O trabalho dos médicos e as cirurgias no meio da selva

Sugerido por hugo

Do Jornal da Band

Série: médicos fazem cirurgias na selva

Povos isolados da Amazônia ganham vida nova com o trabalho de um grupo de voluntários. Entre eles, médicos que cruzam o Brasil para fazer cirurgias no meio da selva. 

Quem nunca havia passado nem sequer por uma simples consulta recupera até a visão.

Na reportagem anterior, a montagem de um verdadeiro hospital no meio da Amazônia. Missão atende milhares de pessoas. Nas margens dos rios, são dias de expectativa. As voadeiras levam médicos, enfermeiros, dentistas e voluntários numa missão pela vida. 

Desde terça-feira, o Jornal da Band mostra as histórias de quem sofre com a saúde precária no Brasil. Aprimeira reportagem acompanhou uma das histórias do esquadrão da vida: médicos que regularmente deixam as grandes cidades para atuar nas regiões mais remotas do país.

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10 comentários
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Bruno J

Tive uma ideia maluca esses dias. Que tal segurar os formandos de Direito das universidades públicas mais 2 anos além do curso para trabalharem como defensores públicos? Remunerados e supervisionados, claro.

Acredito que este é o momento de aproveitarmos essa lógica utilizada para a saúde em outras áreas onde o povo brasileiro ainda sofre muito, como o acesso à justiça e vários estados da federação nem têm defensores públicos suficientes. Alguém concorda? Eles têm que pagar de volta à sociedade o que receberam nos seus cursos, e este é o melhor modo que pensei.

 
 
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hugo

 

Quem quer trabalhar, não tem medo do mato, do barro, e do pobre vai onde precisa. Esses médicos demonstram a verdadeira vocação da profissão.

Poderiam estar em seus consultórios dizendo que na selva não existe condições de trabalho. e por isso não podem dixar seus consultórios por aviltantes 10.000 reais.

Tem médico que trabalha no meio de guerra.

Quem respeita o próximo, não encontra barreiras pra fazer o bem; quem não é indiferente coloca barreiras; os perversos impedem que se quebrem as barreiras.

 
 
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lenita

Sou usuária de plano de saúde e comento com minhas amigas, que os médicos do plano estão se tornando "benzedores". Fui a um médico ortopedista que nem colocou a mão em mim. Como eles dizem que ganham pouco, atendem a um nº grande de pacientes para receberem mais, assim, só sabem solicitar exames, o que vem a encarecer muito a medicina. Então os planos querem aumentar e onde é que nós vamos parar? Nós pagadores de plano,  não somos nada mais que um nº que vai aumentar seus rendimentos, jamais um doente que precisa de um atendimento mais humano.

Trabalhei muitos anos com médicos e sei muito bem o que digo, querem ser o dono da medicina sem, muitas vezes ter capacidade e muito menos honrar o juramento que fazem ao terminar a faculdade. Só pensam no "glamour" e no rendimento em sua grande parte, infelizmente.

Outra coisa que não aceito, é o porque de sempre serem eles os diretores de hospitais e Postos de Saúde, sem nenhum preparo para tal, quase sempre,  e muitas vezes sem capacidade de liderança e muito menos de administração. Ora, a meu ver quem deve administrar qualquer unidade de saúde deve ser um administrador preparado para tal, com cursos na área. O que acontece quase sempre é que eles não ficam mais que 1 ou 2 hs (principalmente nos postos de atendimento) e vão para outros empregos ou consultórios particulares, deixando a unidade com funcionários administrartivos, que nada podem fazer, já que não possuem formação e muito menos tem autoridade p/ exercerem tais funções.

Não quero jamais desmerecer a todos os médicos, mas ultimamente tem sido assim, em sua grande parte.

 

mariah

 
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Omar Hurst de paula

http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/07/15/mafia-de-branco-agora-eles-querem-sabotar-o-programa-mais-medicos/

Agora começo a pensar que pior do que num ter médico e ter médico brasileiro(com algumas exceçoes!).Sinais de intolerancia e desumanidade!!Mercantilismo e mesquinharia!!

