Rock in Rio é a antítese do que se convencionou chamar rock. O rock como se desenhou no mundo moderno  na revolta beatnik, sempre 'on the road', começou a morrer com a partida de Janis Joplin,  a cantora emblemática de um espírito, de uma atmosfera, de uma revolução. O anjo da morte também levou Hendrix, em uma década onde a indústria cultural começava a parir o ovo da serpente: criar uma geração de consumidores para gastar seu dinheiro em um lixo imemorial.

 O factóide alcunhado Rock in Rio, cheira a malandragem, equipara a inteligência alheia com a daqueles parvos que ainda tentam adivinhar onde está a bolinha no jogo de tampinhas. Poperô e música de baixa qualidade imperam no set list. Chamem Jim Morrinson e perguntem o que ele acha que a Beyoncê e a Ivetona podem fazer com a energia delas. Poupo o vocalista da resposta: podem fazer o mesmo que as garotas do Liberty, fazem todos os dias. O que dizer do idoso Ney Mato Grosso submetido a um festival que carrega a palavra rock em seu título? Iron e Bon Jovi não podem ser classificados exatamente como o update do rock. Só a Globo rainha do PIG e detentora de uma dívida gigante no Fisco, pode submeter o espectador mais ingênuo a um vexame desses. Impunemente.        

Koelho Lukaks