A relação governo-oposição em 2011

Por JB Costa

RELAÇÃO ENTRE GOVERNO E OPOSIÇÃO

Beto Richa (PSDB)
governador eleito do PR

"Cabe ao PSDB de cumprir seu papel de oposição responsável e não sistemática do 'quanto pior melhor'. (...) Espero que possamos ter uma relação republicana. Não vejo dificuldade [no diálogo], já que a presidente estendeu a mão, de fazer um trabalho de oposição respeitoso, apontando erros e indicando caminhos."

Tarso Genro (PT)
governador eleito do RS

"A derrota do Serra e o esvaziamento da parte mais radical do DEM possibilita a abertura de uma negociação de alto nível com setores do PSDB, a meu ver liderados pelo senador Aécio Neves, e com parlamentares representativos para os quais interessa reforçar a democracia. A fase de radicalidade da disputa política já passou."

Jutahy Júnior (PSDB)
deputado federal reeleito

"Cabe à oposição cumprir seu papel de fiscalizar e cobrar as promessas que foram apresentadas na campanha. (...) Acho que tem que ter um relacionamento na oposição. O diálogo se dá dentro no Parlamento, através das lideranças do governo e da minoria."

Tião Viana (PT)
governador eleito do AC Leia mais »

"Alô? Aqui é a 'turma do Serra', calúnias e boatos por seu voto!"

 Integrante da central telefônica da "Turma do Serra" em ação... < Leia mais »

Os 7 dias do vale tudo: o papel da Globo, das "tendências das pesquisas" e do JN da véspera da eleição

Porque descrer nas pesquisas agora para construir uma vitória sólida e incontestável
O personagem inspirador da imprensa e da oposição brasileirasA uma semana do 2º turno das eleições mais acirradas desde 1989, entre mídia conservadora e governo, as pesquisas apontam vantagem folgada para Dilma sobre Serra.  Mas não pauto este post pelos resultados destas pesquisas, de onde, em geral, não é possível perceber compromisso com metodologias científicas que fotografem a realidade com fidedignidade, mas como peças para criar "fatos de última hora", tal como o Ibope e o Datafolha apontaram na reta final do segundo turno. Leia mais »

A guerra santa da oposição para tentar vencer Dilma e Lula no 2º turno: o vale-tudo religioso

A radicalização em nome de Deus: como alguns setores isolados da Igreja atuam fomentando o ódio

O grotesco espetáculo atuado, hoje, por um padre da Canção Nova, com uma partidarização extremista perigosa, apesar de logo  repreendido em forma de desculpas pelo presidente da emissora, dá uma prévia ao eleitor de como será travado este segundo turno: sob os mantos sagrados da religiosidade e seus valores, oportunamente desfigurados e usados como plataformas de debates, distantes da TV e do noticiário, mas encenados em alguns templos religiosos do país.
A batalha terá os dois lados a procura de espaços, mas um lado buscando a radicalização, a provocação e o confronto (Serra e oposição conservadora), o outro lado buscando conciliar e afinar a sintonia com os fiéis (Dilma e a coalizão governista).

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O estilo de oposição do PPS

Do Estadão.com.br

PPS pedirá inquérito contra Lula por reunião na Alvorada

Gustavo Uribe, da Agência Estado

SÃO PAULO - O PPS anunciou no início da tarde desta terça-feira, 5, que irá ingressar nesta semana com representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) pedindo a abertura de inquérito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em decorrência de reunião promovida na manhã desta segunda no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. O evento contou com a participação de governadores e senadores eleitos que fazem parte da base de apoio do governo. O objetivo foi discutir estratégias para a campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff, no segundo turno. Leia mais »

A moderação de Aécio

Por Esquemas Táticos

Entrevista de Fernando Rodrigues com Aécio Neves.

Aécio diz que não usaria o "vídeo do rotweiller" da campanha do Serra, propõe uma oposição moderada e que os líderes regionais sejam ouvidos num eventual segundo turno. Muito engraçado ouvir o Aécio dizendo que Serra "está com a cara boa". Legal também ver a forçação de barra do Fernando Rodrigues tentando arrancar de Aécio uma condenação (feita na pergunta) ao imbróglio da Casa Civil.

