Crítica ao editorial da Folha de S.Paulo

Sugestão de Osvaldo Ferreira

Da Folha de S. Paulo

Por fora dos trilhos

Editorial

Cartel delatado pela Siemens lança suspeita grave sobre governos tucanos em SP; PSDB acusa Cade de servir como instrumento político

As sucessivas administrações do PSDB em São Paulo, Estado governado pelo partido desde 1995, estão no epicentro de um escândalo milionário em torno do fornecimento de material ferroviário para linhas de metrô e de trens da CPTM.

O caso foi revelado nesta Folha. Reportagem de 14 de julho relatou a delação de um cartel por um de seus integrantes, a empresa alemã Siemens, ao Cade (agência federal antitruste) e ao Ministério Público, com os quais fizera acordo de imunidade em troca de colaboração.Não há ainda denúncia formal à Justiça. Por ora vieram à tona apenas documentos internos da Siemens que mencionam a combinação de resultados com as concorrentes Alstom (França), Bombardier (Canadá), CAF (Espanha), Mitsui (Japão) e outras empresas menos expressivas. Ao menos seis licitações teriam sido fraudadas.

Há que considerar a investigação com dupla cautela. Os detalhes ainda são nebulosos, mas o que transpirou até aqui indica um conluio entre fornecedores para repartir encomendas e elevar seus preços de 10% a 30%, sem provas de envolvimento das autoridades.

- Observação: Não cabe a um jornal em seu editorial afirmar que não há provas contra autoridades de um partido político ou governo. Cabe a um jornal que mereça receber o nome de jornal exigir das autoridades que abram as suas contas à cidadania, de modo que esta com o respaldo do Ministério Público e da Polícia Estadual e, se for o caso Federal, averiguem qual foi o grau de envolvimento das autoridades públicas na grave denúncia, afinal, não há corruptores sem corruptos. Esta cautela excessiva da Folha de São Paulo com o PSDB jamais, repito, JAMAIS é repetida diante de acusações contra o PT, quando manchetes são postas em letras garrafais, repercutidas durante vários dias ou meses e reputações são assassinadas. Depois há o arquivamento das denúncias e a Folha nem sequer se dá ao trabalho de dar satisfações aos seus leitores sobre isso.

Essa hipótese, nada implausível, aparece em "diários" de executivos da Siemens entregues ao Cade que sugerem um suposto aval ao esquema dos governos tucanos de Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2010).

Uma nota oficial de Alckmin, atual governador, afirma que surgiram apenas "comunicações entre empresas privadas, sem participação de servidor público estadual", e que será pedido ressarcimento aos cofres públicos.

Observação: Se o Governador não sabia, deveria saber. É sua obrigação. Se sabia e se aquietou prevaricou. Se sabia, se aquietou e continuou a manter contratos com essas empresas, é um corrupto protegido pela Folha de São Paulo. Como as obras e os serviços continuaram até hoje com pagamentos às empresas corruptoras, a defesa que este editorial safado faz do governo de São Paulo e do partido que está no poder, o PSDB, é simplesmente de dar ânsia de vômito!

Seu chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, saiu em ataque contra o governo federal do PT, acusando o Cade de se tornar "instrumento de polícia política". O ex-governador Serra agiu da mesma forma.

Já o secretário estadual de Transportes da administração Covas, Claudio de Senna Frederico, pronunciou-se em termos mais ambíguos. Ainda que negue ter tomado conhecimento do cartel, ele não o descarta. E afirma não se lembrar de "ter acontecido uma licitação de fato competitiva" no setor.

É uma declaração consternadora. Mesmo que o conluio sob investigação tenha permitido saltar a usual e custosa etapa de ações judiciais após licitações, seria excesso de pragmatismo --ou índice de coisa pior-- tolerar o sobrepreço e o desperdício de recursos públicos sob esse pretexto.

Observação: Consternadora é a situação de milhões de pessoas que dependem do transporte público no Estado de São Paulo e na Capital e não a declaração clara e evidente de um ex Secretário Estadual de Transportes confirmando não se lembrar da eficácia de alguma licitação no setor. O jornal em seu editorial, suave, suave, fala em tolerar sobrepreço, como se tolos fôssemos (seus leitores assíduos com certeza devem ser) e não soubéssemos que sobrepreços como os praticados dão azo a apropriação privada de recursos públicos, vale dizer, bola e bola ao PSDB!

