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Negros, brancos, índios, pobres e ricos, este é o retrato do Brasil, país de diversidade cultural acentuada, que enfrenta diariamente a desigualdade étnica e social. E, na tentativa de promover a igualdade, surgem as políticas afirmativas. Uma das ações mais polêmicas é a proposta de criação das cotas raciais, cujo objetivo é garantir o ingresso de negros nas universidades públicas e/ou privadas.

Entretanto, a proposta é polêmica e levanta duas correntes de pensamento: para a primeira, as cotas reparam os abusos históricos sofridos pelos negros e são mecanismos de inclusão; já para a segunda, as cotas ampliam o preconceito racial e, por beneficiar negros, culminam na exclusão social. Negros e brancos pobres não teriam o mesmo direito à educação? A política de cotas raciais, não beneficiaria apenas o negro e deixaria o pobre, branco, à margem? Qual seria o modelo ideal de programas de inclusão: critérios étnicos ou sócio-econômicos? O que pensam as universidades?

Para debater o tema, o Brasilianas.org desta semana convidou o coordenador de pesquisa do vestibular da Unicamp, Maurício Kleinke; o advogado e integrante da Comissão Assuntos Anti-discriminatórios da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Roberto Militão, e o diretor da Educafro, Frei David dos Santos.

Horário: Segundas, às 22h

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3 comentários
imagem de RMARINHO

A falta de consciência histórica gerou a necessidade das cotas. Entendo ainda que as cotas devem ou deveriam ter um prazo de vigência. Lembrando-se ainda que, a falta de oportunidades em todos os setores da sociedade perpassa pela educação; sem um investimento responsável na educação, outros tipos de cotas irão surgir.

 
imagem de Priscila Leão

Bela discursão, eu particulamente não apoio as cotas para a etnia negra, pois não é por conta de uma cor que pode-se ter o direito de facilidade de ingressar em uma universidades. E os brancos pobres? será que esses também não teria uma oportunidade de estudar?

 

Priscila Leão

imagem de Anônimo

Excelente programa, mas há que salientar que, se felizmente não existem raças do ponto de vista biologico, existem do ponto de vista sociologico e infelizmente isto esta incrustado na sociedade brasileira. para quem duvidar disso, pergunte a umpolicial ous egurança de shopping se , ao abordar um pobre ou aluno de escola publica não vai direto no menino negro. Um abraço

Luis mergulhao

 

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