Mídia Ninja responde a Chico Otávio

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Segue o texto do fotógrafo Rafael Vilela, membro do coletivo Fora do Eixo e do Mídia Ninja.

Querem criticar a nova midia, mas não tem o minimo cuidado de pesquisar sobre quem e o que estão falando. E depois ainda querem falar de imparcialidade e apuro jornalístico. Esta é a grande mídia brasileira. Não sei se rio ou se choro. 

A matéria do Jornal O Globo, intitulada "Os Ninjam querem verba oficial pra sobreviver" do jornalista Chico Octavio é a prova real de como os grandes veículos de comunicação radicados no Rio de Janeiro e São Paulo perderam a capacidade de conexão com a realidade e as rápidas mudanças que tem vivido a sociedade brasileira. 

Comecemos pelos detalhes: Chamar o Fora do Eixo de Ong Paulista, depois de se referir a falas de Pablo Capilé é no mínimo constrangedor. Qualquer formador de opinião, de uma cidade brasileira com mais de 50 mil habitantes sabe que o Fora do Eixo é uma rede de coletivos que surge a partir da experiência exitosa do Espaço Cubo, de Cuiabá, de onde saiu Pablo, depois de viver 31 de seus 34 anos. A rede que iniciou suas atividades no final de 2005, chegou a cidade de São Paulo em 2011, quando já tinha mais de 100 coletivos espalhados por todas as cidades brasileiras e países da América Latina. De forma descuidada, o jornalista evidencia a forma umbilical e egocêntrica que normalmente os fenômenos de periferia são tratados pelo mainstream jornalístico brasileiro. É assim com a Favela, é assim com Lula e é assim com o Fora do Eixo. Onde será que estes jornalistas e editores estiveram nos últimos 10 anos? 

A tratar a questão das novas mídias a partir de uma lógica protecionista, o que se vê novamente é uma tentativa descarada de descredibilizar o novo, ao invés de encara-lo como fato. Ao ser tratado como ameaça, justamente porque ajuda a desnudar a ausência de imparcialidade e o papel de mantenedor do status quo estampado em suas manchetes diárias, o jornalismo forjado nas redações do século XX, acaba por abrir espaço para a ampliação ainda maior do fosso entre noticia e a realidade. Não perceber que as novas tecnologias servem justamente para retirar máscaras e ampliar protagonismo e reflexão critica é esquecer dos fatos em nome dos interesses. É abandonar o jornalismo em nome de seu negócio. É assumir um lado, de forma velada e por isso constrangida. Ao contrário, os Ninjas, não tem o que velar, e podem ao invés de acender velas para os velhos e moribundos modelos de jornalismo, festejar a chama viva da transparência que redimensiona toda a discussão. Sim, caro Chico Octavio, Julian Assange é o novo Jimi Hendrix!

Afinal de contas, a matéria é realizada a partir de uma reunião aberta, que durou mais de 3 horas, e contou com mais de 100 pessoas, que discutiram dezenas de temas, entre eles alternativas e formas de sustentabilidade. Ela também foi transmitida ao vivo, com mais milhares de pessoas acompanhando online, e seu conteúdo segue disponível para ser assistido. Armazenado online, ele não vai virar embrulho de peixe ou assoalho de carro. Taí talvez, a grande questão a debatida numa matéria que se propõe discutir as novas mídias e as mudanças na comunicação e no jornalismo no século XXI deveria ser:

Onde você prefere formar sua opinião? Na matéria filtrada pelos interesses de uma grande indústria em decadência, ou a partir do conteúdo integral e transparente disponibilizado pelos próprios agentes do processo? 

É amigos, pelo visto a coisa tá ficando estreita e os recibos estão sendo passados. Faça suas escolhas e forme sua opinião! #SomosTodosNinjas

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12 comentários
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Luis Felipe Marques

Olá, Nassif.

 

Só uma pequena correção: o texto é do Talles Lopes, da Casa Fora do Eixo Minas, e não do Rafael Vilela, que apenas o replicou.

 

Agradecemos a atenção.

 

att

 
 
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Nilva de Souza

Porquê será que grande parte, se não a maioria dos Movimentos Sociais e da perifa não os quer por perto?

