O adensamento de áreas vazias em São Paulo

Do Estadão

Prefeitura lança plano para adensar regiões de São Paulo ainda vazias

Meta é estimular o mercado imobiliário, sobretudo em áreas ao longo da orla ferroviária da capital paulista

Rodrigo Brancatelli - O Estado de S.Paulo

Hoje uma espécie de cicatriz urbana, a linha de trem que corta São Paulo desde os tempos do café será o novo fio condutor do desenvolvimento da capital. A Prefeitura tirou do papel ontem três operações urbanas, instrumento para adensar áreas e incentivar o mercado imobiliário. Ao longo da orla ferroviária, a ideia é que bairros tomados por galpões e cortiços ganhem investimentos públicos e, claro, novos espigões residenciais.

O plano contempla três grandes áreas - Lapa/Brás, em trechos das zona oeste e centro; Mooca/Vila Carioca, na zona leste; e Jacu, que segue o traçado da Avenida Jacu-Pêssego, também na zona leste. Tais operações urbanas já estavam contempladas no Plano Diretor de 2002 com outros nomes e perímetros, mas nunca foram regulamentadas.

As duas primeiras margeiam justamente a linha do trem, criada para transportar café do interior ao Porto de Santos e considerada um dos marcos iniciais do desenvolvimento na cidade. A Prefeitura quer agora induzir o mercado a investir nessas regiões, hoje tomadas por galpões abandonados de indústrias que se mudaram para o interior. Para as construtoras, é uma notícia mais do que bem-vinda, uma vez que essas são as últimas grandes áreas ociosas de São Paulo.

Já na região da Avenida Jacu-Pêssego, a intenção do governo é aproveitar o tráfego de caminhões e incentivar a ocupação por novas indústrias e empresas - visto que, concluído o seu prolongamento no segundo semestre, a avenida vai se transformar em uma espécie de substituta do Trecho Leste do Rodoanel, integrando as Rodovias Dutra e Ayrton Senna, a Radial Leste e a zona industrial de Itaquera.

Perguntas & Respostas

1.O que é uma operação urbana?

É uma ferramenta prevista no Plano Diretor, que dá ao incorporador a possibilidade de construir além dos limites impostos pela legislação

2.Em que contribui?

Para poder aproveitar as novas regras, construtoras têm de adquirir títulos da Prefeitura (Cepacs), cujo valor deverá ser reutilizado em obras nos próprios bairros

3.Quanto tempo leva para virar realidade?

Segundo o governo, o trâmite deve durar um ano e meio

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35 comentários
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josé emidio lafani pinto

Caro Mauro, creio entender a sua reação, mas na verdade devemos ir além das considerações muitas vezes maldosas, dos detratores, da nossa muito querida São Paulo estou de acordo é muito bom ter ésta mobilidade que o carro particular nos dà, mas à meu ver, nosso amigo, o Sr.Robledo Duarte, na verdade quer nos ressaltar, a nescessidade, que se faz, numa metròpole do gabarito de São Paulo, de se igualar ao menos, jà que talvez por hora, devido ao nosso atraso secular, seria muito, mas muito dificil de ultrapassar o nivél, de cidades da mesma categoria e importancia!, portanto, temos que reconhecer, as ssoluçnoes hoje conhecidas para resolver problemas de trafego e utilisaçnao de solo urbano, estão mais na civilizada Europa, com suas; magnificas e belas!, cidades, do que na parcial, tendenciosa( no geral em função mais das industrias do que em seus habitantes...)e feias cidades norte-americanas ou aindas as asiaticas, mas que todavia parecem mais bonitas devido, às grandiosas obras arquitetonicas que as mesmas possuem! por tudo isto devemos, sim sustentar todo tipo de idéia de urbanismo EUROPEU, por favor, se não podemos ser os melhores,, podemos pelo menos seguilos, ou seja, imita-los!

 
 
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jura

E só na periferia? As estações do metrô não são construídas depois que as construtoras estocaram terrenos ao redor? E o metrô não nasce sobrecarregado pro causa disso? Quando as estações ficam prontas, já tem tanta gente morando, trabalhando e estudando no bairro que o metrô nem dá conta!

