Por Antonio Nelson

 

Caminhos do Vento e Bêbado na chuva são algumas composições em destaque no repertório do Jazz e da Bossa Nova na Bahia.

As recordações da difusão destes gêneros viajam para a década 1980, no Rio Vermelho, bairro boêmio da cidade do Salvador.

Nítidas na memória afetiva do Grupo Triat’uan, composto pelo violinista e arranjador Edu Fagundes, do também violinista, e saxofonista Luciano Chaves, e do ícone da percussão baiana e brasileira Antonio da Annuciação.

A ascensão e “queda” na capital baiana do som instrumental ocasionou pouco espaço na cidade e na grande mídia.

De acordo com o Triat’uan, grupo consagrado na música instrumental da Bahia, a efervescência no Rio Vermelho acontecia nos bares Clave de Sol, Dama da Noite, Bilhostre; e Ebony, no bairro da Pituba.


Para eles, Salvador viveu o clímax do som instrumental. Bossa Nova, Chorinho, Samba e harmonia negra norte-americana.

Edu Fagundes também toca clarinete. Lecionou no Liceu de Artes e Ofícios e na Academia de Música da Bahia (AMBAH). Já Luciano Chaves, com apenas 11 anos, tocou flauta doce na Orquestra Sinfônica de Camaçari, sob o solo do concerto de Bach.

Edu e Luciano já tocaram na banda Terra Samba, Pinel; com os cantores Ricardo Chaves e Emanuele Araújo.

Annunciação tocou bateria por mais de 15 anos com Hermeto Pascoal. Residiu em São Paulo propagando o som do bongô e outros instrumentos percussivos. Com 74 anos, Annunciação denuncia muita vitalidade no palco, ao lado dos amigos Edu e Luciano.

Meu primeiro contato com o Triat’uan foi na apresentação do seu primeiro CD, Caminhos do Vento, no XVII Festival de Música Instrumental da Bahia, no Teatro Vila Velha – Passeio Público, em   17 de dezembro de 2011.

Através do cibermundo Caminhos ao Vento é disseminda na rede.