A aplicação do Código de Defesa do Consumidor para a mídia

Por Alessandre de Argolo

Comentário ao post "O ataque de Augusto Nunes a Lula e os limites da mídia"

Diante desse quadro, inevitavelmente surge a pergunta: Fazer o quê, se o principal interessado, Lula, não reclama? Não age na justiça para impedir os achaques aos seus direitos de personalidade?

A liberdade de imprensa não dá ao jornal o direito de esculhambar impunemente com as pessoas assim não. Não existe esse direito. Se praticou ofensas ao direito de personalidade do cidadão, pode e deve responder por isso.

Aliás, eu nem li esse artigo de Augusto Nunes a que o post se refere. Mas já li outros em que ele é extremamente virulento com as palavras quando fala de Lula e do PT.

A crítica política não é proibida. Mas tudo tem limites. O problema é que, pelo menos que eu saiba, Lula nunca tomou providências neste sentido, talvez porque ache que se assim fizer, estará chamando atenção para uma coisa que não merece. Daí ele prefere ignorar.

Incomoda aos outros leitores, que particularmente gostam de Lula. Mas, pela visão jurídica que restou consagrada nos últimos temposassentada inclusive depois dos avanços conseguidos na área de responsabilidade civil, não adianta muita coisa esse incômodo se o principal interessado em fazer frente aos ataques não toma nenhuma providência.

Mas nem tudo pode estar perdido hehehe.

Outro dia discutiu-se aqui a aplicação do CDC em se tratando do "produto" matérias jornalísticas. Ou seja, as matérias jornalísticas seriam produtos comercializados no mercado, assim como o jornalismo também teria um aspecto de serviço disponibilizado no mercado consumidor.

O tema foi muito interessante a até hoje eu penso nisso. Neste caso, pode-se levantar a tese de que, quando um jornal publica um artigo ou matéria ignominiosa, de baixo nível, que ataca agressivamente e de forma vil uma determinada pessoa, que por acaso foi presidente da República extremamente popular, não é apenas a pessoa do presidente em questão que pode se sentir ofendido com os ataquesmas também os consumidores do órgão jornalístico no qual o produto jornalístico foi comercializadoprincipalmente aqueles, dentre os consumidores que compraram a edição do jornal ou revista, inadvertidamente ou não, não vem ao caso, que são ou foram eleitores do presidente que teve seus direitos de personalidade atacados.

Nessa linha de argumentação, ao atacar a pessoa do político, líder de massas, de uma forma grosseira e que afronta inúmeras regras éticas do bom jornalismo, assim como inúmeras normas do ordenamento jurídico brasileiro, os danos causados à imagem, à honra, à dignidade e ao nome do atacado transbordam os limites meramente individuais e passam a atingir também toda uma coletividade de consumidores, que, pela teoria do dano em ricochete, podem vir a ser considerados também vítimas do evento, na categoria de vítimas de um autêntico acidente de consumo (art. 17 do CDC).

Essa teoria quebraria uma série de paradigmas que vigoram na teoria da responsabilidade civil, já que implementaria uma mudança no clássico entendimento de que direitos de personalidade só podem ser reparados, diante de uma violação, mediante ação proposta pelo seu titular imediato.

No entanto, seria o caso de começarmos a falar de um novo direito coletivo, se colocarmos as coisas dentro do direito do consumidor, qual seja, o direito coletivo do consumidor de produtos jornalísticos não se submeter a textos de baixo nível e que agridem a moral coletiva quando atacam, de forma vil, violenta, imoral, os direitos de personalidade da pessoa humana.

Essa tese possui, inclusive, respaldo constitucional, pois o Brasil se constitui num Estado Democrático de Direito que tem como objetivos construir uma sociedade livre, justa e solidária e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. 3º, incisos I e IV, da Constituição Federal).

Nessa linha, um consumidor que se sinta também atingido por um texto jornalístico agressivo, que viole direitos de personalidade de uma determinada pessoa, pode propor uma ação de reparação de danos morais, o que está perfeitamente coadunado com os princípios constitucionais anteriormente citados, haja vista que essa atitude claramente defende a construção de uma sociedade livre, justa e solidária (o consumidor estaria sendo solidário à pessoa vítima dos ataques), além de tal atitude claramente promover o bem de todos, evitando preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 

Acredito que essa tese possui fundamento jurídico-constitucional para passar a ser aceita pelos Tribunais brasileiros. Não me parece nada razoável que os consumidores de jornais e revistas, enfim, dos órgãos de imprensa em geral, sejam obrigados a se submeter a matérias que ofendem gravemente os direitos humanos. Esse tipo de exposição é nociva e totalmente contrária aos objetivos e fundamentos do Estado Democrático de Direito em que se constitui o Brasil.

