O mutirão de limpeza de São Paulo

Por Gustavo Cherubine

Nassif, me desculpe, mas é demais prá cabeça!

Em vez de políticas estruturantes, com inclusão social e gestão compartilhada, o Kassab resolver fazer um mutirão…e dá-lhe gasto com publicidade na mídia!

Algo que deveria ser ação e política de governo permanentes, ganha ares de iniciativa heróica!

Assim não dá!

Do G1

SP terá mutirão de limpeza

Prefeitura promete recapear ruas, podar árvores e limpar bueiros.

O dinheiro deve vir do crescimento de 30% na receita do IPTU.

Agencia Estado

Avenida dos BandeirantesAvenida dos Bandeirantes passa por obras de recapeamento

Enchentes causaram mais que estragos na cidade. Elas também aumentaram o índice de reprovação do prefeito Gilberto Kassab (DEM) de 27% para 34% em apenas três meses, segundo o Datafolha. Para tentar recuperar a popularidade, ele decidiu contra-atacar. Nos próximos três meses, vai recapear ruas, podar árvores, limpar bueiros, reformar calçadas. Além de investir na publicidade do que vem sendo chamado pelo governo de mutirão da limpeza.

O dinheiro deve vir do crescimento de 30% na receita do IPTU, conseguido justamente com outra medida que atingiu a imagem do prefeito: o aumento do imposto para 1,8 milhão de paulistanos. A arrecadação entre janeiro e março foi de R$ 1,7 bilhão, contra R$ 1,3 bilhão no ano passado. Com os R$ 400 milhões de diferença, é possível recapear 933 dos 17 mil quilômetros de vias. “Fora o IPTU, o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) teve crescimento de 50%, comparados os primeiros trimestres de 2009 e 2010. A arrecadação mensal saltou de R$ 40 milhões para R$ 60 milhões. Isso nos permite retomar uma série de programas atingidos pela crise no ano passado”, diz o secretário municipal de Finanças, Walter Aluísio.

O fluxo do caixa da Prefeitura dos últimos 20 dias mostra que a manutenção da cidade voltou a ter dinheiro. No caso da pavimentação, serão liberados R$ 15 milhões mensais até o fim do ano – 50% a mais que o investido em 2009.

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41 comentários
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Fernando M.A.

Não entendi o desculpe! Não teve nada para pedir desculpa.

Concordo com o que escreveu (agora ou anteriormente no post), apenas não foquei no meu outro comentário o item 1 por aparentar ser uma opinião do Cherubini, o que no meu entender faltou uma base melhor para discutir (discussão no bom sentido da palavra).

 
 
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jura

Conheço muito bem essa história. Eles não vão fazer nada contra os cupins, até porque esses insetos também já tomaram conta da cidade. Vão fazer um teste com uma broca e se o tronco estiver oco, bau-bau. Uma a menos pra encher a paciência deles... Eu nem reclamo mais. Eles são sádicos, fazem questão de derrubar as árvores para se vingar de quem reclama. Quem cuida da arborização da cidade é agrônomo. Você já viu agrônomo gostar de árvore?

O pessoal do Viveiro Manequinho Lopes da SVMA, no Ibirapuera, sabe tudo de botânica e jardins, mas não apita nada nas subprefeituras, a quem compete cuidar da arborização urbana, cujos fiscais fazem o que bem entendem.

 
 
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jura

Isso é só no Ibirapuera, onde o solo está exposto, a insolação é melhor e há menos tráfego e fuligem no ar.

Imaginem no resto da cidade! A secretaria do meio-ambiente alega que está tudo OK, porque está plantando "milhões" de árvores em todo lugar. Só que eles não contam que morrem muito mais todos os anos. Que as árvores que caem não são replantadas. Que a Prefeitura deixa o toco das árvores mortas na calçada para derrubar os pedestres!

