Os cortes no orçamento

Coluna Econômica 14/05/2010

As novas estimativas do PIB para 2010 bateram nos 8,5%, segundo avaliações de mercado. De um lado, traz euforia, pelo ritmo chinês; de outro, provoca preocupações, devido aos efeitos sobre preços.

O indicador a ser acompanhado é o do consumo das famílias. Até março, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontava boa aceleração em relação a março do ano passado.

Mas há pontos a se considerar. Um dos pontos centrais da cadeia produtiva, “Veículos, motos, partes e peças” registrou aumento 20,7% no trimestre encerrado em março. Ocorre que em março encerrou a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), introduzida no início da crise mundial. Com isso registrou-se uma antecipação de vendas de carros. Portanto, a tendência será uma desaceleração nos meses seguintes.

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Os investimentos em saneamento

Do Valor

Investimentos aumentam 33% em 2008

Samantha Maia, de São Paulo
29/04/2010

Com R$ 5, 6 bilhões executados em 2008, os investimentos no setor de saneamento tiveram um crescimento representativo em relação a 2007 depois de anos com uma evolução tímida. Segundo levantamento realizado pelo Ministério das Cidades, por meio do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), houve um aumento de 32,7% nos recursos efetivamente investidos pelas empresas de água e esgoto em 2008, um possível reflexo das políticas incentivadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Faz tempo que não se via um crescimento acentuado dessa forma, e daqui para frente é esperado um investimento ainda maior", diz Ernani Miranda, coordenador do Snis. No entanto, matéria publicada no Valor de ontem mostra que o setor está enfrentando dificuldade para acessar novos recursos por conta principalmente da incapacidade de endividamento das companhias. Houve, inclusive, queda do valor contratado pela Caixa Econômica Federal (CEF) em 2009, com R$ 1,6 bilhão em contratos, frente R$ 3,7 bilhões em 2008.

A distribuição dos investimentos não foi equilibrada no país. A maior parte dos recursos ficou concentrada na Região Sudeste, que representou 58,1% do total aplicado, seguida do Nordeste, com 14,3% do montante. O Sul investiu 12,5%, o Centro-Oeste, 10,7%, e o Norte, 3,6%. Leia mais »

Saneamento no PAC 2

Por RODRIGO K T

saneamento entra em pauta

Do Valor

Projetos garantem verba para saneamento

Samantha Maia, de São Paulo
07/04/2010

O governo federal acredita que não terá problemas para aplicar os recursos destinados ao setor de saneamento no PAC 2. Segundo a coordenadora das ações do PAC, Miriam Belchior, a situação hoje é de mais projetos do que recursos, diferentemente do que aconteceu na primeira fase do Programa de Aceleração do Crescimento, quando, por ausência de projetos, os investimentos em saneamento demoraram a ser iniciados.

"Já em 2009, fizemos nova seleção de projetos para as áreas de drenagem e de água e esgoto e o cenário tinha mudado. Todo mundo tinha projeto, porque tinha perspectiva de ter recurso", disse ela, após reunião com empresários do setor da infraestrutura, em São Paulo.

Dessa forma, o governo pretende, entre abril e junho, ter em mãos o conjunto de empreendimentos de saneamento que receberão cerca de R$ 40 bilhões no período de 2011 e 2014, seguindo o critério de atender preferencialmente cidades de regiões metropolitanas - acima de 100 mil habitantes, no Sul e Sudeste, e acima de 70 mil habitantes nas demais regiões. Leia mais »

A reconstrução do investimento

Coluna Econômica 06/04/10

É bastante o rico o processo que o país atravessa.

Em vários momentos da história, o centralismo autocrático foi fundamental para disparar os primeiros movimentos desenvolvimentistas.

Nos anos 40 e 50 foi fundamental a participação do Estado brasileiro na criação das primeiras indústrias de base. Não havia capital privado para levantar uma Petrobras, uma Companhia Siderúrgica Nacional, a Eletrobras, a própria Telebrás nas décadas seguintes.

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A participação do BNDES no PAC

Por Roberto São Paulo/SP-2010

Financiamentos do BNDES ao PAC somam R$ 117,5 bi

29/03/2010, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),

O BNDES consolidou posição de importante agente financeiro de projetos de investimento no âmbito do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), lançado em janeiro de 2007.

A carteira de financiamentos do BNDES no PAC soma atualmente R$ 117,5 bilhões, com investimentos de Leia mais »

O PAC2 e a lógica do planejamento

Coluna Econômica 30/03/2010

É importante entender o que é o PAC-2 dentro do contexto histórico recente das políticas econômicas brasileiras.