Coitado do pobre!!

 
 
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Quintela

Denúncias - Por Carlos Azenha.O mau jornalismo da Folha no caso dos médicos “desistentes”

publicado em 18 de julho de 2013 às 23:42

O dr. Thomaz Srougi e Cesar Camara na frente da clínica médica particular na favela do Heliópolis. Cesar atende lá com jaleco do Sírio-Libanês, onde também trabalha

por Luiz Carlos Azenha e Conceição Lemes, a partir de leitora indignada da Folha

Há muitas críticas sinceras aos programas do governo Dilma no setor da Saúde, dentre os quais o Mais Médicos. O próprio Viomundo já publicou várias delas, aquiaqui aqui.

Porém, causa-nos estarrecimento ler nas redes sociais manifestações de xenofobia, racismo e desrespeito aos médicos estrangeiros, para não falar da completa piração direitista de que os médicos cubanos viriam ao Brasil promover uma revolução comunista.

As entidades médicas, por razões corporativistas, dizem que não faltam médicos no Brasil e que o problema seria a má distribuição. Não é verdade. Faltam profissionais nas regiões mais distantes e nas periferias das grandes cidades e eles também estão mal distribuídos. Nas regiões Sul e Sudeste do País há maior concentração de médicos, enquanto no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ela é menor.

A leitora indignada que nos procurou protestou contra a cobertura distorcida que, segundo ela, é dada pelaFolha de S. Paulo ao assunto, especialmente no caso do programa Mais Médicos.

Ela aponta para a seguinte sequência de eventos:

O dr. Miguel Srougi (professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP) escreveu um artigo de opinião no jornal detonando as ações do governo Dilma no setor de saúde:

Senhora presidente, mais um clamor, respeitoso. Assuma a determinação política de priorizar recursos para as áreas sociais. Atue na saúde com competência e sensatez, não com respostas transloucadas aos gritos indignados da nação. Para que os brasileiros possam vislumbrar o alvorecer com esperança. E combata com arrojo o grupo de ímprobos e incompetentes instalados no teu entorno. Sem esquecer o arcebispo Desmond Tutu: “Se ficarmos neutros numa situação de injustiça, teremos escolhido o lado do opressor”.

O dr. Miguel Srougi é o mesmo que, em 2010, havia rasgado elogios ao então candidato ao Planalto José Serra, do PSDB, adversário de Dilma:

Difícil conseguir isso? Não, se reconhecermos entre nossos dirigentes aqueles dotados de sabedoria e integridade, capazes de transformar a sociedade, tornando-a mais justa para seus filhos. Com esses sentimentos, coloco-me ao lado de José Serra.Pode-se concordar ou não com sua forma de se relacionar, muitas vezes difícil, mas não há como ignorar algumas marcas incomparáveis da sua atuação política. Nos cargos públicos que ocupou, suas ações beneficiaram não apenas os mais desprotegidos, mas todos os estratos da nação. Na saúde, Serra opôs resistência quase solitária aos interesses indevidos que, com uma frequência além do razoável, rondam o setor.

Até aí, normal. Ter opinião é necessário e importante, diz a leitora.

Porém, hoje, a Folha deu na capa do caderno Cotidiano: “Médicos alegam falta de direitos e desistem de programa de Dilma”.

Leiam o subtítulo: “Profissionais recuam de inscrição ao saber que não há décimo-terceiro e FGTS” (grifo nosso).

É fato que este é um dos aspectos mais criticados do programa: a falta de garantias trabalhistas para os profissionais. Bolsistas ou contratados? É um debate justo e necessário.

Porém, dos 11.701 médicos inscritos no programa, a Folha só ouviu dois, ambos apresentados como desistentes.

Ambos disseram ter se inscrito e desistido do Mais Médicos por deficiência do programa.

