A defesa da vinda dos médicos estrangeiros

Por zanuja castelo branco

Do iG

Eles defendem a vinda de médicos estrangeiros para os rincões do País

Por Maria Fernanda Ziegler 

"Nossos médicos não são bons clínicos e se baseiam só em exames. Não dá para equipar um hospital no interior com tantos equipamentos", diz doutor em Saúde

De sua casa em Araguaína, interior de Tocantins, Eduardo Medrado, cirurgião geral aposentado de 67 anos, observa a polêmica da vinda dos médicos estrangeiros ao Brasil com atenção.

Em 1995, então secretário estadual de Saúde, ele firmou um acordo com Cuba para trazer médicos cubanos para o interior do Tocantins. “A ideia inicial era ‘importar’ 200 médicos, mas, no fim, vieram 90 médicos distribuídos em várias etapas entre 1995 e 2002”, diz.

“Foi uma experiência muito boa. O médico cubano tinha formação socialista. Aqui no Tocantins a maioria das casas era de palha. Qual é o médico brasileiro, de classe média, que vai querer morar numa casa de palha?”, questiona Medrado, com uma leve risada.

Marco Aurélio da Rosa, doutor em Educação e Saúde pela Universidade de Sorbonne, na França, e com pós-doutorado na Universidade de Bologna, Itália, também é favorável à vinda de cubanos para os rincões do País. Para ele a questão não se resume apenas à falta de interesse dos profissionais brasileiros em irem para o interior, mas está relacionada principalmente com a má formação do médicos no Brasil.

“Os nossos médicos estão mal preparados e têm medo de ir para o interior, pois lá eles não encontram a mesma infraestrutura que encontram em hospitais das capitais do País”, diz o gaúcho, que atualmente é professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Rosa também afirma que já foi comprovado que o problema não é dinheiro, pois muitas prefeituras do interior oferecem altos salários, alguns chegam a R$ 20 mil.

Para ele, o problema está no tipo de medicina ensinado, baseado apenas em exames de alta tecnologia e não no exame clínico, que torna a oferta de emprego no interior descolada da expectativa profissional dos recém-formados.

“Nossos médicos não sabem mais fazer uma boa clínica e baseiam os seus atendimentos apenas em exames. Não dá para equipar um hospital no interior do País com tantos equipamentos assim para fazer exames”, disse.

Marco Aurélio da Rosa, no entanto, é contra a vinda de médicos portugueses ou espanhóis para o Brasil. “Os médicos da Espanha ou de Portugal vêm para cá para disputar mercado com os nossos médicos nos grandes centros do País, pois não há mais mercado para eles na Europa. Eles também não vão querer ir para o interior do Brasil. Quem vai para lá é o médico cubano que recebe esta formação social e a ideia é que eles fiquem por um período apenas”, disse.

De acordo com o Rosa, o Brasil tem dois milhões de brasileiros em áreas sem atendimento médico.

“Temos 6.602 unidades construídas e que estão sem médico, só com enfermeiro, principalmente em regiões da Amazônia, interior do Nordeste. O que se pretende fazer com isto? Quem topa ir para a Amazônia?”

De acordo com o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D'Ávila, há 1,8 médicos para cada mil habitantes no País. Porém, ele reconhece que há desigualdade entre as regiões.

Experiência no Tocantins

No projeto do Tocantins, os médicos cubanos passavam um mês estagiando no Hospital Público de Doenças Tropicais de Araguaína.

“Neste estágio eles se atualizavam sobre vacinação e doenças imunopreveníveis. De malária, por exemplo, eles não sabiam nada, mas como tinham boa formação em fisiopatologia aprenderam rápido.”

Medrado conta que os médicos cubanos recebiam o mesmo salário que os brasileiros. “O salário era de 8 mil ou 10 mil, uma fortuna para eles. O governo cubano cobrava 30% do que eles ganhavam independentemente se fosse do hospital público ou do particular. E eles pagavam. Claro, o governo deu a educação.”

O cirurgião-geral aposentado conta que o problema da falta de médico no Tocantins foi solucionado, na época, “a partir da complementaridade” entre brasileiros e cubanos.

“Não tínhamos médicos brasileiros de todas as especialidades que precisávamos. Com a vinda dos cubanos, os 17 hospitais ficaram com todas as especialidades”, disse. Ele conta que, antes do projeto, conseguiam preencher apenas 50% das vagas com brasileiros. As principais carências eram especialistas em ortopedia, anestesista e cirurgia.

De acordo com Medrado, em 1995, havia apenas 64 leitos em todo o Estado – que tem 139 municípios. ”Com os cubanos foi para 2.640”, afirma.

O entrosamento entre os médicos dos dois países não foi imediato. “É uma formação diferente. Um é socialista o outro capitalista”, brinca o médico que teve a vida política iniciada no PC do B, quando ainda era estudante de medicina na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Medrado conta também que logo os brasileiros passaram a atuar nas clínicas particulares, enquanto os cubanos permaneciam no SUS.

