Plano de metas da gestão Haddad é tido como mais humanizado

Sugestão de Assis Ribeiro

Rede Brasil Atual

Após consultas, plano de metas da gestão Haddad está mais humanizado

Por Rodrigo Gomes 

Com 123 metas, versão final do plano inclui políticas para idosos, população de rua, jovens de periferia, saúde mental, portadores de deficiência e imigrantes, além de rever ações de segurança

A secretária municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão de São Paulo, Leda Paulani, anunciou a inclusão de ações para população idosa e para a população de rua na versão final do Plano de Metas 2013-2016, da gestão Fernando Haddad (PT), apresentado hoje (16), na Câmara Municipal de São Paulo. Entre as propostas está a construção de centros de referência para os dois segmentos, oito para idosos e cinco para moradores de rua. Entre inclusões, exclusões e alterações realizadas no texto original, o novo plano tem 123 metas, divididas em 20 objetivos.

Segundo Leda, o novo plano está mais humanizado. “O maior avanço é a inclusão de várias metas relacionadas a grupos específicos, como idosos, população de rua, migrantes e jovens de periferia, torna a perspectiva de ação mais clara e definida. Após a consulta, o plano passou a abranger um maior número de propostas para esta parcela da população, que antes tinha somente ações pontuais”, avaliou.

Para a população de rua também está prevista a criação de 22 novos centros de acolhimento, 12 consultórios com tratamentos odontológicos e relacionados ao abuso de álcool e outras drogas, além de ações para a inclusão social e econômica da população em situação de rua e dois restaurantes comunitários. O plano também prevê ampliar em 20 mil vagas o programa de Educação para Jovens e Adultos, para atender a essa parcela da população. Atualmente, o programa tem 65.720 vagas.

Para os idosos foi criado um objetivo específico, com cinco novas metas. Além dos centros de referência, a prefeitura pretende implementar 15 centros-dia, destinados ao atendimento da população idosa, cinco unidades de longa permanência e criar a Universidade Aberta da Pessoa Idosa do Município, além de desenvolver campanha de conscientização sobre a violência contra esse segmento da sociedade.

No campo da segurança, a prefeitura descartou a ideia de destacar um terço dos policiais da Operação Delegada para policiamento noturno em regiões com alto índice de violência. “Foi uma meta amplamente criticada pela população, em todas as subprefeituras”, explicou Leda. A secretaria afirmou que a prefeitura vai estudar outras formas de ampliar o policiamento nessas regiões, além da vigilância de parques e outros locais que seria feita por esses policiais.

Além disso, a prefeitura vai restaurar as 31 casas de mediação e solução pacífica de conflitos existentes nas inspetorias regionais da Guarda Civil Metropolitana, implementar as ações do Plano Juventude Viva como estratégia de prevenção à violência, ao racismo e à exclusão da juventude negra e instalar dois novos espaços de convivência e oito novos serviços de proteção social a crianças e adolescentes vítimas de violência.

Outra alteração relevante é a retirada das obras viárias de apoio norte e sul da marginal Tietê, que eram parte do projeto Arco do Futuro. O apoio norte seria uma nova avenida, de 17,5 quilômetros, que faria a ligação da rodovia Presidente Dutra à região de Pirituba. No lado sul seria construída uma avenida paralela à Marginal Tietê, de 8,4 quilômetros, indo da Avenida Santos Dumont à Avenida Aricanduva. “A retirada da meta é simplesmente por questões orçamentárias. São obras caras que nós percebemos que não teríamos recursos nessa gestão para fazer”, justificou.

Questionada se a exclusão não afetaria o conjunto do projeto Arco do Futuro, Leda foi categórica. “O Arco do Futuro é uma proposta da gestão Haddad que continua absolutamente em pé. O arco não é composto só por avenidas, é um conjunto de medidas de readequação da cidade e aproximação das pessoas de seu trabalho e dos eixos de mobilidade”, afirmou.

Entre as demais alterações estão a criação de uma Política Municipal para Migrantes e de Combate à Xenofobia; o fim do projeto do túnel que ligaria a Avenida Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes, dentro da Operação Água Espraiada; a implementação de 30 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), de dez residências inclusivas para pessoas com deficiência e de cinco Centros Especializados de Reabilitação (CER); e a viabilização de mais um centro cultural de referência, além dos dois que já estavam propostos.

Participação popular

O coordenador da Rede Nossa São Paulo, Maurício Broinizi, considera que o plano avançou, sobretudo quanto à participação popular. "Houve exclusões importantes de obras desnecessárias e a inclusão de segmentos que não estavam sendo bem considerados. Mas o mais importante é a ampliação da participação popular no processo, como não se viu em nenhum momento dos últimos oito anos", disse, referindo-se aos mandatos dos ex-prefeitos José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD).