A situação está muito longe de se restringir à esfera individual privada da pessoa humana que foi efetivamente atacada pela matéria jornalística. Passa a ser de interesse público que um jornal não tenha esse direito, pois é perfeitamente possível que um leitor se sinta pessoalmente ofendido por ter sido submetido à leitura de um texto ignominioso, violento, que difunde valores condenados pela sociedade de uma forma geral, não condizentes com os padrões civilizados que a sociedade brasileira, ao menos, busca alcançar para si. O direito de informar de um órgão de imprensa não pode contrariar esses princípios. E como tais órgãos possuem alcance amplo, atingem muitas pessoas, maior deve ser a responsabilidade no trato da informação. A liberdade de imprensa, portanto, NÃO está acima disso.

O constitucionalista Daniel Sarmento obteve a sua tese de doutorado tratando de tema similar a esse quando falou dos efeitos horizontais da teoria dos direitos humanos, os quais devem ser observados também nas relações privadas. Ou seja, pessoas privadas também devem se submeter à teoria dos direitos humanos e não só o Estado. O livro se chama "Direitos Fundamentais e Relações Privadas" e é um dos mais brilhantes estudos do novo constitucionalismo brasileiro, cujo um dos seus maiores expoentes é precisamente o carioca Daniel Sarmento, que foi pupilo de Barroso na UERJ (Sarmento é também procurador da república, pelo menos era quando eu assisti certa feita a uma palestra dele).

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30 comentários
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AlexPontes

entendo boa a construção feita, criativa e se valendo do instituto do consumidor vinculado ao direito a uma informação hígida e de qualidade.

O que, a princípio, me causaria certa dificuldade é o fato da cláusula de garantia do livre pensamento e da livre manifestação, que chancela, na grande maioria das vezes, senão todas, de forma oblíqua, a atuação das grandes mídias, estaria sendo oponível por legislação ordinária cujo fundamento constitucional do art. 5o (que remete à lei a defesa do consumidor) não fez aquela oponibilidade de forma expressa, mas estaria fazendo de maneira implícita. Assim, se teria mal ou bem uma garantia constitucional sendo oponível de forma implícita. Por isso entendo que o art. da CF que trata da lei de meios é o legítimo, a princípio, para regular essa atividade via lei ordinária, colocando freios à liberdade de imprensa.

De qq modo muito boa a contribuição. São apenas algumas considerações.

 
 
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Andre Araujo

Mas é muita baboseira junta, como se dizia,o teclado aceita tudo, faltam minimos elelemntos concetuais e de logica politica e juridica, liberdade de expressão não tem absolutamente nada a ver com leis de consumo.

 
 
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Alessandre de Argolo

Você pode até discordar dos desdobramentos da aplicação do CDC para os produtos ou serviços jornalísticos esboçada no post, apesar de que a tese acima exposta, em linhas gerais, toca fundamentalmente no conceito de liberdade de expressão e no que os jornalistas estão autorizados a fazer a partir dele. O fato de eu ter abordado o assunto no âmbito do direito do consumidor foi apenas uma das possíveis formas de se interpretar a questão.

Eu quis fazer menção ao fato de que, se jornalismo pode ser considerado também um produto ou serviço disponibilizado no mercado, incidem sobre ele as normas do arts. 12 e 14 do CDC, que tratam, respectivamente, do fato do produto e do fato do serviço. E aí você precisa saber o que é uma coisa e outra. Dica: tem relações com o conceito jurídico de defeito do produto ou serviço, que vai além do conceito de vício do produto ou do serviço disponibilizados no mercado consumidor. Foi, portanto, uma forma de abordar a questão sobre o quanto uma determinada matéria jornalística pode ofender os direitos dos leitores. Claro que a discussão central continua sendo os limites da liberdade de expressão quando exercitada no âmbito da imprensa.

Mas, inobstante tudo isso, dizer que liberdade de expressão não tem nada a ver com o CDC só mostra a tua ignorância sobre o assunto.

