Caminheiro

Autor: 

                       O CAMINHEIRO

Pelas sinuosas avenidas do Jardim Recreio,

vagando ao léo, como nômade cigano

a sonhar quimeras, fechei os olhos

e sob o sol tremeluzente da manhã

comecei a ouvir o chilrear dos bem-te-vis

e os gritos dos periquitos assustados;

os arrulhos românticos das pombas-rolas;

O trinar sonoro dos sabiás-laranjeira

E a escutar encantado as cigarras cantadeiras.

A passos lentos, distraído, olhei para o chão.

 Flores amarelas e vermelhas,

 lágrimas de flamboaiãs, resedás e  sibipirunas,

rodopiavam embaladas pelo vento.

Ao escolher a sombra das árvores

para me proteger e aliviar o calor,

parei extasiado, olhando ao redor.

As flores pareciam estrelas coloridas

Que a chuva roubara lá do céu.

 

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