(...)Por volta das 14h pintou por lá um cara se declarando representante da auutointitulada “Mídia Ninja” [a nova aposta do projeto de poder Fora do Eixo após alguns reveses na área cultural na qual se criaram]. Como já havia um link ao vivo no ato, ninguém conseguiu entender direito qual era a proposta dele. Ele disse que era alguma coisa sobre “chegar e somar”. Quando perguntado sobre a relação deles com o coletivo Fora do Eixo, ele se embananou, gaguejou, e mudou de assunto. Ele usava um boné do Movimento Sem-Teto (MST). Os organizadores pediram para que eles não entrassem na favela com equipamento, já que a relação do Moinho com o Fora do Eixo e similares não é das melhores, para dizer o mínimo.(...)"


A QUEDA DO MURO DA FAVELA DO MOINHO

By Eduardo Roberto; Fotos por Raphael Sanz

Domingão de sol rachando em São Paulo, pouca gente andando na rua, aquele clima de suspensão esperando a hora do jogo de futebol na televisão às 16h, esperando o fim de semana acabar.

No meio desse mormaço, nos limites do que se entende por centro de São Paulo, moradores de uma comunidade paupérrima se uniram por um fim comum. A marreta passou de mão em mão, as pedras foram sendo ejetadas uma a uma. Na Favela do Moinho, a única no centro da cidade, espremida entre duas linhas de trens metropolitanos, neste domingo 4 de agosto, caiu um muro.

Foi um ato político. Os moradores, junto de vários grupos de lutas sociais da cidade, se uniram para derrubar um muro construído pela Prefeitura após um grande incêndio na favela, em 22 de dezembro de 2011. Neste incidente, três pessoas morreram, várias ficaram feridas e cerca de 500 tiveram que deixar o local.

À época, a gestão do prefeito Gilberto Kassab justificou oficialmente a construção do muro como uma questão de segurança. O principal foco desse incêndio em 2011 foi em um prédio abandonado das antigas fábricas da Moinho Fluminense. Desde os 90, o prédio, em péssimas condições, era ocupado. No meio dessa década chegaram os moradores do Moinho. O muro, segundo a Prefeitura, visava isolar a área do prédio.

O incêndio deu à gestão Kassab a desculpa perfeita para a demolição da construção e, se possível, enfiar uma ou duas medidas para conter a expansão da favela. O prédio veio abaixo no primeiro dia de 2012, e a própriaimplosão causou problemas para Prefeitura, já que a construção não veio inteiramente abaixo. O prefeito justificou, afirmando que a implosão não foi total para preservar as linhas de trens. Custou R$ 3,5 milhões e deslocou mais de 5 mil pessoas de suas casas, em pleno Réveillon.


Vídeo da implosão. 

A favela também fica no ponto central de um dos projetos de remodelagem urbana de Kassab, a demoliçãodo Elevado Costa e Silva (Minhocão) e a construção de um parque linear entre o Brás e a Lapa, onde hoje correm linhas de trens.

Após a implosão, o muro de 8 metros de altura construído com concreto armado e que atravessa lateralmente a favela, continuou lá, deixando os moradores com somente uma saída para o “asfalto”. Caso outro grande incêndio ocorresse, a população de lá, com cerca de 500 famílias, teria uma única rota de fuga, debaixo do viaduto Orlando Murgel. Esse era o objetivo primário para pleitear a derrubada do muro.

No último dia 12 de julho a comunidade conseguiu algo inédito em sua história. Um canal direto de comunicação com o prefeito. Fernando Haddad recebeu uma comissão de moradores e se comprometeu a enviar uma equipe para elaborar um plano sobre a derrubada e a constituição de rotas de fuga. A visita à favela ocorreu no dia 16, com membro da Secretaria de Relações Governamentais, Corpo de Bombeiros e Subprefeitura da Sé, mas, segundo os moradores, nenhum prazo para a solução do problema foi estipulado.

Munidos de um laudo feito pelo Corpo de Bombeiros e uma liminar judicial emitida em abril que obrigava a Prefeitura a derrubar o muro por questões de segurança, os moradores pegaram eles mesmos as ferramentas.

A tarefa foi árdua. A parede de concreto armado resistia firmemente às incessantes porradas de marretadas proferidas pelos moradores, que se revezavam nas pancadas, furadeiras, serras elétricas e um ou outro copo de cerveja.