O que existem de multas que são aplicadas por peças publicitárias consideradas inadequadas não está no gibi.

Se fosse verdade que liberdade de expressão não tem nada a ver com o mercado do consumidor, nunca que uma empresa que veicula anúncios publicitários considerados inadequados seria sancionada pelos órgãos competentes, como de fato isso já aconteceu com marcas de cerveja e etc.

Existem pessoas que consideram, por exemplo, as propagandas do Ministério da Saúde estampadas nas carteiras de cigarro aviltantes à dignidade humana. Se a alegação tem pertinência ou não, isso é outra história. Mas o simples fato da discussão existir já comprova a ligação entre liberdade de expressão e direito do consumidor.

Enfim, liberdade de expressão e direito do consumidor são assuntos absolutamente entrelaçados.

Institutos como a propaganda enganosa e a propaganda abusiva estão aí para desmentirem o que você afirmou. Se liberdade de expressão e direito do consumidor não tivessem relações, ninguém seria punido por propaganda enganosa ou propaganda abusiva. E isso está previsto nos arts. 37 e 67 do Código de Defesa do Consumidor.

O assunto liberdade de expressão, como se percebe, pode ser abordado das mais variadas formas e discutido nas mais variadas circunstâncias. É um conceito amplo o suficiente para açambarcar um sem número de situações.

Vou dar um exemplo claro do qual eu fui testemunha ocular: outro dia uma fabricante anunciante em Maceió (DAFRA), que se dedica à fabricação e venda de motocicletas, teve um seu outdoor proibido pelo PROCON local porque o anúncio veiculado foi considerado desrespeitoso com os direitos das mulheres. A acusação foi a de que o anúncio tratava abusivamente as mulheres como objeto sexual. Ele mostrava uma mulher, em vestes sensuais, debruçada sobre uma motocicleta, com o seguinte dizer: "Compre que eu dou pra você". E logo abaixo, em letras menores, vinha a frase: "o emplacamento grátis".

Não que eu concorde necessariamente com a proibição (minha opinião era a de que não existia necessariamente abuso na propaganda, foi apenas uma insinuação sexista que existe em muitas outras propagandas), mas esse fato serve como prova de que liberdade de expressão e direito do consumidor estão intrinsecamente relacionados.

Link para a matéria: http://cadaminuto.com.br/noticia/2012/10/17/outdoor-de-moto-procon-agiu-de-forma-arbitraria-diz-publicitario#prettyPhoto

 
 
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Vânia

Desenvolve, Andre. Só bater o pezinho (com ou sem bota) não cola.

 

És livre, escolhe, ou seja: inventa. (Jean Paul Sartre)

 
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Del40

um consumidor que se sinta também atingido por um texto jornalístico agressivo [...] pode propor uma ação de reparação de danos morais...

é bom não esquecer que no judiciário quem decide é o juiz, que é ser humano como qualquer outro e que também está submetido ao poder da mídia.

e se um dia aparecer um juiz inatingível, sem medo da mídia, então ele vai subjugar os dois lados, leitores ofendidos e publicações ofensoras!

o que poderá um dia ter efeito sobre a conduta da mídia é a eventual mudança de postura do leitor/espectador: de passivo a crítico, de ingênuo a desconfiado, de maria-vai-com-as-outras a independente. 

 

eu não quero face, não quero fakebook. eu uso é foice!

 
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Alessandre de Argolo

Um jornalista pode atacar livremente direitos humanos? Um jornalista é livre para atacar a dignidade da pessoa humana? Um jornalista pode usar o espaço para se dirigir à coletividade e afrontar valores constitucionais fundantes da nação?

E como um leitor que consome produtos jornalísticos se sente em seu íntimo quando se depara com fatos dessa natureza??

O que pode passar em seu íntimo ao descobrir-se um financiador de uma máquina de ataques às dignidades, às honras, às imagens, aos nomes das outras pessoas??

Será que ele próprio não se sente constrangido, quando percebe que contribuiu com isso ao comprar a revista ou o jornal que promoveu os ataques??

O jornal ou revista não coloca esse consumidor de seus produtos e/ou serviços jornalísticos numa situação vexatória??

E não servem de evidência disso os ataques que certos leitores de certas revistas sofrem todos os dias por serem consumidores justamente desse tipo de jornalismo??