A entrevista é apenas sobre eleições, nada sobre projetos. Insisto: até hoje Aécio não foi confrontado com questões programáticas. É um saco vazio. Não tem conhecimento aprofundado de nada. É um opinador. Reparem em todas as aparições de Aécio na mídia. Nunca aprofunda temas. Muitos mineiros já perceberam isso e o Brasil vai perceber quando ele ficar exposto nacionalmente.  Leia mais »

Heranças do quadro partidário pós-64

Do Valor

Quadro partidário paga o preço do passado

Maria Inês Nassif
23/09/2010

Não se constroem partidos do nada. Foi um excessivo otimismo imaginar que o Brasil iria sair de uma ditadura de 21 anos, 13 deles com partidos legais construídos à imagem e semelhança do regime ditatorial, e de imediato iriam surgir partidos orgânicos e prontos para a democracia que se conquistava. Mais que isso, era difícil imaginar que as definições partidárias ocorreriam sem que o país pagasse pelo arcaísmo político embalado não apenas pelo regime militar, mas também pelo período democrático de 1945-1964 e pelo varguismo. Antes do bipartidarismo, o crescimento do PTB acabou desequilibrando um poder político oligárquico, que se compunha conforme suas conveniências para conseguir chegar ao poder pelo voto, e uma oposição desenraizada das bases que namorou e acabou casando com o golpismo.

Não se apaga o passado político, muito menos por ato institucional. A ditadura, que se justificava como um "contra-golpe" à ação das esquerdas que se organizavam em lutas populares, acabou com os partidos políticos mas não com as oligarquias; matou na base um partido de massas, o PTB, que começava a se cristalizar; desorganizou os movimentos populares que poderiam dar massa orgânica aos partidos; reforçou nas elites a percepção de que o Brasil precisa sempre um poder "moderador", seja um rei, as Forças Armadas ou uma elite com um enorme poder de pressão sobre a máquina de governo, o Congresso e os partidos tradicionais. 

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O jogo político após as eleições

Coluna Econômica

Nessa reta final de campanha, o jogo político pós-eleições ficou algo confuso.

No início da campanha, o comitê de José Serra trabalhava com a idéia de ganhar em São Paulo pela diferença de 5 milhões de votos. Os mais otimistas falavam em 6 milhões. No PT, a estimativa mais otimista era perder de 2,5 milhões de votos. As pesquisas, até agora, tem apontado a possibilidade de Dilma vencer em São Paulo com diferença de 2,5 milhões de votos.

Por outro lado, há possibilidades concretas das eleições para governador irem para segundo turno. Mesmo confirmando o favoritismo de Geraldo Alckmin, haverá uma polarização das eleições em outras condições. E aí ficarão claras as vulnerabilidades tanto do PSDB quanto do PT paulistas: despreocupação com renovação, com a ampliação de alianças.

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O Senado com Dilma

Por Gunter Zibell - SP

Na verdade não há a menor razão para a oposição se preocupar com Senado. Na pior das hipóteses fará 11 senadores agora, que somados aos 16 que ficarão de 2006 serão 27, ou 1/3 do senado.

O PT, em conjunto com PSB, PDT e PCdB poderá eleger 20, mas estes só têm 5 eleitos em 2006. Assim ainda ficará menor, com 25! (sem contar PMDB e PR)

Lembremo-nos que nas legislaturas 1995-98 e 1999-2002, PT e aliados não passaram de 14 senadores e se dizia que fazia "oposição cerrada"...

E PMDB, PR e PP sempre têm alguns senadores dissidentes quando se trata de apoiar presidente do PT, já quando FHC estava no governo não era assim...

Enfim, a base de apoio sólida para o "autoritarismo peronismo" Dilma será um pouco maior que a de Lula, mas mesmo assim ficará entre 50 e 60% do Senado. Nos tempos da "democracia com alternância de poder" de FHC este tinha cerca de 85%.