“Porém o dermatologista cubano é melhor que o brasileiro, né? E todo mundo ia se consultar no SUS. Com o tempo os cubanos foram trabalhar também nas clínicas particulares.”

Idioma e doenças locais

Uma das principais críticas do Conselho Federal de Medicinal para o atual projeto de “importação” de médicos estrangeiros é rebatida por Medrado. Ele afirma que a diferença de idioma entre médico e paciente no programa realizado no Tocantins não era problema.

“É melhor ter um médico que fale espanhol do que nenhum. Precisávamos resolver o problema de falta de opção."

Embora lembre do projeto com muita alegria, Medrado afirma que teve problemas com a baixa aceitação no Conselho Federal de Medicina. Algo que acredita que irá se repetir com o novo plano do governo.

“Foi muito difícil para conseguir emplacar este projeto. Eu respondi por 25 processos entre 1995 até 2010. Só não gastei com advogado porque meu filho é advogado”, conta.

Medrado afirma que na época tinha de responder em vários estados brasileiros aos processos do Conselho Federal de Medicina e os Conselhos Regionais de Medicina.

“No Amapá, fui recebido no aeroporto por médicos segurando cartolinas contra mim. Cheguei a ficar 30 dias sem exercer a medicina por causa de um processo”, diz.

Embora admire a formação socialista dos médicos cubanos, Medrado entende a falta de interesse dos médicos brasileiros em preencher vagas em hospitais nos rincões do País. Além do filho advogado, Medrado tem uma filha que é médica. “Eu tiro a medida por mim, se eu tivesse um filho que fosse trabalhar no interior do Tocantins, eu não ia deixar.”A filha de Medrado trabalha na Beneficência Portuguesa em São Paulo.

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Fabio Soares

Interessante apenas destacar o que o próprio Dr. Medrado destaca:

"Embora admire a formação socialista dos médicos cubanos, Medrado entende a falta de interesse dos médicos brasileiros em preencher vagas em hospitais nos rincões do País. Além do filho advogado, Medrado tem uma filha que é médica. “Eu tiro a medida por mim, se eu tivesse um filho que fosse trabalhar no interior do Tocantins, eu não ia deixar.”A filha de Medrado trabalha na Beneficência Portuguesa em São Paulo."

 

Quer dizer, condições de trabalho servem para médicos cubanos. Para a filhinha dele (não sei se é bem formada ou se é mais uma mediquinha brasileira de formação rastaquera) - a qual está cercada por exames de última geração e tecnologia de ponta em "Sum Paulo", no "Sul Maravilha", Tocantins não serve. Ele - democraticamente - "não ia deiar" ela ir trabalhar lá. Aí meus amigos, me perdoem os senhores, mas vai todo mundo pra P### que os p####!

 
 
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Fabio Soares

Antes de mais nada, devo dizer que sim, sou médico. E como tal, trabalho nos mercados público e privado, como a maior parte dos colegas da minha cidade (Brasília) - a de maior quantidade de médicos em proporção a seus habitantes. E devo dizer que sim, sou de esquerda, votei em Lula quatro vezes e em Dilma uma. E sou um entusiasta do seu governo, ainda que discorde de vários aspectos.

A questão da importação de médicos - seja cubanos, espanhóis, portugueses ou marcianos - não vai ao cerne da questão e é, a meu ver, eleitoreira e oportunista. Explico:

1. A expansão das faculdades de medicina e vagas em faculdades de medicina e residências médicas foi vertiginosa nos últimos quinze anos. Entrei na faculdade em 1996. À época, aqui em Brasília, havia 60 vagas anuais na Universidade de Brasília (federal), e só. Hoje, há cinco faculdades, com oferta anual de 406 vagas. Portanto, a oferta de vagas cresceu sete vezes nos últimos 15 anos. Isso é dado estatístico. As faculdades de medicina - que eram 81 em 1996 - hoje somam 201. Duas vezes e meia mais. Não me interessa discutir a qualidade dos egressos ou a qualidade da estrutura destas faculdades, pois escaparia ao escopo deste texto. É suficiente dizer que a oferta de vagas em faculdades de medicina aumentou grandemente nos últimos anos, particularmente nos últimos três governos, incluindo o atual. Foram 44 novas faculdades durante os governos FHC e 73 durante os governos Lula e Dilma. Frise-se apenas que, curiosamente, a expansão dos governos Lula e Dilma deu-se mais às custas de faculdades privadas que durante os governos de FHC. Esta expansão fez do Brasil o segundo país do mundo em número de faculdades de Medicina, atrás apenas da Índia. Isso nos coloca à frente de países mais populosos, como China, EUA e Indonésia. Estes também são dados estatísticos que demonstram que os governos não quedaram paralisados nos últimos anos e houve uma política pública de forte expansão na formação de médicos. Inclusive, com enorme ampliação da oferta de faculdades em cidades do interior (Araguaína e Gurupi - TO, Paracatu e Patos de Minas - MG, entre outras) e estados mais carentes, como Acre, Roraima, Tocantins (que oferece 240 vagas anuais em cursos de medicina, ou seja, mais da metade do Distrito Federal).