Em breve não haverá mais sombra de árvores em São Paulo. Só de prédios. São os chmados "canyons urbanos", responsáveis pelas ilhas de calor e pelo excesso de chuvas de verão.

 
 
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pereira

Cascudo em outubro eles estarão entupidos de novo, e tome chuva, Agora torça para não ser igual a do Rio se não o bicho pega. E sobre o G20 foi ideia do psdb. Tudo é ideia deles.

 
 
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Gustavo Cherubine

[email protected], duas notícias bem interessantes e, por que não, estruturantes sobre esse tema.

Abraços, Gustavo Cherubine.

http://multicolorinteratividade.blogspot.com/2010/04/informe-acao-civil-...

Informe Ação Civil Pública Catadores de Materiais Recicláveis – Instituto Polis Clique aqui e assista o vídeo da Cooperativa Nova Esperança.

Em 2002, a Prefeitura do Município de São Paulo criou, por meio do Decreto Municipal 42.290, o Programa Socioambiental Cooperativa de Catadores de Material Reciclável. O programa concretizava a geração de trabalho para a população de baixa renda, através do aproveitamento de resíduos sólidos e visando a promoção de defesa do meio ambiente e geração de renda e emprego. Ainda, promovia a sustentabilidade sócio-ambiental na gestão desses resíduos, por meio de convênios e termos de parceria entre a Administração Municipal e grupos organizados de catadores, para a implantação da coleta seletiva. No entanto, algumas associações de catadores de material reciclável e agentes de reciclagem, por ausência de cumprimento de alguns requisitos legais presentes no decreto regulador,não foram incluídos no programa. Tal exclusão do Programa Socioambiental Cooperativa de Catadores de Material Reciclável acabou por inviabilizar os trabalhos de cooperativas independentes e catadores individuais.

A exclusão imposta pelo decreto contribuía ainda mais para distanciá- los da sociedade, além de desprezar agentes promotores de sustentabilidade ambiental. Nesse sentido, a concretização do programa deveria ser imediata, face à gravidade dos mecanismos de exclusão social, em especial o desemprego. O manejo de resíduos sólidos e inclusão social, objetivos da política pública do programa em questão, não seriam atingidos com o término da parceria entre o Município e as cooperativas de catadores. Os contratos de convênio que foram interrompidos forçavam a descontinuidade das políticas públicas e exclusão produtiva destes grupos vulneráveis.

Com base nessas assertivas, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, o Instituto Pólis, o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos e o Instituto GEA, entraram com uma Ação Civil Pública no judiciário, requerendo: a criação de um plano de implementação progressiva de coleta seletiva de resíduos sólidos; a criação do conselho gestor do programa de responsabilidade social e geração de emprego e renda; e a realização de licitação para contratar cooperativas de agentes de reciclagem regularmente constituídas mediante convênio, para realizarem a coleta seletiva, a triagem, beneficiamento e comercialização dos resíduos sólidos coletados.

O trâmite dessa ação durou mais de 2 anos, porém a justiça reconheceu que as medidas requeridas na Ação Civil Pública eram necessárias e atendeu o pedido das Entidades, inclusive condenando a Prefeitura à implementação progressiva da coleta seletiva em todo o município no prazo de 12 meses, com a participação do conselho gestor. O magistrado concluiu que o ritmo da implementação do programa era incompatível com a relevância de seus objetivos em relação ao seres humanos e verificou também, que a participação deles na coleta do material reciclável vem sendo subaproveitada pela Administração Municipal. Outro ponto importante da sentença, foi o reconhecimento do dever da administração pública de prestar auxílio jurídico à regularização e à constituição das cooperativas e associações.

Estamos muito contentes com esta vitória! Agora é divulgá-la o mais amplamente possível e pressionar o poder público para que cumpra a sentença.

Abraços a todos e todas

Elisabeth Grimberg Instituto Pólis

http://www.pauloteixeira13.com.br/?p=4848

Alerta: são paulo pode perder R$ 6 milhões destinados à coleta seletiva

A cidade de São Paulo pode perder nada menos que R$ 6 milhões, verba destinada à tão relevante e urgente coleta seletiva.

