A necessária oposição programática

Por Luiz Horacio

(Comentário ao post FHC: o político à procura de um discurso)

O que me deixa mais preocupado é que o Brasil continua sem uma oposição à altura, que não seja também apenas "pragmática", mas sim programática. E essa é a questão, no fundo. Por que não hoje no Brasil um setor ligado ao capital que seja mais responsável, e não simplesmente retórico? Por que os partidos associados ao PSDB também querem simplesmente o poder, e motivados basicamente pelos interesses dos negócios, mas a população tem na lembrança os "amargos negócios" que foram realizados no governo de FHC. Abusando da linguagem, o país "desmoronou um pouquinho" (será que dá pra desmoronar um pouquinho? é como a moça ficar "um pouco grávida"). Leia mais »

O discurso de Aécio

Por Nilson Fernandes

O Líder da oposição Aécio Neves. O José Serra estava lá para prestigiar o Playboy.

Parte 1, 2 e 3.

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O primeiro discurso de Aécio

Do Valor

"Ninguém me molda mais", afirma Aécio

Raquel Ulhôa | De Brasília
06/04/2011 

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) faz hoje seu primeiro discurso de posicionamento político da tribuna do Senado, no qual pretende avaliar os primeiros 100 dias do governo Dilma Rousseff, mostrar as contradições do PT, resgatar a importância da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apontar problemas que ameaçam a economia e, por fim, lançar uma agenda de propostas para o país.

Há grande expectativa na oposição em relação ao discurso, feito num momento em que o governo comemora a aprovação de 73%, registrada em pesquisa CNI/Ibope divulgada na sexta-feira. Espera-se que Aécio - hoje principal esperança do PSDB para voltar ao governo em 2014 - estabeleça as diretrizes para a ação oposicionista no Congresso.

Aécio rebate as críticas de que demorou muito a se posicionar em relação ao governo Dilma. "Sou juiz do meu tempo. Ninguém me molda mais. Ninguém ache que exercerei uma oposição passiva, mas vou fazer o que considero certo, do modo certo e da forma adequada", afirmou.

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Grande imprensa tenta "desconstruir" Lula com elogios insinceros a Dilma

Dilma e Lula, recentemente, em Portugal

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As deserções no DEM continuam

Do Estadão

DEM diz que Planalto atua para inflar PSD 

Líderes do Democratas acusam o governo de esvaziar a oposição com a ajuda de Kassab 

25 de março de 2011 | 0h 00 

Marcelo de Moraes / BRASÍLIA e Alfredo Junqueira / RIO - O Estado de S.Paulo 

O comando nacional do DEM acusou ontem o governo de estar por trás da "segunda onda" de assédio sobre políticos do partido. Além do Rio, um dos principais focos dessa nova leva de desfiliações, a legenda teme baixas em Estados como Goiás e Maranhão.

Em Brasília, depois da primeira reunião da nova Comissão Executiva Nacional, o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), disse que o Palácio do Planalto está pressionando governadores e parlamentares de vários partidos para acompanharem o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, no projeto de formação do PSD (Partido Social Democrático). "O Planalto está atuando pessoalmente. É uma luta desigual", criticou.

Segundo a cúpula do DEM, o governo está pressionando não só políticos do partido, como a deputada Nice Lobão (MA), mulher do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), como de outras legendas. Os dirigentes citam os casos do governador Omar Aziz (AM) e do senador Sérgio Petecão (AC), ambos do PMN, e do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB).

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A nova relação de forças na AL paulista

Do Valor

CPI contra Alckmin tem votos de DEM e PSB

Vandson Lima | De São Paulo
17/03/2011

Uma minúcia na formação da fila para protocolar requerimentos na Assembleia Legislativa de São Paulo expôs, no primeiro dia de trabalho dos deputados depois da posse, que a disputa travada entre a base governista e a oposição terá novos contornos nessa Legislatura e pode trazer problemas ao governador Geraldo Alckmin. Parlamentares de siglas normalmente alinhadas ao PSDB - leia-se DEM, PRB e PSB - aderiram à pauta oposicionista, dando a esta o número de assinaturas necessárias para pedir a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito. A oposição ao governo de São Paulo na Assembleia Legislativa nunca foi tão forte. Tem 28 votos garantidos sem contar o PMDB que ainda não definiu posição. DEM e PSB integram, teoricamente, a base e Alckmin. Leia mais »