Ainda não há como concluir se houve um caso grave de conspiração privada contra o princípio da concorrência ou se foi ultrapassado também o limiar da corrupção pública. Que o Cade e o Ministério Público concluam com o máximo de firmeza e celeridade sua investigação, de modo a confirmar ou afastar de vez a suspeita que paira sobre os trilhos paulistas.

Observação: Interessante como este benefício da dúvida que este editorial concede ao PSDB, partido no governo de São Paulo há 20 anos não é extensivo ao PT no Governo Federal. Muito interessante. Já há declarações de repasses de pelo menos 7% do sobrepreço cobrado a dirigentes do PSDB em cargos no metrô e nas ferrovias paulistanas e essas declarações são das empresas corruptoras, notadamente da Siemens. Logo, este editorial comprova o cinismo, o partidarismo e o desserviço que a imprensa brasileira presta ao cidadão, ocultando o que já é de conhecimento público nas redes sociais e tratando agremiações partidárias de forma absolutamente diferenciada conforme suas conveniências econômicas e políticas. Uma vergonha absoluta e um editorial repulsivo pelo cinismo escancarado!

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36 comentários
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arthur araujo

Onde será que a Folha meteu o domínio dos fatos ?

 
 
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Walter Decker

247 - Embora cautelosa, a jornalista Suzana Singer, ombudsman da Folha, admite que o jornal errou ao preservar o PSDB em seu noticiário sobre o escândalo Siemens nas obras do metrô. Leia abaixo a autocrítica:

 

Na trilha do cartel

No caso Siemens, jornal errou ao preservar, no início, o PSDB, mas acertou ao não propagar acusações sem provas

Há DUAS semanas, a Folha vem sendo sendo alvo de uma "guerrilha verbal" na internet, para usar uma expressão que o jornal cunhou no editorial "Mitos das redes sociais", do domingo passado.

O objetivo dos "guerrilheiros cibernéticos" é levar a Folha a publicar denúncias sobre o envolvimento de políticos tucanos no cartel formado em licitações de trem e metrô de São Paulo.

As armas dessa guerrilha são a divulgação de reportagens da "IstoÉ", posts em blogs governistas e correntes no Facebook acusando o jornal de "blindar o PSDB".

Para saber se a causa dessa militância é justa, é preciso separar opinião e fato. Foi aFolha quem primeiro divulgou que a multinacional Siemens fechou um acordo com as autoridades antitruste brasileiras para delatar a existência do cartel, do qual ela própria fazia parte.

Em 14 de julho, o assunto ocupou a manchete. A reportagem informava que o cartel funcionou em ao menos seis licitações, mas alertava que "não se sabe ao certo o tamanho real, o alcance, o período em que atuou e o prejuízo causado".

Dez dias depois, a "IstoÉ" estampou "O propinoduto do tucanato paulista", com uma reportagem que retomava o depoimento, de 2008, de um ex-funcionário da Siemens. O denunciante, anônimo, tinha planilhas que comprovariam a formação de cartel e o repasse de dinheiro para offshores de lobistas.

Embora a revista tenha rasgado duas fotos de Geraldo Alckmin e José Serra, o texto não trazia evidência de envolvimento dos governadores nem de pagamento de propina. Havia apenas o ex-funcionário falando de subornos a políticos, "na maioria tucanos", e a diretores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Esse mesmo depoimento tinha sido publicado em 2009 pela "CartaCapital", mas, na época, não teve maior repercussão.

Segundo a Secretaria de Redação, a Folha não recuperou a informação publicada pela revista porque o denunciante se recusou a falar sobre o caso para o jornal.

No final da semana passada, a "IstoÉ" voltou à carga, desta vez tentando quantificar o tamanho do prejuízo causado pelo superfaturamento de trens e metrô. A fonte eram "pessoas ligadas à investigação", que corre no Ministério Público de São Paulo e no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A conclusão era que os cofres paulistas perderam R$ 425 milhões.

Folha "respondeu" com uma reportagem em que afirmava que o "cálculo do que foi superavaliado depende de levantamento de contratos assinados pela CPTM e pelo Metrô", o que ainda não foi feito.

O jornal, acertadamente, evitou repercutir o que não era apuração própria, mas cometeu um erro: as duas reportagens publicadas até então não mencionavam que partido estava no governo quando o cartel atuava.