2. Em que pese a política de expansão na oferta de novoscursos médicos, não se tem obtido a interiorização destes profissionais. Prefeitos se queixam de que mesmo oferecendo salários de R$ 20 mil, não conseguem atrair o médico. No entanto, pesquisa recente do IPEA demonstra que a médica dos salários do médico no Brasil é pouco superior a R$ 6 mil. A média. Ou seja, há vários ganhando bem menos do que isso, pois é sabido que há muitos outros que ganham algumas vezes esse valor, por razões próprias de mercado (cirurgiões plásticos, aqueles que trabalham com "medicina estética", figurões renomados, para citar alguns). Não tenho visto as pessoas se questionarem das razões de médicos que ganham talvez 4 mil reais mensais não se interessarem por ir a determinados municípios do interior ou mesmo periferias de grandes cidades para ganhar algumas vezes mais. Mas tenho visto que a não-interiorização do médico se deve ao seu "caráter burguês", naturalmente pouco afeito ao contato com "o povo" e mesmo seu "perfil mercenário", distanciado da "vocação", da "profissão de fé", do "juramento de Hipócrates" ou do "sacerdócio" que, crêm, necessariamente acompanhem aqueles que optaram por fazer da medicina o seu ofício. A sua profissão.

3. Aqui reside o ponto jamais abordado pelas políticas públicas e sempre mistificado junto à população: a medicina não é um sacerdócio. É uma profissão, exercida com maior ou menor aptidão, com maior ou menor paixão, com maior ou menor qualidade e, por que não dizer, maior ou menor apego aos preceitos éticos. Como qualquer outra. O sacerdócio é uma premissa daqueles que querem se tornar - sacerdotes! O Juramento de Hipócrates, que transcrevo ao final (extraído do Wikipedia), não diz em momento algum que o médico deva trabalhar sem remuneração, por soldo vil ou em circunstâncias degradantes. Aliás - o Código de Ética Médica (este sim, deve ser seguido por todos) - veda a submissão a tais condiionantes.

4. É fato que haja uma concentração absurda de médicos nos estados das regiões Sul-Sudeste, bem como nas regiões metropolitanas. Podemos ver nas tabelas incluídas no final do texto alguns aspectos insofismáveis sobre a demografia médica no Brasil. Isso é compreensível, por algumas razões:

a) Medicina costuma ser a carreira mais concorrida nas Universidades. Muitas vezes exigindo notas de corte para seu

ingresso que chegam ao dobro da segunda ou terceira mais concorridas. Em geral, o ingresso nas faculdades públicas restringe-se a alunos de grande destaque no ensino médio, em geral aqueles que as condições de vida possibilitaram estudar nas escolas mais caras, estudar línguas estrangeiras, adquirir níveis mais elevados de cultura geral. De modo análogo, é preciso um suporte financeiro sólido para permitir a estes alunos que se dediquem ao estudo em período integral, sempre em horário comercial, durante seis a doze anos (a depender das residências médicas, que pagam uma bolsa simbólica). Sem contar os inúmeros livros, em geral muito caros.

b) Jovens que tenham este perfil, em geral, são jovens urbanos, que tiveram uma vida habituada aos confortos das cidades e seus equipamentos urbanos: cinemas, teatros, livrarias, clubes, parques, equipamentos de lazer. Trasladar um médico urbano para o interior - em que pesem os inúmeros encantos e vantagens de uma vida distante da organização caótica de nossas cidades hoje - equivaleria a imaginar que agricultores e vaqueiros viriam naturalmente das cidades para o meio rural. Esse processo não é natural, tem de ser estimulado. Imagine então um médico com sua família: uma esposa (ou esposo) - em geral também com formação superior, também oriunda (o) das cidades - e filhos por educar, em cidades ou regiões oferecem condições precárias de fixação a estas famílias.

c) Não menos importante, as péssimas condições de trabalho nos grotões do país. Entendidos os grotões não necessariamente como o interior ou áreas isoladas, mas como espaços de atuação profissional abandonados pelo poder público. No meu período de formação, cheguei a dar alguns plantões no interior (Luziânia-GO e Itapipoca-CE) e em periferias de grandes cidades (Brasília e Fortaleza). As condições de trabalho são as piores possíveis, realmente insalubres. Desde as ameaças à integridade física das equipes (não há médico que tenha trabalhado nestas circunstâncias que não tenha presenciado pacientes ou acompanhantes armados, fora os alcoolizados, drogados, geralmente em hospitais ou postos de saúde em que não há policiais presentes, mas apenas seguranças privados desarmados que estão lá para segurança patrimonial, não dos profissionais), péssimas condições de repouso médico (sim, há momentos em

que o profissional, às vezes de plantão há 24 horas - necessita repousar. As salas de repouso médico costumam ser calabouços fedorentos, sem ventilação, onde 12 ou mais colegas "dormem" apinhados em beliches, sem qualquer privacidade) e alimentação (amiúde verdadeira "lavagem").

