Por Dayana Aquino

Estudo ressalta possibilidades de uso da biomassa  e os obstáculos para sua ampliação na matriz energética

O aproveitamento da biomassa para fins energéticos deve ampliar sua participação na matriz energética mundial nos próximos anos. O uso dessa modalidade de geração de energia deverá se ocorrer em diferentes escalas e na co-produção, somando, por exemplo, atividades agrárias com a geração elétrica, tornando uma forma de comunidades rurais terem acesso a energia limpa.

Essa é uma das considerações apresentadas no estudo “Biomassa e Energia”, elaborado pelo professor e pesquisador da Universidade de São Paulo, José Goldemberg. O documento traça um histórico do uso da biomassa, que já teve participação de 85% na matriz mundial em 1850, fala das possibilidades de uso nos países, do potencial da biomassa moderna no futuro e dos obstáculos ao seu uso.

Importante ressaltar que além dos conhecidos biocombustíveis, diferentes tecnologias podem dar fins energéticos à biomassa, seja o processo de gaseificação, cogeração, resíduos sólidos urbanos, gases de aterros sanitários e águas residuais são alguns dos métodos citados.

A título de comparação, o estudo ressalta que dos aproximadamente 100.000 Terawatts de fluxo de energia solar que atingem a superfície da Terra, cerca de 4.000 Terawatts atingem os 1,5 bilhões de hectares de plantações existentes no mundo. “Admitindo que as tecnologias de biomassa moderna possam atingir uma eficiência da conversão energética de 1%, essas plantações poderiam, em teoria, produzir 40 Terawatts de fluxo de energia, ou mais de 3 vezes o atual fluxo de abastecimento global de energia primária de 14 Terawatts”. O autor ressalta que essa conta não pressupõe a utilização das áreas cultiváveis apenas para a produção de energia, apenas sugerem o potencial que biomassa possui.

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