Re: Os Ninja no Roda Viva: o futuro explodindo o velho

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morgana profana

Titia não quer ser pessimista...

Esta bruxa velha estava na França pré-Revolução e ouviu os camelôs gritando seus panfletos apócrifos e seus almanaques, naquela que seria a transição da produção e monopólio da informação pelas classes dominantes, clero e nobreza, para a horizontalização feroz promovida pela ruptura e superação do antigo acerto de classes.

Titia recomenda: O camelô: figura emblemática da comunicação, de Jean-Yves Mollier.

É preciso separar todas as coisas, e só depois misturá-las para dar alguma receita...No caldeirão de titia está claro:

O poder, as instituições, o Estado não se relaciona com formas atomizadas de comunicação de massas, como propõe a garotada ninja.

Gostemos os ou não, o formato vertical ou industrial da produção de conteúdo (e algumas vezes, informação) é o que mais agrada aos arranjos partidários, institucionais, governamentais, etc.

A não ser que concordemos que estamos em alguma era pré-Revolução, e pelo que vejo, não estamos, o destino desta gurizada é a "diluição incorporada", como diria Tom Zé!

Ah, é bom lembrar, os camelôs desapareceram, depois que outros mais espertos fundaram os primeiros jornais e seus impérios de comunicação, que rapidamente encontraram seu lugar para cumprir a tarefa de servir a classe dominante, naquele caso, a burguesia e seu capital.

Por óbvio, a associação com nosso cordeis é uma boa dica...Inclusive para revelar sua segregação como "mera curiosidade antropológica", que nunca extrapolou as camadas mais populares de difusão de conteúdo, sem nunca influenciar de fato eventos políticos e históricos.

Recomenda-se, como de praxe, caldo de galinha e precaução, tio Nassif.