Re: As vendas no comércio e a manipulação do G1

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BrunoDF

É melhor ler sem os "tradicionais" intermediários:

Comunicação Social do IBGE, 14 de agosto de 2013

Em junho, vendas no varejo crescem 0,5% e receita nominal sobe 0,9%

 

Em junho, o comércio varejista do país registrou crescimento de 0,5% no volume de vendas e de 0,9% para a receita nominal, ambas as variações com relação ao mês anterior, ajustadas sazonalmente. Para o volume de vendas, trata-se do terceiro resultado positivo consecutivo e, para a receita nominal, representa o 13º mês de taxas positivas. Quanto à média móvel, o volume de vendas obteve variação de 0,4%, enquanto a receita apresentou taxa de crescimento de 0,8%. Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos da ordem de 1,7% sobre junho do ano anterior e de 3,0% e 5,5% nos acumulados dos seis primeiros meses do ano e dos últimos 12 meses, respectivamente. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 9,9%, 11,3% e de 11,9%, respectivamente.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/comercio/pmc/.

Entre as dez atividades, seis registraram variação positiva

Nos resultados de junho sobre o mês anterior, seis das dez atividades pesquisadas obtiveram resultados positivos para o volume de vendas com ajuste sazonal. Em ordem de magnitude das taxas, os resultados foram os seguintes: Móveis e eletrodomésticos (1,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,0%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,0%); Veículos e motos, partes e peças (0,9%); Combustíveis e lubrificantes (0,9%); Material de construção (0,6%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,1%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,5%) e Tecidos, vestuário e calçados com -1,4%.

Na relação junho de 2013 contra junho de 2012 (série sem ajuste), para o varejo, cinco das oito atividades apresentaram resultados positivos. Os resultados, por ordem de importância na formação da taxa global, foram os seguintes: 8,2% para Combustíveis e lubrificante; 7,8% em Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 6,6% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; 2,9% para Móveis e eletrodomésticos; 6,8% para Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação; -3,0% para Livros, jornais, revistas e papelaria; Tecidos, vestuário e calçados com -3,2% e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com -0,8%.

Analisando os resultados do varejo, por ordem de importância das atividades na taxa global, tem-se que o segmento de Combustíveis e lubrificantes, com variação de 8,2% no volume de vendas em relação a junho de 2012, foi responsável pela maior contribuição da taxa do varejo (48%). Em termos de desempenho acumulado no semestre, a taxa de variação chegou aos 6,2%, e nos últimos 12 meses a 7,5%. Atribui-se este comportamento à variação de preços dos combustíveis (3,5% do item combustíveis no acumulado dos últimos 12 meses, contra 6,7% do índice geral, segundo o IPCA).

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos etc., exerceu o segundo maior impacto na formação da taxa do varejo (43%), com variação de 7,8% no volume de vendas em relação a junho de 2012. Em termos acumulados, a taxa para o primeiro semestre do ano foi da ordem de 9,8% e para os últimos 12 meses, de 10,3%.

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com a terceira maior participação na taxa global do varejo (26%), apresentou crescimento de 6,6% na comparação com junho do ano passado e taxas acumuladas de 8,6% no semestre e de 9,1% para os últimos 12 meses. A expansão da massa de salários1 e a essencialidade dos produtos comercializados são os principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento.

Móveis e eletrodomésticos, com alta de 2,9% no volume de vendas em relação a junho do ano passado, foi responsável pela quarta maior contribuição da taxa global do varejo (20%). A atividade vem apresentando taxas de crescimento positivas devido à política de incentivo do governo ao consumo, através da manutenção de alíquotas de IPI reduzidas para móveis e eletrodomésticos2. Entretanto, estas taxas têm apresentado variações cada vez menores no tempo. No acumulado do ano a taxa foi de 3,8% e nos últimos 12 meses, de 7,2%.

O segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, responsável pela quinta maior contribuição ao resultado global, obteve acréscimo no volume de vendas, em junho, da ordem de 6,8% sobre igual mês do ano anterior e taxas acumuladas no semestre de 3,7% e nos últimos 12 meses de 1,3%. Dentre os fatores que vêm determinando este desempenho, destaca-se o aumento dos preços de produtos que compõem a atividade, que até fevereiro apresentaram deflação.

Com variação de -0,8% no volume de vendas sobre igual mês do ano anterior, o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo,passou de maior contribuição em maio para a menor contribuição no índice geral em junho. Em termos de acumulados, a taxa para os primeiros seis meses do ano foi de 0,3% e para os últimos 12 meses, de 3,9%. Explica esse resultado a alta dos preços do segmento nesses últimos doze meses (13,6% no subgrupo Alimentação no Domicílio do IPCA)

Varejo ampliado cresce 1,0% em junho

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou em relação ao mês anterior alta de 1,0% para o volume de vendas e de 0,9% para a receita nominal, ambas as taxas com ajuste sazonal. Comparado com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as variações foram de -2,0% para o volume de vendas e de 4,2% para a receita nominal. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de variação de 3,7% e 6,4% para o volume, e de 8,6% e 9,5% para a receita nominal de vendas, respectivamente.

No que tange ao volume de vendas, a atividade de Veículos, motos, partes e peças registrou alta de 0,9% em relação a maio. Comparando com junho do ano anterior, a variação foi de -9,3%. Tal resultado pode ser explicado pelo efeito base, uma vez que as medidas anunciadas pelo Governo – que levaram a zero o IPI sobre carros 1.0 e reduziram pela metade o imposto sobre as demais cilindradas – se deram no final de maio de 2012, e começaram a surtir efeito sobre as vendas no mês de junho (volume de vendas segundo a PMC em junho de 2012 foi de 20,7%). Em termos de acumulados, as variações foram as seguintes: 4,2% nos seis primeiros meses e 7,% nos últimos 12 meses.

Quanto ao segmento de Material de construção, as variações para o volume de vendas foram de 0,6% sobre o mês anterior, de 5,0% em relação a junho de 2012 e de 6,8% tanto nos acumulados dos seis primeiros meses do ano, como no dos últimos 12 meses.

Resultados foram positivos em 21 estados na comparação com junho de 2012

Das 27 Unidades da Federação, 21 apresentaram resultados positivos na comparação entre junho de 2013 e junho de 2012, no que tange ao volume de vendas. Os destaques em termos de variações positivas do volume de vendas foram: Mato Grosso do Sul (8,8%); Mato Grosso (7,5%); Paraíba (7,5%); Rondônia (6,9%) e Roraima (6,2%) - Gráfico 5. Quanto à participação na composição da taxa do comércio Varejista, destacaram-se, pela ordem, São Paulo (2,1%); Paraná (5,0%); Rio de Janeiro (2,1%); Mato Grosso (7,5 %) e Mato Grosso do Sul com 8,8%.

Em relação ao varejo ampliado, 16 das 27 Unidades da Federação apresentaram taxas de desempenho positivas. As maiores taxas no volume de vendas ocorreram em Mato Grosso (7,3%); Mato Grosso do Sul (5,4%); Piauí (4,7%); Amapá (3,7%) e Rondônia (3,7%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram os estados de Mato Grosso (7,3%); Mato Grosso do Sul (5,4%); Maranhão (3,5%); Piauí (4,7%) e Goiás com variação de 1,5%.

Ainda por Unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas apontam 19 estados com variações positivas, na comparação mês/mês anterior, sendo os destaques: Amapá (3,3%); Pernambuco (2,2%); Piauí (1,8%); Mato Grosso do Sul (1,7%) e Distrito Federal, também com 1,7%.

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1 O aumento da massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi de 1,5% em relação a junho do ano anterior, segundo a PME do IBGE.

2 Variação de 2,2% nos últimos 12 meses para Aparelhos eletroeletrônicos, contra um Índice Geral de preços de 6,7%, conforme o IPCA do IBGE.