 
 
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jura

A Prefeitura e os arquitetos estão no bolso das construtoras. E esses horrores vendem que nem água, porque todo mundo tem medo de andar na rua e acham que apartamento é seguro. O Datena é o maior corretor de imóveis do país!

Se o mercado gosta, os arquitetos topam e a Prefeitura deixa, as construtoras não vão deixar por que?

 
 
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AF

só em campinas.... ??? isto é mais manjado que ..... sei lá..... rs

AF

 
 
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Oliveira

Não concordo com novas operações urbanas, especialmente nessas regiões. Parece-me um contra-censo criar novas unidades habitacionais - apenas para felicidade das construtoras - quando há milhares de unidades desocupadas, não só nas regiões centrais em toda a RMSP. Além disso, incentivar indústrias na Jacu-Pessego, quando há milhares de galpões abandonados nas áreas centrais que poderiam voltar a receber as indústrias, obviamente tomando cuidado com a emissão de efluentes, a poluição atmosférica e sonora.

 
 
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Oliveira

Bem lembrado...

 
 
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Wandihkleysson

Achei muito interessante este plano, mas é, por enquanto, apenas um plano e o papel aceita tudo.

Por outro lado, se este plano evitará a degradação das áreas industriais abandonadas, o que fará para reverter a degradação do Centrão de São Paulo?

Há cerca de um emprego para cada residente no Centrão pois ninguém mora perto de lá, uma região com toda infraestrutura já pronta.

Porque a região das estações de metrô São Joaquim e Vergueiro, que estão entre a praça da Sé e a avenida Paulista, não se desenvolveram com deviam. Elas estão contempladas neste plano? O antigo bairro nobre de São Paulo, o Campos Elísios, ainda continua a degradar-se; até o tradicionalíssimo colégio do Sagrado Coração vai fechar.

Olho vivo!!!

Pode ser que alguns interessados já tenham comprado grandes áreas nestas regiões antes mesmo de surgir este plano.

Há um velho golpe que enriqueceu um político de Campinas no tempo de grande crescimento urbano na região. Ele comprava grandes áreas da periferia e depois, como vereador, pedia a urbanização da região. Os pobres da região ficavam felizes e ele muito mais, pois vendia os terrenos em área urbanizada a um preço muito melhor do que tinha comprado.

Por que eu tenho tanta suspeita? Só porque o Kassab começou na política aos 25 anos apoiando o Maluf.

 
 
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Wandihkleysson

Se uma pessoa deve se mover 25 Km para chegar no trabalho, ela não precisa de transporte eficiente, precisa é de um emprego perto de casa.

 
 
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jura

Nassif,

Como é que pode - ou melhor, todos sabemos o porquê - a Prefeitura falar em mais adensamento (leia-se verticalização) se a revisão do Plano Diretor Estratégico ainda não foi feita, o Plano atual agravou nitidamente os problemas ambientais na cidade (poluição e clima) e permanece ainda uma forte suspeita sobre o financiamento das campanhas eleitorias do Prefeito e mais treze vereadores, acusados exatamente de serem financiados pela indústria imobiliária?

A aprovação do lamentável plano em vigor em 2002 foi uma das maiores vergonhas e negociatas da história da cidade, onde elas não faltam. A sua manutenção nos dias de hoje corre o risco de ser mais uma vergonha da série.

Os movimentos populares estão fazendo tudo que podem para tentar convencer os vereadores a terem algum compromisso com a cidade e seus habitantes, e não apenas com seus patrocinadores, mas está difícil. Até a ex-vereadora Soninha já disse que a Câmara Municipal é movida a dinheiro.

Já foram feitas quarenta audiências públicas que até agora caíram no vazio. Para protelar, a Comissão de Política Urbana, acrescida de um vereador de cada partido promove reuniões insólitas onde insistem em discutir matérias que não fazem parte do Plano. E tudo isto em meio ao escândalo das doações da Associação Imobiliária Brasileira - preposta do Secovi - reforçando a suspeita de envolvimento dos vereadores com o setor imobiliário.

