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País asiático investe na aquisição de empresas norte-americanas de base tecnológica

De 2002 a 2012, os investimentos na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) da China saltaram de US$ 40 bilhões para US$ 120 bilhões, podendo chegar a US$ 160 bilhões em 2013. O destaque foi feito pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alessandro Teixeira, durante o 28º Fórum de Debates Brasilianas.org, sobre política indústrial, realizado dia 23.

A FBCF é um índice que calcula o quanto as empresas investem em bens de capital, aqueles que servem para produzir outros bens, como máquinas, equipamentos e materiais de construção. Logo, é exatamente o oposto de capitais de caráter especulativo.

Outra característica importante da política industrial chinesa, apontada por Teixeira, são os fortes investimentos na compra de empresas no exterior. Este ano, os investimentos do país asiático, nesse sentido, devem chegar na casa dos US$ 70 bilhões. “E boa parcela desse valor tem sido direcionada para os Estados Unidos, onde a China tem adquirido empresas com base tecnológica nas áreas de farmácia, biotecnologia, nanotecnologia e TI”, completa o porta-voz do MDIC.

Para Teixeira, a estratégia do governo asiático é uma forma bem sucedida e “muito inteligente” de encurtar o caminho no processo de transferência tecnológica, ponderando sobre a importância do Brasil se “alojar à política chinesa”, nesse sentido.

Investimentos externos no mundo

Segundo dados do Banco Central, os investimentos externos direitos no Brasil, saltaram de uma média de US$ 19 bilhões, no início de 2002, para US$ 60 bilhões, em 2012. O importante, ressalta Teixeira, é que pouco menos de 50% do montante, US$ 25 bilhões, foi aplicado nos chamados Greenfield Project, ou, projetos novos para a economia do país.

Até o início dos anos 2000, a União Européia atraia 50% de todo o investimento externo direto realizado no mundo, hoje a região não atrai mais do que 35%. Enquanto os Estados Unidos  recebiam em média US$ 120 bilhões em investimentos externos, sendo 70% para Greenfield Project.

Hoje, a situação norte-americana está um pouco mais séria, porque mais de 60% dos recursos financeiros que recebe, pontua Teixeira, advém da venda de suas empresas.

 

Alessandro Teixeira, secretário-executivo do MDIC. Foto: Pedro Napolitano

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