Desistências no leilão de Belo Monte

Por Alessandro Guimarães Pereira

Alguém explica o último parágrafo?

Odebrecht e Camargo Corrêa desistem da usina de Belo Monte

Folha Online
MARCIO AITH
da Reportagem local

O consórcio formado pelas construturas Carmargo Corrêa e Odebrecht acaba de desistir do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, previsto para o próximo dia 20.

A decisão foi tomada após um estudo rigoroso das condições do edital e das respostas que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou ontem a indagações feitas pelos técnicos das duas construtoras.

Com a desistência da Camargo e da Odebrecht, o governo tenta às pressas convencer algum outro grupo empresarial a competir com o único consórcio que já registrou-se para a licitação, formado pela Andrade Gutierrez, a Neoenergia (associação entre a Iberdrola, a Previ e o Banco do Brasil) e dois autoprodutores de energia: a Vale e a Votorantim.

Na prática, a desistência deu-se quando o consórcio não aderiu ao cadastramento da Eletronorte, cujo prazo venceu hoje às 17h. Segundo as normas da licitação, os consórcios poderiam associar-se a empresas do grupo Eletrobras para participarem do pleito. Dado o tamanho do empreendimento, Camargo e Odebrecht só entrariam na disputa com a participação da Eletronorte.

Na hipótese de apenas um consórcio participar da disputa, ficará extremamente comprometido o ambiente de competição que a ministra da Casa Civil e virtual candidata ao Planalto, Dilma Rousseff, deseja dar à construção da terceira maior hidrelétrica do mundo (depois de Três Gargantas, na China, e Itaipú).

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56 comentários
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francisco inocencio de carvalho filho

Acredito no conceito e reputação do MME, ANEEL, ELETRONORTE, pois tamaha decisão e responsabilidade dia 20.04.2010 vai ficar na nossa história. Muito grato, e que tudo ocorra bem.

 
 
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francisco inocencio de carvalho filho

Dificil acreditar que camargo e odebrecht fiquem fora do empreendimento.os novos criterios de flexibilidade foram anuciados depois da desistencia e agora? que vai fazer realmente a obra?

 
 
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Luis Malheiro

Você não está errado. Está apenas equivocado, pois não percebeu que o último parágrafo não deveria fazer parte da notícia, é uma opinião plantada e disfarçada de fato... Poderia, talvez, estar no editorial.

 
 
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Tomas Paoliello

Alfredo, Obrigado pela disposição de debater em alto nível. Em relação ao apoio a Dilma, presumi e no seu caso errei, mas se relermos a maioria dos comentários aqui são neste sentido. E acredito que inclusive foi o objetivo da postagem... Volto a questão da expulsão das pessoas. Não estamos tratando de grandes cidades onde as pessoas consomem o espaço sem maiores relações de pertecimento. As pessoas que perderão seus lares tem uma relação unica com o espaço onde vivem. São relações ecológicas-econômicas sustentáveis e extremamente necessárias numa região com um bioma que está sendo devastado rapidamente. São conhecimentos tradicionais (mto valiosos) que perderemos, pois estas pessoas na cidade não vão reproduzi-los. Acho que isso está sendo esquecido na conta sobre a viabilidade econômica, a sustentabilidade ambiental e relevância social da barragem/usina. Abraço

 
 
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alfredo machado

Caro Francisco Magalhães: Obrigado pelo retorno. Se foi realmente DINHEIRO e você acertou, kibon, pois eu confesso que tinha dúvidas. O importante, o que realmente interessa é a usina pronta, gerando energia parta o país; dinheiro prá campanha, neste caso, é algo de mínima importância, em minha opinião. Um abraço

 
 
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alfredo machado

Caro Tomas Paoliello: Obrigado pelo retorno. Justificar apoio a Dilma Rousseff? Em relação à minha opinião, é erro redondo o seu raciocínio. Não pense que observo esta questão com viés eleitoreiro, pois seria dar tratamento mesquinho a obra cujo objetivo é trazer razoável tranquilidade ao país em termos de energia e mais nada. Quanto aos que de lá saírem, certamente serão bem recompensados, esteja certo que a oposição dará conta disso, no que ela faz muito bem. Quanto à questão ambiental, já estou farto de emitir a minha opinião sobre o assunto, aqui no blog. Quanto a Dilma, Serra, Agripino ou qualquer outro, são todos essencialmente iguais, bichos políticos que passam, enquanto a energia permanece. Um abraço

 
 
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Tomas Paoliello

Exatamente. O problema é que a questão é explorada eleitoralmente. Do lado da grande mídia (através da Folha), para atingir a Dilma. E do lado da Dilma, como se a obra fosse a oitava (no caso a terceira né) maravilha do mundo.

 
 
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Francisco Magalhães

Foi o que falei acima. A questão é DINHEIRO. A questão eleitoral é quase irrelevante, até pq as empreiteiras vão financiar todas as candidaturas. E quanto mais obreiro o candidato, mas dinheiro pro cofre da campanha.

