Tópicos Utópicos

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O projeto Tópicos Utópicos é promovido pela Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da parceria entre a Comissão de Participação Popular (PMF), a Secretaria da Cultura (PMF), a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Editora Boitempo e a Escola Nacional Florestan Fernandes. O primeiro dos encontros ocorreu em maio deste ano, tendo como convidado o filósofo Domenico Losurdo. Em outubro, a capital cearense recebeu o sociólogo Michael Löwy. Em novembro, o projeto teve como convidado o historiador paquistanês Tariq Ali.>Esse projeto promove debates com grandes intelectuais aberto ao público,por considerar enorme a importância do mesmo,presto aqui uma homenagem

A nova Câmara dos Deputados

Por Gilberto Marotta

O blog de Fernando Rodrigues destaca a enorme baixa sofrida pela oposição desde o início do governo Lula até agora. Não gosto muito das opiniões do Fernando, mas é reconhecidamente um dos jornalistas que melhor acompanha o Congresso Nacional. Na minha humilde opinião, a mudança de perfil do Congresso foi positiva: a esquerda cresceu, o PMDB e, sobretudo, os partidos de oposição, perderam espaço. O dado negativo é que, para a legislatura atual, os partidos de aluguel cresceram. Segue o artigo:

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As estreia de Aécio no Senado

Do Estadão

Aécio estreia com lista de reformas e quer atrair PMDB

Disposto a liderar oposição no Congresso, mineiro prioriza temas para fortalecer os municípios e mira dissidentes peemedebistas

01 de fevereiro de 2011 | 0h 00

Christiane Samarco - O Estado de S.Paulo

Em estratégia para se cacifar e reforçar seu papel de líder oposicionista, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) desembarcou ontem no Congresso determinado a reunir os três partidos de oposição e os dissidentes do PMDB em torno de uma agenda de reformas em que mobilize a sociedade e consiga constranger os governistas a apoiá-la.

Antes, porém, vai ter de cicatrizar as feridas do próprio PSDB. Apontado como incentivador da moção da bancada tucana na Câmara em favor da reeleição do agora deputado Sérgio Guerra (PE) na presidência do partido, Aécio minimizou a crise que envolveu o ex-governador José Serra pelo comando da legenda e disse que o prazo para definição será maio. "O grande ativo que temos é a unidade."

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Serra emperra unidade da oposição

Oposição amplia divisão e PPS quer novo bloco - brasil - Estadao.com.br

Às vésperas da abertura da nova legislatura no Congresso, guerra fratricida dos tucanos, divididos entre ''aecistas'' e ''serristas'', se reflete no DEM

Christiane Samarco e Eugênia Lopes - O Estado de S.Paulo

A dez dias da abertura dos trabalhos do novo Congresso, a oposição consome sua energia brigando entre si. O velho racha do PSDB, que opõe o grupo mineiro de Aécio Neves ao paulista de José Serra, expandiu seus limites para o DEM, e o PPS, linha auxiliar dos tucanos, está em vias de formar um bloco parlamentar com o PV, sigla da base de apoio à presidente Dilma Rousseff.

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Eleição 2014

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Fosse a oposição tucademo menos incompetente se uniria e [contraditóriamente] lançaria dois candidatos a presidência. Pelo PSDB [Aécio Neves], pelo DEM [José Serra}. Perderiam a eleição do mesmo jeito, tanto faz que o candidato seja Dilma, Lula ou qualquer outro candidato(a) do governo PT. Mas, pelo menos nos daria o prazer de disputar. ..

Ganhar fácil não tem gosto é insosso, sem sabor.

A discussão interna na refundação do PSDB

Do Valor

O debate sobre a refundação do PSDB

Maria Inês Nassif
23/12/2010 

Numa democracia, as crises políticas normalmente trazem o germe da renovação, sob pena de colocar em risco a própria democracia. A crise dos partidos oposicionistas, intensificada por mais uma eleição perdida, certamente resultará em uma rearrumação do quadro partidário ou "refundação" interna, conforme pregam setores do PSDB - até porque não existe democracia sem oposição.