5. Quanto à vinda de médicos estrangeiros, é importante que se destaque que em momento algum os médicos brasileiros se posicionaram contrariamente à sua vinda. Estão fazendo uma confusão deliberada entre exigir a validação dos estudos e proficiência na nossa língua, o que é óbvio - e reserva de mercado. O próprio governo ao justificar a vinda destes profissionais, o faz mencionando países estrangeiros em que a proporção de médicos estrangeiros é superior que a média no Brasil. Mas esquece-se de dizer que estes mercados são mais atrativos (quantos médicos brasileiros atuam nos EUA ou Inlaterra? Quantos americanos ou ingleses atuam no Brasil?) e que qualquer médico estrangeiro que deseja trabalhar na Europa, nos EUA ou na Austrália (a bem dizer, em praticamente qualquer país - não conheço casos que não façam esta exigência) precisa primeiro demonstrar proficiência na língua local e passar pelo processo de revalidação do diploma, em geral um processo muito mais duro que o brasileiro. E, ao contrário do Brasil - onde um médico estrangeiro, ao revalidar o diploma, ganha o mesmo "status" jurídico daquele aqui formado - em vários países da Europa e EUA, o médico precisa passar alguns anos trabalhando sob supervisão de médicos locais até ganhar o direito de trabalhar autonomamente. Isto é natural. Não se trata de reserva de mercado.

6. Ocorre que o Brasil - particularmente os nossos grotões - não é um mercado naturalmente atrativo para o médico estrangeiro. O governo está colocando a situação como se assim fosse. Reconheço no médico cubano, assim como no português e no espanhol, qualidades que o equiparam e, em algun casos, superam a média dos médicos no mundo, em termos de qualidade. Mas pergunto aos meus botões: se eles estão loucos para agarrar as oportunidades que o país lhes oferece - e a que suas contrapartes brasileiras dão de ombros - e têm a média da qualidade que a medicina cubana, portuguesa e espanhola apresenta, é evidente que eles serão aprovados no Revalida (processo de revalidação coordenado pelo próprio governo - ao contrário de outros países cujas

provas de acesso aos seus mercados são elaboradas e coordenadas pelas entidades de classe) com os pés nas costas. Por que o governo tem medo de que não seja bem assim, a ponto de lhes oferecer um acesso facilitado ao exercício da medicina, acesso este que é dificultado a milhares de estudantes brasileiros que adorariam ter condições de vida que lhes permitisse cursar e exercer a medicina?

7. A meu ver, houve uma primeira tentativa - ainda em curso - de interiorizar os médicos por transbordamento. Uma expansão desmesurada das faculdades de medicina, sem preocupações com a qualidade, para formar um "submédico" para nossas "sub-brasileiros", nossas populações carentes. É um médico de mentirinha, que ajuda os governos a elaborar estatísticas mais favoráveis. Só que a expansão da demanda por assistência à saúde foi ainda maior. Deixamos de ter 40 milhões de habitantes habilitados ao exercício da cidadania para termos quase 200 milhões, méritos dos últimos três governos. A solução proposta pelo governo? Importemos submédicos, gente que não reúne capacidade técnica de se firmar em seus mercados de origem (muitos dos egressos cubanos que virão, assim como futuramente das escolas bolivianas e argentinas são brasileiros que não conseguiram passar num vestibular no Brasil e foram estudar nestes países. Os bons médicos de Cuba, Espanha, Portugal, Argentina, Bolívia - estes não virão). O discurso inicial diz que eles só passarão três anos e com autorização restrita a alguns territórios. Dou minha cara a tapa se, em pouco tempo, o discurso não mudará e estes médicos não serão cooptados pelas operadoras privadas, ansiosas por explorar mão-de-obra mais barata para "atender" a clientela da "nova classe média" nas periferias das grandes cidades. Basta dizer de como eles estão adaptados ao Brasil e de como gostam do nosso povo - ao contrário de certos burgueses de jaleco branco - e que já deram sua colaboração social. Que serão bem aproveitados trabalhando nos novos hospitais que atendem a convênios privados nas periferias, onde os "mauricinhos" não querem dar plantão por 200 reais. Como sempre, criamos uma situação de fato para produzir uma solução de direito. A conferir.

8. A questão da carreira de estado: primeiro, a meu ver, o fato de médicos e professores serem as duas carreiras do funcionalismo público que a lei permite acumular dois vínculos públicos (e um ou mais privados), demonstra o malabarismo