Qualquer proposta da Prefeitura nessa situação é um desrespeito à população e uma ameaça à cidade. Não há como prosseguir neste processo totalmente viciado. Um páis democrático não chegaria a tal ponto e, se chegasse, o mercado imobiliário ficaria congelado até a apuração completa de todos os crimes relacionados.

http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/10518?utm_source=MailingList...

http://moverlapa.blogspot.com/

O PLANO DIRETOR DA CIDADE DE SÃO PAULO ENCONTRA-SE DIVIDIDO NAS MÃOS DE ALGUNS VEREADORES PARA QUE ACRESCENTEM AS EMENTAS DE SEUS INTERESSES DA FORMA QUE LHES CONVÊM!

São 55 vereadores que apresentam suas emendas — e na base do “acordão” e de um pseudo consenso, o texto de um PDE Frankstein poderá ser aprovado, colocando em enorme risco o futuro da Cidade de São Paulo, inviabilizando mais uma vez a oportunidade de ser assegurada a sustentabilidade urbana — ambiental, econômica e social.

 
 
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Alexandre

Andre, infelizmente, na qualidade de quem já viajou para alguns lugares, posso dizer que São Paulo bate todos os recordes de mau gosto arquitetônico. É aquela madame que tem dinheiro, mas que não tem a mínima noção para combinar roupas, adereços e maquiagem.

 
 
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milton

Ele se referia somente à burguesia tosca, não à burguesia esclarecida. Não precisava passar recibo!...

 
 
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Iguatemi de Jesus

essa cidade é um buraco que nao nasceu assim fedorenta. cachorro gosta de osso e de esterco humano.

 
 
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Andre Araujo

O poder publico que tem a faca e o queijo na mão para viabilizar esses grandes conjuntos residenciais e ainda vai financiar tudo, tem todas as condições para exigir uma ARQUITETURA decente, que não encarece o projeto, para evitar que São Paulo se torne a cidade mais feia do mundo por falta de construções harmoniosas e charmosas. Os paliteiros construidos nos ultimos tres anos em São Paulo são um HORROR de mau gosto, falta de um minimo de design, a Prefeitura pode exigir, a Caixa Economica tambem, um bom projeto arquitetonio valoriza um prédio, mesmo de aps de um ou dois dormitorios. É vergonha para os paulistanos o que se está fazendo em São Paulo em matéria de construções para a baixa renda "" pombais "" pavorosos, feios mesmo quando novos, imagine daqui a dois anos. Sugiro um Concurso patrocinado pela Prefeitura para projetios para a baixa renda e um Museu dos Horrores da Arquitetura, para execrar em publico as más construtoras e os maus projetos.

 
 
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kalango Bakunin

isso não passa de privatizar, para os amiguinho da especulação imobiliária

áreas públicas que deveria serrvir para melhorar a cidade

ladrões de bico longo e de chifres curtos

 
 
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Gersier

Será que o paulistano reconhecerá mais essa ajuda do "apedeuta",do "torneiro"? O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 766 milhões à Companhia de Metropolitano de São Paulo para a expansão da rede de metrô da cidade. Segundo o BNDES, trata-se de um dos maiores financiamentos aprovados pela instituição para transporte público urbano. Os recursos serão usados na ampliação da Linha 5 (Lilás) do metrô paulistano em 11,5 quilômetros, ligando a Estação Largo Treze de Maio até a Estação Chácara Klabin - onde a Linha 5 cruzará com a Linha 2 (verde) -, interligando os bairros de Santo Amaro e Vila Mariana, respectivamente. A obra deve ser concluída até 2013. O financiamento do BNDES corresponde a 13% do investimento total do projeto, de R$ 6 bilhões, e se soma a empréstimos do Banco Mundial (Bird) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além de contrapartida do governo do Estado de São Paulo.

 
 
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mcbrava

já esta cheia de estátuas. quando fores a capital do estado de são paulo dê uma caminhada pela av. paulista,olhe em volta e para cima e talvez consigas ver, e daí sacar os tais ícones e que reclamas deverem ser erguidos. mas se prepare antes comprando kits: tampa ouvidos, tampa narinas, tampa cérebros, tampa olhos e uma t-shirt "i love sp", essa em vez da apple seria uma pizza.

 
 
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gerson

As distâncias se resolveria com um transporte público eficiente.

