De acordo com o FMI, emergentes estão bem e EUA se recuperam

Da Folha

Para FMI, emergentes vão bem, EUA se recuperam e eurozona precisa melhorar

JOANA CUNHA

Desde que a quebra do banco Lehman Brothers despedaçou os mercado globais em 2008, a recuperação configurou uma economia que pode ser dividida hoje em três grupos, cada um com uma velocidade.

A observação foi feita ontem pela diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, em Nova York, em evento do Economic Club, entidade que reúne altos executivos de setores diversos.

"São os países que estão indo bem, os que estão a caminho e os que ainda têm um trajeto longo a seguir", disse.

Lagarde posiciona o leste da Ásia no primeiro grupo, que abrange também os países emergentes. Estados Unidos e Suíça entram no segundo, enquanto a zona do euro ainda está na terceira velocidade, assim como o Japão, que acaba de anunciar um programa gigante de injeção de recursos na tentativa de acabar com a deflação.

Para Lagarde, as diferenças entre as regiões globais nunca estiveram tão cristalizadas. Apesar de enfrentarem diferentes dificuldades, os países têm desafios relacionados e devem seguir aplicando medidas para evitar um novo recrudescimento da situação.

Diante do atual cenário, portanto, "faz sentido" que a política monetária permaneça expansionista, de acordo com ela. "Sabemos que as expectativas de inflação estão bem ancoradas."

Lagarde afirmou também em seu discurso que, em muitos países, a recente melhora nos mercados financeiros ainda não se traduziu em avanços na economia real e na vida das pessoas.

A recuperação americana ganhou força, mas está longe de ter seus problemas solucionados, e o corte de gastos pode afastar o crescimento em um momento em que o desemprego ainda é grande, segundo Lagarde.

O cenário atual, entretanto, é de menos riscos do que o apresentado há seis meses, segundo a diretora do FMI, que divulgará novas estimativas de crescimento global na próxima semana.

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6 comentários
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LCLbotelho

Prezado Nassif

Desde a grande crise econômica de 2008 , os Estados Unidos tem tentado sai da crise através de artifícios subliminares de passar grande parte  dos ônus de resolve-la internamente , para outros Países Emergentes e para a CEE .Não é à toa que a zona do Euro está sofrendo mais do que  supostamente deveria , com a desvalorização do Euro e quebradeira dos seus membros Estados Nações mais corruptos .E o brasil começa a encarar o espectro do proceso inflaionário .

Quanto ao Brasil , o ponto é o dominío assimétrico do Mercado Interno (Companhias Aéreas , por exemplo ) e fundamentalmente o dominío subliminar , mas efetivo das reservas energéticas (Petróleo e Xisto Betuminoso ) . O Brasil e a Venezuela  estranhamente só podem vender o seu Petróleo para os EUA (e a BP ) .ESta sendo  real razão da re-ativação da quarta frota e de toda uma campanha de "penetração" estratégica nos Estados mais desenvolvidos Brasileiros (Rio, SP e RGS) .

Deste modo é claro que os USA  só desejam explorar intensivamente  as Commodities Brasileiras e utilizar  o  próprio dinheiro brasileiro (BNDES-FGTS ) para investir em seus negócios no Brasil e sem nenhuma preocupação com o futuro sócio ecnômico dos Brasileiros

.Mas estas são as regras do jogo internacional ! .Os EUA detém quase toda a tecnologia comercialmente viável  para explorar quase tudo .E aí , vai das Instituições Brasileiras ,especialmente  através de suas agencias reguladoras , projetar os interesses  reais do País , neste Coliseo de Exploração econômica Internacional que nos tornamos graças ao PSDB/PMDB  do FFHHCC.

Reconheçamos que tudo tem um preço a pagar .E certamente as desonerações fiscais tem o endereço certo das finanças das grandes corporações estrangeiras .Basta analisar Santo Amaro e o IPVA da Dilma !.

E em relação aos projetos de Defesa , certamente a quarta frota é Americana , e os Scoppenes Convencionais  e os Raphaelles  não fazem parte da mesma ! . O Brasil precisa explorar melhor as suas parcerias com Países também formadores da Brasilidade em grande escala : A Alemanha e a Itália (França por tabela) , no campo da Defesa e da Economia .Mas sempre preservando os interesses estratégicos do País .