Porém, é importante destacar que houve um movimento de doutores no sentido de sabotar o programa. Como? Fazendo a inscrição e desistindo posteriormente ”para atrapalhar o cronograma e o recrutamento dos médicos estrangeiros”, segundo a própria Folha explicou.

Impossível dizer se os dois médicos ouvidos pela Folha pretendiam desde o início participar do protesto. Eles se manifestaram como se tivessem sinceramente desistido por objeções à iniciativa posteriores à inscrição.

O fato é que a reportagem que motivou o protesto da leitora traz uma imensa foto do dr. Cesar Camara, com a frase:

“Não há direito algum. Fica complicado aceitar um trabalho nessas condições”, diz o urologista Cesar Camara, 38, de São Paulo, que fez a inscrição e desistiu de efetivá-la.

E quem é o dr. Camara?

Assistente do dr. Miguel Srougi, conforme ele próprio escreve em sua página no Facebook:

Na terça-feira que precedeu a reportagem (publicada quinta) ele pede ajuda para encontrar médicos que tenham se inscrito e posteriormente desistido do Mais Médicos.

Cesar faz parte do corpo clínico do setor de Urologia do Hospital Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, cujo professor titular é o dr. Miguel Srougi. As áreas dele são litíase (cálculo renal) e endourologia (área endocrinológica da urologia).

As relações do dr. Cesar Camara com a família do chefe vão além.  Ele trabalha na clínica médica do dr. Thomaz Srougi, filho do dr. Miguel, que fica na entrada da favela de Heliópolis e só realiza consultas particulares, que custam de R$ 40 (clínica-geral) a R$ 60 (especialidades). Não vale convênio, tampouco cartão do SUS.

César também trabalha no Hospital Sírio-Libanês. Aliás, ele usa na clínica de Heliópolis o jaleco que tem costurado o nome do Sírio-Libanês. Segundo matéria publicada no Estadão, a sua consulta particular custa R$ 450.

César iria largar tudo isto —  carreira promissora na Urologia da USP, trabalho no Sírio-Libanês, um dos mais prestigiados hospitais do Brasil, consultas de R$ 450 no seu consultório e a clínica com o filho do chefe — para participar do programa Mais Médicos, para atender pacientes do SUS?

O programa Mais Médicos, vale lembrar, pagará uma bolsa de R$ 10 mil por mês, mas os médicos terão de cumprir 40 horas semanais de trabalho. Supondo que Cesar tivesse escolhido ir para a periferia da cidade de São Paulo, onde encontraria tempo para as suas outras atividades?

O jornal não sabia disso? Não questionou o médico para saber se ele se inscreveu apenas para desistir e atrapalhar a implantação do programa, cujo objetivo é atender de graça nas periferias, através do SUS, pacientes como os que ele atende cobrando em Heliópolis?

Independentemente das respostas do doutor Cesar, de uma coisa estamos certos: a leitora indignada tem razão.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/indignada-os-medicos-e-a-cobertura-da-folha.html

 
 
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ruyacquaviva

O FATO é que com médico e sem estrutura o atendimento é precário, mas com estrutura mas sem médico o atendimento é NENHUM e o paciente morre sem assistência.

A falta de equipamento ou medicamentos não anula o fato de faltar médicos, ou seja, justificar a não contratação de médicos estrangeiros para vagas que os médicos brasileiros não querem dizendo que falta estrutura é uma coisa sem sentido. O médico atendendo sem estrutura é melhor que a estrutura parada sem o médico.

Não estou com isso corroborando que falta estrutura. Certamente em muito lugares falta, mas em muitos tem o posto montado, novinho, com equipamentos e medicamentos, mas não tem o médico. E aí NINGUÉM é atendido. Porém ressalto que mesmo que fosse correta a afirmação de que não tem estrutura nenhuma (e é falsa), continuaria sendo completamente sem lógica recusar a contratação de médicos por causa disso.

Dizer que não faltam médicos é um disparate maior ainda. Se não faltasse médico não haveria vaga.

