A difícil missão de Haddad na prefeitura de São Paulo

Por Assis Ribeiro

Do Blog da Cidadania

A hora e vez de Fernando Haddad

Eduardo Guimarães

No primeiro dia de 2013, nos quatro cantos do país milhares de prefeitos tomarão posse, mas, ao longo dos próximos quatro anos, as atenções se voltarão àquela que promete ser a gestão municipal que mais terá potencial para influir decisivamente na grande política nacional.

Para quem gosta de misticismos ou de numerologia, o paulistano Fernando Haddad é um prato cheio. No próximo dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, já no comando da cidade ele cumprirá meio século de vida.

O simbolismo vem a calhar para a importância que terá a gestão do mais eminente membro da nova geração de políticos que o PT, por graça e obra do ex-presidente Lula, começou a dar ao país no primeiro dia do ano retrasado, com a posse da presidente Dilma Rousseff.

Não será fácil, porém, a missão do novo prefeito. Assume o comando de uma megalópole mergulhada no caos, ainda que, do ponto de vista financeiro, graças à boa situação do país não enfrente problemas de relevo.

E esse caos paulistano é bem visível, real e, aliás, foi ele que elegeu Haddad para governar a capital mais rica e problemática do país. Transporte, Saúde, Educação e Segurança Pública são os problemas mais evidentes, ainda que estejam longe de ser os únicos.

O que torna tão importante a gestão Haddad, portanto, é a resposta que dará à aflição em que se encontram mais de dez milhões de almas paulistanas que, como a maioria dos brasileiros na eleição de Lula em 2002, após anos a fio de má gestão demo-tucana apelam ao PT para consertar o estrago que a direita sempre faz quando governa.

Para ficarmos só em São Paulo, Luiza Erundina, então no PT, foi eleita para consertar o estrago de Jânio Quadros, e Marta Suplicy para consertar o de Paulo Maluf e Celso Pitta.

Tendo assumido o cargo de prefeitas de São Paulo após verdadeiras nuvens de gafanhotos que passaram pela administração da cidade, as petistas ainda tiveram que enfrentar a imprensa local, que, de longe, é a mais tendenciosa e partidarizada do país.

Erundina e Marta foram alvo da eterna campanha difamatória da imprensa conservadora do Sudeste contra o PT, desfechada contra elas com olhos postos na política nacional.  E em um momento em que o PT está sob o ataque mais furioso dessa imprensa, Haddad deve virar alvo em meses.

Durante a recente campanha eleitoral, o petista revelou-se um craque. Dono de oratória e presença de espírito impecáveis, deu um banho no experiente José Serra em debates nos quais nem parecia um neófito diante de uma velha raposa da política nacional.

Agora, porém, vem a parte difícil. Não será com retórica e frases de efeito que Haddad enfrentará a situação calamitosa em que está mergulhada uma cidade para a qual poucos veem solução real a curto e médio prazos.

O grande problema é que a população não quer… Ou melhor, não pode mais esperar. Viver em São Paulo se tornou uma verdadeira tortura. O povo não está disposto a esperar muito para começar a ver ao menos algum resultado.

Eleger prioridades e apresentar alguns resultados que simbolizem que um novo caminho começa a ser trilhado em 1º de janeiro de 2013 será, também, uma questão de sobrevivência política, pois Haddad já é visto pela direita midiática como uma retumbante ameaça.

Se terminar bem avaliado seu primeiro mandato e for reeleito, já em 2018 o mais “novo” modelo de político que o PT apresenta ao país estará automaticamente credenciado a disputar a sucessão presidencial ou ao menos o governo paulista. Não é pouco.

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10 comentários
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Janga

A gestao Serra/Kassab sempre contou com o beneplácito da mídia partidarizada para esconder os erros na questão das enchentes.

Bem diferente da blitzkrieg contra a Marta. Manchetes em letras garrafais davam o tom: "Prefeita curte férias em Paris enquanto cidade mergulha no caos"

Pode ser wishful thinking, mas creio que o Fernando Haddad vai lidar bem com tudo isso e fará uma gestão nunca antes vista nesta cidade.

 
 
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Renato_DCD

A imprensa está se preparando para malhar ele o quanto antes, deixa a primeira chuva forte chegar...

 
 
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Mário Mendonça

Nassif

Inda mais com o pig fiscalizando com lupa....