Conseguem imaginar que uma pessoa que mora, por exemplo , em Jaraguá, Perus ou Caieiras, se precisa ir para a Zona Sul tem que pegar no minimo 3 conduções só pra ir ? Perde umas 5 horas por dia nesse trajeto de ida e volta.

Ai vc olha no google maps, e vê que em linha reta essa distância é de aproximadamente 25 km.

Transporte que é bom, NADA.

 
 
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Itzme

São Paulo é Primeiro Imundo. E duvido que alguém sonhe mesmo em morar nesse favelão.

 
 
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"feynman cover"

Como paulista e paulistano de adoção, eu gostaria de ver a região a Lapa, o Brás e a Mooca (onde me casei) com cara de Lapa e de Brás e de Moóca só que 'moderninhos', e não com a cara da Vila Olímpia atual.

Infelizmente, a história recente dos empreendimentos em São Paulo vai contra meus anseios: as construtoras e incorporadoras elegem uma área da cidade, enchem-na de 'lançamentos de alto padrão'.

Quando a área é exaurida por falta de opções de transporte, extremo adensamento ou pela simples saturação de 'lançamentos de alto padrão', como uma nuvem de gafanhotos, estas mesmas construtoras e incorporadoras mudam o foco para a nova região da moda.

Com este histórico, compreende-se melhor o vitriol do comentarista acima.

Este comportamento, no entanto, está longe de justificar a batatada de Mauro Barriferro: "São Paulo é o máximo, primeiro mundo mesmo".

Sobre sua proposta de erigir estátuas para a burguesia, isto já é rotina nas em praças e cruzamentos por São Paulo e pelo Brasil afora. De vez em quando sai até uma como aquele Borba Gato horrível de Santo Amaro, o vulgo "bagulho maravilha".

 
 
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mcbrava

em primeiro lugar a a ocupação de tais áreas visa qual público? seria destinada a oferecer moradia de qualidade às populações faveladas? obras de baixo custo infraestrutural pela qualidade dos terrenos, mas rentável e que poderia retirar grande parcela de familias que residem em habitações impróprias e dar-lhes mais um incentivo para que participem mais como cidadãos por inteiro? mas ao pensarmos no pan no rio e cientes de que o projeto destino para a vila é excludente e o mesmo se dará com as obras para as olimpíadas, por que em são paulo seria diferente? pensem que diante de tanta visibilidade do país internacionalmente, a vila do pan e a nova para 2016 tivessem por objetivo retirar milhares de pessoas de áreas de risco e de favelas? mas, não, são para atender a classe média ou nova-média carente. esse projeto em são paulo seguirá a mesma tendência onde não se deve incluir o povão a valores e prazeres que tradicionalmente os separam das pessoas da boa casta. se assim fosse pretendido, estar-se-ia eliminando as diferenças, mas as pessoas são induzidas a quererem cada vez mais diferenças. são faltas que o governo federal ao bancar os jogos no rio, e o governo de são paulo ao promover ocupações empresariais, assinam embaixo. deveriam levar em conta resgatar as populações para áreas onde o empresariado se sinta a vontade para investir e as familias mais tornarem-se orgulhosas de si, trariam a todos retornos próperos e verdadeiros. mas...

 
 
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Flavio Patricio Doro

É bom mesmo que essas áreas sejam ocupadas para que não sofram o mesmo destino do entorno de uma linha do trem do Rio de Janeiro, cercada por favelas e controlada por traficantes a um palmo das composições, obrigadas a andar a 5 km/h, sob ameaça de levar chumbo se pararem ou se andarem mais rápido.

Independente disso, é bom que existam mais pessoas com acesso ferroviário de suas casas ao trabalho. Na linha Sorocabana o espaço disponível não é assim tão grande, mas nas vizinhanças da Av. Presidente Wilson dá para fazer muita coisa.

E a Zona Leste, por sua vez, precisa atrair muitas, muitas empresas, para que menos pessoas precisem atravessar a cidade toda para ir trabalhar na Paulista, na Faria Lima, na Berrini ou até mesmo em Alphaville.