Para o vereador Paulo Frange, membro da comissão de política urbana, o plano ainda pode melhorar. "O plano está melhor, mas a gestão Haddad pode ampliar ainda mais algumas ações, sobretudo na área da saúde. Eu defendo que seja trazido para a cidade o programa Melhor em Casa, do governo federal, que tem verba própria e poderia estar incluído nas metas, sem onerar a cidade", observou.

A gestão Haddad vai realizar, a partir do próximo dia 24, audiências devolutivas sobre as propostas apresentadas em todas as subprefeituras. A página da prefeitura tem as datas e endereços das atividades. Nessas audiências, a população vai poder definir quais são as metas prioritárias para sua região, quais serão as primeiras a serem encaminhadas de acordo com a capacidade orçamentária da prefeitura. Essas metas serão consideradas no plano de obras de cada subprefeitura e contarão com dotação orçamentária própria na Lei Orçamentária Anual, para garantir sua execução.

O plano de metas original foi apresentado por Haddad em 23 de março, com 100 propostas que demandariam cerca de R$ 23 bilhões para serem executadas. A secretária não soube informar qual será o valor necessário para execução do novo plano e afirmou que a prefeitura vai buscar verbas do governo federal e estadual.

Para definição do plano apresentado hoje, foram realizadas 35 audiências públicas, sendo 31 nas subprefeituras, três temáticas e uma na Câmara Municipal, que reuniram cerca de 6 mil pessoas. Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento, foram apresentadas 8.923 propostas de alteração, exclusão ou acréscimo ao Plano de Metas.

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10 comentários
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Feliz

A sorte do petismo é que qualquer outro nem iria fazer ou apenas o que não prestaria. Portanto, o que fizer já é coisa assombrosa

 
 
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janes salete

 

Aqui, em Porto Alegre, quando o PT assumiu, foi atacado por toda a imprensa e pelos que governaram e nada fizeram. É sempre assim. Depois de 4 anos, o PT conseguiu que a população percebesse que a humanização da cidade era um bom programa e o PT governou por dezesseis anos. A capital gaúcha mudou de cara, ficou mais bonita, mais funcional, mais digna. O transporte publico implantado pelo PT, colocou ônibos de qualidade e belos para todos. Ganhava medalhas internacionais pela qualidade desse serviço. Abriu vários espaços culturais(a usina do gasômetro, é uma delas) para a população ter acesso a esse direito, revitalizou a área do rio(lago) guaiba, e proporcionou que o portoalegrense tivesse uma ótima opção de laser. E vários outros beneficios foram sendo ofertados ao longo do governo petista. Mas, com o passar do tempo, a mídia insuflou o ódio pelo PT. Dia e noite, noite e dia, inventava coisas e colocava em suas diversas estações de rádio, tv, jornais(monopólio rbs). Hoje, quem mais odeia o PT aqui em POA, são os motoristas de táxis, de ônibus, médicos(o PT fez com que tivessem que aparecer no emprego)pois vivem escutando esse monopólio ditador que é a rbs. Com a saida do PT, entrou o pmdb que não fez nada, apenas usufruiu do que foi feito pelo gov. petista. Hoje, e capital está com seus ônibus sucateados, os espaços públicos doados â rbs, etc.

 
 
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mais uma prova

Um governo lindo e maravilhoso desse  era para ficar por toda eternidade, mas esse povo....

 
 
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Paulo Cezar

Se não há planejamento, crticam. Se há, criticam mais, e sem razão. Assim fica dificil. Parabéns pelo plano, agora é trabalhar para cumpri-lo. A utilização de metas ligadas a objetivos é a união de tática com estratégia. 

 
 
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Ledour

Isso se chama engodo para pegar eleitor trouxa !!!! Antigamente um sujeito como Haddad, que promete e nao cumpre, se chamava velhado e era bem ofensivo.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1327751-prefeitura-diz-que-plano-de-metas-nao-previa-construcao-de-vias.shtml
 