 

Mário Mendonça

 
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Gustavo Belic Cherubina

Nassif e pessoal, vamos avaliar o perfil dos subs e as 16 primeiras medidas?

http://www.spressosp.com.br/2013/01/subprefeituras-haddad-determina-o-fim-da-militarizacao/ Subprefeituras: Haddad determina o fim da militarização

Publicado em 3 de janeiro de 2013 às 12:29 am   ·   Adicionar comentário

 

Saem os PMs e entram técnicos. Prefeito nomeia funcionários que já possuem familiaridade com a administração pública

Por Redação

Fernando Haddad não manteve os coronéis da PM nas subprefeituras (Foto: Camara Municipal)

Os coronéis reformados da Polícia Militar de São Paulo, deixaram o comando de 30 das 31 subprefeituras da cidade. Em seus lugares, entram servidores ligados , em sua maioria, a construção civil. Grande parte são funcionários de carreira da administração municipal.

Confira os nomes e as profissões dos nomeados:

Aricanduva: Dilian Guimarães – arquiteta
Butantã: Luiz Felippe de Moraes Neto – arquiteto
Campo Limpo: Sérgio Roberto dos Santos – engenheiro civil
Capela do Socorro: Cleide Pandolfi – arquitetura
Casa Verde: Nelma Lucia Heiffig – Engenheira Agronoma
Cidade Ademar: Francisco Lo Prete Filho – Engenheiro Civil
Cidade Tiradentes: Andreia de Souza Luz – Engenheira Civil
Ermelino Matarazzo: Claudio Toshio Itinoshe – Engenheiro Civil
Freguesia do Ó: Eduardo Peres Palia – Engenheiro Civil
Guaianases: Adriana Neves da Silva Morales – Engenheiro Civil
Ipiranga: Luiz Henrique Girardi – Engenheiro Civil
Itaim Paulista: Irene Mitsue Inada – Engenheira Civil
Itaquera: Guilherme Henrique de Paula e Silva – Arquiteto
Jabaquara: Dirceu de Oliveira Mendes – Tecnologia em Edificação
Jaçanã/Tremembé: Edison de Oliveira Vianna Junior – Arquiteto
Lapa: Ricardo Airut Pradas – Arquiteto
M’Boi Mirim: Antonio Carlos Dias de Oliveira – Engenheiro Civil
Mooca: Francisco Carlos Ricardo – Engenheiro Elétrico
Parelheiros: Adailson de Oliveira – Engenheiro Mecânico
Penha: Miguel Perrella – Engenheiro Civil
Perus: José Evangelista Amorim – Engenheiro Civil
Pinheiros: Angelo Salvador Filiardo Junior – Arquiteto
Pirituba: Carlos Eduardo Silva Diethelm – Engenheiro Civil
Santana/Tucuruvi: Roberto José Pereira Cimino – Engenheiro Civil
Santo Amaro: Adevilson Maia – Engenheiro Civil
São Mateus: Fernando Elias Alves de Mello – Engenheiro Civil
São Miguel: Aldo Antunes de Farias Sodré – Engenheiro Civil
SÉ: Marcos Queiroga Barreto – Economista
Vila Maria/VilaGuilherme: Gilberto Rossi – Engenheiro Civil
Vila Mariana: Luiz Fernando Macarrão – Engenheiro Civil
Vila Prudente/Sapopemba: Patrícia Saran –   arquiteta

 