O quadro publicado junto aos textos listava várias licitações sob suspeita sem mencionar que elas ocorreram em gestões tucanas -entre a "prática criminosa que trafegou sem restrições pelas administrações Covas, Serra e Alckmin" ("IstoÉ") e a assepsia do noticiário da Folha, era possível deixar o noticiário mais informativo e equilibrado.

"Folha noticia caso do superfaturamento do Metrô de SP (...) e não cita o nome de ninguém do governo tucano. Nunca vi nada igual!! Rabo preso com o PSDB??", tuitou, na segunda-feira, o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP). O blog "Tijolaço" lançou outra frase de efeito para ser repassada pelos "guerrilheiros": a Folhainventou a corrupção sem corruptor.

A manchete de anteontem -"Governo paulista deu aval a cartel do metrô, diz Siemens"- silenciou boa parte dos críticos. Pela primeira vez, o nome de um tucano (Mário Covas) apareceu em destaque no jornal.

A reportagem, baseada em documento apresentado pela Siemens ao Cade, dizia que o governo de São Paulo é acusado de ter dado aval para a formação do cartel e que esse conluio teria perdurado durante as administrações Alckmin e Serra.

Foi dado espaço ao "outro lado" e tomou-se o cuidado de não partir para conclusões precipitadas, como fez a "guerrilha cibernética", interessada em divulgar, com estridência, acusações não fundamentadas.

Como lembrou o colunista Elio Gaspari, o fato de uma empresa do tamanho da Siemens estar disposta a colaborar cria uma oportunidade ímpar de "expor o metabolismo das roubalheiras nacionais".

O jornal não pode perder essa chance. Só que sem timidez nem açodamento.

 
 
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André de Sousa Bastos

Veja como a midia protege os tucanos até quando não pode, ou seja, quando as provas da roubalheira  abundam, ai vem a tropa dizer que é perseguição politica e fica por isso mesmo, bom demais ser tucano gente

O jogo de sempre dos tucanos quando são denunciados, por Zé Dirceu, em seu blog 

Este é o jogo dos tucanos sempre que são denunciados, e o mais contumaz nessa prática é José Serra: dizem que toda denúncia contra o tucanato é política, eleitoreira. Quando é com eles, denunciam o vazamento e a quebra do sigilo das investigações ou da justiça, do qual sempre se beneficiam para denunciar os adversários.


Ontem, o secretário chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin, Edson Aparecido, disse que as investigações do Cade sobre o cartel no metrô de São Paulo estão sendo usadas como "instrumento de polícia política".

 

Ele disse que está ocorrendo "um processo de vazamento seletivo" "absolutamente inacreditável" por ferir o acordo de leniência feito com a empresa investigada – no caso a Siemens, que fez a denúncia e admitiu ter participado do esquema.


"Acaba fazendo um processo de vazamento seletivo, que nós temos acompanhado pela imprensa", disse o secretário. "A ação não nos parece que seja de esclarecimento, mas seja muito mais de uma ação política".


Serra, que também era governador na época em que o esquema aconteceu, segundo as investigações, também fez o mesmo, reclamando da divulgação dos documentos.

 

Em nota, o Cade afirmou em que "repudia" acusações de "instrumentalização política" das investigações. “O inquérito administrativo que apura o caso é sigiloso, uma vez que o acordo de leniência que deu origem às investigações está protegido por sigilo legal e que as ações cautelares que autorizaram as buscas e apreensões da Operação Linha Cruzada estão sob segredo de Justiça".


A Corregedoria de São Paulo ainda reclamou que não teve acesso aos documentos. O Cade explicou que “somente tiveram acesso ao acordo de leniência e aos documentos que o acompanham as partes investigadas e os órgãos que assinaram o acordo” e que é necessária autorização judicial para compartilhamento de informações com quaisquer órgãos que não sejam signatários do acordo de leniência (quando a empresa acusada colabora com as investigações), em razão do segredo de Justiça.

 

Que se publique então o acordo de leniência, já que não pode ter sido feito com Mister X ou com um fantasma. Quem são os responsáveis nos governos tucanos pelas negociações com os cartéis? Ninguém? Os governadores não sabiam de nada, não conheciam as licitações de bilhões e bilhões de reais e o prejuízo aos cofres públicos de quase meio bilhão de reais?

 
 
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Rogério Centofanti

Não há prova NO MÍNIMO de negligência ou omissão? Quem tiver interesse pode visitar o seguinte link, cuja base de dados está no portal da CPTM: http://saopaulotremjeito.blogspot.com.br/2013/07/em-6-de-marco-deste-ano-arevista.html

 
 
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Neideg

A nota da Folha seria mais clara se dissesse: Nos somos inocentes!

