Re: Cortiços: o mercado habitacional de exploração da pobreza

imagem de Fuhgeddaboudit™
Fuhgeddaboudit™

O POVO, mesmo pobre e/ou analfabeto, é sábio: antecipa-se à incapacidade dos governantes e, se vira como pode. Senão, vejamos: entre as  Funções Sociais do "Minha Casa Minha Vida" não está incluida a de fazer milagres.  Ou sejaobter, gratuitamente, centenas de milhares de terrenos,  nos principais centros urbanos e cidades médias, periferias e nos gigantescos arcos populacionais que já se formam para fora dessas próprias periferias, onde se encontra 90% da população que precisa comprar um imóvel (porque não suportará pagar os aluguéis que já explodiram). Nas periferias e municípios contíguos à cidade de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília (por ex.) não há a menor hipótese de se construir e vender um apartamento de 35m2 por menos de R$ 150.000,00 porque no final do governo LULA a especulação com os preços dos terrenos incorporados às construções, com preços validados pela própria CEF, inviabilizou a estabilidade dos preços. A prestação decorrente, para a aquisição, sem entrada (os segmentos"carentes" / "baixos salários" em raríssimos casos têm dinheiro para dar entrada suficiente para reduzir o valor das parcelas), para o caso acima exemplificado, exigiria renda familiar de R$ 7.000,00. Basta informa-se na CEF.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.