O PR na oposição

Por Marco Antonio L.

Da Reuters

PR pode deixar base aliada de Dilma, diz fonte

11 de julho de 2011 • 16h01

O Partido da República (PR) pode caminhar para a oposição depois que a presidente Dilma Rousseff afastou a cúpula do Ministério dos Transportes por denúncias de fraudes, que culminaram na renúncia do ex-ministro Alfredo Nascimento.

Segundo um parlamentar do PR, que pediu para não ser identificado, há um movimento interno, capitaneado pelo presidente de honra do partido, o deputado Valdemar da Costa Neto (SP), para deixar a base de sustentação do governo.

O parlamentar afirmou, nesta segunda-feira, que levaria essas informações ao governo, pois o movimento não tem o apoio integral de todos os membros e afirmou que aconselhará a presidente Dilma Rousseff a apostar na divisão interna do PR. Leia mais »

Convocação de Palocci na Câmara: o teatro midiático da oposição

Lira Maia e o tento da aprovação de Palloci - Gol de mão, abaixar a rede para cortar, usar uma escada para fazer uma cesta, apostar sabendo o resultado, disputar corrida contra uma tartaruga manca...enfim, para a oposição o circo que se montou na Câmara dos Deputados hoje valia tudo e tinha um único propósito: repercutir, usando de todos os artifícios, uma nova derrota do governo no Congresso, nem que para isso fosse válido tudo o que foi citado no início desse texto. Leia mais »

Ressignificação de Palocci: a defesa do personagem simbólico


A caça ao ministro mais importante do governo Dilma tem os mesmos ingredientes que envolveram a queda de José Dirceu no primeiro mandato do presidente Lula: sensacionalismo seletivo da imprensa, ouriço político da oposição e traições da base governistas em votações no congresso.

Não se pretende aqui fazer uma defesa cega de Palocci ou elegê-lo ao "Olimpo" da probidade administrativa. Não é esse o raciocínio.

O raciocínio é pontual: os adversários de sempre, imprensa e oposição conservadoras, utilizam este episódio para fazer sangrar Dilma, imobilizar seu governo, escandalizar a opinião pública, tal como ocorreu em 2005 no caso do “mensalão”. Leia mais »

Anastasia, o pássaro azul da oposição

Coluna Econômica

É conhecida a lenda do pássaro azul da felicidade. A pessoa sai pelo mundo atrás do pássaro e acaba encontrando-o na porta da própria casa.

O PSDB exorciza fantasmas, como José Serra, e aposta em miragens, como Aécio Neves, que tem méritos como negociador político, mas de cujas idéias sobre temas nacionais nada se sabe, porque provavelmente não as tem.

Ontem, participei da XV Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, 900 pessoas reunidas em Florianópolis. Antes de mim falou o governador mineiro Antonio Anastasia. Encantou a platéia com sua fluência, objetividade, visão dos problemas nacionais, exposta sem dogmatismo e com uma clareza ausente na maioria dos candidatos a campeões nacionais.

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A oposição tentando encontrar o rumo

Da Folha

Aécio planeja superfusão de partidos após 2012

Ideia do tucano é unir PSDB, DEM e PPS depois das eleições municipais

Fusão de legendas da oposição ao governo Dilma Rousseff poderia atrair integrantes do PSD, de Gilberto Kassab 

CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA

Postulando o direito de representar a oposição na corrida presidencial de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) planeja criar um novo partido para a disputa.

Fruto da fusão de PSDB, DEM e PPS, a sigla seria anunciada em 2013, depois das eleições municipais do ano que vem, e poderia atrair até mesmo integrantes do PSD -recém-lançado pelo prefeito Gilberto Kassab (SP).