 
 
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Didi Denied

Ando pela linha férrea que liga Itapevi ao Centro quando visito meus pais, que moram em Osasco, e tenho percebido a rápida subida de espigões ao longo da linha. Para variar, tem-se a impressão que nenhuma melhoria em termos de infraestrutura é feita para acompanhar o adensamento da região. Não há construção de novas ruas, avenidas, escolas, etc. Apenas pegam um grande terreno que pertencia a uma indústria e erguem esses falos horrorosos, com suas varandas gourmet e afins -- e beges, é claro.

 
 
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Felipe Guerra

E aquele estudo da FAU-USP ( se não me engano ), mostrando que o município deve prezar pelo re-povoamento do centro da cidade? Só pensam no SECOVI?

 
 
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Felipe Guerra

Se sentiu ofendido... Sou paulistano e não concordo com V. Sa.

 
 
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Ricardo Reis

Sobre os milhares e milhares de unidades desabitadas na região central, nem um pio!? Sobre as centenas de arranha céus comerciais abandonados na região central nem um murmúrio!? Sobre encontrar insumos/espaços para a o tumor imobiliário continuar, aí sim o poder público se mexe e tudo faz!? Isso me lembra o arquiteto Paulo Mendes da Rocha que analisou certa vez esse processo de degeneração da cidade: https://docs.google.com/Doc?docid=0AdrKr7qv20N1ZHJtM214NF85aGd6cGtqZjg&h...

 
 
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FPS3000

Pedrôncio, a jovem classe média paulistana é aquela que tem raízes nos bairros, e que muda para áreas próximas aonde seus pais ou avós nasciam por estar junto de suas origens, mais ou menos como as pessoas que vem morar em São Paulo mas não vivem de fato aqui pois estão sempre lembrando da "terra natal".

Para que isso mude seria preciso que o brasileiro mudasse de perfil, de familiar para individualista, o que é extremamente difícil considerando-se a forma como somos educados - em Paris há muita gente que mora sozinha, ao contrário do padrão brasileiro de ficar com a família até casar (ou cair de velho).

 
 
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Regis Annoni

O Robledo foi rude e isso não é construtivo. Mas São Paulo definitivamente não é o máximo. O paulistano e o paulista precisa acordar dessa ilusão de auto exaltação e se encantar com o mundo fora desta bolha. Há vida lá fora. Devia seguir o coelho e experimentar a pílula vermelha.

 
 
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eliana paes

a tendência do mercado imobiliário, hoje, é construção de imóveis de 02 quartos e moradias populares. boa parte disto, é impulsionada pelo programa de habitação popular do governo federal. a cidade de são paulo, enfrenta problema sério, para a construção de moradias populares, que é inexistência de terrenos, a distâncias razoáveis do centro. logo, é boa notícia, o estímulo a utilização das áreas citadas.

 
 
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Marcos José

Sua fala demonstra duas coisas arrogância e ignorância. Você não tem a mínima noção do que é Primeiro Mundo.

 
 
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Pedrôncio

Se houver investimentos em transporte público de qualidade, que ligue essas regiões aos centros de forma rápida, barata e segura, a resposta é sim.

Aqui em Paris, onde o mercado imobiliário só não é mais predatório que o paulistano por conta de leis de urbanismo, eu observo um movimento muito interessante de uma classe média jovem e disposta a migrar dos bairros tradicionais aos mais periféricos. São os burgueses boêmios, como os batizou um sociólogo francês: uma turma na faixa dos trinta anos, com bons salários, que não tem medo de "colonizar" bairros onde o preço do metro quadrado é mais em conta e que disponham de forte potencial para o desenvolvimento de serviços voltados a esse mesmo público (butiques moderninhas, restaurantes descolados, centros culturais, etc.).

Estivesse eu no Brasil, ganhasse eu um bom salário, acho que arriscaria, sim, me mudar para o Brás ou para a Vila Carioca, se eu sentisse que esses bairros têm potencial para se transformar no equivalente de Pinheiros ou Vila Madalena.

Infelizmente, parece que a jovem classe média paulistana ainda é receosa de abandonar seus bairros de origem e não se aventura a investir em outras freguesias. O que faz com que São Paulo, apesar de ter dez vezes a área de Paris, seja dez vezes mais pobre em "diversidade urbana". Espero que isso mude.

 
 

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