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Nesta segunda-feira (04) será gravada uma edição do programa Brasilianas.org para debater os perigos do uso excessivo de produtos químicos na produção de alimentos. Quer participar encaminhando perguntas para os entrevistados? Então clique aqui.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e para discutir os meios para reduzir os impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana decorrentes do uso excessivo de defensivos e pesticidas o apresentador Luis Nassif receberá o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, o professor de Gestão Ambiental na USP Leste, Luis Cesar Schiesari e o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Orlando Melo de Castro.

Essa edição será gravada nesta segunda-feira (04) e irá ao ar no dia 25 de Novembro. Se você quiser colaborar com o debate, envidando perguntas, clique aqui. Receberemos as questões até às 17h30. 

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou que 36% das amostras de frutas e verduras analisadas em 2011 continham irregularidades na presença de agrotóxicos, contra 29% das amostras analisadas em 2012. A utilização dessas substâncias químicas em grande quantidade, além de prejudicar a saúde humana, é capaz de causar desequilíbrios ambientais com impactos negativos sobre a produção de alimentos.

No ano passado, o Departamento de Agricultura dos EUA identificou que os agrotóxicos estariam por trás da Síndrome do Colapso das Abelhas, nome dado ao aumento crescente da taxa de mortalidade entre esses insetos em diversas regiões do mundo.

Algumas espécies de abelhas são fundamentais para a produtividade agrícola, pois contribuem com a polinização.  O governo norte-americano calcula que nos últimos seis anos o agronegócio local perdeu 2 bilhões de dólares decorrentes do desaparecimento de, pelo menos, 10 milhões de colmeias.

O Brasil também vem sofrendo o ‘fenômeno’. Nos últimos dois anos, o país caiu da 5ª para a 10º colocação mundial de exportação de mel por conta do abandono inexplicável de colmeias. Em 2011, o desaparecimento de abelhas chegou a quase 100% em algumas regiões de Santa Catarina,  segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).


Maico Vogel, divulgação

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