O muro fica no fundo da favela, bloqueando a avenida principal da comunidade e formando um beco sem saída. Para o ato da derrubada, foi montado um esquema de festa, com aparelhagem de som, apresentação de grupos de hip-hop, discursos sobre o choque social urbano e como os políticos só trabalham pela elite, funk para a criançada e umas brejas para os adultos.

Mas, se até protesto na Avenida Paulista com imprensa cobrindo, transmissão ao vivo na internet e gente branca a polícia desce o cassetete, imagina dentro de uma favela. Ainda mais em uma favela que já tem um histórico de confrontos. Portanto o clima, no domingo, era de festa, mas daquelas que em que os convidados já ficam esperando os vizinhos chamarem a polícia para cortar a brisa.

Durante a semana, a polícia, como quem não quer nada, deu as caras porláa. Segundo a moradora e líder comunitária Alessandra Moja, já na segunda-feira (29) o Batalhão de Choque apareceu. “Nós estávamos voltando de uma reunião com a Prefeitura e vimos as viaturas entrar à toda velocidade na favela. Já começamos a gravar e perguntamos para eles qual era o motivo da visita. Eles disseram que ‘estavam fazendo uma vistoria de rotina’. Mas como poderia ser rotina se o Choque nunca veio aqui?”, questionou Alessandra. Segundo a líder, eles pararam as viaturas no meio da comunidade, desfilaram com armas em punho por em 10 minutos e foram embora.

Outras visitas foram feitas pela Polícia Militar no sábado à noite e no domingo de manhã, pouco antes do horário marcado para o ato, ao meio-dia. Cerca de 30 homens da PM, vindo por dentro da favela e pelo outro lado do muro, cercaram o lugar onde ocorreria o ato e pressionaram para que não fosse feita a derrubada. Depois de alguma conversa e da verificação dos documentos que autorizam a derrubada do muro, eles se foram. À tarde, outra tropa, agora da Guarda Civil Metropolitana, também interrompeu o ato para verificação, mas sem grandes consequências.

O ato seguiu tarde adentro, com incessantes marretadas. Aos poucos a população da favela recebeu muita gente de fora e o grupo cresceu. O muro foi caindo, mas lentamente, já que o trabalho era difícil. Somente nesta segunda a passagem foi efetivamente liberada.

Durante todo o ato, o pessoal de vários grupos de apoio aos movimentos sociais, e que trabalha junto com a favela há algum tempo, como o Mães de Maio, fez uma transmissão ao vivo e online dos acontecimentos. Por volta das 14h pintou por lá um cara se declarando representante da auutointitulada “Mídia Ninja” [a nova aposta do projeto de poder Fora do Eixo após alguns reveses na área cultural na qual se criaram]. Como já havia um link ao vivo no ato, ninguém conseguiu entender direito qual era a proposta dele. Ele disse que era alguma coisa sobre “chegar e somar”. Quando perguntado sobre a relação deles com o coletivo Fora do Eixo, ele se embananou, gaguejou, e mudou de assunto. Ele usava um boné do Movimento Sem-Teto (MST). Os organizadores pediram para que eles não entrassem na favela com equipamento, já que a relação do Moinho com o Fora do Eixo e similares não é das melhores, para dizer o mínimo.

HISTÓRICO

Conversamos com a Alessandra sobre o surgimento da Favela do Moinho. Ela tem 29 anos e mora ali há 18. Foi uma das primeiras pessoas a ocupar o terreno onde funcionou até os anos 80 o Moinho Central, o maior do tipo na cidade. Ela morava embaixo do viaduto Orlando Murgel, junto com outras famílias. Com a paulatina e incessante expulsão dos moradores de baixa renda da região do centro, a favela do viaduto foi crescendo e ocupando o espaço abandonado do Moinho, que também estava sendo aos poucos virando moradia.

“A gente mesmo começou a limpar o terreno e a construir. Aqui, antes, era um cemitério clandestino da polícia. Quando eu vim para cá em 95, tudo era um matagal, só tinha o prédio mesmo. Então eles aproveitavam isso para desovar cadáver e colocar a culpa na gente. Em 1999 houve um incêndio, duas crianças morreram queimadas. Em 2000, começamos a expandir de novo, de uma vez. A maioria do pessoal morava na rua mesmo, pelo centro. Embaixo do viaduto era muito pequeno, um barraco em cima do outro. Quando fizemos a expansão, foi até o prédio e além”, conta Alessandra.