 
 
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Tomas Paoliello

E se vc tivesse que abandonar sua casa, e saber que a terra que sempre morou será alagada e nunca mais vc vai ver a paisagem onde sempre viveu. O espaço de onde tirou sua sobrevivencia... Acho q a sua opinião sobre os mecanismos democráticos (como o Ministério Público) seria diferente. Sobre a questão ambiental... bem quem quer saber disso hj em dia né. Triste ver alguns, que para justificar o apoio a Dilma vamos ter que apoiar coisas absurdas, que nao tiveram discussões democráticas (e por isso estão sendo questionadas pelo MP)? Dilma sim, mas não incondicionalmente. Dilma sim, mas com consciência e cidadania.

 
 
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alfredo machado

Caro Vinicius AC: Você acaba de dar a melhor notícia sobre o leilão, a chegada de um consórcio de várias empresas nacinoais de grande porte com empresa chinesa. Confirmado o fato, ficarão afastados diversos argumentos que o tucanato iria usar sem pestanejar. Agora resta a nossa burrocracia, aí incluídos MP, Ibama,etc.. fazer a parte que lhe cabe, ajudar, ao invés de atrapalhar com as vírgulas a construção do importante projeto. Um abraço

 
 
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Vinicius AC

Empreiteiros não aguentam preço que o Governo impõe. Aparece outro grupo para concorrer à hidrelétrica de Belo Monte. http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=29585

 
 
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Paulo Cezar

Mais uma vez a Folha "Falha" >

http://www.valoronline.com.br/?impresso/especial/195/6198055/grupo-berti...

Grupo Bertin forma consórcio para Belo Monte

Josette Goulart e Fernando Teixeira, de São Paulo 08/04/2010

O grupo atendeu a chamada pública da Eletrobras, encerrada ontem às 17h, para ter a estatal como sócia

Saem a Camargo Corrêa e a Odebrecht e entra o grupo Bertin. A empresa, junto com as construtoras Queiroz Galvão, OAS, Mendes Júnior, Serveng e ainda com apoio de um grupo chinês, formou um consórcio para disputar a usina hidrelétrica de Belo Monte. O grupo atendeu a chamada pública da Eletrobras, encerrada ontem às 17h, para ter a estatal como sócia. Essa pode ser uma saída para o governo federal, que viu ontem as duas maiores construtoras do país anunciarem oficialmente que estão fora da disputa por considerar o projeto economicamente inviável.

A pressão, no entanto, continua forte e fontes importantes do grupo formado por Andrade Gutierrez, Vale, Votorantim e Neoenergia, que há mais de uma semana se apresentou para ser sócio da Eletrobras, afirmam que com a tarifa imposta de R$ 83 por megawatt-hora o governo terá de ceder em alguns pontos se quiser uma disputa no leilão. Isso porque seria grande a dificuldade para obter o retorno do capital investido nas condições atuais.

As construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa deram sua cartada final ontem ao anunciar a saída da disputa. Deixaram em aberto, entretanto, a possibilidade de voltar ao empreendimento caso o governo altere algumas condições da disputa. Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, com capacidade para gerar 11.233 megawatts - uma obra que não pode ser dispensada no currículo de grandes construtoras.

Por sua vez, o grupo Bertin conta com o fato de estar bastante capitalizado após ter vendido seu frigorífico para a JBS. A empresa está investindo fortemente em infraestrutura e no setor de energia constrói 28 usinas termelétricas, que, juntas, vão somar um total de 5,3 mil megawatts de potência instalada

 
 
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basílio

Infelizmente tudo nesse ano está comprometido com o debate eleitoral basta ver a insinuação maliciosa no último parágrafo do artigo.

Existem vários parâmetros a serem analisados pelos especialistas, levantamento de custos da obra, preço da energia a ser vendida, distancias, cotas, custos marginais, consórcios, empreiteiras, legislação, etc.

O que importa realmente não é a quantidade de competidores do leilão e sim, e somente isso, construir a usina ao menos custo viável e com a maior economicidade ao consumidor, que é quem vai pagar a conta final da fatura.

Empreiteiras não são especialistas em operar usinas e sistemas elétricos, ainda mais de grandes investimentos com maturação a longo prazo, o foco delas, ainda que tenham procurado a diversificação, é a construção de obras e o conseqüente recebimento de seu retorno em prazo relativamente curto e previsível.

Para nós, a população, antes um alegado "fracasso" no leilão (evento que sempre pode ser refeito, se necessário) com um só competidor e energia a um preço "x" do que um dito "sucesso" no leilão (que nesse caso não seria repetido) com "n" competidores e energia a um preço "3x".

Vamos pensar no nosso bolso, queremos é energia de qualidade, segura e barata, o que parece estar sendo perseguido.

 
 
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S.V.

As empresas de engenharia internacionais são melhores que as brasileiras.

 
 
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Regina Cubas

Mais um profissional da palavra que não sabe usar pronomes: "que já registrou-se". A gente errar nos comentários é normal, mas quando a palavra é o instrumento de trabalho, aí complica, será que ele não sabe que o advérbio atrai o pronome?

 
 
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Sérgio Lamarca

Nassif.

