O raio X da campanha eleitoral

Coluna Econômica

Como se analisa o governo Lula, por dentro? A visão abaixo é de Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula e encarregado de montar o programa da candidata Dilma Rousseff.

Garcia considera difícil a campanha da oposição atual, mais ainda do que a campanha de Lula em 1994, enfrentando Fernando Henrique Cardoso ancorado no Plano Real.

O plano Real representou uma mudança econômica, diz ele, percebida por jornalistas, economistas e intelectuais. Já as mudanças atuais são de ordem social, percebida, portanto, pela sociedade (na verdade, o fim da inflação em 1994 significou bem estar para toda a população).

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A dificuldade das estatais de saneamento

Do Portal de Luís Nassif

Do Blog de Saneamento Básico, o Site

Apenas um quarto das estatais de saneamento consegue investir

Das 26 companhias estaduais, que comandam 70% do setor no país, apenas 7 têm quadro financeiro saudável e capacidade para novos investimentos, o que inclui captar verbas do PAC e financiamentos.

Embora o PAC, lançado em 2007, tenha feito uma coisa que há muito tempo não se fazia para o saneamento - criar um programa de investimentos - seu aproveitamento pelo setor foi muito baixo.

Dos R$ 35 bilhões destinados pela União, apenas R$ 8,1 bilhões, ou 28%, chegaram a ser desembolsados de fato.

Neste caso, no entanto, o maior entrave está justamente nos contemplados.

Controlado principalmente por autarquias municipais e estaduais - responsáveis, respectivamente, por 20% e 70% dos serviços no país -, o segmento é muito pulverizado, em muitos locais é mal gerenciado e, a maioria das estatais responsáveis pela área tem as finanças comprometidas.

Levantamento feito pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas dos Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), com base em dados do Ministério das Cidades, mostrou que apenas sete das 26 companhias estaduais de saneamento do país possuem um quadro financeiro saudável para poder se manter.

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O que falta para São Paulo receber 6 milhões para a coleta seletiva?

http://www.projetoigreja.com.br/falapovo/detalhesNoticia.asp?idNoticia=UB9VEHP0RJDetalhes da Notícia

20/07/2010 - O que falta para São Paulo receber 6 milhões para a coleta seletiva? Leia mais »

A politização da análise econômica

Características do comportamento do jornalismo político, especialmente em Brasilia:

1. Todos os atos de governo são relacionados com eleições. E

2. Todos os movimentos de partidos e políticos sempre precisam ter um cunho de conflito, ocupação de espaço político, maquiavelismo, estratégia. A política é quase sempre improvisada ao sabor dos acontecimentos. Mas trata-se de revestir toda decisão de estratégias profundas (quando o candidato está em alta).

Por exemplo, Dilma Rousseff tinha uma agenda de compromissos na Europa. Reuniões com chefes de Estado estrangeiros dependem da agenda deles., portanto precisam ser marcadas com antecedência Mesmo assim, as análises políticas diziam que foi uma grande jogada de marketing, porque ela viajou e conseguiu visibilidade na mídia para se contrapor à semana de propaganda gratuita de Serra. Leia mais »

O investimento em obras públicas

Do Estadão

Obras públicas têm expansão de 80%

De janeiro a maio, o governo gastou com obras quase dez vezes mais do que os 8,4% de crescimento da folha de pagamento do funcionalismo 

Renata Verissimo, Adriana Fernandes / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Os gastos do governo tiveram uma significativa mudança de perfil nos cinco primeiros meses de 2010. Enquanto em igual período do ano passado os investimentos cresciam a um ritmo muito semelhante ao dos gastos com pessoal, neste ano, o governo pisou forte no acelerador e levou as obras públicas para uma expansão de 80%, quase dez vezes mais do que os 8,4% de crescimento da folha de pagamentos do funcionalismo.

Além dos investimentos, o aumento dos benefícios previdenciários também teve forte peso nos aumentos das despesas este ano. Dos R$ 39,8 bilhões de expansão das despesas de janeiro a maio, R$ 12,1 bilhões foram com pagamento de aposentadorias e pensões, em função do reajuste do salário mínimo e dos benefícios acima do piso, além da ampliação dos beneficiários.

Por outro lado, os investimentos pagos tiveram aumento de R$ 7,4 bilhões no mesmo período, saltando de R$ 9,2 bilhões, de janeiro a maio de 2009, para R$ 16,7 bilhões este ano. A recuperação das receitas é que tem sustentado a expansão dos gastos públicos. Enquanto, de janeiro a maio de 2009, as receitas do governo apresentavam queda de 0,8%, no mesmo período deste ano houve um aumento de 17,9%.