O relato segue: “No dia do incêndio criminoso do prédio, em 2011, eu estava grávida de sete meses. Eu morava perto do campinho de futebol aqui da favela, então minha casa não foi atingida. Fiquei o dia inteiro ajudando o pessoal que sofreu e, à noite, fui para o hospital dar a luz. Em setembro do ano passado teveoutro, embaixo do viaduto. Uma pessoa morreu e 100 barracos foram destruídos. Ainda rolaram outro focos depois desses, mas conseguimos apagar nós mesmos”.

Depois do incêndio de 2011, conta Alessandra, a pressão para extinguir a Favela do Moinho aumentou, já que a população de lá foi reduzida pela metade. “A gente enfrentou a GCM depois do incidente, tomei bala de borracha, gás de pimenta, meu corpo tem marcas das bombas ainda. Batemos de frente por quê eles queriam entrar para nós sairmos. Mas a gente não ia sair, então eles teriam que atirar mesmo”. No ano passado, o ex-prefeito Kassab afirmou que as famílias que continuavam vivendo na favela estavam sendo convencidas a sair de lá e aceitar o auxílio-aluguel. Foram cadastradas no programa 810 famílias, segundo a liderança comunitária. Mas muita gente retornou para o Moinho, alegando que os 400 reais não são o suficiente para se morar em lugar nenhum de São Paulo (muito menos na região central), ou que tiveram o benefício cortado.

O prefeito Fernando Haddad, durante sua campanha, prometeu que iria lutar muito pela reurbanização do local, que inclusive visitou. Porém, a Prefeitura já tem outros planos para o terreno. Segue trecho da reportagempublicada no Estadão em 12 de julho: “Em maio, a Secretaria Municipal de Habitação informou os moradores que uma das possibilidades era construir dois empreendimentos habitacionais no centro, para remover as famílias, já que o governo estadual pretende construir no local onde está a favela a futura estação Bom Retiro da CPTM”.

“Nós estamos pressionando a Prefeitura para ocuparmos oficialmente o terreno. Nós já temos um liminar de uso capião daqui. O escritório de arquitetura Pea Biru está nos ajudando a construir um projeto de moradia popular chamado Plano Popular Urbanistico e Cultural da Favela do Moinho, com esquema de mutirão. Estamos negociando com a prefeitura, então montamos grupos de trabalho. O primeiro, emergencial, vai discutir as questões de saneamento básico como água, esgoto e luz. Depois vamos pautar a ocupação organizada do terreno, e no fim a posse dele”, arremata Alessandra. “Dono, na verdade, é quem está morando.”

 http://www.vice.com/pt_br/read/a-queda-do-muro-da-favela-do-moinho

 
 
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Nilva de Souza

FdE e Ninja são entertainment, isso sim. Da mesma raiz dos que criticam.

 

Prefiro este tipo de humor. É mais autêntico.

ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR

Fora do Beiço

Humor intencional e humor involuntário em torno do coletivo que dá abrigo à Mídia Ninja

"Ator de Jiraya' vem ao Brasil e treina Mídia Ninja do Fora do Eixo." "Frente fria chega ao sudeste e congela cachês de artistas do Fora do Eixo." "Pablo Capilé oferece asilo a Edward Snowden na Casa Fora do Eixo."

Já deu para perceber qual o principal alvo do site de humor forado beico.tumblr.com: o coletivo artístico Fora do Eixo. Originário de Cuiabá, liderado pelo publicitário Pablo Capilé, o FdE é hoje uma potência nacional, baseada em São Paulo na casa que leva o nome da organização.

O Fora do Beiço faz mais vítimas, como se vê por estas outras manchetes: "Parapsicólogos alertam para o perigo de foto hipnotizante de Caetano"; "No Rio, papa Francisco promove caônização' [sic] de Criolo".

Velhos e novos ídolos da MPB, a cena indie estatal, o noticiário político, os fatos musicais: nada escapa da "razzia" bem-humorada do Fora do Beiço.

Em um texto sobre um suposto encontro do papa com o rapper messiânico Criolo, um trecho sublime: "Num papo franco, o papa Francisco descobriu afinidades com Criolo --ele é jesuíta, que catequiza os índios, e Criolo é augustino (que vem de Augusta'), e catequiza os indies".