O primeiro mês de Aécio no Senado

Do Valor

Aécio Neves estreia no Senado 'à procura da batida perfeita'

Raquel Ulhôa | De Brasília
14/03/2011

Maior aposta da oposição para a disputa presidencial de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não causou, no primeiro mês de mandato no Senado, preocupação à base governista ou entusiasmo aos que buscam alternativa ao governo do PT. O que mais se ouve é que "ele ainda não disse a que veio". É cedo, mas a atuação do presidenciável - "estratégica" para alguns ou "apagada" para outros - começa a inquietar políticos da oposição que esperavam compensar a desvantagem numérica no Congresso com um desempenho aguerrido.

De acordo com aliados, a estratégia do ex-governador está correta. Alguém que foi governador por oito anos e postula ser candidato a presidente da República não poderia "entrar de sola" e se desgastar no dia a dia do Legislativo. "Tem que ir marcando posições que consolidem sua liderança nacional", diz um deles. A tese é que ele "não jogue para a plateia, como querem alguns", e se preserve para grandes embates.

Aécio ainda não fez seu discurso de estreia. Planeja fazê-lo no fim do mês. Nas vezes em que usou o microfone para encaminhar votações de medidas provisórias, não empolgou o plenário. Com bom trânsito entre senadores de todos os partidos, ele mantém a fama de bom articulador. Mas, em sua primeira iniciativa no Senado como negociador - na votação do reajuste do salário mínimo - foi praticamente desautorizado pelo partido.

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PSDB não pode comemorar Pibão

Por fb20a

PSDB, o "pibão" e suas análises e previsões. Ante a fonte, fico ainda mais animado com os rumos do país.

Do G1

Em nota, PSDB diz que não pode comemorar resultado do PIB

Presidente do partido, Sérgio Guerra, critica juros e cortes de recursos. 'Serra chamou a atenção para o estelionato eleitoral', registra nota. 

Robson Bonin
Do G1, em Brasília 

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), divulgou nota na tarde desta quinta-feira (3) na qual lamenta não poder comemorar o crescimento de 7,5% da economia brasileira em 2010. Leia mais »

A cobrança de Dilma aos governadores

Do Valor

Dilma teme atraso e pressiona governadores

De Brasília
01/03/2011

A presidente Dilma Rousseff inaugurou, no encontro que teve com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, um novo estilo no relacionamento com a oposição. A exemplo de todos os presidentes, independentemente de partidos, Dilma não vai discriminar: repassará verbas federais para governantes oposicionistas. Mas também vai cobrar deles a execução dos projetos com a mesma ênfase que faria com os aliados. Segundo apurou o Valor, o estilo de conduzir a administração, como se fosse gerente da execução dos projetos, que caracterizou Dilma nos tempos de chefe da Casa Civil valerá tanto para Alckmin e Antonio Anastasia, tucano que governa Minas Gerais, quanto para Eduardo Campos, governador de Pernambuco pelo PSB, e Sérgio Cabral Filho, que governa o Rio pelo PMDB.

Lula adotava um discurso político de que liberaria verbas para governantes de oposição realizarem seus projetos. Mas as cobranças pelo andamento dos mesmos também eram políticos, tendo como metas objetivos eleitorais. Dilma tem outro perfil, ela é mais executiva. Vai cobrar de todos os governantes porque espera que as obras financiadas pelo governo federal sejam efetivamente construídas.

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A Adin do salário mínimo, por Werneck Vianna

Do Valor

O salário mínimo e a judicialização da política

Luiz Werneck Vianna
28/02/2011

A controvérsia sobre o salário mínimo escapou dos gabinetes palacianos, onde foi objeto de acordo, em 2007, entre o governo Lula e as centrais sindicais, ganhou o Parlamento, submetida à votação nas duas Casas congressuais, e por pouco não atingiu as ruas. Agora, tudo indica, a se confiar nas declarações transcritas pelos jornais de líderes políticos da oposição, que mudará de arena, migrando para o Poder Judiciário por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) a ser impetrada por eles no Supremo Tribunal Federal.