que o próprio Estado faz para instituir uma verdadeira "Lei de Vampeta" no funcionalismo: ao não exigir dedicação exclusiva, ela diz aos professores e médicos: eu finjo que os pago e vocês fingem que trabalham. Para não falar do conflito de interesses de ter um servidor público que trabalha para as grandes corporações privadas de saúde, por produtividade. À semelhança das comarcas do interior, que apenas são ocupadas por juízes por que estes sabem que passarão lá 2 anos e ascenderão a outra comarca maior, até chegar à capital, onde poderá educar os filhos de perto e ter acesso à vida urbana a que está acostumado - a carreira de Estado deve contemplar quatro pontos: remuneração decente, compatível com o grau de instrução requerido para o cargo, com ascenção funcional compatível. Dedicação exclusiva, para que se acabem os conflitos de interesse. Estabilidade funcional, a fim de protegê-lo da pequena política, particularmente no interior (como ocorre hoje nos grotões, onde o prefeito diz que paga bem, mas todas as equipes de saúde são trocadas tão logo mude o prefeito). Condições de trabalho, com a organização hierarquizada por graus de complexidade, com redes de referência e contra-referência. Nada frustra mais um profissional que ter a percepção de que o trabalho dele é inócuo à população (o exame solicitado jamais será feito, o remédio prescrito não será distribuído ou poderá ser comprado, etc). Para ilustrar, imaginemos a situação hipotética: numa tentativa de latrocínio, temos dois cidadãos brasileiros - a vítima e o assaltante - que necessitarão de prestação de serviços públicos gratuitos do Estado, conforme preceitua a Constituição. O primeiro, será encaminhado ao SUS, onde será atendido por um médico que estudou 8 a 10 anos e ganha - em média - 3 a 4 mil reais naquele emprego. O assaltante, será defendido por um defensor público, que estudou 4 a 6 anos e ganha, em média de 12 a 20 mil reais, com as garantias de pertencer a uma Carreira de Estado. E nós achamos tudo isso muito natural.

9. Para concluir: o Brasil é um país pobre, extenso e populoso. Educar e prover saúde à sua população são tarefas hercúleas, necessárias e que exigem priorização por parte do poder público. Este é o grito das ruas. Trazer médicos estrangeiros num contexto em que não há falta de médicos, mas problemas de distribuição e atratividade do serviço público, é como enxugar gelo. Inócuo. Enxergar na figura do médico um mercenário que deveria ser um sacerdote é de uma

ingenuidade que em nada ajuda a encarar de frente esta questão essencial que é levar o SUS aos brasileiros que dele necessitam.

Texto do juramento 1 [editar]

Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacei

a, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado;

Hipócrates

deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo- me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.

O Juramento de Hipócrates foi atualizado em 1948 pela Declaração de Genebra, a qual vem sendo utilizada em vários países por se mostrar social e cientificamente mais próxima da atual realidade 2 .

Uma versão mais atualizada é atualmente utilizada no Brasil, sendo a mais difundida:

Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir e reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suce

 
 
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MARIA REGINA REGATIERI

Sou 100% a favor da vinda dos médicos cubanos. Resido em Osasco, grande SP, os médicos simplesmente  passam a impressão de que não gostam de atender aos pobres, mal olham para o paciente. Não fossem os cuidados dos enfermeiros acredito que teria perdido o meu pai em 2009; neste mesmo ano meu pai foi detectado com demência, a médica falou para mim "a alta dele é hoje, porque aqui não é hotel para ficar dando papinha na boca de velho"

 
 
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zuleica jorgensen

O médico brasileiro só irá trabalhar no interiorzão, aquele que fica realmente distante, quando o Brasil for um país desenvolvido. Aí, quem sabe, sua majestade concordará em ir, e além de bom salário, exigirá os mais modernos eqquipamentos médicos e cirúrgicos, que o habilitarão a exercer uma medicina de primeiro mundo.

Agora ir tratar de diarréia, sarampo, catapora, fazer partos, tratar de impetigo e malária, acompanhar crianças recém nascidas e orientar suas mães a não colocarem borra de café no umbigo do nenén, vacinar a população, saber identificar um caso mais grave e encaminhar para centros médicos maiores, ah não, isso dá um trabalho insano, não foi pra isso que ralei cinco anos da escola de medicina, e mais não sei quantos em residência médica.

O problema é que o ser humano, especialmente o criado na nossa fascinante cultura ocidental, é um cabra afundado no mais profundo egoísmo, não está nem aí para o próximo - no caso, o distante! - e quer que o mundo se exploda.

Que venham médicos cubanos, espanhóis, portugueses, ou de onde seja, porque simplesmente a população carente do país não pode esperar mais.

 
 
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Nelson Quintanilha

Não é só no interior do Norte ou Nordeste que não tem médicos.

Nem os planos de saúde tem médicos a disposição de seus clientes que pagam o olho da cara pela assistência. Ninguém (da classe média) é atendido com menos de 15 a 20 dias no interior Paulista tendo plano de saúde seja ele qual for.

Sem plano de saúde dá até dó, o coitado está no mato sem cachorro, tem que enfrentar fila de madrugada, com direito a chuva e frio para pegar uma maldita senha e muitas vezes não são atendidos.

Essa classe corporativa que tem os melhores salários pagos ao trabalhador brasileiro tem muito a aprender, se julgam Deuses mais não sabem o que é bondade nem generosidade.

 
 
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Aliança Liberal

"É conversa mole, o médico vai a na conversa de politicos inescrupulosos e quando passa a pressão da comunidade a primeira coisa e levar um chute na bunda da prefeitura atrasando salários e não cumprindo os acordos feitos."