Em 3 de janeiro de 2013 02:26, Gustavo Cherubine <[email protected]> escreveu:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1209299-haddad-anuncia-medidas-de-combate-as-enchentes-em-sp.shtml http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1209299-haddad-anuncia-medidas-de-combate-as-enchentes-em-sp.shtml 02/01/2013 - 21h28Haddad anuncia medidas de combate às enchentes em SPPUBLICIDADE EVANDRO SPINELLIDE SÃO PAULO O novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou, no primeiro dia útil de trabalho, um pacote de medidas de combate aos efeitos das chuvas na cidade. Após reunião com um grupo de secretários e assessores, Haddad anunciou um plano que envolve 16 medidas, todas de baixo custo, segundo ele. Haddad disse que vai procurar o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para firmar um contrato para o monitoramento diário das 93 áreas de alto risco da cidade durante o período de chuvas. Também será feita uma reorganização da Defesa Civil nas 31 subprefeituras e a ampliação dos núcleos de Defesa Civil formado por moradores das áreas de risco. O prefeito também disse que vai pedir às empresas de lixo que instalem contêineres nas regiões do Bom Retiro, Brás, Pari e das ruas Santa Ifigênia e 25 de Março para organizar a coleta de lixo nessas áreas. Ze Carlos Barretta/Folhapress Fernando Hadad em entrevista coletiva na prefeitura de SP no 1º dia útil do anoOutra medida é a limpeza quinzenal das bocas de lobo nos 132 locais de alagamentos recorrentes da cidade --até agora, a limpeza era obrigatória a cada dois meses. Participaram da reunião os secretários Antonio Donato (Governo); Roberto Porto (Segurança Urbana); Chico Macena (Subprefeituras); Marcos Cruz (Finanças e Desenvolvimento Econômico); Luís Fernando Massonetto (Negócios Jurídicos); Leda Paulani (Planejamento) e Simão Pedro (Serviços), o coordenador da Defesa Civil, Jair Pacca de Lima, o diretor do Limpurb, Silvano Silvério da Costa, e o chefe de gabinete de Haddad, Gustavo Vidigal. Veja as medidas. 1. Coordenar ações de limpeza de ramais, galerias e bocas de lobo. Diminuir a periodicidade das limpezas de bimestral para quinzenal nos 132 pontos de reincidência de alagamento e nas sub-bacias de maior risco. 2. Estabelecer convênio entre a Prefeitura e a Sabesp para o uso de caminhões de hidrojatos no período de chuvas para reforçar a estrutura existente nas Subprefeituras. 3. Solicitar às concessionárias a instalação de contêineres em pontos estratégicos nas regiões do Brás, Bom Retiro, Santa Efigênia, 25 de Março e Pari para o despejo de lixo comercial em larga escala. 4. Dotar as Subprefeituras com estrutura de cavaletes, cones e faixas de sinalização, bem como planos de desvio de rota para atuarem emergencialmente em situações de alagamento até a efetiva operação da CET. 5. As concessionárias deverão providenciar caçambas de até 26 metros cúbicos, em número suficiente, nos Ecopontos, para evitar o depósito de resíduos em locais onde há risco dos detritos escorregarem para a via pública ou encostas de córregos. 6. Intensificar o monitoramento dos pontos de descarte de entulho irregular (pontos viciados). Promover, quando necessário, o recolhimento de entulho. 7. Por decreto, atribuir aos agrônomos das Subprefeituras o poder de emitir o laudo de autorização de poda de árvore. 8. Permitir, no período de enchentes, o deslocamento das equipes entre as regiões das subprefeituras para atender situações de emergência e/ou demanda acumulada. 9. Redimensionar e equilibrar a estrutura disponível para a Defesa Civil nas Subprefeituras e criar um corpo permanente de atendimento às emergências. 10. Reunir prontamente os subprefeitos e secretários envolvidos para repasse das novas orientações sobre a Defesa Civil. 11. Fazer o monitoramento e a limpeza manual e/ou mecânica dos córregos de maior incidência de chuva, evitando os pontos de estrangulamento. 12. Estudar a possibilidade de contratar imediatamente o IPT, por 120 dias, para que geólogos realizem o monitoramento dos locais mais críticos dentro dos setores avaliados como Risco Muito Alto (R4) das 407 áreas de risco mapeadas, reforçando as equipes da Defesa Civil. 13. O Centro de Gerenciamento de Emergências sairá da Secretaria de Infraestrutura Urbana e será subordinada à Defesa Civil, Secretaria de Segurança Urbana. 14. Ampliar o número de núcleos de Defesa Civil (líderes comunitários treinados para o mapeamento e alertas de área de risco). 15. Atualizar decreto que cria o Programa de Defesa Civil e a portaria que regulamenta o referido decreto. Ações preventivas serão institucionalizadas por decreto. 16. Acionar a cláusula contratual das concessionárias do lixo para a elaboração e execução de plano de comunicação para prevenção de enchentes

 

Gustavo Cherubina

 
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João Bosco Rocha

Fiquei impressionado com o corpo técnico das sub-prefeituras, composto de engenheiros e arquitetos. Haddad passa a impressão que vai encarar os problemas urbanos de frente.

 
 
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Sérgio Schneider

Haddad foi um excelente ministro da Educação. O melhor que tivemos pós 64, na minha opinião de estudante universitáriio desde 65 e de docente universitário desde 75.