Os consumidores desse tipo de jornalismo não passam eles mesmos a ser exemplos de algo negativo enquanto pessoas?? 

Isso não ofende a dignidade do próprio leitor, agora considerado consumidor de um produto comercializado no mercado??

Qual a finalidade do jornalismo?? Ele pode ser exercido para atacar direitos de personalidade??

Enfim, o jornalismo pode prestar desserviços, de forma livre e desimpedida, à coletividade, quando difunde o ódio, a intolerância, a violação a direitos fundamentais?

Isso não tornaria o produto jornalístico ou o serviço jornalístico defeituosos para fins de responsabilidade civil no âmbito das relações consumeristas??

Não seria o caso de falarmos em produto ou serviço defeituosos, pois existe um claro desvio na finalidade intrínseca à atividade jornalística, que, salvo engano de minha parte, não foi criada ou pensada para servir de plataforma para ataques pessoais baixos, imorais, anti-éticos, que ofendem direitos de personalidade da pessoa humana??

É para se submeter a tais experiências que um leitor de jornal ou revista adquire esses produtos ou serviços jornalísticos??

Pronto, se tais questões forem pertinentes, eu já terei contribuído minimamente com o debate.

Como se pode perceber, a questão de ser o Lula ou não o ofendido é o de menos. Trata de saber o que é permitido em termos de jornalismo e o quanto as pessoas em geral podem sofrer violações de seus direitos enquanto consumidor de um produto ou serviço que não se presta aos fins a que se destina.

 
 
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Uma retificação.

Onde está escrito "tua quadrilha" refere-se a quadrilha do ex-prefeito do PSDB de Canoas, o médico  Marcos Ronchetti (atual vereador) e apaniguados. O Aliança Liberal é apenas um eleitor do dito cujo.

 
 
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Vânia

Eu não sou advogada, mas entendi perfeitamente a tese do Argollo. Espero que essa argumentação possa prosperar e criar 'jurisprudência' (rs, é isso?)

Pra quem comentou com o "coração" e/ou só leu o primeiro parágrafo, recomendo voltar ao texto e ler com atenção.

Muito interessante, Argollo. Parabéns!

 

És livre, escolhe, ou seja: inventa. (Jean Paul Sartre)

 
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fabio pada

Uma coisa que venho percebendo é que o portal  Reclame Aqui, gera mais resultado do que o PROCOM.  Faz o seguinte quando algum jornal falar mal do Lulinha ou da Dilminha.

Registre sua reclamação.

http://www.reclameaqui.com.br/

 

 

Att

Fabio Padilha.

 
 
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Aliança Liberal

"Tem que aplicar o código de defesa do consumidor no SUS, no congresso...." e também na tua quadrilha que roubou mais de R$ 4.500.000 da merenda escolar das crianças em Canoas, RS.

 
 
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Mauro Segundo 2

Me parece esse o grande problema: porque nós nos desgastamos defendendo pessoas que não parecem se preocupar em se defender? Já viram o comportamento do Pirillo em Goiás? Deixa barato? E o Gilmar Mendes?

A quantas anda a investigação daquele pessoal que soltou no facebook que o Deputado do PT do RS era dono da Boate Kiss?  O cara é DE-PU-TA-DO FE-DE-RAL e não consegue colocar pressão em uns facínoras que continuam delinquindo?

E os compartilhamentos nas redes sociais? Já perceberam que não é "bobagem de criancinha", não é mesmo? Caramba, façam notícia, escolham meia dúzia de indivíduos identificados que estejam espalhando "a fazenda do Lulinha", " as empresas do filho da Dilma", seja um Dentista, um professor, um aposentado, o que for, e etc, e processem.  O Filho do Lula podia simplesmente dar um "print" no Facebook de uma Dúzua aí ( Que tal um médico, um gerente de banco, um professor universitário, um advogado, só pra mostrar ver como a "elite" se comporta na frente do delegado e do juiz) e " tocar o pau". No mínimo, cria-se um fato que faz com que as pessoas aprendam que: 1) seus atos tem consequências 2) tem que ter responsabilidade no que falam e fazem no que se refere a honra alheia e 3) tem que checar se o que estão reproduzindo tem ao menos um mínimo de possibilidade de verdade factual 4) assuste e faça pensar quem anda compartilhando essas porcarias.
E quem achar ruim, achar que é censura: ué, amigão, vc acha que está com a verdade? É a sua chance: PROVE!