Dizer que não tem garantia é ainda pior, o governo federal está dando todas as garantias.

Dizer que o salário é ruim é pior ainda, se fosse assim nenhum médico estrangeiro se disporia a ocupar essas vagas.

E o pior de tudo é que eles recusam ir atender o povo e recusam que se contrate médicos estrangeiros sem no entanto oferecer nenhuma alternativa para o atendimento dessas pessoas, deixando claro que não ligam e parecendo mesmo que desejam que elas morram sem assistência.  É uma verdadeira crueldade. 

O que

 
 
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edward

Excelente abordagem do tema.

Não pode a TV, uma concessão pública, tentar atrapalhar a visão do povo.

Faltam equipamentos, postos de atendimentos, mas faltam sobretudo médicos, para o atendimento do povo.

 

 
 
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edward

Infelizmente, embora louvável a demonstração do espírito humanitário de milhares de médicos brasileiros, a série que a Band está nos mostrando tem um conteúdo muito bem calibrado, faz parte de uma campanha subreptícia para demonstrar que não nos faltam médicos, mas,sim, hospitais, equipamentos médicos, condições para o trabalho.

A verdade não pode ficar submersa. O Brasil tem número de médicos, por habitante, um pouco mais do que metade do que os argentinos. Há necessidade, assim, de mais médicos, principalmente em locais, que os nossos facultativos não se interessam, como a periferia das grandes cidades e regiões no Nordeste e Norte. Li outro dia, que uma cidade com 29 mil habitantes tinha apenas um médico. Assim, não dá!

O governo irá contratá-los, dando preferência para os médicos brasileiros, mas virão estrangeiros, com máxima urgência, em virtude da falta de médicos. O Ministério da Saúde tem deixado claro que não irá deixar de promover um aumento de hospitais, equipamentos médicos, unidade de atendimento, enfim, condições para que os médicos possam trabalhar.

Nunca fui ou sou contra os nossos médicos. Respeito-os e muito. Conheço centenas com grande qualidade de trabalho e que amam sua profissão. Porém, há necessidade de médicos, não podendo o povo ficar esperando, principalmente em casos de urgência. Sei que o que mais importa é ter, o cidadão brasileiro, o atendimento através de um médico. Isto é prioritário!

 
 
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Ademir Silva

E por que o número de médicos da Argentina virou a referência? Eu queria entender por que nunca comparam com o número de médicos do Chile, da Costa Rica, da Colombia, do Canadá, do Japão, da Coreia do Sul, entre vários outros, todos com número igual ou inferior ao número de médicos do Brasil e com saúde muito melhor. A referência da Argentina que de fato faria diferença é o gasto público em saúde/PIB, que varia entre 5 e 6%, enquanto no Brasil a média dos últimos dez anos foi 3,5%.

Infelizmente vocês vão precisar que o governo gaste uma fortuna com essas contratações de médicos pra trabalhar nessas quebradas, sejam estrangeiros ou não, e só então avaliar os resultados pífios pra entender que médico não é nem nunca será sinônimo de saúde. Gastar com médico sem um sistema de saúde doente é dinheiro no lixo. Os países do bloco soviético têm todos mais que 4,0 médicos/1000 habitantes, mas como ainda não conseguiram afinar seus sistemas de saúde após a mudança de regime, têm indicadores de saúde péssimos, ainda muito piores que os do Brasil. Pode procurar sobre Rússia, Bulgária, Ucrânia e demais que talvez você entenda o quão errados estão seus conceitos. 

Foram 25 anos largando o SUS à míngua, estimulando o povo a procurar planos da saúde suplementar, com renúncia de impostos, pagando para que funcionários públicos os tivessem, aceitando o lobby desses planos para o subfinanciamento do SUS, e agora compram a elite de "intelectuais de sofá" com a ideia de que são os médicos que sabotam a saúde nacional. Prezado, pense criticamente, não se lambuse com as manobras do governo.

 
 
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Ademir Silva

*correção: em um sistema doente, não "sem".

 
 

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