Nas últimas semanas, a cena que gira em torno do Fora do Eixo, tão zoada pelo Fora do Beiço, ganhou evidência. Foi graças à Mídia Ninja, um grupo, aninhado no FdE, de jornalistas não remunerados, que vêm cobrindo como "insiders" as manifestações recentes pelo Brasil.

No Rio e em SP, apesar do amadorismo e da completa falta de isenção, marcaram gols jornalísticos. Estavam onde a "grande mídia" não conseguia estar, ajudaram a derrubar mentiras da PM. Tornaram-se, com mérito, assunto internacional.

A Mídia Ninja é um dos braços de uma televisão na internet operada pelo Fora do Eixo, a Pós TV. É por isso que me lembrei do Fora do Beiço para abrir este texto. Porque acompanho a Pós TV desde o começo, em 2011. Trabalho em televisão, procuro seguir as novidades. E é só com bom humor que dá para falar de uma coisa tão malfeita.

Pode ter sido falta de sorte, mas nas dezenas de vezes em que tentei ver a Pós TV, o que encontrei, de tão primário, deveria se chamar Pré TV. Áudio e imagens sofríveis. O conteúdo, de um tédio abissal.

Tirando as transmissões recentes dos ninjas, nunca vi um programa que não fosse: a) discurseira; b) debate ou entrevista em que todos têm a mesma opinião.

Como se dirige aos já convertidos (seus programas são vistos por poucas centenas de pessoas), a Pós TV não tem nenhuma preocupação de contextualizar. Os convidados passam horas falando sem ser identificados. Ou pelo menos passaram nos programas que segui.

Pena que o "Fora do Beiço" não deve ter assistido a um dos eventos mais curiosos da história recente da Pós TV. Ele seria capaz de descrevê-lo com muito mais humor. Foi logo depois do primeiro "streaming" de grande repercussão da Mídia Ninja.

No dia 18/6, já no estertor de uma manifestação gigantesca em SP, marcada por agressões à "grande imprensa", houve um conflito brutal entre manifestantes e a PM na rua Augusta. Nenhuma outra TV estava lá. A Mídia Ninja fez uma transmissão eletrizante, e digo isso sem nenhuma ironia.

No dia seguinte, o responsável pelo trabalho foi entrevistado na Pós TV. O apresentador fez uma rápida introdução e mandou a primeira pergunta. O rapaz só fez desfilar o jargão prolixo do Fora do Eixo.

Em poucos segundos, o próprio entrevistador pareceu perder o interesse: começou a ler e digitar em um iPad. Depois de uns cinco minutos, o ninja parou finalmente de falar, o apresentador disse algo, o ninja retomou o discurso, o entrevistador voltou ao iPad e eu fechei o computador.

No sentido contrário da diversidade que o FdE apregoa, a linha da Pós TV me parece monolítica: propagar a ideologia digital-coletivista da organização. Se alguma vez apresentou uma voz dissonante, eu infelizmente perdi.

De tão fraca e cheia de si, a Pós TV acaba fazendo humor involuntário. Bem diferente do Fora do Beiço, que não leva ninguém a sério. Até o slogan da conta no Twitter ironiza o jeito FdE de falar: "Semeando parcerias e polinizando a fertilidade efervescente culturo-colaborativa. Coletivamente falando".

Não faço ideia de quem é o gênio que escreve. Merece um programa on-line. Não na Pós TV, claro.

[email protected]

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/121996-fora-do-beico.shtml

 
 
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Jan Bezerra

Vamos lá:

A Mídia Independente Mídia Ninja é Independente, se Reune em um espaço cedido pela UFRJ, quer Dinheiro do Governo e dá ou permite Entrevista para Mídias Tradicionais que eles mesmo Comabatem e que "estão com os dias contatos" e "recebendo os recibos". Como isso é interessante.... Onde está o erro mesmo? E não, não somos todos Ninjas, poderiamos ser Tartarugas Ninjas que saem do esgoto para salvar a Humanidade, mas sempre voltam para o esgoto porque a Identidade é a única coisa a ser preservada e nunca vendida!

 
 
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Mario Marques

Esses caras vão todos presos em breve. Se alguém pedir prestação de contas eles não terão o que fazer. São os novos ratos da política, travestidos de revolucionários.

 
 
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Nadraas

Eh aquela historia batida: o sujeito da entrevista para a Folha e depois reclama de que distorceram, omitiram,  mentiram.