Os partidários da "refundação" do PSDB, no debate que tentam travar internamente via imprensa, dão um diagnóstico preliminar das sucessivas derrotas. As críticas vão desde a guinada do PSDB à direita, num momento em que parte do eleitorado da classe média estava desesperançado do PT, mas uma massa maior ascendia à nova classe média graças ao governo petista, até a desvinculação histórica do partido com o movimento sindical e os movimentos sociais. Nesse debate, pode se depreender também uma crítica à hegemonia paulista do partido - mas, mais do que isso, uma crítica ao grupo hegemônico do PSDB paulista até as eleições deste ano.

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Os desafios do PT paulista

O PT traçou um diagnóstico preciso sobre a posição política da classe média paulista (veja abaixo). Havia uma herança conservadora, de Paulo Maluf, que passou para Orestes Quércia e caiu no colo do PSDB, depois de Mário Covas.

O grande desafio até 2014 será reconquistar a classe média – parte da qual já foi do PT - sem perder as classes populares.

Vamos avançar um pouco mais nessa análise.

De fato, havia uma parcela de centro-esquerda intelectualizada simpática ao PT. Esse grupo se desgarrou devido a alguns fatores-chave.

Um deles, a militância sindical na USP, muito radicalizada, que acabou desgostando a muitos intelectuais simpáticos ao PT. A Universidade ainda é grande formadora de opinião.

Outra, o episódio conhecido como "mensalão".

Finalmente, a resistência atroz a qualquer forma de sindicalismo – visão consolidada pelo trabalho diário de demonização do sindicalismo pela mídia.

A cara do PSDB

O pacto com a mídia paulista foi fundamental para a consolidação do PSDB no estado.

Numa ponta, a velha mídia com afinidade ideológica, consolidada na era Serra por uma ampliação dos negócios do Estado. Outra, a mídia radiofônica, pequenas e médias rádios, conquistadas pela ampliação vertiginosa da publicidade oficial.

Mas, por trás disso tudo, há a herança de imagem da era Mário Covas e o papel essencial desempenhado por Geraldo Alckmin. Ele é a cara do PSDB paulista, não Serra nem FHC.

Já comentei várias vezes sobre Alckmin governador. Não é gestor, pensa pequeno, não têm cabeça aberta, não tem visão estratégica, não tem critérios precisos para indicar seus secretários. Prova maior foi a escolha de João Carlos de Souza Meirelles para a Ciência e Tecnologia e, depois, sua indicação para coordenador do programa presidencial. Na última hora, tiveram que recorrer a Yoshiaki Nakano para costurar um documento de 50 páginas, porque Meirelles não conseguia sair do prefácio.

Outra, a de Arnaldo Madeira para o cargo mais importante do governo, o de Chefe da Casa Civil, substituindo Antonio Angarita. Madeira é uma cabeça burocrática, sem conhecimento de gestão, de políticas públicas e de articulação política. Colcocou a Casa Civil exclusivamente a serviço de sua reeleição. Foi responsável pela maior derrota de Alckmin – a perda da presidência da Assembleia Legislativa para Rodrigo Garcia, abrindo espaço para a ascensão de Gilberto Kassab.

Mas, do ponto de vista de partido, Alckmin é um craque, da melhor escola de Mário Covas.

O primeiro traço de sua personalidade é a lealdade partidária. A mesma que fez com que todos os líderes responsáveis do partido fossem com o Beato Salú Serra até o dilúvio, poupando-o de críticas entaladas na garganta para não implodir o partido.

Segundo, tem o sentimento do povo – no caso, a classe média paulista. É educado, discreto, faz a figura do médico de família. Sempre avalio como termômetro a escola das meninas. Dilma é odiada; Serra é tolerado; Alckmin é amado.

Contei para vocês a reação de Bibi e suas coleguinhas com a propaganda eleitoral mostrando Serra entrando em uma casa humilde, pegando a Bíblia e começando a rezar com a família. Soou falso, intrusivo, próprio de pessoas sem uma camada de verniz de educação. Alckmin jamais incorreria nessa demagogia grosseira.

Nas conversas com prefeitos do interior é possível perceber a diferença que faz um governador atencioso e educado – como Alckmin – de um casca grossa como Serra.

Além disso, mesmo limitado como gestor tem bem nítido o sentimento de responsabilidade de governante.

