Integração humana e desvarios imobiliários

Por will
 

A área que pegou fogo, está cada dia mais valorizada. um apartamento naquela região não sai por menos de 1 milhão de reais. Na época da desapropriação para a construção da Av. Água Espraiada, os moradores das favelas recebiam ofertas para compra de barracos. Ou iriam para outra região nos cingapuras, ou cohabs, ou recebiam um dinheiro. o Vigia da minha rua morava lá, e preferiu o dinheiro. mas ao que parece, os moradores são de fato, proprietários daquele terreno, pelo uso capião. Só pra ter uma idéia, há mais de 40 anos, aquilo era um córrego grande, que saia lá de trás do aeroporto de congonhas até a Berrini /Marginal. E toda essa extenção era uma favela só. Dos dois lados das margens. Então com a Avenida feita, a rede globo, a Berrini e seus shoppings e arranha-céus começou a valorizar surrealmente toda região. Um dos últimos locais de favela é o popularmente e tradicionalmente conhecida como Morro do Piolho (nome até mencionado em uma música dos Racionais Mcs) ou favela da União, pois havia um campo de futebol conhecido com o mesmo nome. Isso na década de 70/80. A favela sempre teve uma interação com o bairro, pois há escolas públicas de todos os graus no bairro do Campo Belo. E não foi surpresa ver muitos moradores antigos e novos ajudando o pessoal desabrigado. Um morador de lá, trabalha como carroceiro, e invariavelmente presta alguns serviços pra gente, pois na reforma que fizemos em casa, havia muito entulho e ele carregava para nós. Tdos eses dias, tenho perguntado a minha mãe à respeito dele, já que o maluco tem 11 filhos ( espalhados) e um é bebe de colo. Ela disse surpresa que estão todos bem, apesar de tudo. Parece que o lugar ainda está garantido, e as perdas materiais parecem não ter tanta importância. Acostumados a viver na "lona" e a viver na adversidade, não perdem a energia para a guerra diária da sobrevivência.

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3 comentários
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Jair Fonseca

Pois é, toda grande cidade do Brasil tem favelas. No Rio, então, nem se fala. Mas em São Paulo, incêndios o tempo todo em favelas. Claro que aí tem cosa criminosa. MUITA GRANA em jogo.

E o Morro do Piolho, antes dos Racionais, já era citado por Adoniran Barbosa, "No programa História das Malocas"...

 
 
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Evaristo

O MPE de São Paulo tira mais de R$ 1 bilhão do orçamento anual de São Paulo mas não presta os serviços demandados pela cidadania que é proteger o cidadão. A instituição foi aparelhada pelo PSDB e como o governo é tucano eles estão hibernando,fingindo que não estão vendo as irregularidades que acontencem na cidade e no Estado. É lastimável uma postura tão hedionda dessa instituição que deveria ser republicana e não apenas atuar quando o governo não é do PSDB.

 
 
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Julião

Como já escrito em comentário anterior, hoje, neste blog, o incêndio cheira mais do que queimado, cheira crime mesmo. O surpriendente é a ação do MP de SÃO PAULO! VIVA !

 

julião

 

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