Querem ser democraticos com quem falta qualquer tipo de carater.

Eh da natureza do escorpião. 

Pior que o veneno eh essa falsa ingenuidade da vitima.

 

 
 
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Cristiana Castro

Tô levando muita fé na imparcialidade da tal de Mídia Ninja, não. Tudo que acompanho  via Ninja é eivado de ataques pontuais, ou seja, seus alvos são selecionados assim como os da Mídia tradicional. Agora, direito a verbas públicas, tem mesmo. Pq não teriam?

 
 
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Aroeira

"Formador de opinião"

Essa expressão me incomoda profundamente. Esclareça o fato da forma mais precisa possível e deixe que eu formo a minha própria opinião a respeito do assunto. Ou então, se quiser comentar o fato separe muito bem as duas coisas: fato e comentário. Faça como o Bob Fernandes, por exemplo.  Eu não preciso de alguém me dizendo o tempo todo que "isto é uma vergonha" para  assumir um ponto de vista favorável ou contrário ao que pensa um apresentador de televisão ou ao que pensa um blogueiro "sujo". Eu raciocino com os meus neurônios e não com o fígado do apresentado/blogueiro, e não adianta gritar nem espumar feito um cão raivoso na tentativa de me convencer de que a Dilma é culpada por todas as mazelas que assolam este país. E  da mesma forma que a Rede Globo e o jornal A Folha de São Paulo, por exemplo, abocanham a maior parte das verbas publicitárias dos governos federal, estadual e municipal, a blogosfera tem todo o direito de reinvidicar o seu quinhão. Mas o blog tem que provar "audiência", já que este é o critério determinado pelo próprio governo e mediante o qual a Rede Globo enche o rabo de dinheiro. Eu sou mais o Requião (publicidade zero ou quase zero), mas enquanto as coisas não mudam vamos dividir o bolo.

Sem hipocrisia: a sociedade é capitalista e o blogueiro precisa de grana para se defender das dezenas de processos por danos morais abertos pelos kamelos da vida. Contra PHA existe pelo menos uma dezena. Também contra o Nassif, que é o jornalista mais educado da mídia brasileira. Isenção custa caro, meus amigos. E o que não falta é dinheiro privado para as opiniões partidarizadas ou eivadas de interesses escusos.

PS: Entre amigos nós chamamos o Nassif de Mr. Soft. E PHA de elefantinho em casa de louça. Mas o que seria o Brasil sem esse dois gigantes e todos os outros blogueiros "sujos" que insistem em nadar contra a corrente? Se não existisse a blogosfera o golpe já teria sido dado há muito tempo. Não se iludam.

 
 
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marcelosoaressouza

Quem a acompanha o tais Ninjas e seu "coletivo pai" Fora do Eixo bem sabe que aquilo ali cheira a mutreta das brabas, e antes dos "Ninjas" o CMI (Centro de Mídia Indepedente), Estúdio Livre, RiseUP, Coletivo Metareciclagem dentre outros estavam por ai, fazendo o mesmo e muito mais e sem esse "marketing viral voltada a negócios".

O Coletivo "Fora do Eixo" e o lado oculto da lua

http://www.advivo.com.br/blog/marcelosoaressouza/o-coletivo-fora-do-eixo...

E várias matérias do Quadrado dos Loucos

http://www.quadradodosloucos.com.br/tag/fora-do-eixo/

 

-- Marcelo Soares Souza - http://marcelo.juntadados.org

 
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Weezer

Então, de acordo com o que li nessa defesa, os Ninja querem, sim, dinheiro estatal para sobreviverem, mas acham isso muito justo. Então a afirmação do autor da reportagem estava correta.

E quem não quer dinheiro público?

 
 
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Ivan de Union

Ler antes de comentar.

 
 
imagem de Fr@ncisco

A mídia Ninja incomoda a mídia "Minta" pois é concorrência predadora dessa, que não pode informar ao distinto público, como a Mídia Ninja informa, por exemplo, que manifestantes protestam pois querem saber mais sobre como um "Tutuzão Tucano" abriu um extenso propinoduto bem no meio do custo do metrô de São Paulo.

Enquanto a Globo da mídia "Minta", só nega, não mostra e desinforma, a Mídia Ninja não sonega, mostra e informa. 

 
 

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