Apesar da disposição de manter por ora seus projetos sob sigilo, Aécio acabou por confidenciá-los a interlocutores nas últimas semanas, quando trabalhou para conter a migração de integrantes da oposição ao PSD.
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A crise do DEM, por Janine Ribeiro

Do Valor

A agonia de um partido

Renato Janine Ribeiro
09/05/2011 

Dez anos atrás, analistas conservadores previam que um terceiro partido, grande e ideológico, se somaria ao PSDB, do centro, e ao PT, de esquerda. Seria o PFL (atual DEM), pela direita. Na ocasião, ele já havia perdido seu presidenciável por excelência, Luis Eduardo Magalhães, precocemente falecido. Mas Roseana Sarney, então filiada a ele, no começo de 2002 despontou como candidata favorita ao Planalto. Com o poder de ACM, na Bahia, e a inteligência de Cesar Maia, no Rio, o partido parecia ter um futuro promissor. Leia mais »

Um modelo para repetir derrotas, por Inês Nassif

Um modelo para repetir derrotas

Maria Inês Nassif

A oposição aos governos petistas caiu no conto de seu próprio discurso. Daí a grande dificuldade de sobreviver a três derrotas sucessivas em eleições para a Presidência da República. A desintegração do PSDB e do DEM, os dois partidos mais fortes da aliança antipetista nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva, e o amiudamento do PPS, que pegou carona em um projeto que pouco tinha a ver com a sua história, resultam também numa aposta em conceitos liberais como o fim da luta de classes e uma política sem divergências ideológicas. Num quadro onde supostamente a política está homogeneizada, a polarização com o projeto de poder hoje hegemônico foi tentada com base exclusivamente no discurso moral, que tentava opor o "bem", representado não pelo partido, mas por seu candidato, e o "mal", transformado em gente com a cara de Lula. Sem vida e organicidade internas, o PSDB, legenda mais forte da aliança oposicionista, foi levado a personificar a disputa política de forma muito mais acentuada que o próprio PT, que tinha Lula e seu carisma pessoal na linha de frente. Quando um partido abre mão de sua dinâmica interna para assumir o rosto de um único integrante, mesmo que seja o seu candidato a presidente da República, corre o risco de ir para o ralo quando o candidato é derrotado.

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Serra e Kassab racharam elites paulistas, por Maria Inês Nassif

Especial para Luís Nassif Online

Serra e Kassab conseguiram rachar as elites paulistas

Por Maria Inês Nassif*

O curioso do desmantelamento das estruturas partidárias do establishment político paulista é que os rachas que se sucedem são um quase reconhecimento de que os partidos foram muito menos efetivos, em termos de construção e consolidação de uma hegemonia ideológica, do que propriamente os instrumentos não partidários de elaboração de cultura e convencimento, como os órgãos de imprensa.

Os políticos que saem às pencas do PSDB e do DEM, estes últimos claramente em direção ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cujo principal patrimônio político é um mandato de prefeito da capital que acaba em 2012, estão abandonando estruturas partidárias que, juntas, monopolizaram a política do Estado nas últimas duas décadas.

Provavelmente vão construir novos partidos sem qualquer cimento ideológico, na tentativa de arregimentar um eleitorado que não é tão conservador quanto o eleitor tucano/kassabista, mas com tendências igualmente antipetistas. E fazem uma aposta de que vão esvaziar o PSDB original, agora sob o comando do governador Geraldo Alckmin, de seu maior patrimônio político: a adesão incondicional da elite paulista, mediada por uma grande imprensa sediada no Estado, ambos (elite e jornais) seduzidos pelo curriculo lattes dos quadros que não aceitam a liderança caipira do governador nascido em Pindamonhangaba, embora não exista distância ideológica relevante entre os dois grupos.

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O silêncio de Serra na crise do PSDB

Por Mário de Oliveira

Do Balaio do Kotscho

26/04/2011 - 09:48

Em silêncio, Serra assiste à agonia da oposição

Tema dominante nas colunas políticas das últimas semanas, a agonia em praça pública dos partidos de oposição não mereceu ainda qualquer manifestação do seu maior líder até o final do ano passado, o ex-candidato presidencial José Serra, que sumiu do cenário político.

Na medida em que PSDB e DEM vão desmilinguindo a cada dia, e engordando o PSD de Gilberto Kassab, mais estranho fica o silêncio do ex-governador paulista, que abriu duas frentes de combate nos bastidores e sumiu.