Porque, acreditem, todas essas porcarias que ficam sendo compartilhadas diariamente e a elas não é dada nenhuma importância, vão fixando no inconsciente coletivo, a conta gotas, a certeza: PTCORRUPTO/DILMACORRUPTA/LULALADRÃO/LULINHAMILIONÁRIO/GOVERNOCORRUPTO/ETC/ETC/ETC...

Depois que a boiada estoura na rua, aí meu amigo, ninguém mais ouve ninguém..

Alías, ninguém deve estar me ouvindo (lendo) agora mesmo...vou trabalhar e parar de perder meu tempo defendendo gente que não quer e nem acha que precisa se defender.

Bom FDS.

 
 
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Lucinei

Rsrs, é a nuvem...

"Diante desse quadro, inevitavelmente surge a pergunta: Fazer o quê, se o principal interessado, Lula, não reclama? Não age na justiça para impedir os achaques aos seus direitos de personalidade?"

O Lula está se fazendo de superior porque é superior. A raiva desses, vá lá, "jornalistas", é que eles se acham melhores que o Lula. Já ví um gritando em uma roda de conversa e, diante do ruído, perguntei: "Ô, Ô, você se acha melhor do que o Lula?!". Ele enguliu seco mais foi em frente: "Acho!". Completei eu: "pois eu não acho! Por que essa gritaria toda?"

Quem estava em volta riu e ele, então, evoluiu para modos mais controlados.

É aí que faço a pergunta: cadê o pessoal do PT? Ninguém é escalado - nem se apresenta - pra "marcar" esse pessoal? O Lula não tem que ficar respondendo a qualquer boçal que existe por aí; mas o pessoal que está em volta dele e do PT, não.

Ou seja, afinaram demais por causa da campanha do "mensalão"; estão nas cordas (na boquinha) e não entram em campo.

haha, só falta o Lula criar outro partido...

 

PJ não VOTA!

 
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Lucinei

rsrs, "ele foi em frente [e] "mais" foi em frente"... Será que dá, rsrs...?

 

PJ não VOTA!

 
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Lucinei

"Diante desse quadro, inevitavelmente surge a pergunta: Fazer o quê, se o principal interessado, Lula, não reclama? Não age na justiça para impedir os achaques aos seus direitos de personalidade?"

O Lula está se fazendo de superior porque é superior. A raiva desses, vá lá, "jornalistas", é que eles se acham melhores que o Lula. Já ví um gritando em uma roda de conversa e, diante do ruído, perguntei: "Ô, Ô, você se acha melhor do que o Lula?!". Ele enguliu seco mais foi em frente: "Acho!". Completei eu: "pois eu não acho! Por que essa gritaria toda?"

Quem estava em volta riu e ele, então, evoluiu para modos mais controlados.

É aí que faço a pergunta: cadê o pessoal do PT? Ninguém é escalado - nem se apresenta - pra "marcar" esse pessoal? O Lula não tem que ficar respondendo a qualquer boçal que existe por aí; mas o pessoal que está em volta dele e do PT, não.

Ou seja, afinaram demais por causa da campanha do "mensalão"; estão nas cordas (na boquinha) e não entram em campo.

haha, só falta o Lula criar outro partido...

 

PJ não VOTA!

 
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Glória

Lula nunca se dignou a revidar nada que essa mídia hipócrita e preconceituosa faz, escreve ou diz contra ele. A resposta a essa gente...Lula dá nas urnas, ou nas centenas de homenagens, prêmios e palestras pelo mundo. E isso mata mais do que qualquer processo.
Minha avó já dizia : A MAIOR VINGANÇA É SER FELIZ.
E isso Lula nos ensinou desde o começo do PT - SEM MEDO DE SER FELIZ

 
 
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Ramalho12

Muito interessante a tese esboçada por Argolo. Merece ser aprofundada, talvez, mesmo, tema de tese de doutorado em alguma universidade de ponta. Se vitoriosa academicamente, teria efeito semelhante ao da chamada ley de medios, ainda que mantido o atual arcabouço legal.