Todo esse dinheiro, que é proveniente do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), seria usado na construção de dez galpões equipados para a triagem da coleta, mas segue aguardando (desde 2008!) a indicação por parte da prefeitura dos terrenos que serão usados.

Até agora, nada. Para garantir os R$ 6 milhões, a data limite para o início das construções é 3 de julho. Caso contrário, perderemos tão valiosa oportunidade.

Essa demora é inadmissível. Vou providenciar, mais que depressa, um discurso para proferir no Congresso e um ofício a ser destinado à prefeitura de São Paulo.

Acompanhe nota do site falapovo.com:

Integrantes do Grupo de Trabalho da Coleta Seletiva Solidária da cidade de São Paulo estiveram reunidos nesta segunda-feira, 12, com representantes da Prefeitura, para cobrar agilidade no processo implantação dos dez galpões equipados, para triagem da coleta seletiva, com recursos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). O processo começou em 2008.

A implantação do projeto envolve representantes dos grupos de catadores, seus parceiros e o poder público ( Prefeitura de São Paulo, Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal e Câmara Municipal ). Dez áreas já foram indicadas para as centrais de triagem, e cooperativas de catadores cuidaram da legalização. Das dez áreas apresentadas foram consideradas viáveis apenas: Lapa, Coopervivabem e Ipiranga- Coorpel. Aguardam resposta da Prefeitura: Campo Limpo, Coopergaia, Santo Amaro, Coopercaam, Aricanduva, Coreji, Santana Tucuruvi, Cantareira Viva, Capela do Socorro, Cooperpac. Foram consideradas áreas inviáveis: Santo Amaro Granja Julieta, Sé Cooper-Recifavela,

Para Santo Amaro Granja Julieta a saída será usar recursos do FEMA, porque a área tem metragem menor que a exigida pelo PAC.

Para o galpão de triagem, o terreno precisa ter 35 de frente por 60 de fundo, mínimo de 2.100 metros e estar em área mista ou industrial, não pode ser em área residencial, nem ter muito declive.

Para garantir os R$ 6 milhões da verba do PAC a data limite para a início da construção é 3 de julho. Pelo menos uma central precisará iniciar a obra, caso contrário a cidade de São Paulo perderá a verba. Afonso Celso de Moraes, diretor do Limpurd, afirmou que pretende dar início a pelo menos as duas centrais cujos terrenos já estão aprovados (Lapa e Ipiranga) e que os demais tem de começar a construção em 2010.

A próxima reunião do GT para saber quais são as outras áreas indicadas pelos sub prefeitos para implantação dos centros de triagem, acontecerá dia 29 de abril, na Câmara Municipal.

Segundo o GT, na cidade de São Paulo são produzidos diariamente, cerca de 15 mil toneladas de resíduos sólidos e menos de 1% desses são reciclados pela Prefeitura com o apoio das 17 cooperativas legalizadas.

Atualmente existem na Cidade de São Paulo cerca de 200 cooperativas sem documentação e em torno de 10 mil catadores individuas que juntos são responsáveis por 16% do que é reciclado na cidade.

As grandes cooperativas vendem seus materiais para empresas, os pequenos encaminham para “ferro-velho” ou vendem para atravessadores que repassam para indústrias.

As 2.500 toneladas de materiais que iriam para os aterros ou provocar enchentes na cidade rendem cerca de R$50 mil reais por mês para as cooperativas. Desse dinheiro as já legalizadas pagam o INSS e o restante é dividido entre os cooperados. N a Coopervivavem por exemplo, cada um consegue um salário mensal de mais ou menos R$ 1mil reais, mês.

O Falapovo.com vai acompanhar a implantação deste projeto.