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O Plano Nacional de Logística

Coluna Econômica - 21/06/2010

Uma das áreas mais negligenciadas das políticas públicas têm sido a de logística e transportes. Para muitos setores, a logística pode significar a diferença entre o sucesso ou a morte. Hoje em dia, segundo estudos da Coppe, a logística custa 12,5% do PIB no Brasil; apenas 8% nos Estados Unidos.

Por aqui, só nos dois últimos anos houve uma mobilização do Ministério dos Transportes visando a montagem de câmaras setoriais de discussão, para a definição de um Plano Nacional de Logística e Transportes.

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Os gargalos como fator de desenvolvimento

Coluna Econômica - 17/06/2010

Muitas vezes vista como intocável, superior, a teoria econômica na verdade é uma espécie de convalidação a posterior de um jogo de interesses econômicos que se tornam hegemônicos.

Não se pense que estou desmerecendo a analise econômica, longe disso. Ocorre que há inúmeros modelos, inúmeras maneiras de atingir os objetivos de uma economia - o desenvolvimento, a geração de empregos e renda, o bem estar social. Na arena política, no dia a dia da economia, no entanto, os interesses de grupos se sobrepõem ao interesse mais amplo do pais ou mesmo à lógica econômica. E aí tratam temas de interesse de grupos como sendo de interesse do país.

Tome-se a discussão em fins dos anos 80. Havia uma economia amarrada, fechada, protegida, dominada por cartéis e pela despreocupação com a competitividade e com o consumidor. Qualquer tentativa de mudar o modelo, de acabar com a Lei da Informática - exemplo maior da sanha regulatória - era taxado como anti-nacional.
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O Estadão e o PAC

Por comentarista

Nassif,

Olha a materia do Estadão hoje - "Financiamento a imóveis usados infla resultado do PAC".  Só que no corpo do artigo diz que o financiamento de imóveis é desconsiderado no calculo dos resultados do PAC. Ai fica a pergunta, infla ou não infla?

Infla a paciência do leitor, isso sim. 

Comentário

A matéria diz que entra sim.

Do Estadão

Mesmo sem impacto no crescimento, financiamento a imóvel usado infla PAC

Governo. Parcela de R$ 47,1 bilhões - de um total de R$ 395,8 bilhões tidos como executados em todo o programa - supera volume de empréstimos concedidos para construção ou compra de bens novos, indica levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União 

Marta Salomon - O Estado de S.Paulo 

Uma parcela de 12% do valor total dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tidos como "executados" pelo governo não tem impacto sobre o crescimento da economia. Essa parcela trata de financiamentos para a compra de imóveis usados e inflou os resultados do PAC, ao fim de três anos, em pouco mais de R$ 47 bilhões.

A crítica, feita na forma de "alerta", aparece no relatório de contas do governo aprovado por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O relatório informa que, nesse tipo de operação de empréstimo, "não há impacto" nas contas que medem o crescimento da economia.

Os financiamentos à compra de imóveis usados representariam "tão somente a mudança do proprietário do bem", afirma o texto aprovado pelo TCU na semana passada. O relatório completo está disponível na internet.

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O aprimoramento dos gastos públicos

Coluna Econômica

Uma das grandes discussões, no campo da gestão pública, é acerca dos modelos de avaliação de resultados dos diversos programas de governo.

Ontem, na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), gravei um conjunto de programas sobre temas de políticas públicas para o portal Brasilianas.org.

Em um dos programas, sobre gastos públicos, foi possível confrontar o modelo de gestão do governo federal com o modelo de gestão aplicado em Minas Gerais. Leia mais »

O Brasil na BBC

Por Nilson Fernandes

Nassif, economia do Brasil deve passar a do Reino Unido, diz BBC. No Estadão.

Do Radar Econômico

Economia do Brasil deve passar a do Reino Unido, diz BBC

A rede de televisão britânica BBC fez uma série especial sobre o Brasil na qual afirma que a economia do País vai desbancar a do Reino Unido.

“O Brasil está se tornando uma fonte de influência econômica”, afirma o jornalista Matt Frei em uma das reportagens, antes de jogar alguns dados: “Crescimento de 5% ao ano, terceira maior indústria de aviões do mundo [a Embraer], maior exportador de carne e uma economia que deve superar a britânica na próxima década, além da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos por vir”.