Se o prefeito não for da laia do teu guru, o ex-prefeito Marcos Antonio Ronchetti (PSDB) e seus asseclas Chico Fraga e Marcos Antonio Zandonai que  roubaram mais de R$ 4.500.000,00 da merenda escolar das crianças de Canoas, RS, com certeza o médico receberá o seu salário mensalmente.

 
 
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Amoral Nato

Reclamam de médicos cubanos, mas se a Dilma ameaçar barrar a importação de charutos, a Zelite vai pras rua, mano!

 
 
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Gilson Raslan

Os médicos brasileiros estão que nem um cão bravo deitado num monte de milho: não come o milho nem deixa outros animais comerem.

Vão ser mercenários assim lá nos "steites".

 

Min. Gilmar Mendes, quando V.Exa. vai remeter ao Pleno do STF o processo em que Zé Serra foi condenado por improbidade administrativa pela Justiça Federal de Brasília?

 
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André Paulistano

Belo relato do médico, mas peca pelo "esquerdismo" que "favorece" os socialistas médicos cubanos.

Mas que fique claro que sou totalmente a favor da vinda desses profissionais. Apesar de tudo, tem que continuar a inclusão de TODA a população brasileira na lista de direitos garantidos pela lei e pelo que leio, não há médicos em número suficiente.

Já acontece isso com engenheiros, costureiros (bolivianos), donos de pousada, jogador de futebol etc.

Idioma? Balela! É jogar no lixo todo o trabalho do "Médicos sem Fronteiras" além de emburrecer a inteligência de profissional e paciente.

(Penso nos coitados do Valdívia, Lugano, Fórlan... como fazem para jogar bola??)

Concordo inteiramente quando diz que os médicos não são bons clínicos e se baseiam só em exames.

Não previnem. Só remediam, sem fazer trocadilhos.

Os cubanos vem exatamente cobrir esta lacuna pois em Cuba a regra é prevenir! É mais barato e mais inteligente!

Mas na nossa sociedade em que tudo vira mercadoria, inclusive a saúde, os exames, remédios, internações giram um enorme roda da fortuna!

Já temos cura da impotência, retardamento de rugas mas não a cura da malária.

Sem contar o individualismo e egoísmo típicos dos indivíduos desta categoria (e das nossas outras).

Há interessados em dermatologia estética que clínicos gerais.

Não é a toa que houve a briga para acabar com a CPMF. O valor era de 0,25% (?) de toda a movimentação financeira do índivído.

Um plano de saúde familiar não sai bem mais do que isto?

Abs!

 
 
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Dôdi Bianchi

A vinda de médicos cubanos pode amenizar, de certa forma, a carência atual da saúde pública nos chamados rincões brasileiros, porém o problema não será solucionado só com a presença do médico, não vou falar mais da falta de recursos na saúde. A falta de saneamento básico, desnutrição, escassez em vacinação e a falta de orientação quanto a prevenção de muitas enfermidades, sem dúvidas continuarão atingindo um grande contingente.
Será necessário cautela quanto o idioma, é um grande problema e requer solução em curto prazo...
Se nos governantes tivessem como metas a superação da desigualdade social e o desenvolvimento integral de nosso país, investindo em seu povo, jamais estaríamos nesta situação.

 

"Para todo fim, um recomeço."

 
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contraditório

Aprovo a importação de médicos onde não se tenha nenhum.

Aprovo a importação de enfermeiras suecas,onde não se tenha nenhuma nacional.

Aprovo a importação de politicos honestos,onde não se tenha nenhum,talves finlandeses.

 
 
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Angelo G. Frizzo

Boa idéia, como no Brasil não existem honestos, salvo prova em contrário, teremos que importar. Vamos fazer um plebiscito parasaber de onde virao os honestos que irão Governar este País: Da Finlandia? da China?, da Islândia?, do Gabão?, .....plebiscito já !

 
 
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contraditório

A Finlandia tem menos de 5.000.000 de habitantes

 
 
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luka

Bom, então uma das medidas necessárias é obrigar o formado por Universidade pública ao atendimento em periferias e interior antes de seguir para as capitais. 

É a retribuição por ter ensino não pago. 

Se entrar na Universidade pública, já sabe o que  terá pela frente.

 
 
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KURK

O dedo que a infeliz do cartaz cita, deve estar junto destes que alguns de seus companheiros de profissão usam para burlar o ponto, não é?

 
 
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Marco Vitis

Essa moça da foto faz parte do povo brasileiro ?

Se sim, posso perguntar: ela achou o dedo do Lula no  *#!  dela ?

 
 
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aliancaliberal

"Rosa também afirma que já foi comprovado que o problema não é dinheiro, pois muitas prefeituras do interior oferecem altos salários, alguns chegam a R$ 20 mil."

É conversa mole, o médico vai a na conversa de politicos inescrupulosos e quando passa a pressão da comunidade a primeira coisa e levar um chute na bunda da prefeitura atrasando salários e não cumprindo os acordos feitos.