 
 
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Gustavo Cherubine

Luiz, algumas matérias do estadão quero colocar em comentários. Posso baixar o pdf.

Como vc fez isso?

 
 
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Dulce

"recapear ruas, podar árvores e limpar bueiros"

hahahah só rindo... tarefas corriqueiras com "BANDA DE MÚSICA"..."inauguração da limpeza de bueiro"...só Kassab mesmo...

 
 
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Sonia Bulhões

Pessoal, eu sempre recomendo: dê uma passadinha nas ruas Maria Marcolina, Rua Joly e adjacências no Brás. Com certeza vai ter medo. Verá montões de lixo fedorento, fezes e muito odor de urina. Vai lá.

 
 
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Gustavo Cherubine

Obrigado, Jura.

 
 
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Deodato Filho

Realmente um absurdo, uma idéia ridícula da Marta Suplicy não deveria ser requentada, afinal já foi um fiasco que tende a se repetir.

 
 
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Alexandre

Daniela, na qualidade de alguém que trabalha e que morou no centro desde que nasceu (minha mãe ainda mora), referendo seu comentário. A gestão desse incompetente adquire ares ainda mais trágicos se compararmos os orçamentos e o momento econômico pelo qual o país passava nas respectivas gestões. Não há planejamento, não há coerência ou bom senso, e não há vontade de realizar nada, apenas maquiagem e propaganda bem feita com a finalidade de engabelar os otários e despolitizados de sempre, e daí garantir mais 4 anos de desculpas.

 
 
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Cascudo

Oba!!!!

Finalmente vão limpar os bueiros!!!

Mas agora a chuva acabou....

 
 
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Rogério

Jura, entendi melhor esses doidos(preferem cortar as arvores a ter de varrer as folhas) quando uma amiga arquiteta me falou que é uma mentalidade higienista, arraigada desde os tempos de colonia.

 
 
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Rogério

Varro minha calçada todo dia, moro a 600 metros da Paulista, adoro! me sinto no interior. Não são as folhas das arvores que me incomodam, mas sim o lixo urbano, papel e embalagens de balas, biscoitos, cigarros, etc. Os garis passam 2 vezes ao dia e varrem a sarjeta. Quanto as arvores, duas das três que tenho em minha calçada estão com cupim. Já pedi a subprefeitura da Sé providencia, o protocolo recebido da primeira vez que requeri o serviço já completou 7 meses!

 
 
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Brandão

Política eleitoreira de cidadezinha do interior nos anos cinquenta.

 
 
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emanuel rego lima

Fernando, desculpe...

Observe que no comentario do Cherubini há duas criticas: 1- A opção da prefeitura em executar tais atividades "EM VEZ" de realizar "politicas estruturantes. 2- A transformação de algo que deveria ser rotineiro em evento de propaganda.

Quanto à segunda critica, já disse anteriormente, concordo em genero numero e grau. Mas quanto erro de opção administrativa, não expressado, mas insinuado ( daí o "em vez"...) discordo. A prefeitura tem sim que fazer o que está se propondo. Especialmente nesta hora, depois de uma temporada de chuva que democraticamente espalhou dor, prejuizo e mortes por diversas cidades governadas por prefeitos de variados partidos.

 
 
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Adriano Alves Pinto

Hoje havia uma quantidade absurda de lixo embaixo do minhocão. Por que a prefeitura não faz uma parceria com os catadores de papel? São milhares deles percorrendo todo o centro expandido. Poderia funcionar assim:

- A prefeitura faz uma parceria com as cooperativas de catadores - Os catadores cadastrados pelas cooperativas recolhem todo o lixo (organico e inorganico) e levam para um centro de triagem gerenciado pela cooperativa e pela prefeitura. Seriam vários espalhados no perimetro do centro expandido, em locais de fácil ecesso para caminhões. - Os catadores receberiam um valor por peso de lixo no local. - O lixo que tiver valor para reuso seria revendido ali (papéis, papelão, madeira, vidro e lata). O lucro vai para a cooperativa, com pagamento de taxa para a prefeitura. - O lixo que não for reciclável será recolhido no local e levado para os aterros indicados pelo Governo do Estado.