Em outra reportagem, de áudio, o jornalista diz que “em algum momento do futuro, este lugar vai desbancar o Reino Unido e a França como a quinta maior economia do mundo”. Leia mais »

O investimento em rodovias

Do Estadão

PAC cobre só 13% do custo de obras nas BRs

Levantamento do Ipea aponta que o governo precisaria investir R$ 183,5 bi para resolver todos os problemas

Leonardo Goy / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Para resolver os problemas de todas as rodovias federais brasileiras o governo precisaria investir R$ 183,5 bilhões, segundo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento demonstrou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) só cobre o equivalente a 13% dessa demanda.

Do total necessário, R$ 144,18 bilhões devem ser direcionados a serviços de recuperação, adequação e duplicação, outros R$ 38,49 bilhões devem ser investidos na construção e na pavimentação de pistas e mais R$ 830 milhões nas chamadas "obras de arte", termo usado pelos engenheiros para designar estruturas como pontes ou viadutos.

Separando pelo tipo de obra, o maior gargalo dos investimentos do PAC está na área de recuperação, adequação e duplicação. Apenas R$ 9,75 bilhões estão contidos no programa, o equivalente a 7% do que, segundo o Ipea, seria ideal. Leia mais »

Dilma e o dilema do câmbio

Coluna Econômica - 24/05/2010

Mais cedo ou mais tarde a candidata a presidente da República Dilma Rousseff terá que encarar a questão do câmbio. Na sexta-feira, em Nova York, enfatizou o apoio à independência do Banco Central e deu sinais de que Henrique Meirelles continuará à frente do Banco Central no seu governo.

Acalmou os investidores mostrando serem infundados os receios de The Economist, que comparou a economia brasileira a um carro desgovernado, por estar crescendo a 8,5% ao ano sem ter condições.

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A crítica correta à política monetária

Por H

Mas o PAC existe?

De O Globo

Serra volta a criticar política monetária e defende PAC para a saúde

Pré-candidato disse ainda que vai reforçar o Bolsa Família.

Serra também acusou governo de ‘lotear máquina pública’.

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, defendeu nesta quarta-feira (19), após sabatina realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a criação de uma espécie de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as áreas da saúde e segurança publica. Segundo o pré-candidato, a saúde “desacelerou” durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Precisamos ter uma espécie de Programa de Aceleração da Saúde, o PAS, como também temos que ter Programa de Aceleração da Segurança. Se quiser juntar os dois, seria o PASS. Programa de Aceleração da Saúde e da Segurança”.

Para Serra é preciso agilizar o tempo de espera para consultas médicas no Sistema Público de Saúde e retomar a realização de mutirões de combate e prevenção de doenças. O tucano também voltou a criticar a política monetária do atual governo. Segundo ele, o Brasil tem a maior carga de juros do mundo, o que onera o consumidor.

“Quero lembrar também que se você pegar as despesas de juros que o Brasil faz hoje, porque entra governo sai governo, nós temos as maiores taxas de juros do mundo, o consumidor brasileiro é o que mais paga juros no mundo”, disse. Segundo ele, os juros praticados hoje pelo Banco Central geram muito mais despesa do que o programa Bolsa Família, que prevê recursos mensais para famílias de baixa renda. Leia mais »

Faltam investimentos nos portos

Do Brasilianas.org

Faltam investimentos ao setor portuário

Por Bruno de Pierro

Apesar dos avanços relacionados à administração pública – com a Lei de Modernização dos Portos (1993) e o Decreto nº 6.620/2008, que instituíram significativas mudanças de rumo para a política de portos -, os investimentos destinados ao setor portuário ainda estão atracados num horizonte distante de suas reais demandas.

Em 2008, do total de investimentos públicos federais realizados no setor de transportes, somente 17% foram destina Leia mais »

O modelo de gestão do PAC

Coluna Econômica - 18/05/2010

Ontem entrevistei a candidata Dilma Rousseff para meu blog (www.luisnassif.com.br). Não foi uma entrevista sobre questões pontuais, pesquisas eleitorais, alianças, eleições, mas sobre o modelo de gestão implantado no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Não se pode considerar o PAC apenas uma relação de obras ou uma maneira de coordenar os gastos orçamentários, diz Dilma. É um método de gestão que visa, muito mais que o setor público, a articulação do setor privado, a criação de um clima adequado para os investimentos.

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