Os cursos em inglês nas universidades brasileiras

Por Marcia

Da BBC Brasil

Universidades brasileiras buscam romper isolamento com cursos em inglês

Mariana Della Barba

Diversas iniciativas recentes vêm fazendo com que o Brasil se aproxime de um cenário acadêmico global. Bolsas de estudo no exterior do programa Ciência sem Fronteira e maior publicação de pesquisas em meios estrangeiros são algumas delas.

Mas para que o país realmente consiga romper o isolamento internacional na área de educação, o caminho, segundo especialistas, não pode ser de mão única e é preciso também atrair estudantes para as instituições brasileiras.

Com isso em mente, uma das principais estratégias de universidades, tanto públicas como particulares, vem sendo o oferecimento de cursos e disciplinas em inglês.

"O inglês é a língua franca também na educação, especialmente em áreas como administração, ciência e tecnologia, e também na comunicação entre colegas. É importante não só para atrair alunos estrangeiros, mas também para que o brasileiro aprimore o idioma e para integrar os estudantes daqui e os de fora", afirma Álvaro Bruno Cyrino, vice-diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresa (Ebape) da Fundação Getúlio Vargas, no Rio. Leia mais »

O SISU e a migração dos estudantes de SP para outros estados

Por J.Roberto Militão

NASSIF,

Esse artigo do Simom Schwartzman chama a atenção para algo interessante e, distributivamente, preocupante.

Através do SISU/ENEM estudantes paulistas estão ocupando mais vagas em outros estados do que o inverso que seria o mais justo. 

Vale a pena pensar a respeito, pois o estado mais rico está se apropriando de vagas dos estados mais pobres.

Do blog de Simon Schwartzman

Universidades: nacionais, regionais?

Dados publicados recentemente pelo Ministério da Educação, e analisados em matéria do jornal O Globo, mostraram que São Paulo é o Estado que mais envia candidatos selecionados pelo sistema unificado de seleção (SISU, baseado no ENEM) para outras regiões do país.  Os dados mostram também que a área de medicina é a aquela em que mais estudantes migram de estado, 46%, o triplo da média geral (O Globo  17 e  25/5/2013).

Interpretei isto como podendo significar que, ao invés de facilitar a mobilidade de estudantes de regiões mais pobres para outras mais desenvolvidas, tornando o ensino superior mais equânime deste ponto de vista, o SISU poderia estar tendo o efeito oposto, ao permitir que estudantes do Estado mais rico ocupassem as vagas nas universidades regionais, reduzindo assim as oportunidades de estudo da população local. Leia mais »

C.P.Snow e as classes de intelectuais que não se entendem

Por Alaor Chaves

Em 1959 C. P. Snow publicou o livro As duas Culturas, de grande impacto, e em conversas com amigos, Snow expôs suas ideias de maneira ainda mais clara. A intelectualidade havia se dividido em duas comunidades que não se falam e quando se falam não se entendem: a dos intelectuais literários (que referem a si mesmos como intelectuais, de maneira excludente) e a dos intelectuais científicos (que acham pedante o termo intelectual). Mino Carta ignora que no mundo inteiro a cada dia cresce o número e a importância dos cientistas e de outras categorias de importantes criadores não literários. Mais da metade dos grandes cientistas, médicos e engenheiros que a humanidade gerou estão vivos e ativos. A universidade infelizmente não tem eficiência em criar pessoas como Shakespeare, Mozart, Van Gogh, Guimarães Rosa (para citar um brasileiro), o que faz com que elas sejam cada vez mais raras em comparação às pessoas que a escola é capaz de formar. Em 1960 o Brasil tinha 200 pessoas com o título de doutor, hoje tem mais de 40 mil.

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Sobre os bolsistas em universidades de ponta do exterior

Por Robson Lopes

Segundo o artigo abaixo, só vale a pena estudar fora se a faculdade for de excelência, é único ponto que conta, segundo o entendimento deles, é melhor colocar todo mundo do programa para estudar na USP, afinal ela é a 150 alguma coisa no ranking de melhores universidades. Mas uma questão, não conta o contato com uma nova cultura? aprender uma nova metodologia de ensino? Ter contato com novas tecnologias, novas formas de pensar?Quem está pensando pequeno nesse caso? Abram os olhos, além de extremamente democrático, esse é um programa muito bonito, que inclusive o governo aqui de Pernambuco está reproduzindo com intercâmbios para os alunos da rede estadual, é um incentivo, além de ser uma premiação aos melhores alunos. Perdoem-me dizer, mas é muito espírito de porco.