As vezes nem é o prefeito que age de má fé e a restrição orçamentária que o ente municipal enfrenta dado ao nosso sistema federal de fachada, onde quem tem obrigações legais não recebe para cumpri las com qualidade e quem não tem obrigações legais leva mais da metade do bolo da arrecadação.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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Aleandro Chavez

Exatamente. Geralmente, a prefeitura paga apenas o primeiro salário ao médico. Como as contas dessas prefeituras são uma bagunça, a partir do segundo mês não paga mais. E aí o médico fica na mão do prefeito.

 
 
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DanielQuireza

Esse é o problema de voces, não trabalham com fatos. Informações toscas, genéricas, sem nenhuma fonte. Muito menos credibilidade. Apenas achismos para corroborar a posição de voces.

Ora, se o profissional vier a ficar sem receber ele que vá embora e procure outro emprego, em toda a economia capitalista funciona desta forma. Qualquer empresa, da mesma maneira, pode vir a atrasar pagamento de funcionário. Ainda que fosse verdade, este não é um argumento plausível.

Na pratica, não é isso que acontece e sim as vagas simplesmente não são preenchidas.

 

@DanielQuireza

 
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Angelo G.Frizzo

Isso é tão idiota (ou globidiota)quanto a imprensa aqui do RS  (deve ser nacional). Os "jornalistas" ficam de plantão em Postos de Saúde e quando, entre milhares de bem atendidos, surge alguém disposta a fazer queixa contra o sistema SUS, eles ficam uma semana enchendo o saco" com  a tal notícia. 

Aliás, as desculpas pelo verdadeiro genocídio de Brasileiros por falta ou mai atendimento, estão ficando cada vez mais ridículas. Eles tem certeza de que somos todos IMBECÍS.

 
 
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Dani

Cremesp paga táxi e hora extra para funcionários irem a ato de médicos na Paulista04/07/2013 | Publicado por Renato Rovai em Geral

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Fábio Gomes, gerente operacional do Cremesp, enviou o seguinte email, na tarde de ontem, para a lista de funcionários da entidade:

Senhores chefes, gerentes e funcionários,

Em virtude da mobilização geral dos médicos agendada para hoje (dia 3 de julho), às 16h00, na Associação Médica Brasileira (Rua São Carlos do Pinhal, 324), convocamos os funcionários interessados em ajudar na realização desta atividade extraordinária.

Os interessados deverão procurar os funcionários da Seção de Eventos que estão alocados em frente da Sede da AMB até às 16h00. Será concedida a utilização de boletos de taxi até a AMB.

Trajeto: O ponto de encontro será na Associação Médica Brasileira (Rua São Carlos do Pinhal, 324), de onde a passeata sairá, às 16h, rumo ao gabinete de representação da presidência da República, na avenida Paulista, 2163 ( esquina com rua Augusta; prédio do Banco do Brasil).

Solicitamos às chefias que dispensem os funcionários interessados em participar desta atividade extraordinária, bem como para disponibilizar boletos de táxi aos funcionários participantes.

As papeletas de horas extraordinárias pela participação deste evento deverão ser encaminhadas à Seção de Eventos.

Ou seja, a entidade pagou táxi, dispensou seus funcionários mais cedo e ainda se dispôs a remunerar com hora extra quem participasse da atividade. Fábio Gomes diz textualmente no comunicado da convocação que “as papeletas de horas extraordinárias pela participação deste evento deverão ser encaminhadas à Seção de Eventos”.

Muitos dos que participaram do evento carregando cartazes, xingando Lula e Dilma e os médicos cubanos na noite de ontem na Avenida Paulista não eram nem médicos e nem médicas. Mas funcionários das entidades representativas do setor. Você pode ter visto na Avenida Paulista escriturários, telefonistas, secretárias, administradores, motoristas usando jalecos brancos e/ou carregando cartazes.

O blogue procurou a assessoria de imprensa do Cremesp questionando se a entidade incentivou de alguma forma o ato dos médicos na noite de ontem. A assessora informou que, por decisão em assembléia, o Cremesp apoiou a manifestação. Indagada se isso significava que funcionários da entidade foram liberados e receberam horas extras para participar do ato, a assessora disse que não tinha essa informação.

A atitude do Cremesp pode não ser ilegal, mas no mínimo é bastante questionável.

Vale registrar que a Rede Globo realizou ontem uma empolgada cobertura do evento. Não falou que a manifestação ao parar a Paulista afetou o atendimento nos hospitais da região e nem que atrapalhou a circulação de ambulâncias. E mais do que isso, no Jornal da Globo os cartazes atacando Lula e Dilma foram a estrela da reportagem e ainda se registrou que havia 5 mil médicos na manifestação. Estive na Paulista e vi o ato. Com muita generosidade, não havia 2 mil pessoas ali. E agora, como se sabe, boa parte não era nem médico e nem estudante de medicina.

O debate sobre a saúde no Brasil não pode ser exclusivo de uma única categoria. Há muitos problemas no setor, mas um deles é  sim a forma como boa parte da classe médica brasileira se acostumou a atender apenas em áreas centrais. Além disso, é preciso moralizar o setor. Muitos administradores  dizem que têm que fazer vistas grossas para o uso de artimanhas por médicos que são contratados para prestar uma quantidade de horas de serviço e não cumprem nem 1/3 do combinado. Os que tentam enfrentar esses esquemas, são chantageados exatamente porque faltam médicos no Brasil.