Mas tudo fracasara se a corrupção e o crime organizado (patrocinado por quem ?) ainda prevaleçer em relação ao Patriotismo Constitucional Brasileiro (que deve fazer casa  na Presidência da República , STF , Congresso Nacional e FAs ).

 
 
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Severino Fernandes

Os emergentes podem até estar bem diante da tsunâmica crise global, mas para a nossa mídia ultra-direitista o Brasil sempre estará na m... e na pior enquanto estiver sob a batuta de governos trabalhistas e de centro-esquerda. Eles querem é neoliberalismo e thatcherismo na veia. E o povo (lógico) que se lasque... afinal não existe sociedade (pra eles e pra dona Thatcher).

 
 
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Lionel Rupaud

"Estados Unidos e Suíça entram no segundo, enquanto a zona do euro ainda está na terceira velocidade"

E por que a Suiça escapa á perdição dos seus vizinhos? Por que o Banco Central Suiço não deixa o franco suiço se valorizar em excesso, matando assim a indústria local!

É muito interessante notar que com este controle parcial da taxa de cambio, os depositantes estrangeiros naquelas contas secretas (mas não tanto assim) estão perdendo ganhos cambiais.

 
 
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Stanilaw Calandreli

 

O discurso de Lagarde:

Highlight:

"The Euro Area countries are prominent among those that still have some distance to travel. So is Japan. The priority here, however, is to finally break free of the deflation trap and restore economic vitality. In this vein, the recently-announced framework of ambitious monetary easing—geared toward achieving a higher inflation target—is a positive step. Japan needs to rely more on monetary policy to kickstart growth."

The Global Policy Actions Needed to Stay Ahead of the Crisis

By Christine Lagarde
Managing Director, International Monetary Fund
Economic Club of New York, New York, April 10, 2013

Introduction: Status of the global economy

Good afternoon. Let me begin by thanking the Economic Club of New York—and especially chairman Roger Ferguson and president Jan Hopkins—for inviting me today. I know that Wendell Wilkie—a presidential candidate back in 1940—once described the Economic Club as “the foremost non-partisan forum in this country”. When it comes to the cutting edge of economic policy, I believe the same is true today. You provide an invaluable public service, and I am delighted to be here.

Next week, the IMF holds its Spring Meetings, when we welcome economic policymakers from 188 countries—our global membership—to Washington. We will release our latest economic forecasts at that time.

I will not provide those numbers today; but I will provide some sense of the major issues, here in New York.

The big question, of course, is: where does the global economy stand? Five years after Lehman, is the world finally getting back on a positive path? I wish I could give you a simple answer but, unfortunately, the truth is a bit more complicated than that, and looks more like a mosaic.

The good news is that after a particularly volatile period, financial conditions are showing signs of improvement. Thanks to the actions of policymakers, the economic world no longer looks quite as dangerous as it did six months ago.

Yet we do not expect global growth to be much higher this year than last. We are seeing new risks as well as old risks. In far too many countries, improvements in financial markets have not translated into improvements in the real economy—and in the lives of people.

The differences between regions are also starker than ever. We are now seeing the emergence of a “three-speed” global economy—those countries that are doing well, those that are on the mend, and those that still have some distance to travel.

These three groups face different challenges, largely interconnected, but they share the need to put in place policies that will repair the consequences of the crisis and prevent its recurrence.

Walt Whitman put it so well when he said: “Keep your face always toward the sunshine, and shadows will fall behind you.”

So I would like to talk about two things today:

·         First, the policy requirements in the three groups of countries needed to stay ahead of the crisis.

·         Second, the overarching issues that transcend these different groups, and what they need to do together to stay ahead of the crisis.

 

 

CLCAL

 
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Stanilaw Calandreli

????

 

CLCAL

 
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Sérgio T.

Até onde sei, a "recuperação" da economia norte americana se deu na mesma velocidade em que se conseguia imprimir notas de dólar. Agora aguardemos como vai se dar o processo de "esquentamento" dessa dinheirama. Em muitas épocas eles conseguiram descarregar o ônus nas economias do 3º mundo, de momento anda um pouco mais difícil, ninguém anda subindo juros, ninguém anda deixando sua moeda se "valorizar" frente ao dólar... À conferir.

Um abraço.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

 

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