Obras estratégicas do Arco do Futuro --uma das principais promessas de campanha do prefeito Fernando Haddad (PT)-- não são mais prioridade da administração petista. A secretária de Planejamento e Gestão, Leda Paulani, anunciou ontem a desistência de construir as vias paralelas à marginal Tietê que faziam parte do projeto. Para ela, as obras são "caras" (não revelou quanto) e a prefeitura não tem condições orçamentárias de fazê-las. A declaração foi dada na Câmara, na apresentação do resultado de audiências do Plano de Metas até 2016. A gestão Haddad também fez uma alteração no plano, retirando a promessa de projetar, licitar e garantir financiamento dessas obras. As informações dadas pela secretária, na ausência do prefeito, provocaram mal estar na prefeitura por envolver um projeto repetido à exaustão na campanha eleitoral. À tarde, a gestão Haddad divulgou nota para dizer que, apesar do discurso da campanha pelo Arco do Futuro, a execução e a entrega das obras não tinham sido prometidas no Plano de Metas. Ela disse ainda pretender viabilizar as obras por meio de Operações Urbanas --que dependem da iniciativa privada, sem dinheiro público. A mudança de prioridade em relação ao Arco do Futuro ocorre pouco mais de dois meses depois da onda de protestos que acabou na redução da tarifa de transporte na cidade, de R$ 3,20 para R$ 3. Logo após baixar a tarifa, Haddad declarou que a decisão geraria impacto em outras áreas. "Precisamos abrir a discussão sobre as consequências dessa decisão para o futuro. O investimento acaba sendo comprometido", disse ele, em 19 de junho. Ontem, a secretária de Haddad também oficializou a desistência da obra do túnel da avenida Roberto Marinho --projeto que envolve mais de R$ 2 bilhões. O Arco do Futuro é um plano de reforma urbana ao longo de grandes avenidas. "Isto é apenas um dos elementos. O projeto continua existindo. O principal do Arco é levar emprego onde tem moradia e moradia onde tem emprego, isso será feito", disse Leda Paulani, para quem a proposta "não se reduz" às obras de apoio viário. Os apoios norte e sul da marginal Tietê, porém, faziam parte das principais obras exaltadas no Arco --no primeiro caso, com 17,5 km; no segundo, com 8,4 km. Em seu vídeo de campanha eleitoral, Haddad declarou que as melhorias iriam ocorrer "através de novas vias e melhor aproveitamento das avenidas já existentes". (Folha de São Paulo)

 
 
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Calma

Não subestime a capacidade intelettual da maioria do eleitorado paulista, pois esses votaram em Haddad sabendo que nada disto iria mesmo acontecer. Tanto é fato que não são esses estão cobrando nada, mas a direita perdedora.

 
 
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Antonio C.

Não tem dinheiro, né?

De repente, aquela publicidade da Avenida Paulista como a avenida de representa a cidade, ou a ponte estaiada como cenário do SPTV Offshore não servem mais como ilusão. Nem o sanduíche de mortadela, nem os passeios-coxinha pelo centro da cidade. Agora tem problema! Vai que é tua Haddad!

Em compensação, a amnésia seletiva sobre Frakassab, Cerralstom. Como foram os governos deles mesmo?

Bom, se o Haddad rever o IPTU de gente, por exemplo, que mora na Avenida Paulista e está isenta... Acho que vai ter mais dinheiro em caixa.

O petista tem que ir para cima dessa gente, não concorda? Ah, não, acho que você não concorda...

 
 
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Paulo Henrique Tavares

Antônio,

 

Eu concordo contigo, existem muitas injustiças na cidade, a começar pela tributação.

Agora, o cara está há apenas 7 meses no cargo, está com um monte de pepinos para resolver, não dá para comprar esta briga agora.

Acho que num segundo mandato (se ele for reeleito) estas coisas aparecerão. Agora, o prefeito precisa de apoio da sociedade organizada. Acho que estes conselhos têm que se articularem mais, para quebrar os interesses do ricos, para que o debate não fique limitado à midia monopolista/ricos.

Depois do tremsalão, a mídia monopolista vai dar um pouco de paz para o Haddad

 
 
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Alexandre Weber - Santos -SP

E sobre o plano em si, têm unidade, equilibrio e harmonia, se sim, como funciona?

Penso que uma estratégia de implementação teria um efeito muito mais contundente na consecução do plano, fora a economia com a fiscalização. Um norte claro, rumo com uma estrela.

Planos táticos sem estratégias definidas não me parecem ser executáveis, existem mais para dar satisfação ao distinto público, só isto.

Os problemas não precisam ser descobertos, todos sabem, o que é preciso são soluções eficientes, economicas e pertinentes, o resto é conversa mole.

 

Follow the money, follow the power.

 
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Paulo Henrique Tavares

Escutem o que estou falando:

Se este cara conseguir fazer um governo razoável, reeleger-se-á em 2016.

Num segundo mandato terá mais liberdade para governar de maneira mais arrojada. Surgirá um presidenciável quase que imbatível em 2022 (daqui a 9 anos, logo ali).

Esse Fernando Haddad é uma das melhores coisas que poderia surgir na política, especialmente na cidade de SP. Precisávamos há tempos de um cara como esse. Nota 10 para ele. Não me arrependi de ter votado nele. Para quem teve de conviver com Maluf/Pitta, Serra/Kassab, este cara dá de 10 a zero em todos eles juntos. Exceção fica para a Erundina (que não acompanhei, mas falam muito bem) e a Marta (que foi uma ótima prefeita)

 
 

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