Como ministro foi quem melhor mostrou saber planejar. Digo isto por conta de três ações dele: (1) a aprovação no Congresso Nacional do PDE e do PNE, (2) por mostrar saber usar TI a favor da gestão tendo feito uso do SIMEC, um sistema de informações desenvolvido no MEC (e recebedor de premios nacionais como melhor software para gestão),  que lhe permitia acompanhar os projetos assinados entre o MEC e os mais de 5.500 municípios que faziam uso de recursos do MEC para educação básica e (3) por ter implantado indicadores de qualidade educacional - IDEB e ENADE) - eliminando o "achismo" tão presente em reuniões sobre qualidade disto ou daquilo.

Esta postura de Haddad faz dele um político privilegiado.  A minha geração só viu um planejador assim com Carvalho Pinto (já que o Plano de Metas de JK foge um pouco do que minha geração pode acompanhar - embora mereça também lugar de destaque).

Por isto tudo acho que os paulistanos estão de parabéns e serão altamente recompensados pela linda escolha feita!

Resta apenas acrescentar que administrar São Paulo é como plantar peroba (ou tâmaras, se quiserem outra referência) e muito pouca coisa de "plantar alface ou rúcula": há de se ter paciência estratégica para que os frutos venham. Coisa que os humildes tem de sobra mas que falta a nossos graduados universitários e "intelectuais".

Esta é a minha visão, com viés de profissional de TI e de engenheiro.

 
 
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xicomorais

Esperamos realmente que ele faça um bom governo mas que acima de tudo saibainfrentar seu pior inimigo que é a imprensa, que ele não fique financiando esta imprensa para que a mesma continue a atacá-lo e também ao PT como faz a todo momento,.

 
 
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Edú Pessoa

Guardadas as devidas proporções, Haddad vai sofrer o mesmo tipo de ataque baixo da oposição e da mídia que Agnelo vem sofrendo no Distrito Federal.

Quando Agnelo assumiu o GDF em 2011, o orçamento do DF estava em frangalhos. Segundo o relatório do Tribunal de Contas do DF de 2010 (quando Arruda e Rosso se alternaram no poder), várias despesas foram realizadas sem registro, ou seja, sem empenho. Segundo o TCDF, o valor apurado foi de R$ 295,2 milhões. Além disso, o DF não teve, durante a gestão Arruda, um sistema de controles internos que permitisse o acompanhamento do orçamento.

Assim, milhões foram alocados para diversos setores - como por exemplo os contratos emergencias de informática, que alimentaram a Caixa de Pandora - e áreas sociais ficaram com parcos recursos. Isso sem falar na privatização de serviços hospitalares públicos e na contratação de servidores públicos sem concurso público.

Tanto Agnelo quanto Haddad deram os primeiros passos: moralizaram os serviços públicos, trocando os terceirizados por concursados; no DF, teve redução dos cargos comissionados e ampliação dos investimentos do DF. A briga de Haddad será grande, mas se ele patrocinar a voz do povo, jamais perderá uma eleição em SP.

 
 
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João Bosco Rocha

"uma megalópole mergulhada no caos, ainda que, do ponto de vista financeiro, graças à boa situação do país não enfrente problemas de relevo", acontece que Haddad assume a prefeitura com uma singela DÍVIDA DE 200% do seu orçamento (pasmem).

Pergunto: Por que a velha mídia nem toca neste assunto? Cadê o maravilhoso "choque de JESTÃO" tucano? Cadê a propagada competência do mais preparado, o Padim Pade Serra? Cadê a Folha, cadê a Globo, cadê a Veja? Volto a perguntar: CADÊ?

 
 
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Raí

João Bosco, não estamos "quebrados" São Paulo é o maior contribuinte municipal para com a União, e a reciprocidade financeira porem, é muito desigual.

Porem este caminho deve ser encurtado, somente com vontade política, com uma relação saudável entre as partes, como já começou a fazer, o novo prefeito paulistano.

Como disse o Haddad, no seu discurso de posse, nenhum centavo da União ou do Estado, será menosprezado, e teremos os recursos necessários para a reciprocidade, na medida em que os planos da nova administração, convença a iniciativa privada, a investir mais na cidade, com a certeza, de que esta parceria alem de socialmente desejável, é fundamental, para sairmos desta "breve" crise financeira, que corroi nosso orçamento, e empobrece a cada dia, nossos cidadãos.

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 

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