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PSDB deve abandonar truculência

Por Jotavê

(Comentário ao post A reação de FHC às críticas)

Acho que o ex-presidente Fernando Henrique está certo, mas Jânio de Freitas está mais. O PSDB sempre falou prioritariamente às elites. Nem poderia ser de outra forma. O partido não tem base sindical, não tem penetração nos movimentos sociais. É (ou foi) um partido de quadros, falando à classe média, e sendo ouvido pelo povão com muito gosto e muita atenção durante algum tempo, quando a moeda se estabilizou graças ao Plano Real, e a população mais pobre passou finalmente a ter acesso à telefonia, com as privatizações.

O PT vociferava contra o plano e contra as vendas de estatais, e o povão nem ouvia, apesar dos movimentos sociais e dos sindicatos. Os "formadores de opinião" dos tucanos formavam opiniões à vontade, enquanto os "líderes sociais" do PT só conseguiam converter os já convertidos.  Leia mais »

A crítica de Lula a FHC

Do R7

Lula critica FHC e diz que "povão é a razão de ser do Brasil"

Tucano divulgou artigo sobre papéis da oposição, em que defende conquista da classe média

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (14), em Londres, o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso intitulado O papel da oposição, publicado na internet, na segunda-feira (11), pela Revista Interesse Nacional.

- Não sei como é que alguém estuda tanto e depois quer esquecer do povão.

Após participar de uma palestra a investidores da Telefónica, Lula disse que, para ele, fazem parte do povo as classes média e rica e os mais pobres.

- O povão é a razão de ser do Brasil.

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As políticas de Ackmin para o 'povão'

Da Folha

Alckmin prepara pacote social para atingir "povão"

Tucano pretende ampliar transferência de renda e "porta de saída" de programas

Governador de SP adota estratégia diferente da defendida em artigo por FHC, para quem o foco deve ser a classe média

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Numa tentativa de mudar a imagem das sucessivas gestões do PSDB em São Paulo e fazer frente às ações desenvolvidas pelo PT no Planalto, o governador Geraldo Alckmin prepara o lançamento de um pacote de programas sociais, no qual pretende investir cerca de R$ 3 bilhões até o fim do mandato.

O projeto deve ser lançado em até 30 dias e tem as linhas finais traçadas em meio à polêmica aberta por artigo publicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, antecipado pela Folha.

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A reação de FHC às críticas

Por raquel_

Do Estadão

FHC considera ‘precipitadas’ as críticas ao artigo

Ex-presidente se diz espantado com repercussão de texto sobre papel da oposição que foi divulgado apenas na internet

13 de abril de 2011 | 23h 00
Gabriel Manzano, de O Estado de S. Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) considerou nesta quarta-feira, 13, "precipitadas" as reações ao seu artigo O Papel da Oposição, a ser publicado na revista Interesse Nacional, mas que já foi divulgado pela internet. "Primeiro, me espantei com o tamanho da repercussão. Afinal, o artigo nem saiu ainda na revista. Mas achei também precipitadas algumas reações. Sobretudo da oposição, que, pelo que percebi na imprensa, disse coisas que acabam fazendo o jogo do PT", afirmou ele ao Estado. Leia mais »

A repercussão do artigo de FHC

Da Folha

Oposição discorda de FHC e defende foco no "povão"

Aécio se diz otimista na capacidade do PSDB atrair eleitor com menor renda

Para Serra, a polêmica não traduz essência do artigo do ex-presidente, com a qual concorda em "gênero, número e grau"

CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA
VERA MAGALHÃES
DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Líderes da oposição, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), discordaram ontem do teor do artigo em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso propõe que desistam do "povão" para investir na nova classe média.

Já o ex-governador José Serra fez vários elogios ao texto e disse que este não é o "ponto essencial" do texto.

Em "O papel da oposição", escrito para a revista "Interesse Nacional" e antecipado ontem pela Folha, FHC diz que "enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os "movimentos sociais" ou o "povão", isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos".

Aécio elogiou o texto, mas se disse "mais otimista" que FHC quanto à chance de conquista dos eleitores de baixa renda. O tucano mineiro afirmou que "é preciso se inserir no Nordeste" e se aproximar dos movimentos sociais.

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