No longo período que vai do Real até a era Pallocci, houve uma ampla desorganização dos gastos públicos. Criou-se uma lógica perversa, agravada pelo acordo com o FMI em 1998.

Primeiro, nas negociações com o Congresso, entravam no orçamento inúmeras emendas de parlamentares, alocando recursos para áreas das mais diversas. O Executivo manobrava, então, com as taxas de inflação previstas no orçamento. Colocava uma taxa maior – que, em tese, representava um volume maior de arrecadação. No decorrer do ano, reduzia as previsões de inflação e, com isto, ficava no direito de cortar as emendas incluídas no orçamento.

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“Avanços do PAC são frustrantes”, avalia ITB

Do Canal Temático Saneamento

“Avanços do PAC são frustrantes”, avalia ITB

Por Lilian Milena

Três anos após o lançamento, e faltando apenas um ano para o término, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) contrata menos de 20% dos recursos disponíveis para o eixo Saneamento, avalia Instituto Trata Brasil (ITB).

A organização publicou o primeiro relatório anual de acompanhamento do plano federal, ‘De Olho no PAC’, com resultados dos empreendimentos feitos em 2009 nos mun Leia mais »

O pensamento de Dilma Rousseff - 3

Do Último Segundo

Coluna Econômica 19/02/2010

No livro lançado ontem, onde é entrevistada por três economistas ligados ao PT, Dilma Rousseff detalha um pouco mais o que foi a passagem do modelo orçamentário do controle de gastos na boca do caixa, para gerar superávits primários, para um outro, privilegiando investimentos estratégicos.

Um dos entrevistadores, Marco Aurélio Garcia, lembra que no final do primeiro mandato, após a crise da dívida externa, Fernando Henrique Cardoso teve que tomar a decisão de avançar ou fazer mais do mesmo. Decidiu pelo mais do mesmo. Foi a mesma decisão, aliás, do primeiro governo Lula.

O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) teria simbolizado a ruptura com a inércia.

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Falando sem falar do PAC

Segundo os jornais, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é um factóide, uma peça política sem eficácia alguma. Mas o que está sustentando a geração de empregos são obras de infra-estrutura que entraram nas prioridades do PAC.

A Folha de hoje mostra como obras da Petrobrás, no porto de Santos, nas ferrovias estão criando regiões imunes à crise. Comprova que os investimentos em infraestrutura terão papel fundamental em um primeiro momento para superar a crise; em um segundo momento para lançar a economia brasileira em uma noba etapa.

O desafio do PAC, que deveria ser cobrado por todos, é o meio termo entre desburocratização e controle. Para correr contra o tempo, estão sendo tomadas diversas medidas desburocratizadoras. Uma delas permite o pagamento às empreiteiras mesmo sem a comprovação do serviço efetuado,

A alegação é que o sistema montado para prestação de contas e recebimento acabava sendo muito demorado, deixando as empresas sem capital de giro.

Pergunta: desburocratizando, foi criado um sistema de aferição que, mesmo sem seguir os procedimentos burocráticos, impeça a empresa de receber sem ter entregue o trabalho?

Fotografando as ferrovias

the talk of the town

Podiamos usar a rede pra mostrar com FOTOS como andam as obras. Se cada um em sua regiao tirar uma foto e mandar pra um lugar na web, quem sabe a midia acorda.

Comentário

Por "um lugar na web", entenda-se: o Portal (copie e cole: blogln.ning.comi) que permite anexar fotos e vídeos.

O Fundo Garantidor de Infra-Estrutura

Do Valor Econômico

Crise, infra-estrutura e alternativas para sustentação

Guilherme Narciso de Lacerda

19/12/2008

(...) O sistema financeiro nacional sofisticou-se, mas sem priorizar linhas de crédito privado em prazos mais elásticos; estruturou-se e modernizou-se financiando o passivo nacional a generosas taxas de juros. Por sua vez, o segmento de seguros de crédito é deficiente para oferecer alternativas que atendam aos requisitos de proteção de risco exigidos pelos financiadores, especialmente na magnitude dos projetos estruturantes.

Já o setor público - considerando os seus três níveis federativos - foi desenhado para ter barreiras fortes à liberação de recursos, especialmente quando se trata de despesas não correntes. Para acumular substanciais superávits primários anuais, colocou-se em prática um manancial de controles e restrições, cuja desativação não tem demonstrado ser uma tarefa fácil. Leia mais »