Mais coisas sobre Niterói do Rio Macacu - Por IV Avatar do Rio Meia Ponte

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 Bacia Hidrográfica do rio Macacu


A bacia do Guapi/Macacu possui uma área de drenagem de cerca de 1640 km² (...) Macaé de Cima, à leste pelas serras da Botija e de Monte Azul e ao sul pelas serras do Sambê e dos Garcias.(...)  O rio Macacu nasce na serra dos Órgãos, a cerca de 1700m de altitude, no município de Cachoeiras de Macacu, e percorre aproximadamente 74 km até a sua junção com o Guapimirim. Os principais afluentes são os rios São Joaquim, Bela Vista, Bengala, Soarinho, das Pedras, Pontilhão e Alto Jacu, pela margem esquerda, e os rios Duas Barras, Cassiano e Guapiaçu, seu maior afluente pela margem direita.

(...)
A partir da confluência do Guapiaçu com o Macacu inicia-se o Canal de Imunana, construído pelo extinto A Bacia do Guapi/Macacu é responsável pelo abastecimento de cerca de 2,5 milhões habitantes dos municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirm, Itaboraí, São Gonçalo e Niterói, além de ser utilizada para irrigação e piscicultura.

O uso do solo é predominantemente rural, com áreas de vegetação natural, agricultura e de pastagens.

A história da ocupação de área da bacia do rio Macacu remonta do início da colonização do Brasil. A sesmaria de Macacu, estabelecida em 1571, teve seu primeiro povoado denominado Santo Antônio de Sá. Em 1923, este povoado recebeu o nome de Cachoeira de Macacu.

No caso do município de Magé, sua origem data de 1567, com a instalação do povoado de Magé, próximo a foz do rio Magé. O município de Guapimirim foi criado a partir do desmembramento de Magé (criação em 21/12/1990 e instalação em 01/01/93).

A ocupação do recôncavo da baía deu-se a partir da plantação da cana-de-açúcar nas terras baixas e de colinas (séculos XVI a XVIII).

Os rios nas áreas de baixadas exerceram importante papel na penetração e colonização da região. "Ao longo de suas margens é que se foram alinhando engenhos e fazendas e por eles é que descia para o Rio de Janeiro a produção" (Lamego, 1948).

O rio Macacu era navegável até Porto das Caixas (atualmente Bacia do Rio Caceribu) onde era realizado o embarque da produção de Itaboraí.


(...)

Por IV Avatar

Continue a ler o texto..muito interessante,,,atente para o papel dos sanimais, os seres humanos e as pessoas jurídicas nas cidades.

Aqui sobre as pessoas jurídicas do Rio Macau...(sic)...


"(...) Algumas empresas instaladas na região são responsáveis por atividades potencialmente poluidoras na área da bacia do Guapi/Macacu. A CIBRAPEL-Papel e Embalagens, a CCPL - Macacu e a Klabin Fábrica de Papel e Celulose S/A estão na lista da FEEMA das 155 indústrias prioritárias para controle em toda a Baía de Guanabara.

Os resíduos sólidos urbanos coletados na bacia são dispostos nos vazadouros de Bonfim, em Guapimirim (cerca de 20 toneladas/dia) e em Japuíba, no município de Cachoeiras de Macacu (cerca de 80 toneladas/dia). (...) "




Os interessados nos rios Guapi/Macacu, Caceribu e Guaxindiba/Alcântara, que deságuam na APA de Guapi-Mirim estão se articulando e já formaram uma Comissão Pró-Comitê das Bacias do Leste da Guanabara. Em breve será buscada a sua aprovação junto ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos.

Qualidade das águas da bacia do Guapi/Macacu

Os rios da bacia são considerados, segundo a Resolução CONAMA no 020 de 18/06/86, que classifica as águas doces, salobras e salinas, como de Classe 2 , cujas águas são destinadas:

a) ao abastecimento doméstico após tratamento convencional;

b) à proteção das comunidades aquáticas;

c) à recreação de contato primário (natação, esqui aquático e mergulho);

d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas;

e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação.

As nascentes de qualquer rio são especialmente protegidas e estão enquadradas na Classe I, cujas águas são destinadas ao abastecimento doméstico com simples desinfecção e à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.