 
 
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É QUESTÃO FUNDAMENTAL O BRASIL COMBATER E LIVRAR-SE DO TERRORISMO DA DESINFORMAÇÃO.

Está cada dia mais interessante apreciar a mídia do Millenium, obrigada a fórceps depois de oito anos de silêncio obsequioso, noticiar o escândalo do propinoduto metroviário tucano e ainda assim, sem mêdo de continuar sendo infeliz, tentar fazer do coração, tripas, para esconder aquilo que não dá mais para ser escondido, o fantástico propinoduto tucano, campeão em duração e valores envolvidos,  sob os governos de Mario Covas, Geraldo Alckmin e José "Bolinha" Serra, na base dos 30% de comissão.

É hilário o muar esforço dessa camarilha midiática-tucana, que sempre se colocou como loquaz paladina da liberdade de imprensa, tentar fazer nesse caso, com que o rabo sacuda o cachorro, sabendo que o escândalo em governos tucanos em São Paulo, diz respeito diretamente aos governadores e não a orgãos que estão no Brasil investigando aquilo que no exterior há tempos se sabia.

Estão querendo botar a culpa no sofá, repetindo a manjada farsa dispersiva do caso Ricúpero, sem darem-se conta que o mundo da comunicação se transformou e a catinga midiática tucana se espalhou pelo Brasil, juntamente com a sonegação global, e ninguém mais a aguenta. 

Uma vergonha! Diria aquele patético senhor,  muso dos garis, se o escândalo fosse favorável a sua turma da Casa Grande.

 
 
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Spin in Progress1

Olha só o título: "Por fora dos trilhos". Tudo muito bem escondido, nada de citar tucanos na manchete, que nem o tal "mensalão mineiro" e não "mensalão tucano". Se envolvesse petistas, como estaria sendo divulgado pelas Globos, Vejas, Folhas, Vejas e Estadões, dou um doce para quem adivinhar. Kd o Ministério Público, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Arnaldo Jabor et caterva, enfim, uma  beleza ser tucano nesse país

 
 
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Andre Borges Lopes

A presunção de inocência que a Folha de S. Paulo concede e Alckimin, Serra et caterva não serve para ela própria. Em 22/06/2008, ou seja, há mais de 5 anos – ao lado de uma matéria sobre a crise no PSDB onde as denúncias de corrupção nos fornecedores do Metrô e da CPTM não ganharam uma mísera linha – o esforçado ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva alertava para o "constrangimento" dos jornalões paulistas em ver que as denúncias do escândalo da Alston na França só chegavam ao Brasil pelas páginas do Wall Street Journal.

Folha-Alston
 

André Borges Lopes www.bytestypes.com.br

 
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Nilva de Souza

Um personagem central para o esclarecimento do escândalo do metrô de SP

DIARIO DO CENTRO DO MUNDO 3 DE AGOSTO DE 2013Adilson Primo comandou a filial da Siemens no Brasil por muitos anos.Primo, ex-presidente da Siemens do Brasil

Primo, ex-presidente da Siemens do Brasil

“Ninguém morre de tédio numa empresa como essa”, disse o executivo Adilson Primo à revista IstoÉ Dinheiro em 2011. Ele falava de novas estratégias de negócios.

Primo era, na ocasião, presidente da Siemens do Brasil, uma operação que fatura cerca de 5 bilhões de reais por ano e emprega 10 000 pessoas.

Poucos meses mais tarde, sua tese seria exemplarmente comprovada com ele mesmo, depois de 34 anos na casa, em que entrou como estagiário e chegou a presidente.

Primo foi demitido por justa causa, acusado de quebrar o “código de conduta” da Siemens, uma das maiores e mais antigas empresas de engenharia do mundo.

Fundada em 1847 e baseada em Munique, a Siemens descobriu uma conta do Itaú num paraíso fiscal na qual Primo e três sócios movimentaram 6 milhões de euros entre 2003 e 2006.

Para a Siemens, Primo subtraiu aquele dinheiro da empresa.

Por sua posição, Primo é um personagem central para esclarecer o escândalo do metrô de São Paulo – a fábrica de propinas com a qual a Siemens assegurou contratos milionários, ao lado de um pequeno grupo de companhias multinacionais que se uniram num cartel.

