Com a posse dos novos prefeitos, em janeiro de 2013, os secretários municipais de Saúde terão quatro anos para trabalhar, com a oportunidade de efetivar a construção de cidades mais saudáveis. Na corrida em direção à melhoria da qualidade de vida da população, cada um tem suas estratégias para superar obstáculos e cumprir suas metas. Atenta à diversidade de cenários encontrados por eles, a Revista Radis, publicada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz (Ensp/Fiocruz) enfoca dificuldades e possibilidades em algumas capitais brasileiras na área de Saúde. Distâncias e semelhanças foram encontradas entre as realidades de Boa Vista, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Macapá, Palmas, Salvador, São Luís, Teresina e Vitória. Para algumas delas, os problemas começaram já na troca de bastão entre a gestão que deixa a secretaria e o time que começa a trabalhar: os novos alegam, entre outros problemas, ausência de informações sobre a rede de saúde que terão que administrar nos próximos quatro anos; em alguns casos, denunciam o sucateamento da rede e a necessidade de sua reconstrução. Uma barreira comum a ser ultrapassada é o hiato existente entre o discurso que sustentou o programa político do candidato e a realidade encontrada após a eleição. Programas e ações prometidos em campanha somente serão executados na medida em que a casa for arrumada, argumentam os gestores. Segundo eles, os obstáculos são visíveis: unidades superlotadas; desabastecimento de insumos básicos; contratos irregulares; falta de continuidade na condução da política de Saúde. A maioria dos secretários alega não ter recebido o município em ordem, o que atrasaria o início de sua trajetória e dificultaria o processo de implementação de ações mais afinadas com o que prometeram os prefeitos. No horizonte comum dos relatos, os gestores apontam para a necessidade de estruturar a rede de assistência à Saúde, de se investir na Atenção Básica e enfrentar o subfinanciamento do sistema. Para cumprir suas metas, a maioria deles considera que a grande demanda nas capitais exige maior participação dos governos estaduais e do Ministério da Saúde, com o objetivo de fortalecer localmente o SUS.  Veja a matéria completa na Revista Radis.