Em uma viagem com ele, na campanha de 2006, desabafou – numa indireta a Serra e a FHC – que jamais esqueceu a lição de Covas, de pelo menos uma vez por semana sair às ruas, misturar-se com o povo, recolher o sentimento da rua.

Esse mesmo sentido de responsabilidade se ouve em relação à sua esposa , Lu Alckmin, ao contrário de Mônica Serra que sempre se manteve ausente das ações sociais do Palácio.

Outra característica sua – que o identifica com parte da classe média paulista – é o conservadorismo entranhado. E aí se tornou um Maluf e um Serra com mais legitimidade – porque com imagem consideravelmente mais preservada do que os dois.

É conservador nos hábitos, na visão sobre segurança pública, na visão dos movimentos sociais. E tem biografia preservada, vida pessoal discreta. Enfim, tudo o que o conservador paulista queria de um governante.

O desafio do PT

Há inúmeros desafios para o PT, o maior dos quais é resolver seus próprios conflitos internos. Em São Paulo apenas Mercadante e Marta tem uma certa cara de classe média. Terá que apostar em mais quadros.

O segundo ponto é reconquistar a intelectualidade paulista, o que será possível depois do segundo turno das eleições – em que o risco Serra despertou os quadros desiludidos com o PT sobre as conquistas sociais ameaçadas. E aí o projeto Lula – a ser continuado por Dilma – é peça chave.

O grande desafio, no fundo, será a batalha da mídia – que tem nessa classe média seu último reduto.

A batalha da comunicação é que acabará decidindo essa disputa. 

Do Valor

PT paulista busca classe média para se refundar

Ana Paula Grabois e Cristiane Agostine | De São Paulo
30/11/2010

Os 20 milhões de votos recebidos pela candidata do PV a presidente, Marina Silva, causaram uma mudança no discurso que o PT pretende adotar em São Paulo. Em busca de mais votos em 2012 e em 2014, o diretório paulista coloca como prioridade o tema do desenvolvimento sustentável, de acordo com documento debatido pelos dirigentes em reunião no sábado.

Por meio da exploração da questão ambiental, o partido pretende se aproximar da classe média mais resistente ao PT e dos jovens. "Ambiente e juventude têm que ser bandeiras prioritárias para o nosso partido, têm que fazer parte da nossa formulação programática", diz um trecho do texto obtido pelo Valor. 

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André Singer e a agenda política do lulismo

Por Vanda

...E num é que LULA, mesmo sem mandato a partir de 2011 pode continuar a pautar a oposição? 

Do Terra Magazine

Singer: Para vencer, oposição precisa aderir à agenda lulista 

Dayanne Sousa 

Eleitores de baixíssima renda são hoje uma maioria de peso eleitoral, não mais divididos e indecisos, aponta André Singer, cientista político e ex-porta-voz da Presidência no governo Lula. Por conta desse fenômeno que se comprovou na última eleição, tanto o governo Dilma como a oposição terão de aderir a uma agenda de favorecimento dos programas sociais se quiserem espaço nas próximas eleições, defende. O professor acaba de concluir uma análise do resultado das eleições e diz que ela reforça sua tese sobre o chamado lulismo, que diz respeito ao peso eleitoral das classes mais baixas.

- O lulismo passou pelo seu primeiro teste - reforça.

Ele avalia que Dilma teve mais votos entre os eleitores de baixíssima renda, exatamente como aconteceu com Lula em 2006, o que para ele configura um novo movimento político. "Houve um realinhamento que começa em 2002 e se completa em 2006", explica. Assim, diz, o voto dos mais pobres passa a ser decisivo nas eleições. "Não é que o partido de oposição não possa ganhar, mas ele provavelmente ganha tendo que aderir à nova agenda".

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Entrevista de Marconi Perillo ao Valor

Do Valor

"Dilma tem estilo completamente diferente do de Lula"

Caio Junqueira | De Brasília
12/11/2010

Um dos principais alvos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições estaduais deste ano foi o vice-presidente do Senado e governador eleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Para derrotá-lo, Lula subiu no palanque no Estado duas vezes durante a campanha, de onde classificou o tucano de mau-caráter, sem-palavra e desonesto, para ficar em alguns dos adjetivos utilizados. Também articulou, via Caixa Econômica Federal e Eletrobrás, um aporte financeiro de R$ 3,7 bilhões para sanar as Centrais Elétricas de Goiás (Celg), estatal que há anos vive situação pré-falimentar e cuja solução há tempos vira tema central das eleições goianas.

