas, PPS e PSDB – estão firmemente empenhados em buscar soluções e respostas para os problemas e anseios que os brasileiros têm manifestado nas ruas, de forma democrática e pacífica.

Por esta razão, ofereceram ao amplo debate uma agenda propositiva, que há tempos defende, com medidas práticas e factíveis de curtíssimo prazo, nos campos do imprescindível combate à corrupção, ampliação da transparência na área pública e fortalecimento das políticas nacionais de saúde, segurança, educação, infraestrutura e combate à inflação. Leia mais »

A construção de uma realidade virtual contra Dilma

Por Marco Antonio L.

Do Blog da Cidadania / Eduardo Guimarães

Bombardeio de saturação é ‘nova’ tática pré-eleitoral contra Dilma

Faz todo sentido do mundo usar uma metáfora militar para definir a estratégia do grupo político que congrega meia dúzia de impérios de comunicação, três partidos de oposição e que trata de tentar cooptar partidos volúveis da base aliada contra o governo Dilma Rousseff.

Bombardeio de saturação é uma tática militar antiga. Consiste em um bombardeio intenso, rápido e concentrado, disparado de várias origens, contra uma determinada área que se quer destruir.

A metáfora ilustra o noticiário de grandes meios que ora ataca o governo com versões sobre o desempenho econômico do país. O que se percebe, nesse processo, é o virtual abandono do recurso a denúncias de corrupção e uma aposta sôfrega na construção de uma realidade virtual.

A tática já foi usada contra este governo e o anterior, mas quase sempre tendo como mote a corrupção. Eis que o conclave que envolve partidos de centro e de extrema direita conclui que apelar à “ética” do brasileiro não funciona e, assim, “descobre” que o povo só pensa no próprio bolso.

O jeito, pois, está sendo tentar criar uma realidade alternativa que faça com que a sociedade – ou a maior parte dela – acredite que o Brasil está indo mal e que o desastre econômico se avizinha.

Dirão que essa tática não é exatamente novidade – e não é –, mas a visão das forças políticas que controlam a comunicação de massas é a de que o momento é propício para usá-la porque haveria elementos de verdade no mau momento econômico que o país estaria atravessando.

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Lula no New York Times e as reações nas redes sociais

Por Assis Ribeiro

Do O Recôncavo

Lula no NYT: reações nas redes sociais explicam porque a oposição está na oposição

Eles precisam diminuir o adversário para acreditar em sua própria vitória, diria Gramsci. Não é de se admirar que esse grupo social esteja há 10 anos na oposição.

Por Charles Carmo  

Como, se não sabe inglês?- perguntam seus  opositores, com ares de Cícero.  

Algumas postagens nas redes socais sobre o fato do ex-presidente Lula virar colunista do jornal The New York Times comprovam que é absolutamente impossível para parte da classe média e quase a totalidade da elite brasileira aceitar, sem manifestações explícitas de incorrigível ódio de classe e peculiar preconceito, esse fato: Lula é um player dentro da política internacional!

Seus artigos serão comprados, aposta o NYT. Por isso Lula foi contratado.

No fundo esse é o sonho do tucano clássico. Por isso também o despeito. Lula é respeitado em todo mundo. É um fato, ora. Leia mais »

O PSDB e as críticas ao tamanho do Estado brasileiro

Por Assis Ribeiro

Da Carta Maior

O PSDB quer terminar o que começou

Saul Leblon

O conservadorismo brasileiro ignorou olimpicamente a desmoralizante refrega sofrida pelos pelotões do arrocho fiscal nos últimos dias.

Dois de seus centuriões (Rogoff & Reinhart – na foto ao lado), como se sabe, foram flagrados em malfeitos intelectuais por um estudante de economia de 28 anos.

O rapaz percebeu que eles deram uns anabolizantes à ponderação de dados que confirmavam suas teses. E ministraram um chá de sumiço aos teimosos números que refutavam as mesmas premissas. 

Quais? 

As de que, independente das condições de vento e temperatura, históricas e sociais, o gasto público é algo devastador, sobretudo quando transita na faixa dos 90% do PIB.

Quente ainda o defunto da fraude intelectual, o Instituto Fernando Henrique Cardoso convocou um similar para esgrimir o opróbio de uma das pilastras de sua agenda para o Brasil.

O PSDB quer terminar o que começou: o desmonte completo do Estado brasileiro. Leia mais »

Oposições passam por dilema na América Latina

Por Assis Ribeiro

Da Carta Maior

O dilema das oposições na América Latina

Ariel Goldstein*

Após uma década de governos progressistas, é possível reconhecer como as oposições políticas na região ensaiaram diversas formas de construção de seus espaços opositores, com resultados díspares. Apesar das especificidades nacionais, uma característica comum que atravessa esses espaços que pretendem produzir uma alternância no poder tem sido seu fracasso na produção de uma alternância presidencial.

Para estes setores que, necessariamente pelas características dos governos, tendem a ocupar a direito do espectro político-ideológico, uma importante disjuntiva supõe definir sua identidade no interior do sistema político, entre a impugnação do realizado em seu conjunto pelos governos - modalidade que propicia uma episódica representação das expressões de descontentamento cidadãos, mas revela sua frágil consistência para constituir representações dotadas de continuidade temporal - ou a incorporação em suas plataformas de certas políticas implementadas durante estes anos. Uma rápida comparação entre o que aconteceu nos últimos anos na Argentina, Brasil e Venezuela - três dos processos mais antigos - permite uma aproximação destas disjuntivas, assim como uma desmistificação de certa aparência de "excepcionalidade" que revestiria o caso argentino. Leia mais »

As lideranças de oposição e o último livro de Gabeira

Por Ana Iag

Do blog de Esquerda em Esquerda

Excelente pessoa, péssimo político 

Rudá Ricci

A frase é de Pedro Nava sobre Duarte de Abreu. Está no último livro de Gabeira, "Onde está tudo aquilo agora?", publicado pela Cia das Letras no ano passado. Quando li esta frase, logo me veio à mente que se tratava de um ato falho de Gabeira. Porque o político carioca é evidentemente pior que o escritor e jornalista mineiro/carioca. Gabeira escreve fácil, é cativante, sincero, meio saudosista.