Estes contratos foram firmados com a companhia que administra o metrô de São Paulo – uma estatal sob o controle do governo paulista.

Isto quer dizer que o escândalo alcança o PSDB, partido que ocupa o governo de São Paulo há duas décadas.

A Siemens é conhecida – e combatida em muitos países – por uma cultura sistêmica de propinas pagas a autoridades que podem garantir contratos nas localidades em que atua (virtualmente, o mundo inteiro).

Em 2008, a empresa foi objeto de uma devassa pela justiça americana e foi obrigada a pagar multa de 1,6 bilhão de dólares por corrupção e concorrência desleal.

A justiça americana pôde caçar a Siemens porque suas ações eram negociadas nos Estados Unidos.

Pagar propinas para conquistar contratos no exterior é ilegal nos Estados Unidos. “Os executivos da Siemens carregam dinheiro para propinas nas suas pastas de trabalho”, disse um dos responsáveis pela investigação movida nos Estados Unidos.

A Siemens não contestou nada do que as autoridades americanas levantaram contra ela. Prometeu mudar sua cultura e limpá-la de práticas corruptas.

Um novo presidente mundial, Peter Loscher, foi escolhido com a missão estrita de saneamento ético. “É possível ser competitivo mundialmente e ao mesmo tempo não fazer nada errado”, disse a empresa ao anunciar Loscher.

Na semana passada, Loscher foi demitido em consequência do escândalo da Siemens brasileira – mais noticiado na Alemanha do que no Brasil.

A Siemens é o caso mais notável de uma cultura corporativa peculiar. Na Alemanha, até 1999, era legalmente admitido que as empresas multinacionais pagassem propinas em suas operações no exterior.

Os subornos eram dedutíveis como despesas de negócio nas declarações de renda das companhias, e pagar uma autoridade estrangeira não era crime.

Na Siemens, subornos eram chamados de “NA”, abreviatura  da expressão “nutzliche aufwendungen”, que significa “despesas úteis”.

As “despesas úteis” eram movimentadas por funcionários dedicados apenas a isso. Internamente, eram chamados de “consultores”.

Quando as autoridades americanas anunciaram a multa bilionária, em 2008, calculava-se que a Siemens empregava no mundo 2 700 “consultores” para administrar seus subornos.

As “despesas úteis”, no Brasil, foram largamente empregadas para que a Siemens ganhasse contratos no metrô de São Paulo sob gestões do PSDB.

A inapetência da mídia para cobrir o assunto chama a atenção, porque o caso da Siemens é espetacular no volume da corrupção e nos métodos envolvidos.

Pode-se imaginar o que estaria ocorrendo se, em vez do PSDB, estivesse o PT por trás do metrô de São Paulo: Adilson Primo já teria sido localizado e estaria nas primeiras páginas com declarações bombásticas, repicadas com estrondo no Jornal Nacional.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/um-personagem-central-para-o-esclarecimento-do-escandalo-do-metro-de-sp/

 

 
 
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Marcos Antônio

"O caso foi revelado nesta Folha. Reportagem de 14 de julho", isso entre a Grande Mídia, por que entre os BLogs Sujos essa denúncia existe HÁ ANOS, vindas da JUSTIÇA EUROPÉIA!

Poupe a nossa inteligência, Sra Folha!

 
 
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Sérgio T.
Re: Crítica ao editorial da Folha de S.Paulo
 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

 
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Gardenal

Quando será que uma "nesguinha" de luz será lançada sobre os descalabros praticados pelo demotucanato em Minas? O buraco é muito mais embaixo(100 bilhões).

 
 
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Oswaldo Alves

Texto raro de se ler no editorial do Estadão, reconhecendo as iniciativas anticorrupção da presidenta Dilma Rousseff:

Uma lei que eleva o país

http://blogumlugar.blogspot.com.br/2013/08/uma-lei-que-eleva-o-pais.html

 
 
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Maria Luisa

 Como disse ontem, não ha nada de novo sob o Sol da Folha. Fico com pena dos jornalistas que aos poucos vão perdendo o emprego. 

 
 
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Walter o primeiro

A Folha já foi mais sutil.

Escancarou de vez e sai em defesa do tucanato

 
 
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nene

A Folha ser parcial no editorial não surpreende e pode-se aceitar. O problema é o tratamento da noticia no espaço não editorial em que a parcialidade impera. Quem le editorial é porque gosta de ouvir a opinião do jornal e principalmente não tem opinião formada.