 
 
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KURK

Quando chamam o LULA de 9 dedos, referindo-se à falta do seu dedo mínimo é um preconceito com sua pequena deficiência física com o intuito de ofender e debochar, esquecem que há outras pessoas com esta condição física e isso pode machucar, principalmente quem é mais jovem. Fico pensando se o LULA fosse negro, conforme o direito absoluto e pétreo que alguns orgãos de imprensa tem em relação à liberdade de imprensa na estrutura podre deste país, toda sorte de piada preconceituosa poderia ser usada contra ele. É de dar nojo.

 
 
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edward

Nunca o Lula perdeu o controle diante de ataques deste ordem. Sempre sorriu a se ver despeitado por caçoadas como esta. Acho até que se diverte com isto. Sabe de suas origens e de suas condições culturais, mas tem, é bom que se diga, uma inteligência extraordinária, de forma que assimilou os problemas brasileiros como poucos, no final, é um autoditada em termos políticos, que o fez um dos maiores líderes de nossa história, cuja fama alcançou o exterior.

Vi, no Youtube, uma entrevista dele, Lula, na BBC e comparei-a com a entrevista dada por FHC.

Na adianta caçoar de Lula, na prática, todos podem ver e tirar as conclusões:

LULA

http://www.youtube.com/watch?v=CoLZCDuTqgA

Agora, FHC

http://www.youtube.com/watch?v=cNhs2d_ScW4

Agora, meditem sobre as palavras Augusto Nunes. É ou não é very funny!

 
 
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lu

Realmente o Lula dá um banho nessa entrevista. Não canso de ver

 
 
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Luciano Prado

Blog da CidadaniaAlém de fraudar o fisco a Globo ainda falsifica reportagens

Apesar de esse vídeo incrível – que o post reproduz mais adiante – ter circulado bastante pelas redes sociais ao fim de noite de quinta-feira (11 de julho de 2013), é vital comentar mais a fundo o que ele mostra por ser literalmente estarrecedor.

As denúncias de que a Rede Globo tentou fraudar o fisco em módicos R$ 600 milhões vêm sendo encaradas pelos “éticos” que vivem acusando o partido ao qual a emissora declarou guerra como sendo “exageradas”, pois a fraude fiscal em questão seria apenas uma manobra “empresarial” corriqueira para pagar menos impostos.

Vá lá que, no Brasil, nossas degeneradas classes média e alta dão nomes eufemísticos ao que em países civilizados é considerado crime e dá cadeia: sonegação de impostos. Mas o que mostra o vídeo a que este texto se refere não pode ser minimizado nem pelo maior cara-de-pau da galáxia.

Na última quinta-feira, durante o ato público de centrais sindicais que ocorreu na avenida Paulista, o diretor do grupo de comunicação Rede Brasil Atual, Paulo Salvador, flagrou reportagem da Globo operando a prática (anti) jornalística mais execrada desde o surgimento da imprensa: falsificação de fatos para preencher “reportagens”.

Sim, é isso mesmo: no âmbito da guerra política da Globo contra o governo Dilma Rousseff, uma equipe de reportagem da emissora foi àquela avenida durante o ato das centrais sindicais e tentou forjar um protesto contra a presidente da República. Levou um cartaz com ataques a ela e pediu para um manifestante segurá-lo enquanto filmava.

O vídeo mostra o momento em que Salvador interpela a equipe após ter visto a fraude ser encenada. Ocorre, inclusive, um princípio de confusão. A equipe da Globo, formada por “repórteres” parrudos que mais pareciam leões-de-chácara, parecia disposta a ir às vias de fato com quem a pegou no pulo.

Logo, porém, outros manifestantes percebem a confusão, cercam os “repórteres” globais e começam a entoar palavras de ordem contra a emissora, obrigando os que tentavam produzir a fraude a se retirarem do local.

Resta saber quantas vezes, ao longo das últimas semanas, a Globo apresentou falsos protestos contra o governo quando não foi possível obter imagens verdadeiras. E resta saber, também, se o que se vê no vídeo abaixo decorreu de ordem da direção da emissora ou se foi mera tentativa dos “repórteres” de agradar o patrão.

Assista, abaixo, ao flagra de outro item da já longa lista de fraudes que vai sendo conhecida e, assim, vai explicando como a família Marinho conseguiu edificar um império tão gigantesco e rico como as Organizações Globo.

 http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=AEMpfPgPqEk

 

 
 
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Alberto Porem Jr.

 

Boa tarde ao blogueiro e comentaristas.