E ainda fica-se lembrando por aí de Mussolini. Cada coisa.. 

Por Chico Motta

Não sei qual os dados que vc tá se baseando, mas o resultado ta diferente do meu. Leia mais »

Imagens: 
O Senado com Dilma

O encolhimento da oposição no Senado

Por foo

Nassif,

O tema que mais interessa, nesse momento, é a revolução que está acontecendo nas pesquisas para o Senado.

Precisamos dar mais atenção para esse fato, pois a Dilma só poderá governar bem -- e resistir às inevitáveis tentativas de golpe -- com uma base de apoio forte.

Do Estadão

'Maré situacionista' pode reduzir oposição no Senado a poucos Estados

Pesquisas mostram retração nas candidaturas de Cesar Maia, Arthur Virgílio, Marco Maciel e Heráclito Fortes

Três vezes prefeito da capital fluminense e até então favorito para uma das vagas do Rio no Senado, Cesar Maia (DEM) foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT). Um dos líderes da tropa de choque oposicionista no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM) amarga agora o terceiro lugar na briga por um dos postos amazonenses na Casa. Ex-vice do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Marco Maciel (DEM-PE) namora a terceira colocação. Um dos mais duros opositores do governo federal, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) está em quarto lugar. Embora de Estados distantes entre si, os quatro enfrentam o mesmo adversário: a maré situacionista liderada pela coligação da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

"Há uma convergência de fatores contra a oposição: a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estabilidade macroeconômica, a ampla coalizão política de apoio a Dilma e palanques fortes nos Estados", explicou o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), cientista político Geraldo Tadeu Monteiro.

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Veja repassou à campanha de Serra informações da matéria de sábado antes de chegar às bancas?

Veja multiuso (eleitoreira, desinformativa, nociva à democracia...)

O alinhamento dessa imagem no texto não poderia ser outro: á extrema direita...Que a Revista Veja faz parte do consórcio conservador, todos sabem: oposição/imprensa conservadora. Leia mais »

Desinformar e manipular até a morte: o papel menor da imprensa conservadora

A imprensa conservadora age como um vírus que destrói a informação Da série de notícias que a imprensa brasileira não repercute: "Classe C cresce e já engloba maioria dos brasileiros, indica estudo"" Leia mais »

Como em 2006 o roteiro dos tucanos ( e da mídia) se repete: os "mocinhos" ouro-anil posando de vítimas

Factóide: vale a pena ver de novo?

 O roteiro na reta final das eleições se repete mais uma vez, assim como ocorreu em 2006.
O candidato do PSDB posando de vítima em um fato nebuloso, de difícil interpretação e com uso eleitoral ostensivo pelas supostas vítimas, no horário eleitoral, tal como ocorreu em 2006, se repete agora em 2010. Leia mais »

O dia um da nova oposição

Coluna Econômica

A oposição já tem data marcada para ressuscitar e desempenhar o papel relevante de contraponto ao governo, como ocorre em todo democracia saudável. Será em algum ponto qualquer do futuro, quando o rombo das transações correntes chegar a tal nível que provocará uma nova desvalorização cambial.

Em política, assim como no mercado de ações, não existem figuras boas ou ruins – ou empresas boas ou ruins -, mas caras ou baratas. É cara quando passa a percepção de que a realidade é menor do que a avaliação; e vice-versa.

Ou seja, se determinada figura (ou empresa) for massacrada durante muito tempo, quando a opinião pública puder avaliá-la melhor, perceberá que é melhor do que se dizia. Então a tendência será a de seu valor subir mais do que o normal. Até que chega em determinado nível, e o mercado constata que a pessoa (ou empresa) está cara. Isto é, não vale tanto quando todos apregoam. Aí começa o movimento de queda novamente.

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Iconografia da derrota da mídia conservadora: Tracking ascendente de Dilma

Os números do tracking Vox Populi Ig/Band consolidam o crescimento de Dilma e a queda de Serra, confiram os dados abaixo:Portal Ig Leia mais »