Com relação a partidos criticarem o STF o que é totalmente razoavel é a critica quando o julgamento não corresponde às provas, como no caso chamado equivocadamente de mensalão. A outra critica, tambem fundamentada, é de tratamento desigual  para julgamentos envolvendo um ou outro partido. É a não obediencia a cronologia, casos novos julgados antes dos antigos. Desta forma, comentando post colocado acima o partido vítima tem, sim, que questionar o Supremo e exigir conduta imparcial de seus membros. É uma tarefa ingloria mas tem que ser este o caminho.

O problema não para aí: os tribunais de conta, igualmente, tratam de forma diferente governos de partidos diferentes. É uma crime contra o país. É vergonhoso, inconcebivel e inaceitavel!!!

 
 
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Raí

A Folha, bem como suas irmãs congêneres da grande imprensa(todas beneficiadas com altos recursos, em forma de anúncios) sempre souberam destas operações criminosas, e sempre esconderam estes fatos, de seus leitores, porem com a entrada das redes sociais nesta arena, e da confissão do executivo da Siemens(cadê os outros corrúptores ?)em troca da delação premiada, ficou impossível, continuar silenciosos, e daí...

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Teo Ponciano

A folha não me decepciona.

É e sempre será jornalixo.

 
 
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renato arthur

Não há provas da corrupção da midia com governo de SP, mas não se pode ser ingenuo e não perceber que ha concluio entre Midia-PSDB há muito tempo. Por que isso se estabeleceu? Por simpatia? Governo que compra publicações de "amigos" e estabelece relações vantajosas para ambos, governador que telefona para redação pautando o jornal, essas publicações tem credibilidade? Ministerio Público totalmente omisso. Manter essa "máquina" escabrosa custa milhões que o paulistano vem pagando e a Midia sustentando.

 
 
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Nemo

Precisamos de uma PEC que obrigue o Ministério Público a investigar...

 
 
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pacoandrade

O Ministério Público do estado de São Paulo nunca vai investigar o PSDB, ... é só vocês darem uma olhadinha na quantidade de  "gratificações e por foras", ... que engordam o rendimento  dos nossos honoráveis procuradores, ....   peçam para um perito analisar a folhas de pagamento do judiciário de São Paulo, ... e um escândalo ! .... analisem os sobrenomes daqueles que ganham mais, .... outro escândalo ! .... trata-se de uma  elite fechada e omissa, ... se alimentando do suor do povo.

 
 
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Mauro Battiferro

 

A Folha publicou uma bomba que cai no colo dos Tucanos, cumpriu sua obrigação.

Aos petistas não basta que o jornal exponha o fato, deveria condenar! O PT precisa que todos na mesma lixeira, para justificar as próprias ações. Qualquer coisa vale!

O engraçado é que querem convencer a todos que o STF é ilegítimo para condenar mensaleiros!

Prá condenar oposição vale até classificados de imóveis, já petistas, deveriam estar livres até do Supremo. Lula ser meramente investigado, então, é golpe!

Uallllllll!!!!

 

 
 
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lenita

E o sr. Batilata ainda vem com esses argumentos. O sr. chegou de Marte, quando?

 

mariah

 
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Teo Ponciano

Chupa que é de chuchu!

 
 
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Marcos Carvalho Campos

Está igual a Folha: defendendo a qualquer custo os tucanos de SP, denunciados pela  ...  Siemens !!!

E vem falar do Mentirão que não se provou nada, pelo contrário.

Estes tucanos na internet são patéticos.

 
 
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Frederico69

engano seu. nos dois casos do mensalão e do metrozão está provado é corrupção.

político recebendo dinheiro sem origem = corrupção!! quer que eu desenhe??

 

Reanimation of the sequence Rewinds the future to the past. To find the source of the solution; The system has to be recast. Black Sabbath em solo sagrado 9/10/13!!

 
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"Dinheiro sem origem", é?

Uai! Então o Raimundo Pereira tem razão, não é o da Visanet.

Como previsto, pelos que não dão o domínio do fato como pétreo, o mentirão não emplaca dezembro e o profeta Delúbio acaba reconhecido.

 

 
 
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Sérgio Leandro

Desenhe, por favor.

 
 
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Marcos Carvalho Campos

Desenha ai então quanto cada um recebeu ...

 
 
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Sergio Saraiva

Se deu mal, troll.

Pegaram teu picolé de chuchu.

 
 

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