As vantagens seriam:

- Os catadores não abririam mais os sacos de lixo "escolhendo" o lixo e espalhando o que não interessa como ocorre hoje. Todo lixo terá valor. - Renda líquida e certa para o enorme contingente de catadores que muitas vezes moram na rua. - Coleta de lixo 24 horas por dia evitando a exposição do lixo ao tempo. - Cidade mais limpa - Fim da circulação de caminhões de lixo dentro do centro expandido. - Fim dos contratos milionários e viciados com empresas de coleta de lixo. - Maior eficiencia na reciclagem do lixo.

Não seria complicado implantar esse sistema, não?

 
 
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emanuel rego lima

Jura,

Continuo achando que "politicas estruturantes, com inclusão social e gestão compartilhada" é bem mais que simplesmente administrar melhor e mais eficientemente a atividade da coleta e destinação do lixo. Será que é só isso???? Sem desmerecer a atividade importantíssima ( essencial até...) da limpeza urbana, acho que não é só isso não...

Mas vamos lá... Pode ser que alguem, ou até o proprio cherubini nos esclareça melhor.

Mas insisto, sejá lá o que for, não é caso de contrapor esta atividade à outras. Dai que continuo achando a critica ao anuncio da prefeitura um tanto ou quanto forçada ( exceto na parte da publicidade, que também acho um escandalo...). Em todo caso, agradeço sua tentativa de colaboração.

 
 
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Ivan Moraes

Por outro lado, dinheiro publico eh sempre lindo, porem desarrumado.

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

Falando em árvores de São Paulo:

"Censo indica que 11% das árvores do Ibirapuera correm alto risco de queda" Das 15.026 árvores, 1.633 estão em "situação precária".

http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2010/04/19/C1.pdf

 
 
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Jura

As espécies corretas não quebram a calçada. Os ficus australianos que infestaram a cidade, porque crescem rápido, derrubam até a casa.

Você tem razão, muita gente odeia árvore, na cidade e fora dela. Deve ser inveja da força que elas tem, sei lá. Mas também pode ser um sintoma de demência. Minha vó ficou assim no final da vida. Tinha um quintal arborizado enorme e ficava imaginando formas de matar os ipês, lindos quando floridos, "pra não ter que varrer as folhas".

Tem doido pra tudo.

 
 
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Daniela

Na época da Marta, e moradora do Centro de São Paulo que sou, presenciei a revitalização de vários pedaços que já dava por perdidos. Na minha rua escondidinha, que é só um quarteirão, passava gari todo santo dia. Faz mais de um mês que não vejo passar gari na minha rua. Na semana passada, um taxista do ponto Paissandu me disse que na época da Marta lavavam a praça todo dia, agora, só o que você vai encontrar lá é sujeira, cheiro de urina e os pobres mendigos que viram o Kassab fehcar vários de seus albergues. Na época da Marta, não, funcionava um belo programa de ocupação de prédios no centro e moradia para os Sem teto.. Então há uma diferença gritante, a questão não é pintar o muro ou fazer mutirão no ano da eleição, é ver quem fez o que durante a sua gestão, e isso, só poderemos fazer por nós mesmos, por que na grande mídia pró PSDB/DEM você não vai encontrar,ok. Saiam de seus bairrinhos classe A/B e andem pelo centro, pela periferia, aí vocês vão conhecer São Paulo de verdade. Ah, e conversem com os moradores, com certeza eles vão ter muita coisa pra falar, pena que não tem ninguém pra ouvir e registrar. Isso poderia mudar o resultado das eleições nesse estado este ano.