Da Folha

Bolsa no exterior cresce, mas só 12% estão em escola 'top'

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Um dos principais programas do governo Dilma, o Ciência Sem Fronteiras já triplicou o número de universitários que estudam no exterior, financiados pela União. A maior parte dos beneficiados, porém, não está nas melhores faculdades do mundo.

Com base nos dados oficiais do programa, a Folha identificou para quais instituições os alunos de graduação ganharam bolsa, considerando os quatro países que mais receberam alunos (EUA, Portugal, Espanha e França). Leia mais »

O debate sobre o futuro do ensino nas universidades

Por Assis Ribeiro

Do Valor

Universidades debatem o futuro do ensino

Por Stela Campos

Em um mundo onde o acesso a informação está cada vez mais democratizado e o conhecimento se multiplica em uma velocidade nunca antes vista, ensinar se tornou um grande desafio. Os professores não são mais os únicos donos da verdade. Os currículos precisam ser flexíveis e construídos de acordo com as novas necessidades do mercado.

As universidades, portanto, não podem mais abrigar apenas uma elite que dita as regras e que está distante do que acontece no mundo real. Embora muito se fale sobre essas transformações, que envolvem também a construção de um novo modelo de negócio mais sustentável, a maior parte das instituições de ensino superior ainda funciona da mesma forma há um século - e pode estar caminhando para a obsolescência. Leia mais »

O debate sobre metas de produtividade nas universidades

Por Dani

Do Jornal da Ciência

Faltam metas de produtividade aos docentes das universidades públicas? 

A edição de sábado (6) da Folha de São Paulo traz dois artigos debatendo a produtividade dos docentes.

NÃO

A quem as universidades estão servindo?

Artigo de José Maria Alves da Silva, doutor em economia, é professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV)

No Brasil, as universidades estão entre as instituições públicas mais submetidas a avaliações externas de desempenho. Além de contrariar o princípio da autonomia, previsto no artigo 207 da Constituição Federal, tal excesso de cobrança também pode ser considerado anômalo por induzir desvios de função, em detrimento da geração de bens públicos que não podem ser adequadamente aferidos por meio de indicadores quantitativos. Leia mais »

O encarecimento das universidades em todo o mundo

Por Assis Ribeiro

Do Le Monde Diplomatique

Por que o preço das universidades dispara em todo o mundo?

Na França, o custo das universidades subiu 50% em dez anos. Entre as causas do encarecimento, está o aumento da taxa de matrícula defendido por think tanks e organizações internacionais. Nos Estados Unidos, muitos estudantes jamais conseguirão quitar os empréstimos contratados para pagar sua formação

por Isabelle Bruno 

Desde sua chegada ao Ministério do Ensino Superior e da Pesquisa da França, em 2007, Valérie Pécresse se colocou um desafio: concluir a reforma neoliberal do ensino superior. “Até 2012 terei consertado os estragos de maio de 1968”, proclamou no Les Échos de 27 de setembro de 2010. Num balanço final, ela pode se orgulhar de uma bela vitória: a aprovação da lei relativa às liberdades e responsabilidades das universidades (LRU), votada em 2007. Leia mais »

A Greve dos Professores Universitários e o Futebol

Autor: 

Depois de mais de setenta dias de greve e uma longa história pra contar, talvez seja necessário usar uma comparação que explique, de modo simplificado, um enredo cheio de termos técnicos (desestruturação da carreira, verticalização, malha salarial, steps...) e siglas (MPOG, SINASEFE, CNG, EBTT, MS, IFE, PROIFES, PUCRCE...). Leia mais »

Padronização de salários e competitividade das universidades

Da Folha

Salário nivelado pode engessar qualidade universitária no país

Editor de principal ranking de universidades do mundo afirma que o Brasil incentiva pouco a competitividade de suas instituições

SABINE RIGHETTI

O Brasil precisa ter mais flexibilidade nas suas universidades de elite, como a USP, para conseguir ser competitivo internacionalmente.

A opinião é de Phil Baty, editor do THE (Times Higher Education), considerado hoje o principal ranking universitário internacional.

Para Baty, o sistema de contratação das universidades públicas brasileiras, que padroniza salários e impede o recrutamento de grandes nomes estrangeiros, engessa o ensino superior do país.