Como tem gente jogando contra, né? Se quisermos que nossos netos e filhos vivam em um país com padrão de vida "civilizado", precisaremos de energia elétrica limpa e barata. Neste últimos dias só temos observados "torpedos" contra o projeto de Belo Monte. A tática é simples, vc faz uma entrevista com um "bicho grilo", joga gasolina na fogueira ecológica e colhe fogo e fumaça. Depois incita algum "pavão" do ministério público, louco por holofotes e microfones. Transforma ambas em uma reportagem e culpa o governo (de qualquer um). Este fica emparedado e puxa o freio de mão. Assim, Belo Monte, ficou na geladeira por mais de 20 anos. Toma apagão, toma subdesenvolvimento, mas a sanha do atraso de uma cúpula midiática fica satisfeita. Quando a "quinta-coluna" incrustada em nossa mídia vai parar de desconstruir o Brasil?

 
 
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Tomas Paoliello

É. Esses inimigos do povo né. Índios, veja que absurdo, em pleno século XXI!! Ambientalistas?!! Não acredito!! O meio ambiente está indo tão bem! Ministério Público?!! Vamos acabar com isso!! Justiça é só para os que podem pagar por ela!!

obs.: comentário irônico, mas eu voto Dilma 13!

 
 
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Francisco Magalhães

Por que campanha eleitoral? O que as empreiteiras ganhariam prejudicando a Dilma, Serra ou quem quer que seja? Elas vão ganhar dinheiro do mesmo jeito. Aliás, teriam ainda menos motivos pra prejudicar a candidata "mais obreira" do Brasil. Onde estou errado?

 
 
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evandro condé

Algum impedimento de empresas estrangeiras participarem do empreendimento? Ou do leilão, como queiram.

 
 
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Rodrigo Prado

Já estava cansado de ler pré-candidata, agora virtual é nova! Esse jornalista ainda tem esperança que a Dilma não seja candidata do Planalto? Outra coisa é interessante mesmo, ele não ficou sabendo que a Dilma não é mais ministra da Casa Civil. A resposta é simples: o jornalista quer vincular a desistência das empresas como se fosse um fracasso a gestão da Dilma na Casa Civil. É insano.

 
 
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alfredo machado

Caro Luiz Eduardo Brandão: Obrigado pelas informações, nelas incluído o alerta quanto à diferença entre leilão e concorrência. Isto posto, a concreta possibilidade de participação de multinacionais facilita a presença de outros concorrentes a um leilão de fato. Um abraço

 
 
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Mario Blaya

mas não era isso mesmo que ambientalistas, indios, Ministerio publico tanto buscaram ao imporem exigencias absurdas ao ponto de inviibilizar hidreledricas lá e em todo o pais, pois as exigencias deverão se repetir em todos os lugares. Tomara que no futuro se reunam a luz de velas para festejar essa vitoria!

 
 
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Tomas Paoliello

Vamos juntos formar um consórcio. Aí depois é só pegar um financiamento do BNDES, fazer as obras e correr pro abraço!

 
 
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Henrique

ZING! Esse erro foi tosco mesmo.

A matéria é velha? Ou é recente, e o cara deu o maior mole da história da humanidade? Ou pior ainda, fingiu que deu mole só pra jogar a Dilma na roda?

 
 
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antonio

Se apelarem pra concorrencia internacional vai dar um auê geral. Mas se tivessem peito de fazer a usina saía uns 30% mais barato!

 
 
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Marcos P.B.

Caro Alessandro,

eis mais um exemplo de tentativa de desconstruir a imagem da Dilma procurando caracterizar alguma incompetencia ou algo assim.

Vai dos adjetivos pejorativos como mentirosa, terrorista, etc.

Até porque o Sr. Aith se esqueceu que ela já deixou o ministério.

Pura propaganda subliminar sustentada pela hipótese de que se colar exaustivamente certos adjetivos em determinada pessoa as pessoas acabam por acreditar que é assim mesmo. Sabe aquela frase do Goebbels : "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade" ?

 
 
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louzada

Não tem jeito, se tudo correr bem A Dilma vendeu a obra para os vencedores e é corrupta Caso algo de errado, a Dilma é incopetente Se a obra for realizada, ela não deveria ser executada Caso haja desistencia do projeto , a obra deveria ser executada. Vai ser sempre assim , afinal de contas a campanha já começou

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

Está aberta a empresas internacionais. Conta-se por exemplo com a franco-belga Suez. Em todo caso, não se confunda leilão com concorrência. Fosse concorrência, aí sim, ter um só concorrente comprometeria a desejada competição.

 
 
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alfredo machado

Caro Alessandro Guimarães Pereira: Muito obrigado pelo retorno. Sobre o que o repórter imagina, eu desconsidero, pois ele não merece credibilidade. Sobre outro grupo a ser formado para concorrer,convém que seja logo anunciado, pois não seria bom ao governo federal uma comparação com o ocorrido em algumas das privatarias ocorridas no goverrno FHC, como as da Light, Telemar e outras. Um abraço.

 
 
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Fabio SP

Ué,ela deixou de ser a mãe do PAC?

 
 

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