A matéria dessa ação não diria respeito aos aspectos substantivos - o valor do salário mínimo -, e sim aos procedimentais, uma vez que o artigo 3º da lei aprovada delega ao Executivo, nos próximos três anos, mediante decreto, a fixação do mínimo conforme fórmula prevista nesse novo diploma legal. Na leitura dos partidos minoritários, tal delegação significaria uma usurpação de poder do Legislativo em favor do Executivo, vindo contra disposições expressas da Constituição, que, no seu artigo 7º, inciso IV, dispõe que o salário mínimo deve ser fixado por lei. A maioria defende a constitucionalidade da nova lei, sustentando que os futuros decretos presidenciais sobre o valor do mínimo apenas cumpririam a vontade já expressa do legislador. 

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Quem vai herdar a Direita?

Serra teve, em 2010, 43.711.388 de votos no Segundo Turno.

Esse volume pode ser grosseiramente dividido em três terços: os que não votam no PT nem por dinheiro; os que votaram em Marina no Primeiro Turno; e os que votaram mesmo em Serra.

Serra teve 33.132.283 no Primeiro Turno - formados por quem vota nele e por quem não vota no PT. Avançou mais 10.579.105 de votos extras no Segundo Turno. Vieram, na maioria, de Marina, esses extras (metade, pelo menos, da massa total que ela teve no Primeiro Turno).

Pode-se inferir que o volume de sociais-democratas que votaram em Serra foi baixo, possivelmente inferior aos 33% que a média recomenda (só de Marina, vieram 24% dos 43 milhões). Os 66% ou mais que sobram são o que? Ora, falamos aqui de nada menos que 28 milhões de votos. Quem vai disputar essa herança? Onde está nossa Sarah Louise Heath Palin? 

 

 

O jogo político nos próximos quatro anos

Coluna Econômica

Poupado durante muitos anos, estigmatizado nos últimos, o senador e ex-presidente José Sarney continua sendo um dos mais argutos analistas da política brasileira. Razão, aliás, para sua notável sobrevivência política.

Sua análise do atual momento político é objetiva.

A última legislatura foi extremamente marcada pelo jogo político. Primeiro, porque haveria renovação de dois terços do Senado, a Câmara e a sucessão presidencial, despertando ambições maiores do que em outros períodos.

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Um País sem Oposição?

Saiu assim o quadro regional de 2010: Minas muito forte, com Itamar, Aécio e Dilma. Pernambuco forte, com o PSB de Eduardo Campos. São Paulo assim-assim, com Kassab e Alckmin. E a Direita mais evidente em Santa Catarina e no Paraná.

Os prenúncios dão Kassab em direção indireta ao PSB. E não é impossível pensar Aécio fora do PSDB, com Itamar ou Ciro Gomes.

Ora, dado o cenário e essas possibilidades, podemos ter a maior eleição chapa branca da história recente no próximo ano de 2014.

A mídia e algumas desinformações oportunas e políticas sobre fontes de energia

As desinformações continuadas, mas desafinadas, praticadas pela imprensa conservadora e repercutidas pela oposição ou vice/versa, ao sabor das oportunidades políticas de cada momento  O momento político agora é outro, pós eleitoral, novas vozes são ouvidas, mas o posicionamento, ambíguo e oportuno da imprensa permanece, o projeto de Belo Monte avançou e a reboque das críticas politizadas sobre uma falha técnica da Chesf esta semana que provocou falta de energia elétri Leia mais »

Tópicos Utópicos

Autor: 

Do Blog de Rafael Braga no Brasilianas

O projeto Tópicos Utópicos é promovido pela Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da parceria entre a Comissão de Participação Popular (PMF), a Secretaria da Cultura (PMF), a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Editora Boitempo e a Escola Nacional Florestan Fernandes. O primeiro dos encontros ocorreu em maio deste ano, tendo como convidado o filósofo Domenico Losurdo. Em outubro, a capital cearense recebeu o sociólogo Michael Löwy. Em novembro, o projeto teve como convidado o historiador paquistanês Tariq Ali.>Esse projeto promove debates com grandes intelectuais aberto ao público,por considerar enorme a importância do mesmo,presto aqui uma homenagem