"As universidades fazem parte de um processo de inovação que impulsiona o desenvolvimento econômico. O Brasil tem de entender isso." Leia mais »

Serra foi "cruel" com as universidades, diz Haddad

Por wilson yoshio.blogspot

De O Estado de S. PauloDo

Haddad aumenta tom das críticas e diz que Serra foi 'cruel' com as universidades

Ele também atacou a exoneração de cinco secretários de Kassab para se tornarem opções de vices

Fernando Gallo

SÃO PAULO - O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, aumentou o tom das críticas ao pré-candidato do PSDB, José Serra, e ao prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (PSD), nesta segunda-feira, 12, em visita à região de Perus, na zona oeste da cidade. Haddad classificou Serra como "o mais cruel ministro do Planejamento" com as universidades públicas federais e, sem citar diretamente Kassab, afirmou que este promove "um concurso de vices" ao querer exonerar cinco secretários para colocá-los à disposição do tucano. Leia mais »

O regime de dedicação exclusiva nas universidades

Do Acerto de Contas

A Dedicação Exclusiva perdeu o sentido nas Universidades

Por Pierre Lucena

No sistema universitário brasileiro temos três opções de regime de trabalho para os professores, em número de horas semanais: 20 horas, 40 horas sem Dedicação Exclusiva e 40 horas com Dedicação Exclusiva.

A prática (e também a regra formal) seria a seguinte:

20 horas: o professor ministra duas turmas de 60 horas por semestre. Normalmente é exigida apenas a sua presença na sala de aula e em reuniões oficiais de departamento.
40 horas sem Dedicação Exclusiva: o professor ministra 4 turmas (ou 2 mais a pesquisa). Na grande maioria dos casos no máximo é dado 3 turmas ao docente que não faz pesquisa, e a exigência é a mesma do professor 20 horas. Leia mais »

Federais têm o melhor rendimento no exame da OAB

Por wilson yoshio.b...

Do Estadão.edu

São Paulo tem apenas 3 universidades entre as top 50 do Exame da OAB

Com 63,7% de aprovação, USP é a 3.ª colocada no ranking, liderado pela Federal de Sergipe, cujo índice foi de 69,4%

Entre as 50 universidades com melhor índice de aprovação no resultado preliminar do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), apenas três estão no Estado de São Paulo. A USP aparece na terceira colocação geral, com 63,7% de aproveitamento. As outras bem colocada no ranking divulgado nesta sexta-feira são a Unesp (campus Franca) e a União das Escolas do Grupo Faimi de Educação (Faimi). Leia mais »

O tempo das universidades no Brasil

Da Folha

VLADIMIR SAFATLE

Invertendo o fluxo

Foi a partir dos anos 1930 que as universidades americanas começaram sua ascensão em direção ao topo do mundo.
Até então, os EUA tinham boas universidades, mas sua influência era limitada.

A vinda maciça de pesquisadores, cientistas e acadêmicos renomados de países europeus foi um elemento decisivo na modificação de tal realidade. Fugindo das condições políticas e econômicas adversas na Europa, tal massa de acadêmicos reconfigurou a vida universitária americana, deixando traços visíveis até hoje.

Se o Brasil tiver senso de oportunidade, algo parecido poderá ocorrer entre nós. Devido à crise econômica e social, não são poucos os acadêmicos europeus ou jovens doutores de talento que gostariam de imigrar para um país onde se pode desenvolver pesquisas sem temer o próximo corte orçamentário.

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Doações e universidades públicas

Autor: 

Ontem vários veículos da mídia tradicional (Folha, Globo, etc.) deram destaque a um projeto da Escola Politécnica (Poli) da USP de estabelecer um fundo de investimento para captar doações e gerar recursos para a pesquisa:

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/931316-poli-usp-quer-captar-verba-p... Leia mais »

As aulas em inglês nas universidades de SP

Por Claudio W. 

Da Folha.com

01/05/2011 - 10h05

Universidades de São Paulo tornam inglês língua 'oficial'

JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO

Aulas ou seminários em inglês, sem tradução, em diferentes áreas do ensino universitário --como agronegócio, química e odontologia.

O cenário poderia ser uma universidade dos EUA ou da Europa, mas não é.

Instituições do interior do Estado de São Paulo têm ampliado suas ofertas com língua estrangeira. O objetivo é enriquecer o currículo dos alunos e prepará-los para o mercado de trabalho. Leia mais »