O político é errático e rancoroso, tanto que se aliou com o que criticava no ex-aliado. Leia mais »

A série de ataques orquestrados da oposição

Por jns

Comentário ao post "As viagens de FHC e Lula e a escandalização seletiva"

Do jornal O Tempo

Oposição provoca Dilma com série de ataques orquestrados

RODRIGO FREITAS

Depois de um longo período sem conseguir desencadear ações orquestradas, a oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff, parece, agora, ter encontrado o tom para questionar a administração federal. Nas últimas semanas, pelo menos seis interpelações ou pedidos de informações foram feitos ao governo ou aos órgãos de fiscalização. Mais do que exercer o papel de criticar o governo, a oposição tem aproveitado os fatos controversos da gestão Dilma para acumular uma "gordura política" para as eleições de 2014. O objetivo é garantir munição para o ataque ao petismo.

Querendo provocar o governo, DEM, PSDB e PPS têm contribuído para a antecipação do debate eleitoral. O senador presidenciável Aécio Neves (PSDB), por exemplo, pediu, por meio de requerimento ao ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, informações sobre o Sistema de Controle Interno da União. Ele quer dados sobre as investigações dos últimos cinco anos.  Leia mais »

Eduardo Campos e o significado de oposição

Por lukas k

Comentário ao post "O jogo de xadrez da oposição para 2014"

Nassif e amigos do blog,

Tenho uma curiosa observação quando se "analisa" Eduardo Campos na oposição. Não me refiro aos cenários de alianças muito bem aqui elaborados e com riqueza comentados, mas no significado de "oposição" propriamente dito.

Um governo que bate recorde de recordes de aprovação e que é apoiado por 8 em cada 10 brasileiros passa-nos uma mensagem muito clara: a população não quer oposição, mas sim alternância de poder.

Quem em sã consciência poderia defender um programa de "oposição" num momento destes?

Ou que Campos ou qualquer outro da oposição decadente vai retomar os programas de privatização, esvaziamento do BNDES, fim das cotas, programas de erradicação da miséria, etc?

O que fez Geraldo Alckimin sobre as cotas na USP no fim do ano passado? Como ele tem se articulado com Fernando Haddad neste início de mandato? Alguém ainda acredita no "programa da oposição"? Leia mais »

Contextualizando o fenômeno Eduardo Campos

Por Diogo Costa

Comentário ao post "O jogo de xadrez da oposição para 2014"

DEVAGAR COM O ANDOR - É preciso contextualizar melhor o "fenômeno" Eduardo Campos enquanto governador de Pernambuco, a partir de 2006, e a sua subsequente 'afirmação' no cenário nacional.

Contextualizar melhor é fazer uma análise sobre os cenários para 2014 levando em conta e falando um pouco mais sobre a situação em que surgiu a figura de Eduardo Campos. Ou seja, é impossível falar de eleições no Brasil sem citar, por exemplo, o fenômeno Lula, que varreu o Nordeste de ponta a ponta e destruiu o então PFL em Pernambuco e na Bahia no ano de 2006. 

O fenômeno Lula levou consigo vários governadores, dentre eles, Jaques Wagner (que venceu já no primeiro turno) na Bahia e Eduardo Campos em Pernambuco, ambos, friso novamente, em 2006. Vejamos:

Pernambuco, eleições 2006 - 1º turno: 

Governador (votos válidos): Mendonça Filho (PFL) 39,3%; Eduardo Campos (PSB) 33,8%; Humberto Costa (PT) 25,1%.

Presidente (votos válidos): Lula (PT) 70,9%; Alckmin (PSDB) 22,8%. Leia mais »

Os cenários prováveis para PSDB e Serra em 2014

Por Alisson Frazao

Comentário ao post "O jogo de xadrez da oposição para 2014"

1. Uma coisa é o PSDB (um partido eminentemente paulista) colocar o Aécio na cabeça de chapa, é mineiro, mas trata-se de um quadro importante do partido. Outra completamente diferente é ceder a vaga ao Campos e permitir que este, mesmo perdendo (o mais provável), se torne o novo grande líder anti-PT. Num quadro, 2018, em que o PT já com 16 anos de poder e desgaste, mesmo com alto grau de imprevisibilidade, teria que ter o Lula ressuscitado ou tentar o Haddad. Esse tipo de gesto, de abnegação em nome de um projeto, não me parece fazer parte da cultura política nacional (neste sentido incluo todos os partidos).

2. Serra precisa estar no jogo, jogar pra ele é mais importante do que o jogo em si. Parêntese (quanto foi que a filha dele investiu recentemente? O Amaury Jr. levantou a hipótese de lavagem). Para isso faz qualquer coisa. Para mim existem dois cenários prováveis pra ele:

a) inventa uma candidatura (suicida, é verdade) com o Campos de vice aglutinando em torno do novo partido do Freire toda a direita descontente com o PSDB, pode interessar ao Campos que pode se tornar conhecido neste campo político e no restante do país, cacifando-o para 2018; Leia mais »