 

Não é de hoje que o comportamento do jornalista Augusto Nunes atinge a pessoas e comentaristas.

 

Em 16 /09 de 2009, no blog de Augusto Nunes, fiz o seguinte comentário em um post chamado “O Brasil conseguiu ficar mais jeca”.

 

Segue o meu comentários e a ácida resposta do jornalista:

 

  1. Alberto Porém Jr. 16/09/2009 às 15:05

 

“Sem parentesco com o que o governo inventou, o país real não mudou. Só conseguiu tornar-se ainda mais metido a esperto, mais grosseiro, mais caipira, mais jeca. Toda nação acaba ficando parecida com quem a governa.”

 

- Cuidado para não ofender as pessoas, tem muita gente boa ralando duro aqui do outro lado e não está gostando nada do que certos colunistas estão a dizer na mesma linha de sua frase acima. Você quer falar mal de Lula, do governo, do PT, fique a vontade, somente respeite uma grande e boa parcela da população que também fica muito ofendida com o que lê na internet, então mais uma vez digo a você, cuidado.

 

Demorei a responder porque o tremor não passava. Ainda assustado, vou seguir seu conselho e tomar cuidado. Começo com uma retificação: além de metido a esperto, caipira e jeca, você é um perfeito idiota brasileiro.

 

 

 

Em 25/03/2010  entrei com processo por danos morais no Juizado Especial na Comarca em que resido,  Lucas do Rio Verde, estado do Mato Grosso, segue a inicial da sentença:

 

“Alega o Reclamante que no dia 16 de setembro de 2009, após ler um artigo de opinião no "blog" do jornalista Augusto Nunes, ora Reclamado, inseriu um comentário contrapondo-se à opinião do autor da matéria, tendo este, por sua vez, respondido ao Reclamante "de forma pessoal e ofensiva, chamando o requerente de metido a esperto, caipira, jeca e, para fechar com chave de ouro, perfeito idiota brasileiro, lesando desta forma a dignidade do requerente."

 

Bem senhores, como eu disse: “SENTENÇA”, em 01/07/2013, ou seja, a pouco mais de 12 dias tenho o "trânsito em julgado", sem possibilidade de recurso, para minha felicidade a Editora Abril/Revista Veja e Augusto Nunes perderam o prazo e vou receber a indenização em alguns dias. Mas vou deixar muita gente com água na boca por enquanto. Amanhã, em acordo com o nosso blogueiro, iremos publicar toda a história neste blog.

 

“Um dia chegou o leão surdo e ai...”

 

 

"Eu não vejo escuridão em lugar algum. Você é que está mantendo os olhos fechados. A escuridão não existe."

 
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Ulisses s

É isto aí companheiro! Revide é foda! Mostra a história toda para nós. Publique para todos.

 
 
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edward

Bato palmas, de pé!

 
 
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DanielQuireza

Parabens, Alberto. Muito bom !!!

 

@DanielQuireza

 
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aliancaliberal

Tem que aplicar o código de defesa do consumidor no SUS, no congresso....

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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Ivan de Union

Eu acho que voce devia "aplicar" esse codigo em outro lugar...

 
 
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Sorano

Esse direito coletivo do consumidor de produtos jornalísticos deveria ser defendido, nacionalmente, pelo MPF. Penso mesmo que isso é dever do MPF, como posto na Constituição Federal.

 
 
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Marcio Cruzeiro

É tudo o que esse Rato de Esgoto quer, que o Lula vá aos Tribunais contra ele.......mas  o melhor que se tem a fazer, é deixa-lo "Papagaiar" sózinho.....

 
 
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Marco Antonio L.

Desde quando o Lula vai se incomodar com uma matéria dessa, que apenas poucas pessoas se importam em ler. 

Lula é amado por quase 90% do povo brasileiro e é reconhecido pelo planeta todo como um dos maiores líderes da história mundial.

Reações da oposição derrotada e desesperada não tem a mínima chance de ser algo que preste a Lula se rebaixar a esses níveis. 

Lula é líder mundial e não vai se sujeitar a se ofender com agressões dessa natureza. 

Aliás, Lula demonstrando ignorar essas coisas, já mostra seu algo grau de desprezo aos incautos.

 
 
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Spin in Progress1

Esse Augusto Nunes tem cadeira cativa no Roda Viva. Trata-se de um sociopata

 
 

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