Criar novas universidades nesta área é a melhor solução, mas demanda tempo. E as pessoas que estão doentes hoje não podem esperar. Por isso, abrir o país para receber mais profissionais desse segmento é uma iniciativa razoável. Outra, seria criar cursos de especialização para outros profissionais de saúde brasileiros em clínica geral. Exatamente o oposto do que os médicos querem. Eles defendem o Ato Médico, que impede até que um paciente tome uma vacina de uma campanha do governo se não passar antes por um médico. E que limitará a ação, por exemplo, de psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas, entre outros profissionais da saúde. O Ato Médico acaba de ser aprovado no Congresso por pressão dos médicos.

Não faz muito tempo, um esquema de uso de dedos de silicone foi utilizado por médicos de Ferraz de Vasconcelos para garantir a presença de médicos ausentes. O “incentivo” que o Cremesp deu aos seus funcionários para serem médicos por uma noite na Paulista é diferente do dedo de silicone. Mas ao mesmo tempo é a mesma coisa. É falsificar a verdade de uma manifestação.

PS: Após a publicação desta nota recebi a seguinte informação de um jornalista pelo Facebook: “Trabalhei na Associação Paulista de Medicina, recebíamos boletos de táxi e dinheiro para comer. Além disso, eram contratados figurantes para dar número. E a proporção era bizarra, apenas uns 30% de médicos, chutando alto.”

http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/07/04/cremesp-paga-taxi-e-hora-extra-para-funcionarios-irem-a-ato-de-medicos-na-paulista/

 
 
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Fabio Soares

PS: Após a publicação desta nota recebi a seguinte informação de um jornalista pelo Facebook: “Trabalhei na Associação Paulista de Medicina, recebíamos boletos de táxi e dinheiro para comer. Além disso, eram contratados figurantes para dar número. E a proporção era bizarra, apenas uns 30% de médicos, chutando alto.”

http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/07/04/cremesp-paga-taxi-e-hora-extra-para-funcionarios-irem-a-ato-de-medicos-na-paulista/


Interessante registrar o seguinte: o nobre Jornalista (não identificado) e feicebuquiano admite o que estamos cansados de saber: "recebíamos boletos de táxi e dinheiro para comer". Ou seja, o patrão pagando, topa qualquer parada. Deveria ter dito: "Não, não me vendo por boleto de táxi e merenda. Vou é denunciar essa esculhambação". Mas não. Sabujo mesmo quando bagrinho, imagine quando envolve grana de verdade...

 
 
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C. Khosta y Alzamendi

Seria o ligeiro sorriso da moçoila uma manifestação de satisfãção pela "dedada" recém-localizada?

 
 
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FMG

VAh segurar esse cartaz lah no interior do Maranhao, sua #%€£$!!

 

FMG

 
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alfie

Sendo verdade tudo issso, a classe dos médicos perde mais pontos nessas manifestações coorporativistas. E o grave é a foto que ilustra a matéria, uma demonstração de grosseiria, de má educação. Quanto ao fato da manifestação transtornar a ida aos hopistais da região da avenida Paulista, todos os dias isso acontece com a leniência da polícia, das autoridades e da mídica. Dane-se quem mora ou trabalha naquela região, dane-se o direito de ir e vir , dane-se o estresse que causa aos motoristas de ônibus. Essas passeatas desordenadas, embora algumas tenham  nobres motivações, já encheram o saco do paulistano e a economia da cidade. São manifestações extremamente impositivas

 
 
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aliancaliberal

Na onda podia trazer delegados Cubanos para preencher as vagas nas delegacias do interior.

Podia trazer professores Cubanos, para preeencher as vagas nas escolas.

Podia trazer politicos Cubanos para preencher, puts não tem falta de politicos no Brasil mesmo no fim do mundo tem um politico.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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FMG

Ô aliancinha, já de turno novamente? Ontem foi o andrezinho, não sabia que ele também estava na escala do baixo clero... .

Apenas complementando sua idéia: proponho aos cubanos (ué, eles podem ser curiosos..) a troca de médicos pelo baixo clero que marca presença aqui no blog do Nassif: a população pobre do Brasil enfim conheceria um médico; você e sua tchurminha de filogolpistas ganhariam férias na paradisíaca "ilha-prisão" e nós, aqui no blog, ganharíamos uma folga de comentários tolos... .

 

FMG

 
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CLAUDIOF

Você lê e digita via braille...?Um cego, não enxerga o óbvio!

O que você posta aqui não tem fatos e argumentos, apenas uma retórica vazia!

 
 
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marcos nunes

Podíamos também trazer liberais da Inglaterra, para colocar no lugar desses liberais daqui.

 

Perplexidade aflita diante da perspectiva caótica

 
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aliancaliberal

Os liberais Ingleses já tem com se preocupar na sua terra que deixou a muito tempo de ser um exemplo de país livre, se deixou levar pela escravidão estatal.

Claro nada que se compare ao Brasil.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 

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