Discurso e dinheiro, porém, não foram suficientes para impedir o retorno de Perillo ao Palácio das Esmeraldas, que ocupou entre 1999 e 2006. O tucano bateu Iris Rezende (PMDB) no segundo turno por 52,99% a 47,01% dos votos válidos. Fez ainda o candidato a presidente José Serra (PSDB), derrotado no primeiro turno no Estado, virar o jogo contra Dilma Rousseff (PT) no segundo turno nas urnas de Goiás.

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A oposição do PT em São Paulo

Do Último Segundo

De olho na classe média, PT sugere oposição leve a Alckmin

Em documento, Executiva Estadual do partido avaliou o resultado das eleições deste ano

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 09/11/2010 14:53

Em texto aprovado ontem pela Executiva Estadual, o PT de São Paulo defende uma mudança na forma de fazer oposição ao PSDB no Estado, com o objetivo de conquistar setores da classe média refratários ao partido de olho nas eleições municipais de 2012.

"Em São Paulo, somos um partido de oposição, temos que valorizar nossas bandeiras, nossa plataforma programática, mas temos que assumir um papel de oposição mais propositiva no Estado, que dialogue prioritariamente com a sociedade paulista", diz o documento intitulado Eleições 2010: Avanços e Desafios. 

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A admissão da derrota, por Zuenir Ventura

Por Lenilson Araujo

Fora de pauta, mas ainda sobre as eleições vencida pela Dilma, sugiro a leitura da coluna do Zuenir Ventura, publicada no última sábado (06/11) no jornal O Globo. 

ZUENIR VENTURA - O exemplo de Obama 

O Globo
06/11/2010

Ao contrário do presidente Barack Obama, que com invejável franqueza aceitou a derrota, confessou-se humilhado e assumiu a responsabilidade pela "surra", reconhecendo sua culpa, os perdedores daqui estão tendo grande dificuldade de admitir a derrota nas últimas eleições. O chororô comporta todo tipo de alegações para desqualificar a vitória de Dilma Rousseff — algumas até fazem sentido, mas outras são justificativas ridículas, desculpas esfarrapadas.

O candidato José Serra chegou a transformar sua frustração em "vitória estratégica", mas pelo menos não tentou diminuir o mérito da adversária.

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A oposição em Minas

Por teo

Nassif,

Gostaria que você abrisse o vídeo abaixo para ver como os Deputados de Minas são contra o autoritarismo dos governos Aécio/Anastasia.

Muito obrigado.

http://www.youtube.com/watch?v=s_-_luA04Tc 

Vídeos: 
Veja o vídeo

Os falcões do PSDB propõem guerra sem concessões

Sabe a razão de Sérgio Guerra propor uma "oposição sem concessões"? É que, para articular uma oposição civilizada, há a necessidade de uma envergadura política de que ele não dispõe.

Foi o mais desmoralizado dos presidentes do PSDB. Atropelado por diversas vezes pelo candidato José Serra, valendo-se das obras do PAC para sua campanha, tendo que abdicar da candidatura ao Senado, por impossibilidade eleitoral, sendo acusado de traição pelo seu candidato ao governo de Pernambuco. A Guerra, só resta o clima de guerra. Na paz, desaparece por irrelevante. Leia mais »

Aécio e a nova oposição

Do Radar Político

Aécio diz que 'oposição será responsável e generosa com o Brasil'

Eduardo Kattah, enviado a Caeté (MG)

O ex-governador de Minas Gerais e senador eleito Aécio Neves (PDSB) comentou hoje a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pediu a posição não raivosa à presidente eleita Dilma Roussef. Aécio disse que ao contrário da postura exercida pelo PT, a oposição no governo Dilma será não só responsável e generosa para com o Brasil bem como tem o dever de apresentar uma agenda propositiva que inclui a realização de reformas estruturantes no Congresso Nacional. Leia mais »