 
 
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Luiz Carlos

Quando li o título da matéria, fiquei alegre e surpreso: "O Mutirão de Limpeza em São Paulo". Imaginei que o PSDB/DEMO estaria sendo varrido da nossa cidade. Engano! Chato...

 
 
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Fernando M.A.

Isso que é vontade de transformar tudo numa disputa politica e renunciar a entender ao que está escrito e o que ocorre no país. O que o Kassab faz é o normal e básico da gestão de qualquer município e isso nem mesmo foi proposto ser discutido no post, mas sim como a imprensa transforma algo banal de qualquer administração (como citado também ocorreu no governo da Marta) para fabricar figuras politicas que não existem, tentando fazer que todos do grupo de oposição ao governo federal sejam heróis e perfeitos.

 
 
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Fábio Peres

Jura, árvore em geral é coisa bonita enquanto não está soltando galhos e folhas no seu quintal, ou enquanto não arrebenta a sua calçada.

Tenho certeza de naquela propaganda da Vivo, dos jovens twittando para salvar a mangueira, não mostraram no dia seguinte um monte de velhinhas envenenando a dita cuja para ela morrer aos poucos, "coitadinha" ...

 
 
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Jura

Pois o meu bairro foi todo recapeado e já está todo esburacado pela Sabesp, Comgás, Telefônica, Eletropaulo, ônibus, inundação...

 
 
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Jura

"O fluxo do caixa da Prefeitura dos últimos 20 dias mostra que a manutenção da cidade voltou a ter dinheiro. "

Olha o dinheiro ai. Nem precisa de taxa do lixo pra fazer o serviço direito.

"No caso da pavimentação, serão liberados R$ 15 milhões mensais até o fim do ano – 50% a mais que o investido em 2009."

A pavimentação seria boa se o trânsito andasse... Pra ficar parado eu prefiro uma cidade limpa, pelo menos.

 
 
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Jura

"Não sei exatamente o que o Cherubini quer dizer com a expressão: “politicas estruturantes, com inclusão social e gestão compartilhada”

Eu sei: quer dizer ter uma política de gestão do lixo, da coleta até a destinação final, com separação e reciclagem do lixo sólido, apoio aos trabalhadores desse setor, maior participação da população nas decisões que a afetam diretamente e menos privilégios às grandes empreteiras do lixo.

Por falar nelas, é só seguir um caminhão de lixo dessas empresas para saber quem mais suja a cidade. São os saquinhos que elas mandam largar na rua que entopem os bueiros em dias de chuva. Pra evitar isso é preciso instalar conteineres que elas não querem pagar, apesar da fortuna que cobram para recolher e espalhar saquinhos.

 
 
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Jura

"Prefeitura promete recapear ruas, podar árvores e limpar bueiros."

É incrível como a Prefeitura só sabe falar em "podar" árvores. Pra não dizer derrubar.

Nunca falam em plantar, tratar, adubar e preservar. Só em podar. Até o serviço é denominado de "poda e jardinagem". Ou seja, a poda vem antes da jardinagem, como se não fosse parte dela.

As árvores são cercadas por muros, os canteiros são cimentados. Não há como água da chuva escoar. As árvores apodrecem, secam, caem, a população exige mais deserto e só recebe mais inundação.

 
 
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Monier

Há cerca de 3 ou 4 anos que eu falo isso. São Paulo esteve porca como eu nunca havia visto antes na vida. A parede lateral do Mosteiro de São Bento constantemente parecia um lixão a céu aberto. E por todo o centro havia uma clara desorganização quanto ao lixo além de vários focos de mau cheiro e buracos.

Há cerca de um ano ou menos a minha percepção é que havia melhorado em relação ao nível de sujeira anterior (à exceção de vergonhas clássicas como a Praça da Sé ou o Largo São Francisco à noite).

Este mutirão indica que há algo bastante errado com a gestão do lixo (e dejetos), que em um cidade com tanta gente, de tantos estratos sociais diferentes, andando em pouco espaço é algo crucial.

 
 

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